quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Merck Serono - Anticorpo monoclonal Cetuximabe.

Nota de C&T: É um histórico como o da Merck Serono que pessoas que têm verdadeira antipatia com a Indústria Farmacêutica devem rever algumas críticas. Neste campo não há inocentes, em nome da ciência muitas atividades antiéticas são praticadas, mas tem benefícios que precisam ser respeitados em nome da ciência, de quem dedica sua vida a ela e daqueles que precisarem.
Para quem precisar utilizar este medicamento desejamos sucesso. Nada melhor do que a prevenção, mas quando não for feita que nos sirva os recursos da ciência.

Artigo extraído do Portal Fator Brasil
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=141908

30/12/2010 - 09:03
Cetuximabe é aprovado pela Anvisa para tratamento do câncer de cabeça e pescoço recorrente e/ou metastático
Medicamento é o primeiro em 30 anos a aumentar a sobrevida de pacientes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o uso do anticorpo monoclonal Cetuximabe, da Merck Serono - uma divisão da Merck, como parte do tratamento para pacientes com tumores de cabeça e pescoço recorrente e/ou metastático, doença com 650 mil novos casos anualmente no mundo e responsável por mais de 350 mil mortes. Mais comum em pessoas acima de 40 anos, esse tipo de câncer atinge três vezes mais os homens do que as mulheres.
O medicamento, que já obteve a aprovação européia para sua comercialização, é o primeiro tratamento em 30 anos a aumentar a sobrevida dos pacientes com tumor recorrente e/ou metastático, quando ele se espalha para outros locais além de sua origem.
O registro da indicação de um determinado medicamento é concedido após a comprovação de sua eficácia e segurança, detectados com a realização de testes e estudos clínicos. O estudo EXTREME (Cetuximabe no tratamento de primeira linha para câncer de cabeça e pescoço recorrente e/ou metastático) foi realizado na Europa com 442 pacientes. Seus resultados mostraram que a utilização conjunta de Cetuximabe e quimioterapia propiciou um aumento de cerca de 3 meses na sobrevida global dos pacientes, com redução de 20% no risco de morte e 46% no risco de progressão da doença.
Também foram aplicados questionários avaliando a qualidade de vida dos pacientes desse estudo e a análise mostrou benefícios relevantes, sem impactos adversos na vida do doente. Uma pesquisa realizada em quatro países, com cerca de dois mil pacientes, revelou que o Cetuximabe tem se tornado tratamento padrão para esse tipo específico de câncer. Entre 2008 e 2009, o uso combinado de quimioterapia e Cetuximabe em pacientes sem tratamento anterior dobrou, substituindo o padrão anterior de tratamento (quimioterapia de forma isolada).
Um levantamento realizado pela área de oncologia clínica do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde), apontou que cerca de 95% dos pacientes com tumores de cabeça e pescoço são fumantes ou têm histórico da doença, que inclui tumores que ocorrem na cavidade oral, faringe, laringe e cavidades nasais. A boca é uma das áreas mais afetadas. Por ter sintomas abrangentes como dor de garganta persistente e dificuldade para mastigar, esse tipo de câncer é geralmente diagnosticado em estágio avançado, dificultando seu tratamento.
Sobre o Cetuximabe - O Cetuximabe é um anticorpo monoclonal, que tem como alvo o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR). Por fazer parte das chamadas terapias-alvo, seu modo de ação difere dos tratamentos quimioterápicos padrão, já que ele especificamente visa e se une ao EGFR. Essa união inibe a ativação do receptor e a consequente transmissão de sinal que resulta na redução tanto de invasão dos tecidos normais pelas células malignas, bem como na disseminação de tumores em novas áreas. Acredita-se também que o medicamento iniba a capacidade de células malignas de reparar o dano causado pela quimioterapia e radioterapia, além de inibir a formação de novos vasos sanguíneos dentro do tumor, suprimindo o crescimento do tumor.
O efeito colateral mais frequente no uso do Cetuximabe é a irritação da pele, do tipo acne, que parece estar correlacionada a uma boa resposta à terapia. O medicamento já obteve autorização de comercialização em 80 países.
Perfil- A Merck é a mais antiga indústria farmacêutica e química do mundo. A companhia une essa tradição com a busca constante por inovações nos segmentos em que atua. Com forte presença global, a Merck, fundada na Alemanha há mais de 340 anos, hoje está presente em 60 países e distribui seus produtos em mais de 150. A empresa possui visão de longo prazo e prioriza a pesquisa e o desenvolvimento de inovações nas indústrias farmacêutica e química.
Desde 1923, a Merck atua no Brasil e, atualmente, é uma das dez maiores indústrias farmacêuticas do país, de acordo com o IMS Health. Sua sede é no Rio de Janeiro, onde fica também a fábrica de medicamentos. A área Química está localizada na capital paulista e conta com um depósito em Cotia, na Grande São Paulo. No Brasil, a empresa conta com cerca de 1.200 funcionários.
A Merck trabalha sobre dois pilares, o farmacêutico e o químico, e busca o equilíbrio nesses negócios. A área Farma é composta pelas Divisões Merck Serono, Produtos de Consumo e Genéricos. Já a Química é dividida pelos segmentos Performance Chemicals e Cristais Líquidos.
A Merck no mundo - A empresa surgiu no ano de 1668 em Darmstadt, na Alemanha, quando Friedrich Jacob Merck comprou a Farmácia dos Anjos, que ainda pertence à família Merck. Em 1827, começou a produção industrial. Desde 1995, a empresa possui cerca de 30% do seu capital total cotado na Frankfurt Stock Exchange, com 70% pertencentes aos descendentes do fundador. Atualmente, a empresa conta com cerca de 32 mil colaboradores distribuídos por 60 países. Em 2008, sua receita total foi de € 7,6 bilhões e a empresa apresentou lucro recorde de € 1,1 bilhão.

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