quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ensaio de fármaco experimental da Pfizer regista quatro mortes
27/04/2011 - 08:46

Um estudo publicado online sugere que num ensaio com o medicamento experimental da Pfizer tofacitinib, um inibidor JAK, no tratamento da artrite reumatóide, quatro doentes morreram e outros quatro desenvolveram infecções oportunistas, ao passo que os doentes que tomaram placebo não registaram efeitos adversos. No entanto, ainda não foi possível estabelecer uma relação entre as mortes e o medicamento, avança o site FirstWord.

O estudo, que foi apresentando na Liga Europeia Contra o Reumatismo, envolve 792 doentes com artrite reumatóide que não registaram melhorias após a toma de anti-reumáticos modificadores da doença.

O resumo da investigação revelou que as mortes observadas no ensaio foram provocadas por insuficiência cardíaca aguda e falha respiratória durante o estudo, tendo ainda sido registados casos de traumatismo crânio-encefálico depois da interrupção do tratamento.

A Pfizer tinha divulgado anteriormente dados que sugeriam que o inibidor JAK era superior ao placebo na melhoria de sinais e sintomas da artrite reumatóide e não tinham sido observados novos sinais de segurança no ensaio.

Chris Scott, analista da J.P. Morgan, disse, a este propósito, que apenas os casos das mortes por insuficiência cardíaca e respiratória poderão aparentemente estar associados ao medicamento, acrescentando que foi registado um caso de insuficiência cardíaca num estudo anterior do fármaco. O especialista assinalou que outros tratamentos presentes no mercado para a artrite reumatóide também foram relacionados a um risco acrescido de insuficiência cardíaca.

“Embora este sinal mereça atenção, acreditamos que o produto da Pfizer poderá ser aprovado, apesar de um sinal modesto estar presente”, acrescentou.

Já David Maris, analista da CLSA, comentou que a notícia representa “um grande exagero” e que os investidores vão “começar a digerir esta questão de forma diferente quando perceberem que não é tão má como as pessoas pensam”. Por outro lado, Jon Lecroy, analista da Hapoalim Securities, afirmou que “agora que se fazem ensaios maiores e se registam algumas mortes, os exames cardiovasculares serão muito mais apertados pois a FDA não quer outro ‘caso Vioxx®’”.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário