segunda-feira, 15 de julho de 2013

Detidos quatro directores da farmacêutica GSK na China

15/07/2013 - 08:09
A polícia chinesa deteve quatro directores da filial no país asiático da farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK), suspeitos de terem levado a cabo crimes económicos, informou a agência oficial Xinhua, citada pelo semanário Expresso.
Os detidos são o vice-presidente e director de operações da GSK, Liang Hong, director de recursos humanos, Zhang Guaowei, director de assuntos jurídicos, Zhao Hongyan, e encarregado do desenvolvimento do negócio, Huang Hong, indicou a equipa de investigação. A Xinhua não referiu há quanto tempo os responsáveis estão sob custódia policial.
 

domingo, 14 de julho de 2013

Mutação genética rara inspira nova droga para baixar colesterol

Três laboratórios farmacêuticos disputam primazia por remédio
Gina Kolata* (Email · Twitter)
NOVA YORK - Gigantes da indústria farmacêutica estão numa verdadeira corrida para aprovar a venda de um remédio que promete baixar drasticamente o nível de colesterol nas pessoas. A droga começou a ser desenvolvida depois que pesquisadores descobriram uma mutação genética muito rara, que estimula o corpo a eliminar naturalmente o LDL, o chamado colesterol ruim. Três laboratórios, Amgen, Pfizer e Sanofi, já têm medicamentos que imitam os efeitos desta alteração dos genes. Os resultados preliminares dos ensaios clínicos são considerados extremamente promissores. Os especialistas esperam poder chegar a um novo patamar na prevenção de ataques cardíacos.
— Esta é a nossa maior prioridade — afirmou Andrew Plump, chefe de medicina translacional do Sanofi. — Nada mais que estamos fazendo tem o mesmo impacto na saúde pública.
Em geral, mesmo adultos saudáveis têm taxa de LDL (as iniciais em inglês de lipoproteína de baixa densidade) superior a 100. Entretanto, o colesterol de duas mulheres — uma americana professora de aeróbica e uma jovem do Zimbábue — permanece abaixo de 15. Ambas herdaram de seus pais e mães uma mutação no gene chamado PCSK9.
O impacto que este novo medicamento pode provocar no mercado é enorme. De acordo com estimativas de Gary Gibbons, diretor do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos EUA, mesmo se a droga for cara e injetável, dois milhões de americanos deverão se interessar. Caso ela possa ser ministrada em comprimidos e for vendida a um preço acessível, um em cada quatro adultos poderia usá-la.
A antecipação da produção do medicamento está sendo feita numa escala nunca antes vista na indústria. O Amgen, por exemplo, já está preparando três fábricas. Esta é uma aposta cara numa droga que ainda está sendo testada e pode levar anos até a sua aprovação.
— A corrida é para ver quem consegue fazer isso primeiro — explicou Joseph Miletich, chefe de pesquisa do Amgen.
Hoje, o principal remédio para baixar o colesterol é a estatina, lançada em 1987. Apesar de avanços, o número de mortes associados às doenças cardíacas ainda é avassalador; e a principal causa da mortalidade entre americanos, com cerca de 600 mil casos por ano. A nova droga, afirmam especialistas, poderá reduzir drasticamente esta letalidade.
Apesar do otimismo, Gibbons alerta que apenas os estudos em larga escala — que estão apenas começando — determinarão quais serão os impactos na prevenção aos ataques cardíacos.
Neste momento, as fábricas continuam recrutando voluntários para testar as drogas. Entre eles, David Mayse, de 60 anos, que mora em South Point, Ohio, nos Estados Unidos. Seu primeiro ataque cardíaco aconteceu quando ele tinha 49. O segundo o levou ao hospital para a uma cirurgia. Em fevereiro de 2012, seu colesterol era 160 mesmo tomando Vytorin, uma combinação de estatina com um outro medicamento. Quando foi incluído no estudo para a droga experimental do Amgen, seu LDL caiu para 42.
Este não foi um caso isolado. Em geral, depois que passaram a tomar o novo remédio, voluntários com LDL bem superior a 100 têm visto a sua taxa despencar para 50, 40 ou ainda menos. Os medicamentos foram injetados, em uma ou duas doses por mês.
A redução drástica do LDL fez o Pfizer estabelecer um piso para esta queda, contou Barry Gumbiner, que lidera as pesquisas da companhia. O tratamento é interrompido quando a taxa chega a 25 ou menos.
— Não há muita experiência no tratamento de pessoas com níveis tão baixos de LDL — ponderou Gumbiner.
Pesquisadores ainda querem saber quais as consequências para a saúde das pessoas que passam a ter níveis tão baixos de colesterol. De acordo com Daniel Rader, especialista da Universidade da Pensilvânia, além de consultor do Sanofi, quanto menor o nível de LDL, melhor.
— Se eu tivesse doença coronária, com certeza gostaria de conduzir o meu LDL para bem abaixo dos 50 — disse Rader.
Cauteloso, Gibbons ressalta que os estudos para avaliar os efeitos da forte queda de LDL ainda estão em curso.
 
 

sábado, 13 de julho de 2013

Número elevado de farmácias favorece automedicação, diz médica

13/07/2013 10h00
Pesquisa indica que em Curitiba há mais farmácias do que o indicado.
Professora da UFPR fala dos riscos se tomar remédio sem prescrição.

Bibiana Dionísio Do G1 PR

Ir a uma farmácia e comprar remédio por conta própria ou apenas a partir da indicação do balconista é comum entre brasileiros, a ponto de ser um hábito. No caso da analisa de treinamento e desenvolvimento na área de Recursos Humanos Mariane Garbuio, de 30 anos, é um costume que foi passado de mãe para filha. “Desde que eu era pequena, eu cresci com a minha mãe me dando remédio. Eu sentia uma dor de garganta, minha mãe me dava um Cataflam. Eu ficava com febre, ela me dava um antitérmico, antes de me levar no médico. Eu acabei pegando este hábito”.
Mariane conta que se automedicava principalmente em casos de dor de cabeça, de garganta, dor de estômago e tosse. Mas, agora, esse hábito pertence ao passado. Por estar grávida de dois meses e meio, ela está impedida de ingerir qualquer remédio sem avaliação médica. “Estou sofrendo horrores. Eu sinto uma dorzinha e não posso tomar remédio. Antes eu sentia uma dor de cabeça, tomava algo e passava. Agora, eu não posso tomar nada. Essa semana eu tive uma crise de enxaqueca e não pude tomar nada, então, isso me faz sofrer”, confessou.
A automedicação e os possíveis impactos são minimizados pela população e por isso acaba sendo tão corriqueira. Uma pesquisa, coordenada pela professora Domique Muzzilo do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e médica hepatologista do Hospital de Clínicas (HC), indica que no Centro de Curitibaexistem mais farmácias por habitante e por área do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Enquanto o indicado é uma farmácia para oito a 10 mil habitantes, na capital paranaense a proporção é de três para mil. “A oferta é tão grande porque tem procura e, como a oferta é tão grande, a procura permanece presente”, pontuou a professora.

Saiba mais




Essa oferta, no entendimento da professora, é exuberante e corrobora com a automedicação. Segundo Muzzilo, um levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) mostrou que cerca de 80 milhões de brasileiro se automedicam. Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram que de cada três medicamentos vendidos em farmácia, apenas um tem receita médica. A pesquisa do governo federal apontou ainda que os outros dois medicamentos foram adquiridos após indicação, por exemplo, de parentes, amigos, vizinho e balconistas.
“Isso é muito grave. Quando a pessoa toma a medicação, sem a indicação médica, ela não sabe o que aquele remédio pode causar em termos de efeitos adversos. Ela não sabe se realmente tem uma doença que precise daquele medicamento ou se ela tem alguma situação que pode até piorar por causa daquele medicamento”, alertou a professora.
Segundo a professora, o medicamento mais vendido livremente nas farmácias é o anti-inflamatório não hormonal – indicado, por exemplo, para dor e inflamação -, que é o medicamento que mais pode causar complicações. “Uma das mais comuns são os problemas gástricos, a ponto de a pessoa ter hemorragia por reação do remédio. São remédios muito importantes para a população que tem a indicação adequada, no entanto, os colaterais podem ser graves”.

Quando a pessoa toma a medicação, sem a indicação médica, ela não sabe o que aquele remédio pode causar em termos de efeitos adversos

Domique Muzzilo, médica e professora da UFPR

Aliado a esta questão numérica, existe um mecanismo criado para impulsionar a venda de medicamentos em detrimento da saúde. “Os balconistas são treinados para dar orientações breves, mas a função deles é literalmente vender. Eles têm cotas para atingir. Nós sabemos que existem subsídios e estímulos financeiros de quem vendem as medicações para as farmácias, que premiam esses balconistas quando eles atingem estas cotas”.
No entendimento da professora, o medicamento é tratado como se fosse um pacote de biscoito. Ela exemplifica com uma experiência própria. A professora e médica do HC foi comprar um remédio e o balconista sugeriu que ela levasse mais do que o necessário porque estava em promoção.

Além disso, lembrou Muzzilo, os balconistas estão despreparados para a função. Pelo menos, foi o que mostrou outra pesquisa realizada há dois anos também sob a supervisão da professora. Neste levantamento, alunos de medicina questionavam os balconistas sobre o paracetamol – que é um analgésico - com o intuito de saber o grau de conhecimento do balconista.  De acordo com Muzzilo, os balconistas não respondiam adequadamente sobre a dosagem e nem sobre efeitos adversos. “Eles estimulavam que fosse tomada uma dose muito maior do que a devida”. Esta é uma amostra, que na avaliação da professora, pode ser estendida a outros remédios.
A complexidade da automedicação, destaca a professora, não está nos balconistas. É preciso considerar que atualmente as farmácias ampliaram a oferta de produtos. Além do carro-chefe, os consumidores encontram uma infinidade de opção como cosméticos, chocolates, salgadinhos, pão, chás, eletrônicos, etc.
Há ainda a questão da legislação, que para a professora, é permissiva. “É ruim a facilidade que o cliente tem para obter qualquer tipo de medicamento”, disse.  Atualmente, a receita médica é exigida apenas na compra de antibióticos e remédios de tarja preta. As outras medicações são de aplicação livre.
Diante deste cenário, a professora levanta a questão: por que é dada a licença indiscriminada para a abertura de um número tão grande de farmácias? Muzzilo destaca que a farmácia está simplesmente cumprindo o papel dela que é ser simplesmente um comerciário. Não há nenhum desrespeito a lei. “Eles são livres para venderam o que quiserem, com exceção dos antibióticos e dos remédios tarja preta. O que eu entendo é que nossa legislação é muito frouxa, muito livre nisso”, argumentou. A professora também acredita que deveria ser proibida a publicidade de medicamentos nos veículos de comunicação para que fosse minimizada esta prática da automedicação.

 
 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Propagandista na visão de Fernando Ramadinha (Ramadinha & Cia Treinamento).


A visita médica produtiva

O perfil do Representante Farmacêutico vem ao longo dos anos mudando consideravelmente. Em um passado tínhamos a figura do PVC, que era o propagandista, vendedor e cobrador. Depois passou a ser o propagandista/ vendedor, com a implementação da cobrança bancária.

Assim, começou o propagandista a ter um foco cada vez mais direcionado ao seu principal cliente, o médico.

Com a evolução, a indústria farmacêutica concedeu aos distribuidores o direito de representá-la junto aos pontos de vendas, através de uma remuneração elevada pela prestação de serviços de distribuição. Com isso, a indústria farmacêutica afastou-se perigosamente das farmácias e depois das redes, que passaram a ter grande importância nos negócios do segmento.

Mais tarde, após a entrada fortemente apoiada pelo governo federal dos genéricos e o crescimento da importância de ter-se uma distribuição mais harmônica nos pontos de vendas – Pontos de Vendas, volta à indústria farmacêutica aos pontos de vendas.

E o papel do propagandista? Como ser produtivo em suas atividades? Quais seriam alguns pilares de sucesso de uma visita médica produtiva?
O nome da função mudou para Representante – Rep – não como um modismo, mas devido às novas responsabilidades e exigências da função. Antes o objetivo era fazer o máximo de visitas, a quantidade era o fator determinante. Hoje o que importa é manter uma quantidade adequada de entrevistas por dia, mas com qualidade, com resultados, objetivando a geração de novas prescrições.

Não basta fazer o número de entrevistas desejadas, elas têm que ser produtivas!

Quando falamos em pilares para entrevistas mais produtivas não podemos esquecer a credibilidade da própria empresa. Esta independe da atuação do Representante – REP que está no momento desempenhando essa atividade em determinado setor. É algo que já se iniciou há algum tempo. Ética, bons serviços, qualidade dos produtos e das mensagens, boas normas de produção e estreitos controles de qualidade só elevam a credibilidade de uma empresa. Credibilidade é um parâmetro importante de entrevistas de vendas mais produtivas.

Um segundo fator é a arte de fazer boa conexão com fatos levantados pelos REP’s. O Representante deve hoje estar atento a tudo que passa ao seu redor, quer seja no momento da visita, quer seja em uma etapa anterior, quando durante o seu planejamento procurar buscar informações, dados e detalhes sobre os médicos a serem entrevistados. Fazer conexão, nada mais é, do que o apelo ao emocional com aquele médico que será entrevistado pelo REP.

A percepção do Representante deve estar sempre bem aguçada para descobrir possíveis “links”, com os quais possa ligar fatos reais sobre o médico, atrelados às características, vantagens e benefícios dos produtos a serem promovidos. Esta é uma estratégia muito interessante e traz um bom apelo emocional na entrevista, fazendo conexão com algo que o médico gosta ou é do interesse dele, seja no campo profissional ou no pessoal.
Cabe ressaltar que as pessoas tendem a ser mais expansivas e a se sentirem mais a vontade quando falam daquilo que gostam ou têm interesse. Se os médicos declaram o que gostam, se dão indicativos das suas preferências pessoais ou profissionais, podemos perceber estes sinais e transformá-los em boas conexões para os produtos ou serviços promovidos.

Poderiam ser estes sinais ou indicativos de bons “links” para as entrevistas?

Jim Edwards, presidente da LeaderQuest Development, empresa de treinamento e desenvolvimento de programas de treinamento para a indústria farmacêutica nos Estados Unidos da América confere em suas publicações e artigos um direcionamento muito interessante aos aspectos emocionais durante uma entrevista de vendas. Vamos adaptar alguns à nossa realidade, interpretá-los e dividir com os nossos leitores.

O autor faz alguns questionamentos, que nos parecem ser no mínimo bem intrigante, tais como: “Porque algumas mensagens são ouvidas e outras não? Por que existem REPs que têm sucesso, conseguem influenciar os hábitos prescritivos dos médicos, enquanto outros com igual relacionamento, produtos e até mensagens semelhantes falham?

Para o autor a diferença é a mensagem estar atrelada ou não à emoção, significando que foram feitas boas conexões ou não com fatos levantados previamente.

Vender para si mesmo é o primeiro passo comentado pelo autor. Ninguém consegue vender aquilo no qual não acredita. Como um REP pode vender um determinado anti-histamínico, por exemplo, se não acredita nas características, vantagens ou benefícios do mesmo? Os vendedores mais produtivos e de alta performance sabem que a venda é algo que contagia. Na realidade, é a transferência das crenças do vendedor para o comprador. Se estas crenças atendem às necessidades do comprador, (e nisso sempre existe um forte apelo emocional por trás) as crenças tornam-se o veículo que carregam as vendas. Se os vendedores não conhecem bem o seu produto e a concorrência, certamente comprometerá a sua crença. Repetimos que ninguém consegue vender aquilo em que não acredita!

Outra estratégia é ter claramente identificado o que o seu produto ou serviço faz. Na indústria farmacêutica os bons vendedores vendem medicamentos. Os melhores vendem o que os produtos fazem! Assim, é vital um treinamento contínuo e ter o conhecimento de cada característica e benefício do produto em profundidade, para que, no momento da entrevista de vendas possam ser usados. Faz todo o sentido afirmar que os melhores REPs vendem o que os produtos fazem e isso só é possível com o conhecimento pleno do que o seu produto faz e conhecimento da concorrência.

A terceira estratégia a ser levada em conta é a boa definição do problema que o seu produto resolve. O REP de alta performance vibra quando se depara com um problema a resolver, pois sabe que aquilo que pode parecer um problema, algo difícil ou complicado nada mais é que uma oportunidade. O passo mais crucial, segundo Jim Edwards, é no estabelecimento de uma “cascata de emoções”, criar um apelo emocional arraigado junto à conseqüência do problema que o REP pode resolver.

Qual a dificuldade que aquele dito problema está causando na vida do paciente? O que ele está perdendo em termos de qualidade de vida? O que significa para uma pessoa sair de sua rotina profissional e pessoal? Qual é o prejuízo?

Na maioria das vezes não temos o hábito de calçar os sapatos dos pacientes, ou seja, sermos empáticos. Se conseguirmos nos conscientizar das questões acima e procurarmos respondê-las, deixaremos de lado a simples preocupação de passar uma mensagem. Se o produto apresentado ou promovido resolve o problema dos pacientes, eles não se sentirão mais vítimas ou reféns daquilo que os incomoda naquele momento, do prejuízo fruto da quebra da rotina profissional, do desconforto que gera aos próprios pacientes e familiares. Mostre ao médico uma “boa fotografia” do fato resolvido e deixe o médico recordar a solução.

Qual é a verdadeira dimensão do problema para o médico, quando se depara com uma patologia de um paciente? Esta estratégia leva o REP a pensar de uma maneira mais ampla, tal como: “Quantas pessoas estão sofrendo do mesmo mal no meu setor ou região? E no meu estado, no Brasil e no mundo?” Na medida em que temos claramente na cabeça um perfil do paciente para o produto que tenho que promover, sugere o autor que se multiplique mentalmente por dez milhões. Lógico que isto é apenas uma dramatização, mas, ajuda o REP e o médico a terem uma verdadeira dimensão da construção da verdade. As oportunidades são imensas quando aumentamos a extensão do problema. No mínimo manterá o REP focado na razão ou motivo de ser ele um profissional da indústria farmacêutica e não um profissional que faz entrega de mensagens. O trabalho do REP está ligado à vida e um dos objetivos é proporcionar condições favoráveis para os médicos minimizarem o sofrimento dos pacientes. O bom REP mantém esta realidade no centro do seu coração e da sua mente e aqui é emoção pura.

Concluindo vimos que a emoção é um dos fatores da maior importância nas atividades dos melhores Representantes. Saber fazer conexão com os fatos levantados junto aos médicos ou coletados no mercado em seu planejamento de trabalho é vital para o sucesso. É necessário ter a consciência de que os melhores REPs vendem soluções, ou seja, vendem o que os produtos fazem e os benefícios que geram aos pacientes necessitados.

Definir bem o que o seu produto resolve e dar a devida dimensão aos problemas que os médicos enfrentam em seu trabalho diário são oportunidades de ouro para o sucesso dos bons REPs.

Fonte: http://ramadinha.net.br/

Pacientes com doenças raras lutam até na Justiça pelo direito à saúde

08/07/2013 - 08:00
Extra

Neu-ro-fi-bro-ma-to-se. O contador Rogério Lima rodava em torno da palavra. Alessandra, sua mulher, havia telefonado pouco antes. Chorando.

- Disseram que a Maria Vitória tem 80% de chance de ter neurofibromatose.

- O que é isso?

- Não explicaram.

Era o primeiro diagnóstico que o casal recebia, após anos levando Maria Vitória a dermatologistas e pediatras. A menina, hoje com 6 anos, tinha 3 na época, e nascera com misteriosas manchas café com leite pelo corpo. Tinha dificuldade na fala e era mais agitada que os coleguinhas.

Aflito, Rogério ligou o computador. A internet esclareceria as dúvidas, pensou. Não podia ser nada ruim, não com a garotinha dele, cachos e rosto de anjo.

- O primeiro link apontava um site de bizarrices. Comecei a chorar.

Quando a família de Brasília foi ao Rio e fechou o diagnóstico, o choro veio mais forte. Não sabia o que aconteceria. Tudo era enigma. O oceano de interrogações em que Rogério e Alessandra submergiram até descobrir o que Vitória tinha é o mesmo que engole a maioria dos pacientes com doenças raras. Como o EXTRA mostrou ontem, cerca de 13 milhões de brasileiros sofrem dessas enfermidades, que atingem até 1,3 a cada 2.000 pessoas. Grande parte dos médicos não ouviu falar nem desconfia dos sintomas.

Diagnósticos errados proliferam no Sistema Único de Saúde (SUS), com prescrições para curar outras doenças — ou o negligente e cômodo “isso não tem jeito”.

Embora o SUS só tenha protocolos clínicos para 25 dessas enfermidades - sendo 12 por meio de remédios -, 381 doenças raras podem ser tratadas com algum tipo de medicamento, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. Não são remédios baratos, por serem produzidos para um círculo restrito de pacientes.

Porta fechada no SUS, janela aberta na Justiça, para garantir o direito de acesso à saúde. Segundo o estudo “Intervenção judicial na saúde pública”, compilação feita pelo Ministério da Saúde das ações judiciais que enfrentou em 2012, 86% dos gastos da pasta com remédios comprados por ordem judicial foram para esses pacientes. Só o Elaprase, solução injetável que retarda a mucopolissacaridose tipo II, consumiu R$ 73 milhões na Justiça - uma dose do remédio custa, em média, R$ 200 mil.

Na falta de uma política nacional que atenda pessoas com doenças raras - o governo federal promete lançá-la em outubro -, o empenho isolado de médicos e outros profissionais do SUS garante o atendimento. João Gabriel Daher atende como voluntário dezenas de pessoas, em quatro hospitais do Rio. Foi lá que conheceu o casal Cátia e Alexsander Benassi, de 40 e 41 anos, respectivamente.

Os dois têm doenças raras - ela é portadora do mesmo tipo de neurofibromatose que Maria Vitória e ele tem epidermólise bolhosa.

- Sempre acham que nos conhecemos em grupos de ajuda ou salas de espera — ri, alisando a perna do marido.

Não foi. Conheceram-se há 20 anos, em um baile de Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio em que moram. Os dois esconderam suas doenças. Os carocinhos de Cátia eram poucos, e Alexsander sabia camuflar bem suas bolhas. Tomaram coragem, contaram, casaram-se. Dos dois filhos, um tem neurofibromatose. No sofá de casa, um fala sobre a doença do outro. As dores são iguais.

- Ele me dá força, garra, incentivo. Me dá amor, mais forte que qualquer doença - conta Cátia.

Motivos da precariedade do atendimento

Distância: Hoje atendida por uma equipe que inclui até fonoaudiólogo, Maria Vitória vive bem, acompanhando cada manchinha. Mas só no Rio - a 1.162 quilômetros de casa - encontrou um especialista, o médico pesquisador João Gabriel Daher, do Serviço de Genética Clínica da UFRJ. “O Brasil tem poucos centros de referência. Pessoas de locais distantes, como Rondônia e Acre, ficam abandonados”.

Multidisciplinar: De acordo com o médico, faltam no Brasil centros que ofereçam cuidado integral ao paciente. Ele explica que a maioria dos tratamentos devem ser multidisciplinares, com médicos de diferentes especialidades, psicólogos, fonos e terapeutas.

Lá fora: Só Canadá, Estados Unidos, União Europeia e Japão têm políticas nacionais para pacientes de doenças raras

Pesquisadores brasileiros desenvolvem remédio para câncer com saliva de carrapato

Estudo genético de secreção do parasita revela proteína capaz de matar tumores de pâncreas em laboratório

Em fase de testes pré-clínicos, desenvolvimento do medicamento terá financiamento do BNDES

RIO- Uma proteína da saliva do carrapato-estrela, parasita comum nas áreas rurais do Brasil, conseguiu reduzir tumores de pâncreas cultivados em laboratório, um dos tipos de câncer mais letais em humanos.

O experimento, comandado por pesquisadores do Instituto Butantan, de São Paulo, foi bem sucedido também para tumores de pele e nos rins, inclusive em testes feitos com camundongos. O desenvolvimento do medicamento tem que passar ainda por mais testes em animais até poder ser experimentado em humanos, na fase chamada de teste clínico. Mesmo assim, está criada entre os pesquisadores envolvidos, do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do instituto, grande expectativa para a descoberta de um tratamento do câncer de pâncreas com remédios, algo ainda possível apenas por meio de cirurgia. Tumores no órgão matam em praticamente 100% dos casos em que o bisturi não tem como ser usado.

- A saliva do carrapato possui propriedades tóxicas para células tumorais, sem oferecer risco para as células saudáveis - declarou a coordenadora do estudo, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, em comunicado divulgado pelo instituto. - Resolvemos testar a proteína tanto em cultura de células normais quanto em cultura de células tumorais. E a surpresa foi muito grande, porque a proteína, visualmente, não fez nada nas células normais mas matou as células tumorais.

De acordo com a pesquisa, animais que passaram por um tratamento de 180 dias no laboratório não tiveram recidiva, termo médico para dizer que o tumor não voltou a crescer.

Os cientistas do Butantan vasculharam o genoma do carrapato (Amblyoma cajennense), o mesmo que é capaz de transmitir a febre maculosa. O estudo, que começou em 2003, foi patrocinado inicialmente pela Fundação de Amparo e Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e atualmente também é financiado pela União Química Indústria Farmacêutica, detentora da patente do remédio e uma das dez maiores produtoras de medicamentos do país.

Os testes pré-clínicos, para saber as reações em humanos do medicamento biotecnológico, serão financiados pelo BNDES, que dispôs de R$ 15,2 milhões para esta fase da pesquisa por meio de seu Fundo Tecnológico (Funtec).

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos, sendo responsável por mais de nove mil novos casos anualmente. Dos pacientes que desenvolvem a doença, 75% morrem ainda no primeiro ano de tratamento. Cinco anos após a detecção do tumor, a taxa de mortalidade sobe para 94%.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/pesquisadores-brasileiros-desenvolvem-remedio-para-cancer-com-saliva-de-carrapato-8961745#ixzz2Yk2IvCvh

Lentidão de governo em aprovar pesquisas clínicas mina esperança de pacientes de doenças raras

09/07/2013 - 07:00
Extra

Ao segurar firme o canudo de Bacharel em Direito do Centro Universitário Metropolitano de Guarulhos (SP), de beca preta e chapéu de formando, Eduardo Próspero repassou, em segundos, cada momento que vivera até aquele 1 de fevereiro de 2013. Errou feio quem disse que o rapaz de 23 anos, portador de uma doença rara incurável, não conseguiria. Talvez aqueles diplomas não mudassem a vida de todos ali. Mudou a dele.

Os portadores de mucopolissacaridose do tipo VI, diagnóstico recebido por Dudu ao nascer, não produzem uma substância fundamental para o desenvolvimento e funcionamento de alguns órgãos.

Dudu parou de crescer ainda criança, ficando bem abaixo da altura da maioria das pessoas. Perdeu a visão e chegou a ficar surdo — a audição hoje foi restabelecida. Tem problemas cardíacos. E toda semana, na tentativa de frear o avanço da doença, faz um tratamento que o cansa tanto quanto uma quimioterapia.

— Todo mundo tem uma coisa boa para oferecer — ensina, enquanto se prepara para o exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

O futuro advogado quer oferecer muito. Em seu blog, o Dudu e Amigos, conta histórias de portadores, faz campanhas e dá as últimas notícias sobre pesquisas clínicas. Uma delas em especial interessa a ele, que espera voltar a enxergar, caso a ciência consiga usar células-troncos (que se regeneram) nos tecidos do olho lesionado pela mucopolissacaridose.

A lentidão do governo brasileiro em autorizar pesquisas clínicas para novos medicamentos não tem sido favorável a pacientes de doenças raras, que esperam três vezes mais que a média mundial para tê-los no mercado. O EXTRA mostrou desde domingo as dificuldades enfrentadas por Dudu e cerca de 13 milhões de brasileiros, que apostam na ciência e não têm tempo a perder.

Pacientes, médicos e a indústria de pesquisa fazem coro ao criticar a lentidão do governo em aprovar pesquisas. A bióloga Greyce Louzana, diretora da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica, lembra que o país tem perdido pesquisas para outros países, cujos comitês de ética são ágeis.

— Somos sérios nessa questão, e isso é importante, mas muitas vezes, por pura burocracia, perdermos oportunidades de ouro — critica.

País perde pesquisas para outros países

Antes de entrar no mercado brasileiro, qualquer medicamento depende da concessão de um registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), encarregada de comprovar requisitos como segurança e eficácia do produto. A verificação pela agência deveria ser feita em 90 dias. Mas, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, os laboratórios têm levado dois anos até o registro.

O aposentado Aladir Cândido da Silva, de 59 anos, começou a ter coceiras em 2012, foi investigar e descobriu que tinha pitiríase rubro pilar, uma doença que faz sua pele descamar em segundos. Ele espera participar de uma pesquisa que busca desenvolver uma vacina para controlar a queda da pele:

— Todo dia repito o mantra: ‘vou conseguir a vacina, vou conseguir a vacina’. Tenho certeza que vou.

A decisão de participar de pesquisas é de cada paciente e de sua família. Os riscos fazem a bióloga Greyce Louzana ponderar com todos.

A hipocrisia de nossos médicos

Minha primeira reação quando vejo demandas corporativas é suspeitar se os interesses da corporação não estão sendo colocados na frente do interesse do cidadão.

Essa é a minha suspeita em relação ao debate sobre trazer médicos estrangeiros. É corretíssimo, claro, querer que esses médicos passem por algum exame --e também avaliar se eles sabem se comunicar com os pacientes.

O que me incomoda, porém, é a hipocrisia. Testes com formandos das escolas de medicina do Brasil estão mostrando como muitos deles são despreparados --aliás, muito despreparados.

Mas, mesmo assim, podem clinicar sem restrições.

Por que isso não causa a mesma indignação, já que são nossos pacientes que estão em risco?

Por algum acaso, erro médico produzido por brasileiros é menos grave?

Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative).
 

 

Brasil fará testes com medicamento para ajudar a prevenir a infecção do VIH/SIDA

10/07/2013 - 12:35
Um medicamento para ajudar a prevenir a infecção pelo vírus VIH/SIDA, conhecida como terapia pré-exposição, começará a ser testado no Brasil a partir de Agosto em 400 voluntários, divulgou esta quarta-feira a imprensa brasileira, citada pela agência Lusa.
De acordo com a Agência Brasil, a pesquisa é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em associação com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e o Centro de Referência e Treinamento DST/SIDA, da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.
Os investigadores vão acompanhar, por um ano, 400 voluntários homens que fazem sexo com homens e travestis.
O medicamento a ser testado será o Truvada® e o uso deste como estratégia de prevenção já foi demonstrado pelo estudo internacional Iniciativa de Profilaxia Pré-Exposição (iPrEx), do qual o Brasil fez parte.
Nos EUA, o uso preventivo do medicamento é aprovado, mas no Brasil é permitido somente para o tratamento da doença.
“O objectivo é oferecer o medicamento para as populações mais vulneráveis a contrair o VIH”, explicou a infecciologista Brenda Hoagland, coordenadora do projecto na Fiocruz.
A investigadora disse que é necessário fazer um estudo demonstrativo para que o uso do medicamento como prevenção seja autorizado no país.
De acordo com a pesquisa iPrEx, a utilização diária do Truvada® por homens saudáveis, que fazem sexo com homens, reduz entre 43% e 92% a infecção pelo vírus, dependendo da participação efectiva da pessoa no tratamento. O estudo avaliou 2.499 homens sem o VIH.

A pesquisa terá início com o recrutamento dos voluntários. No total, serão 200 voluntários no Rio de Janeiro e 200 em São Paulo.

De acordo com o infecciologista e especialista em pesquisa clínica da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Alexandre Naime Barbosa, os estudos sobre a prevenção e cura do VIH têm alcançado resultados animadores no mundo.
Actualmente, há pesquisas de vacinas terapêuticas e preventivas a serem realizadas em vários países


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Conheça a profissão de propagandista farmacêutico

"Ele tem suma importância para a indústria de medicamentos e de saúde, pois atualiza os médicos com relação aos produtos que são lançados no mercado". E o mais importante: Este profissional é link entre uma das mais desenvolvida indústria do planeta. Sem indústria farmacêutica não existe cura, ela, a medicina e o paciente formam uma cadeia para o desenvolvimento de uma real humanização. É preciso conhecer para poder avaliar. Acesse o link abaixo e o conheça melhor. Duração do vídeo: 04:45 min

http://tnh1.ne10.uol.com.br/video/feito-pra-voce/2012/11/12/conheca-a-profissao-de-propagandista-farmaceutico