terça-feira, 28 de junho de 2011

Benlysta® (belimumabe) para tratamento de lúpus, produzido pela GSK, será testado no Brasil e já foi aprovado pelo FDA.

Hospital brasileiro testa nova droga para tratamento de lúpus

Depois de participar das pesquisas que resultaram na criação do belimumabe, a primeira droga injetável para tratamento de lúpus nos últimos 56 anos, o Hospital Abreu Sodré iniciou um estudo para analisar a eficácia do medicamento.

A droga foi aprovada em março pela Food and Drug Administration (FDA, agência americana de vigilância sanitária). A comercialização, que já teve início nos Estados Unidos, deve começar no Brasil até o fim do ano. O custo ainda não foi definido.

Reconhecido como o maior polo de recrutamento de pacientes e de pesquisa clínica no País envolvendo o tratamento de lúpus, o Abreu Sodré - hospital vinculado à Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD) - vai acompanhar como se comportam 20 pacientes submetidos ao medicamento.

A pesquisa, que deve durar 12 meses e tem o objetivo de conseguir a aprovação de órgãos oficiais para uso clínico do medicamento, está sendo realizada simultaneamente nos EUA e conta com a parceria de serviços de reumatologia de outros hospitais e universidades no País.

O lúpus atinge 1 em cada 1 mil mulheres no mundo, 65 mil pessoas no Brasil e pelo menos 6 mil em São Paulo, de acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia. A forma mais comum, conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES), causa dores nas juntas, nas articulações, alterações na pele, fadiga, febre, mal-estar e comprometimento de órgãos, como rim, pulmão, cérebro e coração.

Desde que a doença foi identificada, há mais de 50 anos, o tratamento tem sido feito à base de corticoides e anti-inflamatórios, diz o diretor do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Abreu Sodré, Morton Scheinberg. A vantagem do Benlysta (nome comercial do belimumabe) e de outros imunossupressores, diz, é que esse tipo de droga interfere somente na produção de anticorpos e provoca menos efeitos colaterais.

Coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Evandro Klumb reconhece a nova droga como inovadora, mas faz ressalvas. "O remédio só foi testado em pessoas com lúpus leve. Esses estudos não incluíram pessoas com as formas mais graves." A diferença com relação às outras drogas já utilizadas para tratar a doença, continua, é que o Benlysta foi desenvolvido especificamente para o lúpus.
Fonte: Estado de São Paulo
Fonte: http://www.sbfc.org.br/site/ver_noticias.php?id=1048&name=noticias


Atenção: Toda e qualquer matéria publicada ou reproduzida neste Blog tem sua origem descrita no link que levará o leitor ao site original que publicou ou republicou a referida matéria, assim como também, recomendamos aos leitores de matérias relacionadas à saúde, que por hipótese alguma façam uso de produtos ou métodos terapêuticos aqui republicados sem consultar um profissional devidamente habilitado na matéria. Este é um Blog particular no qual o seu criador não tem habilitação profissional reconhecida pelos órgãos reguladores da saúde. Não nos responsabilizamos por quaisquer danos ou prejuízos que o leitor venha a ter por inobservância deste alerta.

5 comentários:

  1. Sou portadora de lupus há 15 anos e espero que chegue logo para ficarmos mais livres da cortisona, que além de ficarmos inchados traz muitos efeitos colaterais.

    ResponderExcluir
  2. Espero que seja logo liberado aqui no Brasil e, principalmente, que venha acessível a todos.

    ResponderExcluir
  3. hHá algum tratamento em fase esperimental no Brasil em que em possa me oferecer como paciênte. lyliane Poubel - Rio das Ostras / RJ

    ResponderExcluir
  4. Minha esposa tambem tem lupus, sofre muito com dores reumaticas e espero sinceramente que seja um medicamento acessivel a todos.

    ResponderExcluir
  5. estou disposta a fazer o tratamento experimental denise fragoso arapongas pr

    ResponderExcluir