sexta-feira, 13 de maio de 2011

Eurofarma – Indústria Farmacêutica Nacional – planeja comprar por ano pelo menos uma outra Indústria na America Latina.
A Eurofarma espera ter um faturamento da ordem de R$ 1,7 bilhão em 2011, ou 30% a mais do que no ano passado, fruto da aquisição da Segmenta. Mas sua grandemeta continua a ser a internacionalização. “Queremos cobrir pelo menos 90%do mercado latino-americano, afirma Maria Del Pilar Muñoz, diretora de sustentabilidade e novos negócios. “Vamos fazer pelo menos uma aquisição internacional por ano.” Com essa intenção, a farmacêutica concluiu este ano a compra do laboratório chileno Volta e de sua empresa coligada, a Farmaindústria Ltda, além da uruguaia Gautier. No ano passado, comprou a argentina Quesada. Os próximos focos são México, Colômbia e Chile. A estratégia da empresa é concentrar a produção no Brasil, gerando escalas para suas fábricas e aproveitando as licenças governamentais e estrutura comercial dos laboratórios latino-americanos para vender seus produtos e outros desenvolvidos por grandes laboratórios internacionais por preços acessíveis e comercializados por uma grande força de venda. Um exemplo foi o acordo assinado com a Pfizer para produzir no Brasil a versão genérica do medicamento Lipitor, de combate ao colesterol elevado, cuja patente expira no país este ano. A farmacêutica americana fechou contrato de fornecimento e distribuição coma Eurofarma, fornecendo o princípio ativo do remédio para a fabricação de uma versão similar ao produto original. Atualmente, 90% do faturamento da Eurofarma na área farmacêutica é proveniente de medicamentos genéricos e similares. Mas a empresa começou um programa de pesquisa, iniciando com 5% da receita.

Ela já conta dois depósitos de patentes de fitomedicamentos, sendo um anti-inflamatório à base de extratos de folhas de nogueira da índia; e uma droga para diabetes tipo II. A previsão é que cheguem ao mercado em 2014. Outros estudos visam o desenvolvimento de novas associações de base incremental. M.F.

Compra de laboratórios em países vizinhos visa o aproveitamento de licenças governamentais e estrutura comercial.

NOVAS EMBALAGENS

Fabricante é líder no mercado de soros.

O salto da Segmenta, que possibilitou que a empresa se tornasse líder no mercado de soros — um produto utilizado por 85% dos pacientes internados —, foi a aposta no polipropileno como matéria-prima das bolsas e equipos, como são chamadas as mangueirinhas que levam o soro até o doente. A mudança fez com que a empresa se tornasse a única no mercado brasileiro que não oferece riscos de interação do material da embalagem com o equipamento porque seus produtos são isentos de PVC, látex e DEHP, uma família de produtos químicos industriais que torna o plástico flexível, mas pode migrar para organismos mais vulneráveis. O uso do PVC exigiu o desenvolvimento de um novo projeto de embalagem.

Na Europa, o DEHP faz parte da lista de substâncias que precisam ser rotuladas quando fazem parte de insumos médicos. A empresa desenvolveu uma linha de equipos para infusão de soluções com esse material e com dispositivo de segurança que oferece dupla proteção e lacre que é removido apenas na hora de utilização do produto. M.F.

FONTE: BRASIL ECONÔMICO
Fonte: http://www.grupemef.com.br/noticias_completa.php?not_id=1166

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