segunda-feira, 14 de abril de 2014

Tomar Tamiflu® pode reduzir-lhe a gripe em meio dia, mais nada

11/04/2014 - 09:05
Menos meio dia com sintomas de gripe – de sete para 6,3 dias. É o melhor que pode esperar se for um adulto e tomar Tamiflu®, o mais conhecido dos dois medicamentos antivirais específicos para a gripe, que os governos de todo o mundo compraram em grandes quantidades em 2009, por causa do pânico da pandemia de gripe suína. Esta conclusão foi alcançada pela Colaboração Cochrane, uma rede internacional de profissionais de saúde e investigadores de 120 países que analisa e compara ensaios clínicos de forma independente. No caso do Tamiflu® (cuja designação não comercial é oseltamivir), produzido pela Roche, a publicação desta análise na revista médica British Medical Journal é o culminar de uma batalha de quatro anos para conseguir ter acesso a todos os dados originais e não apenas a resumos produzidos pela farmacêutica, que deixam de fora muitos pormenores importantes, avança o jornal Público.



Os autores da revisão Cochrane dizem ter encontrado muitas falhas nos estudos dos antivirais da gripe – que fazem parte de uma classe de drogas denominadas inibidores da neuraminidase – que não eram relatadas nos resumos em que se basearam as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que os governos fizessem stocks destas drogas.

Por exemplo, ficavam de fora dos resumos efeitos secundários, ou falhas na concepção dos ensaios clínicos – como o facto de o comprimido de placebo, um produto neutro que é dado como controlo para verificar a eficácia do medicamento, ter uma cor diferente do produto em teste. Ou então que nos estudos em que se mencionava a acção do oseltamivir em casos de pneumonia, confiava-se o diagnóstico da doença ao paciente; a infecção respiratória não era confirmada através de nenhum meio auxiliar de diagnóstico, sublinha a equipa liderada por Carl Heneghan, professor de Medicina na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O medicamento tem alguma eficácia ao encurtar a duração dos sintomas da gripe, nos adultos e nas crianças saudáveis, que sofrem menos cerca de 29 horas. Mas nas crianças que sofrem de asma, que são aquelas que necessitariam de maior alívio no sistema respiratório, o medicamento não tem efeito. Também não reduz o número de hospitalizações nem é eficaz a prevenir a transmissão do vírus da gripe, diz a equipa.

Por outro lado, o oseltamivir tem efeitos secundários que não são desprezíveis – náuseas, vómitos, dores de cabeça, problemas renais e também psiquiátricos. Ben Goldacre, investigador e divulgador de ciência que tem uma coluna no jornal The Guardian chamada Bad Science (má ciência), traduz percentagens para números absolutos para mostrar o quão frequentes serão esses efeitos secundários: “Se um milhão de pessoas tomar Tamiflu® numa pandemia, 45 mil vão vomitar, 31 mil vão ter dores de cabeça e 11 mil vão sofrer efeitos psiquiátricos. Mas isto é só para um milhão de pessoas. Fizemos stocks para 80% da população. São muitos vómitos.”

Estes medicamentos continuam na lista de medicamentos essenciais da OMS, mas a Colaboração Cochrane apela a que sejam de lá retirados. “O equilíbrio entre os benefícios e os prejuízos deve ser considerado quando se tomam decisões acerca do uso dos inibidores da neuramidase tanto para a profilaxia como para o tratamento da gripe.”

A Roche, cujas vendas de Tamiflu® em 2009 atingiram o valor de 3600 milhões de dólares (2592 milhões de euros), defende o seu medicamento: “Garantimos a qualidade e integridade dos nossos dados e as provas que demonstram que o Tamiflu® é eficaz para o tratamento e prevenção da gripe”, disse a farmacêutica em comunicado. No entanto, não responde em pormenor às críticas científicas.

Outros cientistas não estão também convencidos pela revisão da Cochrane. Enrica Alteri, responsável pela secção de avaliação de medicamentos da Agência Europeia do Medicamento, rejeita a ideia de que não estavam disponíveis todos os dados dos ensaios clínicos. Disse à Reuters que esta nova avaliação não fará a agência alterar a sua posição relativamente a estes antivirais.


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Merck e Bionovis entram em acordo no Brasil

14/04/2014 - 08:27
A Merck e a Bionovis assinaram, na passada sexta-feira, um acordo para desenvolver, produzir e vender medicamentos biológicos no Brasil. Os medicamentos serão destinados principalmente para o tratamento do cancro, artrite reumatóide e esclerose múltipla, avança o EXAME.com.


Segundo comunicado, a Merck será fornecedora exclusiva da tecnologia de diferentes produtos biológicos para a Bionovis. A parceria entre as duas empresas faz parte do programa do governo brasileiro “Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo” (PDP 's), que engloba laboratórios públicos, laboratórios locais privados e fornecedores estrangeiros.

Para Stefan Oschmann, presidente da divisão farmacêutica da Merck e membro do comité executivo da companhia, a experiência no desenvolvimento, fabricação e comercialização de drogas biológicas terapêuticas de alta qualidade dará à empresa clara vantagem no campo dos biossimilares

"A Merck está empenhada em contribuir para a inovação através do desenvolvimento de novos medicamentos biológicos e biossimilares, que têm um papel vital para os pacientes, os sistemas de saúde, e a sociedade", disse o executivo, em comunicado.

Já para Odnir Finotti, presidente da Bionovis, o acordo entre as duas companhias está alinhado com o projecto da companhia “de construir uma planta biofarmacêutica para suprir a demanda brasileira dos produtos biológicos e biossimilares”.

Para ser finalizada, a operação precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


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domingo, 13 de abril de 2014

Genéricos de má fama

A maioria dos insumos da indústria farmacêutica vem da Ásia. Serão eles 100% confiáveis? Por Riad Younes

por Riad Younes— publicado 13/04/2014 00:18, última modificação 13/04/2014 09:40
 
Os remédios dividem-se em duas categorias: originais e genéricos. Os primeiros são desenvolvidos e comercializados por um laboratório farmacêutico, público ou privado, enquanto seus genéricos são produzidos por outros laboratórios, geralmente após o fim da patente exclusiva. Do ponto de vista de médicos e pacientes, não importa se os medicamentos são originais ou genéricos, eles devem ser eficientes, conter as doses do princípio químico ativo exatamente como divulgado na caixa, e ser livres de impurezas tóxicas. Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais, ambos deveriam ser estáveis e suportar armazenamento em condições normais. Por outro lado, espera-se que os genéricos sejam bem mais baratos.

Os genéricos, que de início aderiam a todos os preceitos citados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo. Milhões de pessoas com baixo poder aquisitivo tiveram acesso a medicamentos pela primeira vez. No entanto, estudos e escândalos revelados nos últimos meses têm alertado a comunidade médica para o risco da disseminação descontrolada de medicamentos de qualidade questionável. Um dos perigos desse comércio ilícito, além de maus-tratos aos doentes, é a difamação dos genéricos. Estudo publicado na revista International Journal of Tuberculosis demonstrou que 9% dos remédios contra a tuberculose distribuídos em países em desenvolvimento não atingiram os mínimos níveis de eficiência. E, dependendo do país, os remédios falsificados ou abaixo do padrão atingiram mais de 16% (na África) e 10% (na Índia). No Brasil, os pesquisadores estimaram que 4% dos medicamentos para tuberculose sejam menos eficientes que o recomendado.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde, as Nações Unidas e a FDA estão focando atenção e recursos para combater a epidemia de remédios de qualidade duvidosa. Estima-se hoje que a maioria dos remédios comercializados nos Estados Unidos, e no Brasil provavelmente, assim como os insumos básicos para sua produção, é fabricada na Ásia. Uma das maiores indústrias farmacêuticas na Índia, a Ranbaxy, foi condenada a pagar multa de 500 milhões de dólares por falsificar dados e produzir drogas abaixo do padrão recomendado, escândalo que trouxe incerteza e pânico a doentes de todo o mundo. Pior, medicamentos produzidos em alguns países da Ásia foram proibidos, por seus respectivos governos, de ser administrados a pacientes no próprio país, mas sua exportação segue permitida.

A ONU reconhece que não existem órgãos e recursos suficientemente adequados para controlar a cadeia de produção e a qualidade de cada medicamento. A Anvisa, considerada uma das mais rigorosas do mundo, tem problemas semelhantes. Na semana passada, a FDA lançou um programa ambicioso para testar sistematicamente os medicamentos genéricos comercializados nos EUA, garantir sua segurança terapêutica e sua equivalência em relação aos originais.

O doutor Harry Lever, do departamento de cardiologia da Cleveland Clinic, de Ohio, deixa clara sua preocupação: “Perdemos o controle sobre o que as pessoas estão ingerindo de remédios”. A pressão dos médicos e da indústria farmacêutica (e a insegurança dos pacientes) certamente crescerá nos próximos anos contra as indústrias produtoras de drogas genéricas. Essas, porém, são na sua maioria sérias e fundamentais para o acesso dos pobres a tratamentos adequados. Infelizmente, a má prática de alguns produtores inescrupulosos está difamando os tão importantes genéricos.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mais Médicos deve chegar a 14 mil, diz Chioro

Durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, ele lembrou que a meta do programa eram 13 mil profissionais, mas, diante do pedido de cerca de 3 mil municípios, o governo ampliou as contratações

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta quarta-feira (9) que o Mais Médicos deve chegar a 14 mil profissionais trabalhando em todo o País. Durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, ele lembrou que o programa tinha como meta 13 mil profissionais, mas, diante do pedido de cerca de 3 mil municípios, o governo ampliou as contratações.

“Abrimos inscrição e, para a nossa surpresa, 735 médicos se inscreveram em quatro dias”, disse. Do total de inscritos, 164 brasileiros e 53 estrangeiros confirmaram participação, além de 667 médicos cubanos cooperados. Ao todo, 884 médicos devem começar a trabalhar nas próximas semanas.

Durante a prestação de contas, o ministro informou que 279 municípios desistiram do programa. Os profissionais que estavam nessas localidades foram remanejados para parte dos 3 mil municípios que solicitaram número maior de médicos.

O estado com o maior desistência foi Minas Gerais (117 municípios), seguido por Mato Grosso (26 municípios) e pelo Piauí (28 municípios). O Ceará foi o que mais solicitou novos médicos (73 municípios).

“Ao final, tivemos 4.152 municípios que aderiram ao programa, sendo que 279 desistiram. Nossa meta, que era 13.325, passou a ser 14.119 médicos”, disse. “Isso é um sucesso para a gente – atingir acima de 100% da meta”, concluiu.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, os números são preliminares, uma vez que o quinto ciclo do programa ainda está em andamento

terça-feira, 8 de abril de 2014

Sun Pharmaceutical compra Ranbaxy por cerca de 3,2 mil milhões de dólares

7/04/2014 - 08:19
A Sun Pharmaceutical anunciou que vai adquirir a Ranbaxy Laboratories, sob um acordo que engloba a compra de todas as acções por um valor de aproximadamente 3,2 mil milhões de dólares. A Daiichi Sankyo, que detém actualmente 63,4 por cento da Ranbaxy, concordou em apoiar a transacção e vai manter uma participação de cerca de 9 por cento na empresa resultante da fusão com o direito de nomear um director para o conselho de administração da Sun Pharma, avança o site FirstWord Pharma.


Dilip Shanghvi, director da Sun Pharma, disse que "a Ranbaxy tem uma presença significativa no mercado farmacêutico indiano e nos EUA", acrescentando que " fornece uma plataforma forte nos mercados emergentes de alto crescimento".


Sob os termos do acordo, os accionistas da Ranbaxy vão receber 0,8 acções da Sun Pharma por cada acção que detêm actualmente. As empresas referiram que a relação de substituição representa um valor de 457 rúpias (7,60 dólares) para cada acção da Ranbaxy, um prémio de 24,3 por cento para o preço médio de 60 dias da empresa.

De acordo com as farmacêuticas, a fusão criará a quinta maior empresa de genéricos de especialidade do mundo e a maior empresa farmacêutica da Índia, com receitas estimadas combinadas de 4,2 mil milhões de dólares. O acordo proposto foi aprovado por unanimidade pelos conselhos de administração da Sun Pharma e da Ranbaxy. A Sun Pharma referiu que pendente de aprovações regulatórias, a transacção, que está avaliada em 4 mil milhões de dólares, incluindo a assunção de dívida, deverá estar concluída até ao final de 2014.

A Ranbaxy também revelou esta segunda-feira que recebeu uma intimação datada de 13 de Março da Procuradoria dos EUA para o Distrito de Nova Jersey pedindo informações sobre a unidade de produção da empresa em Toansa, na Índia, sobre a qual foi emitida uma proibição de importação pela FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) no início deste ano. Em conexão com o acordo de fusão, as empresas referiram que a Daiichi Sankyo “concordou em indemnizar a Sun Pharma e a Ranbaxy por, entre outras coisas, certos custos e despesas que possam surgir relacionados com a intimação". A Ranbaxy indicou que "está a cooperar plenamente com esta solicitação de informações".


Fonte: FirstWord Pharma






Anvisa esclarece importação de medicamentos sem registro

Comunicado precede autorização judicial para que pessoa física importasse remédio com princípio ativo da maconha


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta sexta-feira (4) nota sobre a importação de medicamentos sem registro no Brasil. O comunicado veio um dia depois que a 3ª Vara Federal do Distrito Federal autorizou uma mãe a importar um remédio com princípio ativo do canabidiol, substância derivadas da maconha. O medicamento não tem venda permitida no País.
Segundo a Anvisa, medicamentos sem registro no Brasil podem ser importados por pessoa física. O procedimento é possível por meio de pedido excepcional de importação para uso pessoal. Os pedidos devem ser protocolados na agência, onde serão analisados pelos técnicos que levam em conta aspectos como a eficácia e a segurança do produto e se eles estão devidamente registrados em seus países de origem ou em outros países.

A importação, conforme a Anvisa, também é possível em relação a medicamentos classificados como substância de uso proscrito, como é o caso da maconha. “A sua importação pode ser solicitada para uso pessoal. Também é possível que uma empresa interessada solicite o registro do produto no Brasil. Nas duas situações, os pedidos são analisados pela área técnica da Anvisa”, informou.

A agência destacou ainda que, até o momento, não registrou nenhum pedido de registro de medicamento com substância proscrita, nem pedido de importação para uso pessoal.


Nota de C&T: Como é importante uma assistência jurídica! Quantas famílias já poderiam ter sido beneficiadas se tivessem recebido uma assistência jurídica adequada. A sociedade parece que não sabe que um advogado é um profissional consultivo também. A ANVISA acaba de afirmar que produtos derivados da maconha podem ser consumidos por brasileiros, o que ainda não pode é ser comercializados, pelo menos por enquanto, mas na hora que uma empresa submeter um pedido para aprovação isto poderá vir a acontecer, claro, ninguém pediu ainda por não ser interessante financeiramente.
Existem duas modalidades distintas de advocacia, a consultiva e a contenciosa. Contenciosa é aquela que o advogado vai até um tribunal para garantir o Direito de alguém e consultiva e aquela que procura evitar que alguém vá até os fóruns, mais precisamente aquela que procura garantir seus direitos previamente, como por exemplo, incluindo cláusulas em um contrato que evite a outra parte buscar direitos posteriormente.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Visita de propagandista de remédios a médicos pode ser regulada em GO

Para Cida Garcêz, projeto vai
reduzir atrasos noatendimento
 (Foto: Divulgação/Câmara Municipal)
Projeto de vereadora quer evitar atrasos de pacientes com hora marcada.
Sindicato dos médicos acha difícil cumprir medida; categoria é contra

 
A vereadora Cida Garcêz (SDD) apresentou um projeto na Câmara Municipal de Goiânia pedindo que as visitas de propagandistas de produtos farmacêuticos a consultórios médicos não ocorram mais no intervalo das consultas. Segundo ela, a proposta evitaria atrasos em atendimentos a pacientes com horário marcado. A parlamentar conta que teve a ideia após receber reclamações de pacientes e, também, após ter passado pelo problema. "As pessoas nos procuraram dizendo que esses representantes ficam de 30 a 40 minutos dentro do consultório, atrapalhando o pessoal que fica na fila. Eu mesmo já tive problemas com isso e até conversei com meu cardiologista", disse ao G1.
De acordo com o projeto, apresentado há uma semana, os médicos devem receber os representantes em horário pré-agendado, antes ou depois do período destinado ao atendimento dos pacientes. Além disso, este horário deve ficar em local visível nas clínicas e consultórios. O projeto prevê multa de R$ 1 mil para os hospitais ou clínicas que descumprirem a lei.
Antes de ir para votação, o texto da vereadora será analisado pelas comissões de Constituição e Justiça e de Redação. A expectativa é de que esse trâmite dure até dois meses.
Rotina
O presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Rafael Cardozo Martinez, considera a ideia interessante, mas acredita que seja difícil cumpri-la, principalmente em relação à rotina diferenciada a que o médico se submete durante o seu expediente.
"O médico atende a esses representantes na medida de suas disponibilidades. Acho que se for para tornar essa relação mais transparente, o projeto é válido. Mas é complicado. É um intervalo rápido, como ir ao banheiro ou atender um telefone. Também existem consultas que demoram menos, outras mais. Por isso, é difícil regular esse horário", opina.
Martinez diz que as visitas são importantes, pois faz parte da atualização do profissional. "Quem pode garantir que na consulta subsequente à visita, essas novidades apresentadas já não sejam empregadas. Essas visitas não atrapalham e, às vezes, trazem pontos importantes para o tratamento", avalia.
Contra
O Sindicato dos propagandistas e vendedores de produtos farmacêuticos do Estado de Goiás (Sindvendas) é contra a aprovação do projeto. Para Paulo Guadalupe de Siqueira, presidente do órgão, já existe um pré-agendamento dos profissionais com os médicos.
"Quando vamos visitar algum médico, fazemos isso em um horário já estabelecido por ele como o mais conveniente. O tempo que ficamos dentro do consultório é que o médico permite", pontua.
Atualmente, conforme o Sindvendas, cerca de 500 pessoas trabalha nessa área em todo o estado. Siqueira teme que se a lei for aprovada, vários deles percam o emprego. Ele afirma ainda que a categoria não foi consultada.
"Temos uma meta de consultórios para visitar e se for estipulado um tempo podemos não cumpri-la. Gostaríamos que a vereadora tivesse ao menos nos consultado antes de criar este projeto", lamenta.

Pet shop oferece ovos de Páscoa e veterinário de MG fala sobre riscos

Lojas de Uberaba lucram com opções específica para os animais.
Segundo Claudio Yudi, cacau é tóxico e pode gerar problemas cardíacos


Com a proximidade da Páscoa, os cães entram na comemoração e os pet shops investem na venda de chocolates em Uberaba. Bombons, ossinhos e os famosos ovos estão à disposição nas prateleiras. Porém, o médico veterinário Claudio Yudi não recomenda o alimento e alerta para os riscos à saúde dos animais.
“O cacau é muito tóxico para o cão. Os sintomas são nervosismo, problemas cardíacos, vômito e diarreia. Caso o cão apresente qualquer um desses sintomas e tenha suspeita de ter ingerido chocolate, deve levar imediatamente para qualquer veterinário e explicar o que ele comeu chocolate”, disse.
Contrariando a recomendação, no pet shop em que Hugo Araújo é gerente, chegaram mais de 100 ovos e só restam 20. “Não é um chocolate comum que o pessoal costuma comprar em loja, é especial para cachorro e não tem lactose” explicou.
A nutricionista Marise Antunes já comprou o chocolate para o Dimi, que tem quatro meses. Segundo ela, o cão sempre comemora as datas festivas, se alimentando somente com o que é específico para animais. “Acho que ele vai gostar, porque ele sentiu um cheiro gostoso”, disse.

Eleições 2014 em Sergipe, responsabilidade da sociedade.


Nota de C&T: Eu fico imaginando, se política fosse feita só por pessoas sérias o que aconteceria em Sergipe diante da atual possibilidade do Prefeito de Aracaju apoiar o atual Governador na sua reeleição? Tudo bem, de político pode se esperar tudo, mas da política esperamos o zelo pelo bem estar da sociedade, claro, desde que esta sociedade saiba o valor que tem. Nenhum deles está no poder sem a vontade do povo, foi a maioria que os colocou onde estão. Eu não faço parte desta maioria. Leiam o texto abaixo e tire suas conclusões...

Imagem extraída de:
http://www.infonet.com.br/
Sexta, 6 de outubro de 2006, 18h48
Jackson: João Alves montou quadrilha para lesar SE

Reeleito com 100.300 votos, o deputado federal por Sergipe Jackson Barreto (PTB) usou a tribuna da Câmara dos Deputados para criticar o governador João Alves Filho (PFL), derrotado no último domingo (1º) pelo petista Marcelo Déda na disputa pelo governo do Estado. O parlamentar acusou a família do governador de montar uma quadrilha para lesar os cofres públicos do Estado.
"Se hoje fosse feita uma auditoria no Estado, o governador seria preso, juntamente com a esposa (senadora Maria do Carmo Alves, PFL), o filho (João Alves Neto) e o genro (deputado federal Mendonça Prado, PFL) porque eles não têm esquema de governo, mas sim uma quadrilha montada irresponsavelmente que usa o dinheiro público para realizar a campanha mais suja e mais sórdida que o meu Estado já conheceu. Estou muito feliz, cansado, mas feliz, porque sepultamos João Alves e sua quadrilha", atacou.
O deputado atacou também órgãos de comunicação de Sergipe, afirmando que estavam a serviço da reeleição do governador. "Mais triste ainda é ver o comprometimento da imprensa falada, televisiva e escrita. Esta é a pior de todas, porque ficou à mercê das faturas do palácio do governo, mentindo, enganando, sofismando e, acima de tudo, usando o dinheiro público para agredir seus adversários, publicando pesquisas imorais e mentirosas", disparou.
Segundo Jackson Barreto, "João Alves recebeu a lição que precisava: a derrota". O deputado disse que "o povo cansou daquele esquema imundo, imoral, sujo, atrasado e corrupto que agredia a consciência do povo sergipano"


 

 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vacina brasileira contra o HIV começa a ser testada com sucesso!


Ana Paula de Almeida Aranha em 1 abril 2014 às 8:30
Testes preliminares de uma possível vacina brasileira contra o HIV, feitos com macacos Rhesus no Instituto Butantan, apresentaram resultados melhores do que o esperado.
A resposta imunológica dos primatas foi de 5 a 10 vezes mais intensa do que a registrada em camundongos, segundo o médico Edecio Cunha Neto, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenador do estudo. A vacina desenvolvida pelo grupo de Cunha Neto contém 18 fragmentos do vírus da Aids.
A intenção dos pesquisadores é usar esses fragmentos para despertar o sistema imunológico contra o HIV. “É como se estivéssemos ajudando o sistema imune a conseguir identificar o vírus logo que ele entra no organismo”, explica.
Os pesquisadores aplicaram nos macacos três doses da vacina – uma a cada 15 dias – e viram que o sistema de defesa dos animais, mais semelhante ao humano, apresentou forte resposta. “Fizemos testes para calcular o número de células ativadas em resposta à vacina”, conta. Já no primeiro experimento com os macacos 3,2 mil células de defesa em cada milhão se tornaram ativas contra o HIV. Em 40 testes feitos com camundongos, o melhor resultado foi a ativação de 330 células em cada milhão. Dikajob.
Os resultados animadores reacendem a esperança de que, após várias tentativas internacionais frustradas, que consumiram bilhões de dólares, se consiga um imunizante eficaz e seguro contra o HIV.