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domingo, 21 de setembro de 2014

Mercado farmacêutico precisa de profissionais especializados

Conhecido como propagandista ou representante farmacêutico, esse profissional precisa ter conhecimentos específicos.

O caminho pelo qual a indústria farmacêutica se comunica com seus principais clientes, os médicos e profissionais de saúde, é por meio do marketing de relacionamento em um âmbito técnico. E esse contato é feito por intermédio de um profissional formalmente conhecido como propagandista, profissão legalizada pela CLT desde 1975 (lei 6224). Também conhecido como representante farmacêutico ou consultor comercial, este profissional pode atuar também em áreas específicas como especialista por linhas médicas como: cardiovascular, dermatologia, sistema nervoso central, pneumologia/respiratória, entre outras. Essas designações vão depender dos diversos segmentos em que o laboratório atua.
"Com o crescimento gradativo da economia e com a crescente complexidade do merca-do farmacêutico no Brasil, as empresas foram segmentando esses profissionais não só por especialidades médicas como também por canal existem os profissionais especialistas em contatar distribuidores e farmácias, conhecidos como Key Accounts. E, por fim, os representantes responsáveis por medicamentos mais complexos como as drogas utilizadas para quimioterapia, para o trata-mento de alguns cânceres e ou doenças mais complexas. Estes são conhecidos como representantes especialistas em virologia, oncologia e outros", explica Daniel Carvalho de Souza professor,professional especializado nesta área e sócio de uma empresa de representação comercial.

O trabalho do representante ou propagandista é bastante técnico e o grau de conhecimento depende da complexidade do medicamento ou equipamento em questão. Alguns medicamentos, de perfil mais conhecido e que são usuais na prática médica ambulatorial, precisam de abordagens técnicas menos profundas. "Já medicamentos como os biotecnológicos, necessitam de profundo conhecimento e suporte por parte do representante, pois envolve a abordagem com base em extensos trabalhos científicos, apresentados em congressos e publicados em revistas especializadas", explica.

Características

Para exercer essa atividade, os laboratórios farmacêuticos buscam pessoas com curso superior e, em alguns casos até pós-graduação que demonstrem atitudes baseadas em algumas competências chave.

Estima-se que hoje existam cerca de 20.000 propagandistas no Brasil com salários que variam de R$ 3 mil para iniciantes e R$ 7 mil para sênior. Os profissionais que pretendem ingressar nesse mercado devem adorar estudar e apren-der coisas novas, pois o conhe-cimento técnico é e sempre se-rá um dos diferenciais desta profissão. Por isso, as empresas farmacêuticas investem muito em treinamentos e reciclagens constantes.

"Mas para os novatos, o in-gresso se dá sempre de forma inglória, sem grande conheci-mento. Por isso, vem surgindo


cada vez mais a demanda por cursos livres que preparem as pessoas para essa profissão", explica.

A CogninHealth, na região de Campinas é especializada em treinar candidatos para as áreas comerciais das empresas farmacêuticas. Segundo Daniel a CH é a primeira escola nesse segmento de cursos livres onde os professores são altos executivos do mercado farmacêutico. Com 40 horas de aulas interativas os interessados aprendem os principais fundamentos de um verdadeiro consultor comercial para a indústria farmacêutica e de saúde.

Já estão abertas as inscrições para a turma com início em 4 de outubro, para os profissionais que já atuam comprovadamente no segmento de saúde, serão oferecidas algumas bolsas parciais. Mais informações no site: http://cogninhealth.com.br/ ou pelos tels. 019 9 81756855 ou 011 27091127

ALGUMAS COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS PARA DESEMPENHAR A FUNÇÃO

Boa Comunicação - É preciso ter um repertório rico e utilizá-lo para influenciar o interlocutor. É comunicar-se bem é checar se o outro entende o que eu digo;

Empatia - É colocar-se no lugar do outro, ser um bom ouvinte e criar pontos de identificação que geram confiança na relação com o cliente;

Planejamento - É saber programar uma agenda de compromissos e e revisá-la de forma a sempre saber o que foi produtivo e o que pode ser melhorado;

Foco em resultados - Ter sempre estabelecidas metas e prazos;

Inteligência Tecnológica - Entender, aprender e internalizar novas tecnologias que facilitam seu ganho de produtividade.

Website: http://www.cogninhealth.com.br



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Primeiro Curso de Consultor Comercial da Indústria Farmacêutia é criado no Interior de São Paulo


14/8/2014
Acaba de ser criado o primeiro curso de consultor comercial da indústria farmacêutica no interior de São Paulo. O programa tem como objetivo formar profissionais de alta performance comercial, visando atender o mercado nacional de medicamentos, que será o 5o maior do mundo até 2017. Já neste ano, espera-se que a venda de medicamentos no Brasil atinja a cifra de R$60 bilhões, segundo estimativas do Sindusfarma (explicar sigla), e continuará crescendo em média 10% ao ano, com o interior paulista representando o segundo maior mercado de medicamentos do País.
A Industria farmacêutica necessita de profissionais altamente qualificados, mas hoje o país não consegue formar estes profissionais na mesma velocidade do crescimento do setor. Segundo o especialista e Gerente de treinamento da BIOLAB, Máximo Maia, hoje as empresas fazem grandes investimentos após a contratação destes profissionais para adequá-los aos requisitos da função.
“Avaliamos a evolução e as constantes mudanças nesse mercado e no perfil do profissional comercial da saúde, quais os requisitos necessários para seu alto desempenho. Concluímos que mais do que um representante de vendas tradicional, de entregar amostras e divulgar remédios, o mercado farmacêutico busca um Consultor Comercial, preparado para apoiar não só o médico, mas também todos os outros profissionais de saúde relacionados”, afirma o professor e coaching Daniel Souza da CognusHealth.
Foram realizadas pesquisas e desenvolvidos conteúdos e metodologia de formação andragógica (educação para adultos) para esse novo Consultor Comercial ,preparando-o e capacitando-o para tornar a comunicação sobre os medicamentos mais eficiente não somente para o médico, mas também para os enfermeiros, assistentes sociais, e farmacêuticos entre outros profissionais de saúde envolvidos no processo de dispensação de medicamentos.
O processo de aquisição cognitiva (aprendizagem) no programa criado é baseado em seis competências essenciais para quem deseja transformar-se em um Consultor Comercial: Comunicação Interpessoal e Científica, Empatia, Planejamento, Inteligência Tecnológica, Foco em resultados e Resiliência.
De acordo com o professor Elison Broza, um dos idealizadores do programa de treinamento e consultoria, outro diferencial em relação aos outros cursos existentes no mercado é oferecer ao profissional interessado em qualificar-se para esse segmento o conhecimento, orientação e networking de um time de profissionais preparados, que exerceram posições estratégicas na indústria farmacêutica e de saúde nas áreas de Marketing, Comercial e Treinamento, no Brasil, EUA e Europa.
Sobre a CognusHealth:
A CognusHealth é a primeira empresa colaborativa de educação profissional comercial para a indústria farmacêutica do interior paulista. Criada para para atender o segmento de saúde, ela é detentora do programa e curso Cognus6, que desenvolve e certifica consultores comerciais para atuarem na indústria farmacêutica. O lançamento está sendo realizado através do site www.cognushealth.com.br , e as inscrições para o primeiro curso presencial ,terá início em 06 de setembro com término previsto para 08 de Novembro de 2014, no Espaço Vértica em Valinhos/SP. Para maiores informações e inscrições acesse www.cognushealth.com.br.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Visita de propagandista de remédios a médicos pode ser regulada em GO

Para Cida Garcêz, projeto vai
reduzir atrasos noatendimento
 (Foto: Divulgação/Câmara Municipal)
Projeto de vereadora quer evitar atrasos de pacientes com hora marcada.
Sindicato dos médicos acha difícil cumprir medida; categoria é contra

 
A vereadora Cida Garcêz (SDD) apresentou um projeto na Câmara Municipal de Goiânia pedindo que as visitas de propagandistas de produtos farmacêuticos a consultórios médicos não ocorram mais no intervalo das consultas. Segundo ela, a proposta evitaria atrasos em atendimentos a pacientes com horário marcado. A parlamentar conta que teve a ideia após receber reclamações de pacientes e, também, após ter passado pelo problema. "As pessoas nos procuraram dizendo que esses representantes ficam de 30 a 40 minutos dentro do consultório, atrapalhando o pessoal que fica na fila. Eu mesmo já tive problemas com isso e até conversei com meu cardiologista", disse ao G1.
De acordo com o projeto, apresentado há uma semana, os médicos devem receber os representantes em horário pré-agendado, antes ou depois do período destinado ao atendimento dos pacientes. Além disso, este horário deve ficar em local visível nas clínicas e consultórios. O projeto prevê multa de R$ 1 mil para os hospitais ou clínicas que descumprirem a lei.
Antes de ir para votação, o texto da vereadora será analisado pelas comissões de Constituição e Justiça e de Redação. A expectativa é de que esse trâmite dure até dois meses.
Rotina
O presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Rafael Cardozo Martinez, considera a ideia interessante, mas acredita que seja difícil cumpri-la, principalmente em relação à rotina diferenciada a que o médico se submete durante o seu expediente.
"O médico atende a esses representantes na medida de suas disponibilidades. Acho que se for para tornar essa relação mais transparente, o projeto é válido. Mas é complicado. É um intervalo rápido, como ir ao banheiro ou atender um telefone. Também existem consultas que demoram menos, outras mais. Por isso, é difícil regular esse horário", opina.
Martinez diz que as visitas são importantes, pois faz parte da atualização do profissional. "Quem pode garantir que na consulta subsequente à visita, essas novidades apresentadas já não sejam empregadas. Essas visitas não atrapalham e, às vezes, trazem pontos importantes para o tratamento", avalia.
Contra
O Sindicato dos propagandistas e vendedores de produtos farmacêuticos do Estado de Goiás (Sindvendas) é contra a aprovação do projeto. Para Paulo Guadalupe de Siqueira, presidente do órgão, já existe um pré-agendamento dos profissionais com os médicos.
"Quando vamos visitar algum médico, fazemos isso em um horário já estabelecido por ele como o mais conveniente. O tempo que ficamos dentro do consultório é que o médico permite", pontua.
Atualmente, conforme o Sindvendas, cerca de 500 pessoas trabalha nessa área em todo o estado. Siqueira teme que se a lei for aprovada, vários deles percam o emprego. Ele afirma ainda que a categoria não foi consultada.
"Temos uma meta de consultórios para visitar e se for estipulado um tempo podemos não cumpri-la. Gostaríamos que a vereadora tivesse ao menos nos consultado antes de criar este projeto", lamenta.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Simposium Terapêutico e JRS lançam o MEDiK

24/07/2013 - 09:54
Um serviço inovador de Remote Detailing

Portugal - O Simposium Terapêutico e a JRS criaram um serviço inovador de Remote Detailing que pretende dar resposta aos desafios que a Indústria Farmacêutica enfrenta actualmente no contacto com os médicos: o MEDiK.
A diminuição das forças de vendas nos últimos anos e, mais recentemente, as novas regras impostas pelo Ministério da Saúde em relação às visitas dos delegados de informação médica (DIM) aos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) dificultam a visita presencial, que representa ainda um pilar importante na comunicação das companhias.
O que é o MEDiK?
O MEDiK é um serviço de Remote Detailing que permite a realização de visitas médicas one-to-one remotamente, através de uma plataforma online que permite a partilha de conteúdos diversos (multimédia, texto, imagem, vídeo, som, etc.) sem que o médico necessite de fazer qualquer instalação ou de se registar.
Porquê o Remote Detailing?
Este modelo apresenta vantagens tanto para as companhias quanto para os próprios médicos:
Vantagens da parceria
A combinação das competências do Simposium Terapêutico e da JRS permite apresentar um serviço único e inovador no mercado nacional.
Há mais de 50 anos no mercado, a Simposium Terapêutico é uma marca de referência na área da saúde, que investe constantemente a sua experiência, qualidade de conteúdos e capacidade de inovação na realização de novos projectos.
Com uma base de dados de profissionais de saúde que compreende mais de 35 mil contactos activos, a Simposium Terapêutico aposta cada vez mais nas plataformas digitais para fazer chegar informação rigorosa, credível e científica da indústria farmacêutica aos targets estratégicos de cada companhia. Com o Medik, a Simposium Terapêutico coloca todo o seu know-how de comunicação, bem como as suas estruturas e plataformas tecnológicas, ao serviço da indústria, para melhor satisfazer as actuais necessidades do mercado.
A JRS Pharmarketing é uma empresa que opera há mais de 20 anos no mercado nacional e que se dedica à consultoria e estratégia no sector da saúde, com uma vasta experiência em Marketing Farmacêutico, tendo vindo a especializar-se em plataformas e conteúdos digitais.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Propagandista na visão de Fernando Ramadinha (Ramadinha & Cia Treinamento).


A visita médica produtiva

O perfil do Representante Farmacêutico vem ao longo dos anos mudando consideravelmente. Em um passado tínhamos a figura do PVC, que era o propagandista, vendedor e cobrador. Depois passou a ser o propagandista/ vendedor, com a implementação da cobrança bancária.

Assim, começou o propagandista a ter um foco cada vez mais direcionado ao seu principal cliente, o médico.

Com a evolução, a indústria farmacêutica concedeu aos distribuidores o direito de representá-la junto aos pontos de vendas, através de uma remuneração elevada pela prestação de serviços de distribuição. Com isso, a indústria farmacêutica afastou-se perigosamente das farmácias e depois das redes, que passaram a ter grande importância nos negócios do segmento.

Mais tarde, após a entrada fortemente apoiada pelo governo federal dos genéricos e o crescimento da importância de ter-se uma distribuição mais harmônica nos pontos de vendas – Pontos de Vendas, volta à indústria farmacêutica aos pontos de vendas.

E o papel do propagandista? Como ser produtivo em suas atividades? Quais seriam alguns pilares de sucesso de uma visita médica produtiva?
O nome da função mudou para Representante – Rep – não como um modismo, mas devido às novas responsabilidades e exigências da função. Antes o objetivo era fazer o máximo de visitas, a quantidade era o fator determinante. Hoje o que importa é manter uma quantidade adequada de entrevistas por dia, mas com qualidade, com resultados, objetivando a geração de novas prescrições.

Não basta fazer o número de entrevistas desejadas, elas têm que ser produtivas!

Quando falamos em pilares para entrevistas mais produtivas não podemos esquecer a credibilidade da própria empresa. Esta independe da atuação do Representante – REP que está no momento desempenhando essa atividade em determinado setor. É algo que já se iniciou há algum tempo. Ética, bons serviços, qualidade dos produtos e das mensagens, boas normas de produção e estreitos controles de qualidade só elevam a credibilidade de uma empresa. Credibilidade é um parâmetro importante de entrevistas de vendas mais produtivas.

Um segundo fator é a arte de fazer boa conexão com fatos levantados pelos REP’s. O Representante deve hoje estar atento a tudo que passa ao seu redor, quer seja no momento da visita, quer seja em uma etapa anterior, quando durante o seu planejamento procurar buscar informações, dados e detalhes sobre os médicos a serem entrevistados. Fazer conexão, nada mais é, do que o apelo ao emocional com aquele médico que será entrevistado pelo REP.

A percepção do Representante deve estar sempre bem aguçada para descobrir possíveis “links”, com os quais possa ligar fatos reais sobre o médico, atrelados às características, vantagens e benefícios dos produtos a serem promovidos. Esta é uma estratégia muito interessante e traz um bom apelo emocional na entrevista, fazendo conexão com algo que o médico gosta ou é do interesse dele, seja no campo profissional ou no pessoal.
Cabe ressaltar que as pessoas tendem a ser mais expansivas e a se sentirem mais a vontade quando falam daquilo que gostam ou têm interesse. Se os médicos declaram o que gostam, se dão indicativos das suas preferências pessoais ou profissionais, podemos perceber estes sinais e transformá-los em boas conexões para os produtos ou serviços promovidos.

Poderiam ser estes sinais ou indicativos de bons “links” para as entrevistas?

Jim Edwards, presidente da LeaderQuest Development, empresa de treinamento e desenvolvimento de programas de treinamento para a indústria farmacêutica nos Estados Unidos da América confere em suas publicações e artigos um direcionamento muito interessante aos aspectos emocionais durante uma entrevista de vendas. Vamos adaptar alguns à nossa realidade, interpretá-los e dividir com os nossos leitores.

O autor faz alguns questionamentos, que nos parecem ser no mínimo bem intrigante, tais como: “Porque algumas mensagens são ouvidas e outras não? Por que existem REPs que têm sucesso, conseguem influenciar os hábitos prescritivos dos médicos, enquanto outros com igual relacionamento, produtos e até mensagens semelhantes falham?

Para o autor a diferença é a mensagem estar atrelada ou não à emoção, significando que foram feitas boas conexões ou não com fatos levantados previamente.

Vender para si mesmo é o primeiro passo comentado pelo autor. Ninguém consegue vender aquilo no qual não acredita. Como um REP pode vender um determinado anti-histamínico, por exemplo, se não acredita nas características, vantagens ou benefícios do mesmo? Os vendedores mais produtivos e de alta performance sabem que a venda é algo que contagia. Na realidade, é a transferência das crenças do vendedor para o comprador. Se estas crenças atendem às necessidades do comprador, (e nisso sempre existe um forte apelo emocional por trás) as crenças tornam-se o veículo que carregam as vendas. Se os vendedores não conhecem bem o seu produto e a concorrência, certamente comprometerá a sua crença. Repetimos que ninguém consegue vender aquilo em que não acredita!

Outra estratégia é ter claramente identificado o que o seu produto ou serviço faz. Na indústria farmacêutica os bons vendedores vendem medicamentos. Os melhores vendem o que os produtos fazem! Assim, é vital um treinamento contínuo e ter o conhecimento de cada característica e benefício do produto em profundidade, para que, no momento da entrevista de vendas possam ser usados. Faz todo o sentido afirmar que os melhores REPs vendem o que os produtos fazem e isso só é possível com o conhecimento pleno do que o seu produto faz e conhecimento da concorrência.

A terceira estratégia a ser levada em conta é a boa definição do problema que o seu produto resolve. O REP de alta performance vibra quando se depara com um problema a resolver, pois sabe que aquilo que pode parecer um problema, algo difícil ou complicado nada mais é que uma oportunidade. O passo mais crucial, segundo Jim Edwards, é no estabelecimento de uma “cascata de emoções”, criar um apelo emocional arraigado junto à conseqüência do problema que o REP pode resolver.

Qual a dificuldade que aquele dito problema está causando na vida do paciente? O que ele está perdendo em termos de qualidade de vida? O que significa para uma pessoa sair de sua rotina profissional e pessoal? Qual é o prejuízo?

Na maioria das vezes não temos o hábito de calçar os sapatos dos pacientes, ou seja, sermos empáticos. Se conseguirmos nos conscientizar das questões acima e procurarmos respondê-las, deixaremos de lado a simples preocupação de passar uma mensagem. Se o produto apresentado ou promovido resolve o problema dos pacientes, eles não se sentirão mais vítimas ou reféns daquilo que os incomoda naquele momento, do prejuízo fruto da quebra da rotina profissional, do desconforto que gera aos próprios pacientes e familiares. Mostre ao médico uma “boa fotografia” do fato resolvido e deixe o médico recordar a solução.

Qual é a verdadeira dimensão do problema para o médico, quando se depara com uma patologia de um paciente? Esta estratégia leva o REP a pensar de uma maneira mais ampla, tal como: “Quantas pessoas estão sofrendo do mesmo mal no meu setor ou região? E no meu estado, no Brasil e no mundo?” Na medida em que temos claramente na cabeça um perfil do paciente para o produto que tenho que promover, sugere o autor que se multiplique mentalmente por dez milhões. Lógico que isto é apenas uma dramatização, mas, ajuda o REP e o médico a terem uma verdadeira dimensão da construção da verdade. As oportunidades são imensas quando aumentamos a extensão do problema. No mínimo manterá o REP focado na razão ou motivo de ser ele um profissional da indústria farmacêutica e não um profissional que faz entrega de mensagens. O trabalho do REP está ligado à vida e um dos objetivos é proporcionar condições favoráveis para os médicos minimizarem o sofrimento dos pacientes. O bom REP mantém esta realidade no centro do seu coração e da sua mente e aqui é emoção pura.

Concluindo vimos que a emoção é um dos fatores da maior importância nas atividades dos melhores Representantes. Saber fazer conexão com os fatos levantados junto aos médicos ou coletados no mercado em seu planejamento de trabalho é vital para o sucesso. É necessário ter a consciência de que os melhores REPs vendem soluções, ou seja, vendem o que os produtos fazem e os benefícios que geram aos pacientes necessitados.

Definir bem o que o seu produto resolve e dar a devida dimensão aos problemas que os médicos enfrentam em seu trabalho diário são oportunidades de ouro para o sucesso dos bons REPs.

Fonte: http://ramadinha.net.br/

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Conheça a profissão de propagandista farmacêutico

"Ele tem suma importância para a indústria de medicamentos e de saúde, pois atualiza os médicos com relação aos produtos que são lançados no mercado". E o mais importante: Este profissional é link entre uma das mais desenvolvida indústria do planeta. Sem indústria farmacêutica não existe cura, ela, a medicina e o paciente formam uma cadeia para o desenvolvimento de uma real humanização. É preciso conhecer para poder avaliar. Acesse o link abaixo e o conheça melhor. Duração do vídeo: 04:45 min

http://tnh1.ne10.uol.com.br/video/feito-pra-voce/2012/11/12/conheca-a-profissao-de-propagandista-farmaceutico

Relação de Delegados (Propagandistas no Brasil) de Informação Médica com os Médicos do SNS


Nota de C&T:

No Brasil não demorará para acontecer o mesmo que acontecerá em Portugal nos próximos dias, é uma questão de tempo, na prática já existe em muitas unidades do SUS agindo da mesma forma.
DIM em  Portugal é como é conhecido o Propagandista da Indústria Farmacêutica.

28/06/2013 - 12:35
Para assegurar que a divulgação de informação médica junto dos profissionais de saúde dos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está de acordo com o regular funcionamento dos mesmos, o Ministério da Saúde definiu de que forma esta actividade se compatibiliza com o contacto com os profissionais de saúde do SNS.
Segundo as novas regras, só será permitido o acesso dos delegados de informação médica (DIM) ao SNS aos médicos do SNS quando se apresentem devidamente registados, identificados e credenciados.
Registo obrigatório

A partir de 1 de Agosto, data em que estas normas entram em vigor, este registo para acesso dos DIM aos serviços e estabelecimentos do SNS, no exercício da sua actividade profissional, será obrigatório, mas não dependerá do pagamento de qualquer verba.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) passará a ter uma lista dos DIM, com os elementos necessários para a sua correcta identificação profissional, nomeadamente o número de registo atribuído, que estará disponível no seu site. Em 2013, o registo vai decorrer até 31 de Agosto, sendo que as empresas já registadas junto do INFARMED estão dispensadas de proceder a novo registo.
Os trabalhadores do SNS que não cumpram as novas regras serão alvo de procedimento disciplinar. No caso dos DIM, o laboratório será notificado e o profissional ouvido em audição escrita por parte da Administração Regional de Saúde (ARS) no prazo de 10 dias. Esta informará o laboratório e a associação patronal que o representa, se for o caso. O resultado desta audição poderá ser a interdição de acesso aos estabelecimentos e serviços do SNS para o DIM e o seu laboratório.
Um DIM considerado infractor ficará interditado até três meses, de contactar os estabelecimentos e serviços do SNS. Caso continue a violar as regras, arriscará a interdição até três anos, sendo o laboratório considerado co-responsável.

Visitas marcadas

A partir de 1 de Agosto, cada laboratório só pode realizar até seis visitas por ano a cada estabelecimento ou serviço do SNS, em função da respectiva dimensão e do número de profissionais das diferentes especialidades que os DIM visitam.
Nas unidades integradas no SNS, classificadas de tipo B as visitas autorizadas podem chegar a oito por ano, mas o INFARMED terá de ser notificado.
Independentemente do laboratório que representem, o número máximo de visitas diárias permitido é de dois DIM em cada serviço hospitalar e de três DIM nos restantes casos, não sendo admissível, em cada visita, a representação de mais de um laboratório por cada DIM. Cada um deles só poderá visitar oito profissionais de saúde por dia. No caso de sessões de informação colectivas (com um mínimo de cinco profissionais de saúde em simultâneo) esse número pode ser ultrapassado, no máximo de duas por ano para cada laboratório.
O local e horário de visitas, bem como outros elementos terão de estar fixados genericamente pelo responsável máximo do serviço, de acordo com as seguintes regras:
- as visitas não podem realizar-se em serviços de urgência ou de atendimento permanente ou em serviços de internamento. Devem ter lugar em sala própria e adequada ao fim a que se destinam;
- as visitas dos DIM devem ter lugar, preferencialmente, fora do horário de trabalho fixado para os profissionais de saúde, podendo ocorrer, se autorizadas pelo responsável máximo do serviço ou unidade, durante a pausa para almoço ou durante um período em que não haja actividade assistencial em curso;
- cada unidade de saúde é que vai definir o local para as visitas dos DIM, podendo cada ACES ou hospital ter uma ou mais salas destinadas a este fim.

As visitas dos DIM não podem interferir com qualquer tipo de actividade médica ou assistencial. Devem limitar a sua circulação e presença às zonas que lhes forem autorizadas pela direcção da unidade de saúde ou serviço, estando vedada a presença em zonas de circulação de utentes e profissionais de saúde, em salas de espera de utentes, em serviços clínicos ou administrativos e em áreas de aprovisionamento.
A marcação de visitas vai fazer-se previamente junto do pessoal administrativo que o respectivo responsável máximo do serviço indicar, de modo a assegurar a sua programação semanal, ficando registados os dados de identificação dos DIM, bem como do laboratório que representam. Até ao dia da visita, os laboratórios podem alterar o nome do DIM que os representa naquela visita, através de um documento escrito entregue no estabelecimento do SNS.
A lista semanal das visitas é afixada em local adequado, de modo a que todos os profissionais de saúde do serviço dela possam ter conhecimento, e é objecto de carregamento informático no site do INFARMED. Só no dia da visita, os DIM poderão marcar a visita seguinte.
Registo, credenciação e identificação

Depois de 2013, o registo dos DIM vai processar-se até 31 de Janeiro do ano para que se pretende o acesso. Os laboratórios devem comunicar ao INFARMED factos que determinem alterações de registo, de forma a mantê-lo permanentemente actualizado, num prazo até 10 dias a contar do dia em que ocorra o facto que determine essa alteração.
Assim, a credenciação dos DIM será obtida mediante registo junto INFARMED, promovido pelos laboratórios a quem os DIM se encontrem vinculados juridicamente por força de contrato, ou seja, pelos titulares de autorização válida de introdução de medicamentos ou responsáveis pela colocação no mercado de produtos de saúde.
No acto do registo dos DIM, os laboratórios terão de entregar:
- cópia da certidão, emitida pela conservatória do registo comercial, ou número de acesso à certidão permanente, comprovativa da sua existência jurídica, caso se trate de pessoa colectiva, ou bilhete de identidade ou cartão do cidadão, cartão de eleitor ou número de identificação fiscal, caso se trate de pessoa singular;
- lista nominativa, em formato electrónico, dos DIM que, em sua representação, realizarão visitas a estabelecimentos e serviços do SNS de onde constem os respectivos nomes completos e o domicílio profissional, quando este não coincida com o do laboratório. Deve indicar ainda a pessoa do laboratório a quem será facultado o acesso ao registo dos DIM que o representam;
- declaração, emitida pelo laboratório, relativa a cada DIM, atestando que o mesmo possui formação adequada, que dispõe de conhecimentos científicos e formação deontológica que lhe permita fornecer informações precisas e tão completas quanto possível relativamente aos medicamentos e produtos de saúde que apresenta.

Referências:
Despacho n.º 8213-B/2013, do Ministério da Saúde - Gabinete do Ministro, publicado na Parte C do DR, IIª Série n.º 119, de 24 de Junho
Resolução do Conselho de Ministros n.º 36/2012, de 26 de Março