quarta-feira, 23 de maio de 2012

Quarta Semana Internacional da Tireoide (21-27 maio 2012).


Leiam abaixo palavras do Presidente da FIT - Federação Internacional da Tireoide

" Em função do alto grau de desconhecimento a sobre a glândula da tireoide em diversos países do mundo, é muito importante a divulgação mais efetiva de informações. Os problemas da tireoide são facilmente confundidos com outras doenças o que muitas vezes retarda o diagnóstico e tratamento. É extremamente importante compreender os sintomas mais comuns da disfunção tireoidiana e também compreender o papel crítico que esta glândula desempenha no bem-estar geral do ser humano.
Em 2009, quando começamos com a celebração da Primeira Semana Internacional da Tireoide criamos este site para fornecer informações ao público em geral e para gerar ações contra os possíveis problemas causados pela disfunção da tireoide. Durante os últimos 3 anos, temos recebido um feedback positivo, o que nos motivou a continuar com a missão de aumentar a conscientização sobre os problemas da glândula da tireoide. O aumento constante de material e informação fez necessária a reconstrução do web site. Esperamos que este novo esquema de navegação facilite a você encontrar a informação desejada. Com certeza sua opinião nos ajudará a melhorar ainda mais o site.
Como presidente da TFI, reconheço que ainda há muita desinformação sobre a tireoide. É muito importante procurar assistência médica caso você desconfie que familiares ou amigos têm algum risco de estar sofrendo distúrbios na tireoide. O médico é preparado para identificar sintomas, recomendar testes de diagnóstico e prescrever o tratamento mais adequado, podendo também encaminhá-lo para um especialista em tireoide. Por favor, não demore a consultar seu médico se você achar que está sofrendo de sintomas relacionados a problemas de tireoide, ou se você tiver quaisquer preocupações com a informação apresentada neste website. Lembre-se que antes de tomar qualquer atitude, você deve sempre consultar um médico qualificado para qualquer problema ou situação apresentada no conteúdo deste site e em materiais.
Obrigado por sua atenção e espero que você possa aproveitar a informações contidas neste site" (http://www.thyroidweek.com/pt/ ).
Ashok Bhaseen
Presidente da FIT
A Federação Internacional da Tireoide é uma organização global cujo objetivo é trabalhar para o benefício de todos aqueles afetados por disfunções da tireoide em todo o mundo

Dispensa de dirigente sindical sem instauração de inquérito judicial é nula


Nota de C&T:Toda decisão do TST deveria ser publicada com mais ênfase na mídia não especializada e democrática - aquela que o povão tem mais acesso - infelizmente é preciso garimpar em sites e outros meios de comunicações especializadas assuntos que muitas vezes só interessa a uma determinada classe profissional, o que não é o caso da publicação abaixo, pois muitos são os sindicatos existentes no país assistindo às mais diversas classes profissionais. O trabalhador também precisa ter o conhecimento do direito e não só o direito de ser assistido.
Minha opinião não é criticar patrão ou empregado, mas todo advogado deveria iniciar a justiça a partir de sua banca, desta forma, muitos processos não ficariam amontoados em cima de mesas e prateleiras dos mais diversos Tribunais. Não sabe um advogado patronal da existência da Súmula 379 do TST que data de 25/04/2005? Poderia ter sido um processo a menos no caso abaixo.


A Súmula 379 do Tribunal Superior do Trabalho já pacificou a questão: dirigente sindical só pode ser dispensado por falta grave, devidamente apurada em inquérito judicial. Caso contrário, a rescisão contratual é nula.
Foi com base nesse entendimento que a 8ª Turma do TRT-MG decidiu manter a sentença que declarou a nulidade da dispensa por justa causa de um empregado, suplente de dirigente sindical, determinando a sua reintegração no emprego. É que o procedimento para apuração dos fatos não foi observado.
O trabalhador foi dispensado por justa causa, segundo sustentou a empresa, por ter praticado ato de desídia, indisciplina e insubordinação. A tese da empregadora é de que não havia necessidade de instauração de inquérito judicial, pois o sindicato do qual o reclamante pretende participar ainda não tem registro no Ministério do Trabalho.
Além disso, o reconhecimento da entidade sindical significaria violação à unicidade sindical, pois já existe sindicato representativo da categoria dos empregados em empresas de vigilância e segurança em Minas Gerais. Mas a desembargadora Denise Alves Horta não deu razão à reclamada.
Conforme esclareceu a relatora, os documentos do processo comprovam que o trabalhador foi eleito segundo suplente de diretoria, para o quadriênio de agosto de 2008 a agosto de 2012, quando da criação do sindicato dos empregados nas empresas de transporte de valores de Minas Gerais, e a empregadora sabia disso.
Em junho de 2011, ele foi dispensado por justa causa. O novo sindicato está registrado no cartório civil de pessoas jurídicas. A inscrição perante o Ministério do Trabalho e Emprego é que ainda não foi efetivada.
Embora o requerimento de registro no MTE tenha sido negado, por descumprimento às exigências legais, a entidade sindical impetrou mandado de segurança, ainda não julgado.
A magistrada destacou que a jurisprudência já pacificou o entendimento de que o inquérito judicial é imprescindível para dar legitimidade ou não à dispensa por justa causa do dirigente sindical. E essa disposição vale também para o membro suplente da diretoria.
Ou seja, ele também tem direito à estabilidade provisória, por previsão expressa no artigo 8º, VIII, da Constituição Federal. No mais, a ausência de registro do sindicato perante o MTE não afasta o direito do reclamante a ter sua dispensa por justa causa condicionada à apuração em inquérito judicial. Isso porque o mesmo artigo 8º, por meio do inciso I, estabeleceu que não poderá ser exigida autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente.
E, segundo explicou a desembargadora, o princípio da unicidade sindical não impede o desmembramento de um sindicato mais amplo em outro menor, mais específico, que melhor representará os interesses da categoria, conforme previsto nos artigos 570 e 571 da CLT.
Além disso, no presente caso, é certo que um grupo de trabalhadores, por meio de assembleia geral especialmente convocada para esse fim, deliberou o desmembramento da categoria, constituindo a nova entidade sindical, frisou.
E é exatamente para se assegurar o princípio da autonomia sindical, que proíbe a interferência do Poder Público na organização sindical, é que os integrantes da entidade têm garantido, desde a constituição do sindicato e do registro do estatuto social, os direitos previstos no artigo 8º da Constituição, entre eles a proibição da dispensa do dirigente sindical, a partir do registro da candidatura, até um ano após o fim do mandato, salvo no caso de falta grave, apurada em inquérito judicial.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mercado ilegal de remédios explode na internet

Investigação do Ministério da Saúde lista 1,2 mil sites de venda de medicamentos proibidos
BRASÍLIA - Um trabalho encomendado pelo Ministério da Saúde detectou que empresas que operam mercado paralelo na internet de venda ilegal de medicamentos, de inibidores de apetites, de esteroides anabolizantes, de abortivos e de receita azul fazem uso criminoso de logomarcas oficiais. Foi identificado até um perfil falso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Twitter. Esses são alguns resultados do minucioso levantamento “Fiscalização digital: ameaças à saúde coletiva na internet”, que durou um ano, e foi encomendado a uma empresa privada especializada nessa área digital.

O estudo foi entregue ao ministério em março. Na internet, os criminosos usam símbolos e logomarcas de serviços e produtos do Ministério da Saúde e enganam os consumidores com anúncios de que os medicamentos têm o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram contabilizadas a existência de 1,2 mil sites ilegais, dos mais variados. De medicamentos abortivos, em especial Cytotec, foram identificados 359 sites (30% do total); de inibidores de apetite, 382 (32%); de esteroides anabolizantes, 258 (22%); de fitoterápicos, 159 (13%); e de venda de receita azul, 41 sites (3%).

No caso do abortivo, a empresa contratada para fazer essa varredura na internet chega a calcular que o gasto com internações por problemas decorridos do uso do Cytotec chega a R$ 13,4 milhões por ano. O faturamento ilegal com anabolizantes, no período de um ano da aferição, foi estimado em R$ 153 milhões. Com anorexígenos, o mercado ilegal faturaria R$ 82,4 milhões.

Segundo o estudo, os sites vendem ilusões, além de produtos não regulamentados e geradores de problemas de saúde. O trabalho concluiu que há, nas redes sociais, “drogarias on-line”, com práticas criminosas. “O físico e o virtual se misturam: ‘consultas’ médicas são feitas on-line, medicamentos falsificados são comprados através da internet e enviados para endereços reais. A ‘farmácia’ que vende produtos controlados sem receita está na rede”, diz as conclusões do trabalho. “A internet é uma válvula de escape: é o canal de comunicação entre o indivíduo e a rede criminosa que permite o anonimato. A indústria de medicamentos falsificados é fomentada pela busca por medicamentos proibidos, pela falta de fiscalização na internet, pelos preços abaixo do mercado regular, e pela desinformação da população”.

Os autores concluíram que parte dos problemas de saúde pública do Brasil está, de alguma maneira, associada à internet: abortos ilegais, compra de remédios falsificados, intoxicação por medicamentos falsificados e desenvolvimento de doenças devido à ingestão de medicamentos sem acompanhamento médico.

O trabalho monitorou as principais marcas do Ministério da Saúde, como UPA, Farmácia Popular, Saúde da Família, SUS e Samu. Os produtos se apresentam assim na internet: “Cenaless, o segredo para seu emagrecimento. Auxilia na busca do corpo belo. Bumbum perfeito: apareça na praia com um corpo de causar inveja”. E diz que o produto é aprovado pela Anvisa, o que não é verdade.

Leia também: Site vende receita ‘já carimbada’ e ‘kit aborto completo’

Agenda da Anvisa mostra lobby de parlamentares em favor de indústrias. (Muitas delas Farmacêuticas).

Nota de C&T: O que podemos esperar de uma agência totalmente gerida por políticos? Alguém tem dúvida que onde tem político infiltrado há imoralidade administrativa? "O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta." Nicolau Maquiavel.

Somente em 2011, 140 audiências foram pedidas por deputados e senadores com o diretor-presidente e a cúpula da entidade para discutir questões sobre empresas farmacêuticas, de alimentos e laboratórios

Empresas farmacêuticas, laboratórios químicos e a indústria de alimentos usam políticos para tentar pressionar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na defesa de seus interesses. Um levantamento da própria agência reguladora constatou que, em 2011, 140 audiências foram pedidas por deputados, senadores e governadores com o diretor-presidente Dirceu Barbano a cúpula da entidade. A maioria pedia uma intervenção para defender a liberação da produção ou comercialização de um produto.

O lobby veio à tona com o escândalo relacionado ao senador Demóstenes Torres. Em 21 de setembro de 2011, ele agendou uma reunião com Barbano e informou que o tema a ser tratado seria próstata. Na noite anterior, mudou a agenda e informou que falaria sobre o laboratório Vitapan. Mais tarde foi revelado que essa empresa pertencia ao empresário Carlos Cachoeira.

A Anvisa possui um procedimento rígido para receber empresas que tenham processos em andamento e afirma que apresentará todos os dados sobre o caso da Vitapan. Os representantes são recebidos por técnicos em salas onde as conversas são gravadas. Uma minuta do encontro é produzida e todos assinam.

A direção, porém, tem um procedimento mais flexível, ainda que uma minuta também seja feita. A direção admite que não costuma recusar o pedido de audiência de um parlamentar, em respeito ao Legislativo.

Demóstenes, por exemplo, não seria o único parlamentar naquele dia a visitar Barbano. Às 8h30, o diretor-presidente teria uma reunião com o deputado Federal e vice-líder do governo na Câmara, Odair Cunha (PT-MG) para falara de “registro de medicamentos”. O encontro, segundo a agenda, teria a participação ainda de um “sr. Fernando”.

Na agenda de Barbano para 10 de agosto aparece uma reunião com o senador Paulo Davin. “Pauta: Registro Olanzapina.nuplan”, diz a agenda. No dia 6 de setembro, outro caso. “Reunião com deputado Gabriel Guimarães - Pauta: Processos da Empresa JHS Laboratório Químico Ltda e Empresa Sex Fred Indústria e Comércio de Artefatos de Borracha Ltda”, afirma a agenda.

Dois dias depois, outro encontro com um deputado acompanhado por uma empresa: “Reunião com deputado Mauro Rubens e Eribaldo Egidio, da Associação dos Laboratórios Nacionais e do Laboratório Equiplex”. A última informação que consta nos arquivos da agência é a de que dois dos medicamentos tratados no encontro tiveram o pedido de registro arquivado e um deles, indeferido.

Já o senador Benedito de Lira foi até a Anvisa falar do Lifal, o Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas S.A. O também senador Eduardo Suplicy pediu ainda reunião e foi acompanhado por Christine Jerez Telles Battistini, representante da Intemational Myeloma Foundation. Na pauta: “autorização do uso da Lenalidomida no Brasil para tratamento do Mieloma”.

A agenda ainda mostra reuniões nas quais uma verdadeira delegação de parlamentares visitou a Anvisa. Em 25 de maio de 2011, por exemplo, deputados federais do PCdoB-BA, PCdoB-MG, PDT-GO, PMDB-PB, PT-BA, PV-RJ, PR-RJ, PSB-ES e PV-SP estiveram na agência para tratar do banimento dos medicamentos inibidores de apetite.

A romaria continuou em 2012. No dia 25 de abril, os deputados Geraldo Thadeu, Manoel Salviano, Diego Andrade e Eleuses Paiva foram até agência para uma reunião com Barbano sobre “processos de interesse da empresa Farmace Indústria Químico-Farmacêutica Cearence Ltda”, como consta na agenda da Anvisa.

Inferno. Em entrevista ao Estado, Barbano admite a realização das reuniões e afirma que a pressão é grande. “Se você não recebe os caras (os parlamentares), sua vida vira um inferno”, diz. Segundo ele, se a reunião não é marcada, os parlamentares se queixam de falta de respeito com o Congresso.

De acordo com Barbano, “mais da metade” das 140 audiências em 2011 foi para atender o interesse de alguma indústria. “A maioria é de empresas do Estado dele (do parlamentar), da cidade dele. Qual é a relação dele com a empresa, não é problema meu. É um problema ético dele”, aponta.

Influência da IF sobre a OMS preocupa especialistas

22/05/2012 - 09:14
Ministros da Saúde dos países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) participaram no congresso geral da entidade em Genebra. Activistas criticaram a crescente dependência do órgão da ONU em relação à indústria farmacêutica (IF), avança o site dw.de.

Com mais de 8 mil funcionários, a Organização Mundial da Saúde (OMS) é a maior agência das Nações Unidas e tem como missão central combater doenças e promover melhores condições de saúde para todos os povos da terra. A entidade luta com sucesso contra doenças infecciosas e obteve a redução mundial do consumo de tabaco. Esses sucessos, porém, não conseguem ocultar a grave crise que a OMS enfrenta actualmente, escreve o dw.de.

A People's Health Movement, rede de organizações não governamentais dedicadas à política de saúde de mais de 70 países, criticou a crescente influência da indústria farmacêutica (IF) sobre a OMS e a crescente dependência desta frente a doadores privados. Fundada em 1948, a OMS era originalmente inteiramente financiada pelas contribuições anuais de seus países membros, hoje 194. Neste intervalo de tempo, quase 30% dos 4,9 mil milhões de euros do orçamento da OMS para 2011-2012 já são provenientes de doadores particulares ou de subvenções governamentais voluntárias sobretudo dos países onde ficam as maiores empresas farmacêuticas do mundo.

Influência sobre estratégias e metas

"São doações com objectivos específicos, pelas quais os respectivos doadores podem influenciar directamente o trabalho da OMS", acusa Thomas Gebauer, director da organização de ajuda médico-social Medico International, com consequências que vão muito além da quebra com o processo democrático de tomada de decisão.

Conforme observação das organizações não governamentais de todo o mundo participantes do People's Health Movement, a crescente influência de interesses comerciais mudou os objectivos e estratégias da OMS, como mostra o exemplo da Fundação Bill & Melinda Gates. Com benefícios totalizando 220 milhões de dólares, ela foi o segundo maior doador para o actual orçamento da OMS depois dos EUA e antes do Reino Unido.

A fundação gera a sua renda principalmente a partir de activos fixos. "A maioria dos 25 mil milhões de dólares que Bill Gates pôde investir nos últimos dez anos em programas de saúde em todo o mundo é derivada de empresas conhecidas na indústria química, farmacêutica e alimentícia, cujas actividades práticas muitas vezes vão contra os esforços pela melhoria da saúde global", critica Gebauer.

Programas de vacinação caros

Além disso Gates, também presidente da Microsoft, ganha fortunas com a defesa dos direitos de propriedade intelectual. Isso significa que ele luta pela patenteação de medicamentos e vacinas, em vez de promover produtos genéricos, livremente acessíveis e, portanto, menos caros. "Se Gates leva a OMS a participar de programas de vacinação patenteada, os beneficiados são também os fabricantes de vacinas e seus accionistas: a Fundação Gates é um deles", conclui a Medico International. Tudo à custa da população mais pobre nos países do Hemisfério Sul, já que esses Estados muitas vezes não podem pagar os programas de vacinação mais caros.

A influência da IF e das fundações que mantém pôde ser medida no caso da chamada "gripe suína". Em Junho de 2009, a OMS decretou o grau de alerta máximo para a pandemia de H1N1, a conselho de sua comissão permanente de vacinação. Entre os membros e consultores da comissão, estavam cientistas que tinham contratos com fabricantes do Tamiflu® e outros fármacos antigripais. A campanha de vacinação global, lançada por decorrência do alerta de pandemia da OMS, trouxe uma facturação milionária para essas empresas.

Para declarar uma "gripe perfeitamente normal" como uma perigosa pandemia, a OMS baixou os critérios para alertas de pandemia antes que os primeiros casos de H1N1 fossem conhecidos, afirma um estudo do Conselho Europeu. E também antes disso, autoridades de todo o mundo já tinham fechado garantias de contratos de compra com fabricantes de vacinas.

Menos controlo democrático

Um factor agravante é que as tarefas centrais da política de saúde pública e seu financiamento foram totalmente desligados da OMS desde fim dos anos 90 e retirados, com isso, do controle democrático pelos Estados membros, critica Alison Katz, que durante 18 anos trabalhou na sede da OMS, em Genebra. "Por exemplo, o fundo global criado para combater as três doenças principais causadoras de morte no Terceiro Mundo sida, tuberculose e malária não conta com participação da OMS, a qual é responsável pelas populações de seus países-membros".

O fundo aposta, para tratamento dessas doenças, em produtos farmacêuticos e equipamentos médicos, em vez de dar prioridade a medidas preventivas, ressalta Katz. A intenção, para ela, é clara: Medidas de prevenção não trazem lucro para a iniciativa privada". Juntamente com outros ex-funcionários da OMS, com médicos e especialistas em saúde, Katz fundou a Iniciativa para uma Organização Mundial da Saúde independente, que regularmente promove manifestações na sede da OMS em Genebra.

Os países em desenvolvimento que estão entre os 194 membros da OMS também pressionam por uma mudança. Eles necessitam do apoio da organização para suas medidas de prevenção e para reforçar os seus sistemas nacionais de saúde. Mas pelo menos a curto prazo essa correcção de curso não deverá ocorrer, na opinião dos críticos. Pois as propostas de reforma apresentadas pela directora-geral, Margaret Chan, na assembleia-geral da entidade, são, de acordo com uma análise do People's Health Movement, "puramente cosméticas". Elas não iriam reduzir a problemática dependência da OMS em relação a doadores privados e à indústria farmacêutica

GlaxoSmithKline e Auxilium Pharmaceuticals assinam acordo

22/05/2012 - 09:02
A GlaxoSmithKline e a Auxilium Pharmaceuticals assinaram um acordo segundo o qual a GlaxoSmithKline ganha direitos exclusivos para co-promover o Testim® (gel de testosterona) nos EUA com a Auxilium até 30 de Setembro de 2015. A farmacêutica do Reino Unido deverá começar a promover a terapia de reposição de testosterona, que está aprovada para uso em adultos do sexo masculino com hipogonadismo, junto de médicos dos cuidados primários de saúde no início do terceiro trimestre, avança o site FirstWord.

A GlaxoSmithKline será compensada na medida em que as vendas líquidas do Testim® ultrapassam uma linha de base fixada mas não divulgada pelas empresas, e pode receber pagamentos adicionais após o prazo do acordo. Enquanto isso, a Auxilium Pharmaceuticals permanecerá responsável por toda a produção, distribuição e actividades regulamentares do Testim®. Cheryl MacDiarmid, vice-presidente da unidade de negócios de cardiovascular/metabólico/urologia da GlaxoSmithKline, disse que "a urologia continua a ser uma das principais áreas terapêuticas [da companhia]".

Como resultado das vendas adicionais previstas do Testim®, a Auxilium elevou a sua previsão de receita para todo o ano de 10 milhões de dólares para entre 293 milhões e 315 milhões de dólares, praticamente em linha com as estimativas dos analistas.

O Testim® gerou vendas de cerca de 208 milhões de dólares em 2011, respondendo por quase 80% das receitas totais da Auxilium

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ANVISA, Agência suspende comércio de produtos

21 de maio de 2012
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (21/5), no Diário Oficial da União (DOU), a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comércio e uso, em todo o país, do produto Gel Higienizador, da marca Nutry Clean, fabricado pela empresa Nutry Cap. Ind. e Comércio Ltda. O produto foi suspenso por não possuir registro na Anvisa.

Também foi suspensa, em todo o país, a comercialização dos produtos Cloreto de Sódio 0,9% 100 ml, lote74FA0071, Cloreto de Sódio 0,9% 1000 ml, lote 74FB0144, Glicose 5% 250 ml, lote74FB0239 e Glicose 5% 500 ml, lotes 74FB0141, 74FB0142, 74FB0151, 74FB0153, 74FB0154, 74FB0177 e 74EM4932, fabricado pela empresa Fresenius Kabi Brasil Ltda. Os produtos foram suspensos por suspeita de provocarem reação pirogênica nos usuários. Pirogênio é um contaminante microbiológico que, em alta concentração, provoca uma reação de defesa do organismo.

A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas e serviços de saúde que já tiverem adquirido o produto devem interromper o uso.

Recolhimento Voluntário

A empresa Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz recolheu o lote 116VZA001Z, fabricado em 6/2011 e válido até 06/2013, do produto Vacina Haemophilus Influenza B conjugada. O recolhimento foi necessário, pois a empresa constatou que o lote da vacina foi embalado no cartucho do diluente.

Imprensa/Anvisa

Cientistas descobrem área do cérebro responsável pela obesidade

Pesquisa com ratos prova que crescimento do hipotálamo está associado ao ganho de peso na fase adulta
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que ratos com uma dieta rica em gordura na fase de crescimento desenvolvem depois, na fase adulta, células nervosas novinhas em folha em uma área do cérebro chamada hipotálamo. O crescimento dessas células, segundo o estudo, cria um ciclo vicioso: quanto mais gordura se come, mais o hipotálamo induz o corpo à obesidade e a uma vontade maior de consumir gordura.

Os cientistas explicam que o mecanismo pode ser interpretado como uma adaptação evolutiva. Numa época da evolução dos ratos em que a comida foi escassa, o organismo se defendeu criando um mecanismo para armazenar gordura e induzir o corpo a aproveitar ao máximo a chance de comer. Mas nos tempos atuais, tal faceta evolutiva tem outra consequência se aplicada aos humanos, conforme sugere o estudo. Uma infância com calorias em excesso significa uma fase adulta com maiores chances de desenvolver obesidade e distúrbios metabólicos.

Até recentemente, acreditava-se que apenas duas áreas do cérebro eram capazes de criar novas células nervosas, mesmo na fase adulta: o hipocampo, envolvido na memória, e o bulbo olfativo que, como o nome já diz, tem a ver com a capacidade de sentir cheiros. Com a descoberta de que o hipotálamo também cria células no decorrer da vida, os pesquisadores do Departamento de Neurociência da Johns Hopkins, no estado americano de Maryland, concentraram esforços em saber por que isso ocorre.

O estudo, publicado esta semana na revista “Nature”, mostra que os cientistas criaram um grupo de ratos com ração rica em gordura e outro com alimentação normal. Enquanto animais muito jovens mostraram nenhuma diferença no hipotálamo, não importando a dieta, o crescimento de neurônios no hipotálamo simplesmente quadruplicou nos ratos adultos que tiveram uma infância engordurada desde o desmame. E esses animais ganharam mais peso e mais gordura.

O hipotálamo é também reconhecidamente associado a várias funções do corpo, como o sono, a temperatura, a fome e a sede. Para comprovar a tese sobre a obesidade, os neurocientistas da Jonhs Hopkins separaram os ratos com ração gordurosa e mataram as células novas do hipotálamo com emissões de raio-X. Resultado: os animais manipulados com radiação ganharam menos peso que os ratos que tiveram a mesma alimentação, mas não passaram pelas sessões de raio-X no hipotálamo.

Se a descoberta do grupo de neurocientistas for confirmada em estudos futuros, pesquisadores poderão usá-la para tratar a obesidade por meio de uma radioterapia no hipotálamo ou com o desenvolvimento de medicamentos que inibam a neurogênese — nome que se dá ao crescimento de novos neurônios

Pfizer apresenta novos dados sobre o seu fármaco para a dor neuropática Lyrica®

21/05/2012 - 12:55
A Pfizer apresentou na sexta-feira sete abstracts sobre o seu medicamento para a dor neuropática Lyrica® (pregabalina), na reunião anual da American Pain Society, incluindo uma investigação exploratória utilizando ressonância magnética funcional (fMRI) para investigar como o fármaco funciona nos cérebros de pacientes com fibromialgia. O investigador Richard Harris referiu que este é o primeiro estudo exploratório fMRI para explorar "o mecanismo de acção do Lyrica® em seres humanos com fibromialgia", acrescentando que os resultados "[proporcionam] novos insights sobre como o Lyrica® pode afectar as vias centrais de processamento da dor no cérebro", avança o site FirstWord.

Os dados do fMRI foram recolhidos de 17 mulheres que receberam Lyrica® ou placebo durante 14 dias e, em seguida, após um período de repouso farmacológico, passaram para o grupo oposto. Antes e após cada período de tratamento, imagens de ressonância magnética foram feitas enquanto as doentes receberam dor de pressão contundente para medir a actividade no cérebro. Os resultados demonstraram que o Lyrica® diminuiu a conectividade entre as várias partes do cérebro envolvidas no processamento da dor. O medicamento também reduziu a activação visual ou estimulação sensorial que activa a dor e afecta regiões cerebrais relacionadas, segundo o estudo.

A Pfizer disse ainda que, numa análise fMRI adicional, o Lyrica® revelou afectar a densidade de massa cinzenta em regiões do cérebro conhecidas por processar dor. Neste estudo controlado com placebo, o evento adverso mais comum em doentes tratados com Lyrica® foi a tontura, mas o perfil de eventos secundários foi consistente com o já conhecido para o Lyrica®.

Nos EUA, o Lyrica® está aprovado para o tratamento da dor neuropática associada à dor do nervo do diabético, neuralgia pós-herpética, fibromialgia e crises parciais em adultos com epilepsia que tomam um ou mais medicamentos para convulsões.

Abrafarma aprova veto da presidente


19/05/2012 - 06:29
Nota de C&T: A afirmação do Presidente Executivo da Abrafarma tem endereço certo, ou seja, vai para redes de supermercados que comercializam medicamentos sem CNPJ especifico conforme determina a legislação. Neste caso se enquadra empresa como Walmart e outras.

Dilma Roussef vetou a comercialização de medicamentos em supermercados.

A presidente Dilma Roussef vetou no dia 18 de maio (sexta-feira), a liberação da comercialização de medicamentos que não exigem prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios, lojas de conveniência e similares. O veto foi publicado no Diário Oficial da União.

A presidente argumentou que a liberação dificultaria o controle sobre a comercialização e a proposta poderia estimular a automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos. “A decisão da presidente foi de extremo bom senso. A venda dos mesmos representaria um grave risco à saúde dos consumidores brasileiros”, afirmou Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Fármacias e Drogarias (Abrafarma).

A Abrafarma se mostrou contrária à liberação da comercialização desde a medida provisória aprovada pelo Senado no fim do mês de abril. “Se um supermercado pretende comercializar medicamentos, tem que constituir empresa específica, com CNPJ próprio, cujas atividades sejam a de farmácia ou drogaria, seguindo toda a legislação vigente nessa área”, destaca Barreto.
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=203523