domingo, 23 de março de 2014

Bristol-Myers Squibb e Sanofi enfrentam acusações no Havai por causa do Plavix®

21/03/2014
O procurador-geral do Havai, David Louie, acusou a Bristol-Myers Squibb e a Sanofi de não divulgar que o Plavix® (clopidogrel) é pouco metabolizado por uma parcela significativa da população do estado, potencialmente colocando-os em risco de hemorragia gastrointestinal e outras complicações, avança o FirstWord Pharma.



Na acção, Louie alega que as farmacêuticas esconderam a informação para proteger os lucros gerados pelo anticoagulante, acrescentando que "para alguns, pode realmente ser um risco aumentado porque foi comercializado como sendo um substituto para a aspirina".

Em 2010, as empresas incluíram uma advertência no rótulo do Plavix® sobre metabolizadores fracos entre os pacientes portadores de uma variação específica na enzima do fígado CYP2C19, mas a queixa alega que a Bristol- Myers Squibb e a Sanofi sabiam ou deveriam saber 12 anos antes que o medicamento era ineficaz para algumas pessoas. Louie citou estudos realizados quatro anos antes de o Plavix® ser lançado mostrando o fármaco poderia não funcionar para a maioria dos doentes da Ásia Oriental e das ilhas do Pacífico.

"A eficácia diminuída do Plavix® é especialmente prevalente entre os consumidores do Havai", argumentou Louie, acrescentando que entre 38 e 79% dos doentes das ilhas do Pacífico, e entre 40 e 50 por cento dos doentes do Leste asiático podem responder inadequadamente ao medicamento por causa da variante CYP2C19. De acordo com Louie, mais de 1 milhão de prescrições do Plavix® foram emitidas no Havai desde 1998, dando à Bristol-Myers Squibb e à Sanofi mais de 100 milhões de dólares em lucro. O caso também alega que, desde 2001, os fabricantes de medicamentos enganosamente e injustamente rotularam e comercializaram o Plavix® como sendo tão seguro e eficaz para os doentes idosos como para pacientes mais jovens.

Em resposta, a porta-voz da Bristol-Myers Squibb Laura Hortas disse que "o Plavix® é um dos medicamentos mais estudados com mais de uma década de experiência no mundo real em pacientes com síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral recente, ataque cardíaco recente e doença arterial periférica". A responsável referiu que o medicamento foi prescrito a mais de 115 milhões de pacientes em todo o mundo, incluindo mais de 50 milhões nos EUA , acrescentando que nenhuma das duas empresas quis comentar sobre os litígios pendentes.

No ano passado, a Sanofi revelou que o Departamento de Justiça dos EUA está a investigar queixas à FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) em relação à variabilidade de respostas dos pacientes ao Plavix®.
Fonte: FirstWord Pharma
http://www.firstwordpharma.com/node/1196720#axzz2waG0MTy7

quinta-feira, 20 de março de 2014

Álcool, velocidade e direção. Não é fatalidade

É preciso acabar com a hipocrisia

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Fatalidade = aquilo que não se consegue evitar. Ultimamente muita gente vem usando esta palavra quando ocorre algum acidente com morte, principalmente no trânsito de Aracaju.

Na última quinta-feira, 13, mais uma morte na curva do Palácio de Veraneio, local que este espaço sempre defendeu a colocação de radares e lombadas eletrônicas. Quando elas existam no local o número de acidentes reduziu em muito.

O que chamou a atenção neste último acidente foi que em entrevistas no enterro do jovem, em Lagarto, alguns amigos disseram que foi uma “fatalidade”. Não foi. O blog respeita a dor da família e dos amigos, mas lembra que álcool e velocidade não combinam com direção. E neste caso o acidente não é uma fatalidade: é algo que poderia ser evitado e não foi.

Pelo amor de Deus. É preciso acabar com a hipocrisia e lembrar que anualmente perdem-se centenas de jovens e outros milhares ficam paraplégicos em todo país, por conta do álcool, velocidade e direção.

É preciso que as leis continuem duras. Que as multas sejam mais fortes. Que as prisões sejam rotineiras. Infelizmente, para alguns a conscientização só chega quando o bolso é atingido.

E por favor, deixem de lado a palavra fatalidade quando o acidente envolver álcool e velocidade. É o destino inevitável de quem deixou a vida de lado.

(Artigo original de Cláudio Nunes que... Desde maio de 2006, tem um blog no Portal Infonet. Atua no jornalismo de Sergipe há mais de 15 anos, passando pela Gazeta de Sergipe, Jornal da Manhã, Diário de Aracaju, TV Sergipe e Jornal do Dia. Radialista e jornalista, em dezembro de 2006 publicou o livro "Liberdade da Expressão".)


 

 

Fábrica de biofármacos contra câncer recebe recursos (Libbs Farmacêutica)

Apoio dará independência ao Brasil no setor farmacêutico a partir da produção de biofármacos que, atualmente, são importados.

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 250,8 milhões para a Libbs Farmacêutica. Os recursos destinam-se à construção de uma unidade de biofármacos, voltada para a produção de medicamentos biotecnológicos para tratamento de câncer e doenças autoimunes. Trata-se do segmento mais dinâmico da indústria farmacêutica.

O apoio, por meio do Programa BNDES de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (BNDES Profarma), subprograma Profarma Biotecnologia, contribuirá para a independência do Brasil no setor farmacêutico, a partir dos investimentos realizados na produção de biofármacos, que são, atualmente, importados.

A nova fábrica, localizada no complexo industrial da Libbs em Embu das Artes (SP), terá capacidade de processar até 24 mil litros de células animais destinadas à produção de anticorpos monoclonais (proteínas específicas utilizadas como princípio ativo de medicamentos) e contará com tecnologia inovadora, a de sistema de produção com biorreatores com bolsa descartável. A principal vantagem dessa tecnologia é sua flexibilidade e a redução do tempo gasto com descontaminação e limpeza. A conclusão da primeira fase das obras está prevista para 2016.

Para dar início a este projeto de biotecnologia, a Libbs firmou parceria com a Mabxcience (empresa pertencente à farmacêutica Chemo, ambas do grupo Insud), que prevê a transferência de tecnologia da produção de seis anticorpos monoclonais biossimilares (“cópias” de medicamentos biológicos). Desse modo, passará a deter os bancos de células e a tecnologia empregada no cultivo das células em todas as operações para controle de processos e de qualidade. Espera-se que, ao final da transferência de tecnologia, todo o processo de produção desses medicamentos biológicos seja realizado no País.

A compra dos medicamentos será centralizada pelo Ministério da Saúde, em função de sua importância para a saúde pública e da política do governo federal de reduzir os preços dos produtos. O desenvolvimento e a produção dos produtos no País foi objeto de uma política de fomento denominada Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), modelo que envolve empresa privada e laboratório público. A PDP também prevê um período de compras garantidas dos medicamentos, até que a tecnologia de produção esteja integralmente transferida para o laboratório público.

A Libbs Farmacêutica é uma empresa de capital 100% nacional que atua na produção e comercialização de especialidades farmacêuticas e princípios ativos para tratamento nas áreas cardiovascular, ginecológica, respiratória, oncológica e do sistema nervoso central, entre outras.


Nova droga contra câncer evita queda de cabelo (Desenvolvido pela Roche e já aprovado pela Anvisa)

Remédio, aprovado pela Anvisa, atua no tumor de mama, em vez de afetar células, e aumenta a sobrevida em 50%; comercialização deve começar em 3 meses

Fabiana Cambricoli - O Estado de S.Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um medicamento para o tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e provoca menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional. A ação é possível porque o remédio atua diretamente no tumor, em vez de afetar todas as células do corpo. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se da primeira droga com esse mecanismo aprovada no País.

O medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) é indicado para um tipo de câncer de mama avançado, identificado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. Seu uso deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida.

"A droga tem um efeito casado. Ela possui um anticorpo e um quimioterápico. Por ser extremamente potente, esse quimioterápico não poderia ser aplicado sozinho porque seria muito tóxico ao organismo. O que acontece é que o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro", explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia e um dos coordenadores do estudo do medicamento no Brasil. O mecanismo do remédio é conhecido como "cavalo de troia".

Segundo o médico, a pesquisa, realizada em vários países, incluiu cerca de cem brasileiras. "Há pacientes que começaram a participar do estudo em 2011 e seguem vivas. Sem essa opção, elas sobreviveriam por cerca de seis meses porque não teriam outra alternativa de tratamento", explica.

Uma das razões para o melhor prognóstico é que o novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. "Os medicamentos já existentes podem ser aplicados por, no máximo, oito sessões, por causa da toxicidade. Por ser menos agressiva, a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado", afirma o médico. A aplicação da droga é feita a cada 21 dias.

Embora o remédio possa aumentar a sobrevida das pacientes, o tumor de mama do tipo HER2 positivo metastático continua sendo incurável.

Nova opção. Coordenadora da oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Maria del Pilar Estevez Diz classificou a droga como uma opção "interessante" de tratamento e afirmou que o Icesp passará a utilizá-la. "A gente ganha uma linha de tratamento com menos efeitos colaterais, que propicia maior qualidade de vida às pacientes", diz.

A aprovação da trastuzumabe entansina foi publicada pela Anvisa no mês passado. O medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses. Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nova-droga-contra-cancer-evita-queda-de-cabelo,1127239,0.htm

Brasil pode se tornar 4° mercado de medicamentos no mundo

É curioso que, com um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de apenas 2,5%, ainda possamos deparar com situações típicas de economia aquecida, como, por exemplo, índices elevados de emprego, aumento de salário real, reajustes de preços dos serviços bem acima da média, importações crescentes, rodovias saturadas, filas de caminhões na entrada dos portos, inflação persistente etc. Alguns economistas diriam que temos uma insuficiência de oferta, e não de excesso de demanda.

O problema fica mais complexo quando os dados de cada grande segmento da economia são desagregados. Fiquei surpreso ao saber que a produção de sabonetes chegou a crescer 16% e o mercado de sorvetes mais de 15%. Ou que as atividades econômicas em municípios como Rondonópolis, no Mato Grosso, ou Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, expandem-se a um ritmo de 10% ao ano!

Esses descompassos setoriais, regionais ou locais talvez gerem uma dinâmica que explique o fato de, com um crescimento médio nada espetacular, vários indicadores se mostrarem conflitantes com o conjunto. Recentemente soube que faltam dois mil motoristas de ônibus no Rio de Janeiro (RJ). Sim, a cidade está com obras de infraestrutura por todos os lados (impulsionadas tanto pela preparação dos Jogos Olímpicos de 2016 como pelos investimentos que envolvem a cadeia produtiva da indústria do petróleo). Dirigir uma betoneira de concreto, um caminhão basculante ou um trator tem sido mais atrativo, profissionalmente, do que se estressar em vias engarrafadas, atendendo a uma clientela que reclama da qualidade do serviço oferecido.

Nesse ambiente, será um desafio contratar, e treinar em prazo curto, pessoal temporário para trabalhar em funções que direta ou indiretamente se relacionarão com a Copa do Mundo. E não se trata somente das localidades que servirão de sede para os jogos. Pelo número de inscrições de candidatos que se inscreveram pela internet para comprar ingressos na Copa, é quase certo que a previsão de que 600 mil turistas estrangeiros virão ao Brasil nas semanas dos jogos já esteja defasada. E os deslocamentos de uma cidade sede para outra movimentarão um milhão de brasileiros de diferentes Estados.

O futebol é, sem dúvida, atualmente o evento esportivo – e de entretenimento – que mais desperta interesse do público no planeta. Virão dos Estados Unidos, onde o que eles chamam de soccer tem feito mais sucesso entre as meninas, mais torcedores do que da vizinha Argentina. Na Espanha, em crise profunda, os estádios estão sempre cheios. As transmissões pela TV alcançam sempre índices elevados de audiência (é provável que o enorme sucesso da televisão por assinatura no Brasil, que dobrou sua base de expectadores, apenas em dois anos, tenha a ver também com os pacotes pay per view dos campeonatos nacional e estaduais).

Os efeitos da Copa sobre a economia brasileira não se limitam ao período dos jogos. Começaram antes, com obras de infraestrutura, e se estenderão por vários meses, em decorrência do turismo motivado pela exposição que o País terá durante o evento. Somados, esses efeitos poderiam corresponder a um acréscimo de 1,5 ponto percentual no nosso PIB. Nas projeções para 2014 talvez os economistas estejam subestimando esse impacto da Copa.

2014 será um ano de eleições gerais. O Governo fará grande esforço (inclusive por interesse eleitoral) para que as concessões de infraestrutura saiam do papel – aeroportos, portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Os governantes que pretendem se reeleger ou trabalham por seus aliados políticos têm até junho para cortar a “fita” de inauguração de obras. Empenhos (equivalente a autorizações para novos gastos públicos) relativos à contratação de obras não emergenciais não poderão ser feitos no segundo semestre.

Um crescimento da ordem de 3,5% em 2014 seria então plausível, apesar das taxas de juros mais salgadas que o Banco Central tem sido obrigado a adotar para que a inflação não saia de controle. Do câmbio não devem vir pressões inflacionárias expressivas (embora previsões sobre o comportamento de moeda costumem desmoralizar quem se arrisca a fazer prognósticos sobre elas), mas os combustíveis ficarão mais caros, assim como a energia elétrica. Em 2014, os governantes não vão querer o risco de postergar reajuste em tarifas de transporte. Os reajustes correrão até março ou ficarão represados, como bomba relógio, para 2015.

Saúde
Por causa de todas essas peculiaridades, algumas multinacionais do setor farmacêutico trabalham com a hipótese de o Brasil se tornar o quarto mercado de medicamentos no mundo, avançando pelo menos três casas no ranking internacional. E isso não teria relação somente com as compras governamentais (o SUS ultrapassou a Associação dos Veteranos de Guerra dos Estados Unidos como maior comprador isolado de remédios no mundo). A formalização dos empregos, a manutenção dos índices de ocupação em patamar elevado, acessos a planos corporativos e a prevenção de doenças relacionadas ao ritmo de vida nos centros urbanos e ao envelhecimento da população levam mais brasileiros a negligenciarem menos com sua própria saúde.

Há segmentos correlatos ao setor farmacêutico com perspectivas similares. É o caso dos fabricantes de produtos veterinários. O Brasil já é o maior exportador de carne bovina, disputa a liderança também na avicultura e está em quinto na suinocultura. Por força da demanda de alguns países vizinhos (Venezuela, especialmente), nos tornamos também exportadores de lácteos. Além de vacinas para prevenção de doenças e medicamentos para tratamento desses animais, há uma considerável produção de produtos veterinários para o mercado de pets. Estima-se em 50 milhões (35 milhões de cães e 15 milhões de gatos) essa população. O Brasil já é hoje o segundo mercado mundial de rações para pets!

Nos pontos de varejo (farmácias e drogarias) é crescente a participação de produtos de higiene pessoal e beleza. Explica-se: já somos o segundo mercado para xampus – recentemente uma grande multinacional francesa resolveu instalar um centro de pesquisa no Rio de Janeiro por causa da potencialidade do mercado brasileiro, e porque no País temos nada menos que oito dos nove tipos de cabelo encontrados no mundo, devido à imigração de diferentes etnias – e o quarto em cosméticos. O segundo ou terceiro perfume (uma água de Colônia) mais vendido no mundo é brasileiro, devido ao grande volume de vendas domésticas.

*George Vidor é comentarista econômico da Globonews e colunista do jornal O Globo

Setor farmacêutico fatura cerca de R$ 57 Bilhões e distribuidoras regionais da Abradilan crescem 34%

O setor farmacêutico cresceu cerca de 18,45% em comparação ao ano de 2012, enquanto os distribuidores associados à Abradilan, cresceram 34%
Somente os distribuidores regionais, associados à Abradilan, venderam cerca de 8,05 bilhões de reais
Em relação às unidades vendidas, o setor farmacêutico teve um crescimento de 13% em comparação ao ano anterior
Fevereiro de 2014 – As vendas de medicamentos fecharam o último ano com resultados bastante expressivos. Neste ano de 2013, segundo dados da IMS Helth, o setor farmacêutico alcançou um faturamento de 57,15 bilhões de reais, apresentando um crescimento de 18,45% em relação ao valor faturado do ano anterior. Já os distribuidores regionais de medicamentos associados à Abradilan (Associação Brasileira dos Distribuidores dos Laboratórios Nacionais -www.abradilan.com.br), no ano passado tiveram um aumento de 34% em relação ao ano de 2012, alcançando 8,05bilhões de reais. Quanto ao número de unidades vendidas no geral, o setor teve um crescimento de 13% e as unidades vendidas pelos distribuidores regionais associados à entidade cresceram 28%.
Para Geraldo Monteiro, diretor executivo da Abradilan, “o setor farmacêutico é um dos mais promissores da atualidade. Com o setor aquecido devemos dobrar as vendas nos próximos cinco anos”. O crescimento obtido em 2013 ficou muito próximo ao percentual projetado pelos associados da Abradilan. Segundo as projeções, 9,10% apostaram em um crescimento de até 10%, acompanhados de 36,40% que acreditavam em um aumento de 11 a 20%. Entre os otimistas, mais de 30,3% projetaram um crescimento acima de 30%.
Os associados situados em 24 dos estados brasileiros representam hoje 26% na participação da distribuição dos genéricos e distribuem medicamentos em 86% das cidades do Brasil, com visitação a 79% das 72,7 mil farmácias e drogarias, sendo elas, 82% na região Sudeste, 76% na região Sul, 81% no Nordeste, 82% no Centro-Oeste e 60%no Norte do país.
O setor farmacêutico cresceu cerca de 18,45% em comparação ao ano de 2012, enquanto os distribuidores associados à Abradilan, cresceram 34%
Somente os distribuidores regionais, associados à Abradilan, venderam cerca de 8,05 bilhões de reais
Em relação às unidades vendidas, o setor farmacêutico teve um crescimento de 13% em comparação ao ano anterior
Fevereiro de 2014 – As vendas de medicamentos fecharam o último ano com resultados bastante expressivos. Neste ano de 2013, segundo dados da IMS Helth, o setor farmacêutico alcançou um faturamento de 57,15 bilhões de reais, apresentando um crescimento de 18,45% em relação ao valor faturado do ano anterior. Já os distribuidores regionais de medicamentos associados à Abradilan (Associação Brasileira dos Distribuidores dos Laboratórios Nacionais -www.abradilan.com.br), no ano passado tiveram um aumento de 34% em relação ao ano de 2012, alcançando 8,05bilhões de reais. Quanto ao número de unidades vendidas no geral, o setor teve um crescimento de 13% e as unidades vendidas pelos distribuidores regionais associados à entidade cresceram 28%.

Para Geraldo Monteiro, diretor executivo da Abradilan, “o setor farmacêutico é um dos mais promissores da atualidade. Com o setor aquecido devemos dobrar as vendas nos próximos cinco anos”. O crescimento obtido em 2013 ficou muito próximo ao percentual projetado pelos associados da Abradilan. Segundo as projeções, 9,10% apostaram em um crescimento de até 10%, acompanhados de 36,40% que acreditavam em um aumento de 11 a 20%. Entre os otimistas, mais de 30,3% projetaram um crescimento acima de 30%.
Os associados situados em 24 dos estados brasileiros representam hoje 26% na participação da distribuição dos genéricos e distribuem medicamentos em 86% das cidades do Brasil, com visitação a 79% das 72,7 mil farmácias e drogarias, sendo elas, 82% na região Sudeste, 76% na região Sul, 81% no Nordeste, 82% no Centro-Oeste e 60%no Norte do país.


Fonte Portal Fala Guarulhos

terça-feira, 11 de março de 2014

Lista mostra farmacêuticas campeãs de geração de valor - MVP Brasil

Roche, Pfizer, Bayer, Sanofi-Aventis e Novartis lideram. Pesquisa da Dom Strategy Partners analisa interação com diferentes públicos

Avaliar a capacidade de gerar e proteger valor não apenas para si, mas também para clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade. Esse é o objetivo do ranking MVP Brasil (Mais Valor Produzido) para o setor farmacêutico, feito pela Dom Strategy Partners, consultoria nacional focada em estratégia corporativa, e divulgado esta semana.

São listadas as cinco companhias do setor que mais produzem valor a partir da percepção, avaliação e recomendação de seus stakeholders. Estão na lista, na ordem, as empresas Roche, Pfizer, Bayer, Sanofi-Aventis e Novartis, consideradas as que geram mais valor a partir da interação com diferentes públicos.

Para chegar ao resultado final, o estudo avaliou ativos como Eficácia da Estratégia Corporativa, Resultados Gerados, Crescimento Evolutivo, Valor das Marcas, Qualidade de Relacionamento com Clientes, Governança Corporativa, Sustentabilidade, Gestão de Talentos, Cultura Corporativa, Inovação, Conhecimento, Grau de Transformação e Uso das Tecnologias Digitais, dentre outros.

Segundo Daniel Domeneghetti, CEO da Dom Strategy Partners, o objetivo do estudo com as indústrias farmacêuticas é entender “como o mercado se comunica, constrói e mantém a sua capacidade para gerar e proteger valor com os seus diferentes públicos, ativos e os indicadores que reverberam em credibilidade, imagem positiva, sistema de gestão robusto e eficácia de seu motor competitivo.”

Para a pesquisa, a consultoria utilizou a metodologia EVM (Enterprise Value Management), que defende a tese de que o valor produzido pelas empresas, tanto gerado como protegido, tangível ou intangível, é agregado (ou destruído) e materializado (quantificado) em função da percepção de valor apreendida pelos stakeholders.

Assim, as farmacêuticas passaram por uma avaliação de 0 a 10 em relação às suas performances nos ativos tangíveis e intangíveis, selecionados como direcionadores de geração e/ou proteção de valor pelas empresas. O levantamento e o resultado analítico consideram uma série de interações, pesquisas e monitorias feitas pela DOM com os diferentes públicos das empresas mais relevantes dos setores.

A resposta sobre capacidade de cada empresa gerar e proteger valor para si e para esses públicos foi feita a partir da quantificação das quatro dimensões que definem o Valor Corporativo de uma companhia: Resultados, Reputação (definida como Credibilidade/Imagem), Competitividade e Riscos.

 


 

quarta-feira, 5 de março de 2014

linkedcare: Irlanda, Brasil e EUA são os próximos alvos


05/03/2014 Médicos e doentes podem estar ligados através de uma nova aplicação informática, a linkedcare, apresentada no final de Setembro do ano passado em Portugal. Para aceder à aplicação, basta uma inscrição, que é gratuita. Desde o seu lançamento, o feedback e a adesão dos médicos ultrapassou as expectativas e o número de utilizadores que se registam na linkedcare continua a crescer diariamente. O RCM Pharma falou com Hans-Erhard Reiter e Nuno Pacheco, os "pais" da linkedcare, para conhecer melhor esta aplicação inovadora e ficou a conhecer os seus planos para o futuro: Irlanda, Brasil e EUA estão na mira, nos próximos 12 a 18 meses.

RCM Pharma: O que é a linkedcare? Hans-Erhard Reiter: É uma plataforma de comunicação e informação que liga pacientes e médicos (mas vai incluir todos os principais actores do sector da saúde). Foi fundada em Abril de 2011 por mim [Hans-Erhard Reiter] e pelo Nuno Pacheco e permite que os médicos façam a gestão de toda a sua prática de forma integrada, ao mesmo tempo que ficam mais próximos dos seus pacientes. A linkedcare foi desenvolvida e testada de forma próxima com os médicos, para permitir que ganhem mais controlo sobre a sua prática e para que possam acompanhar os seus pacientes de forma próxima e personalizada.


RCM Pharma: Como surgiu a ideia para criar a aplicação linkedcare? Hans-Erhard Reiter: Os fundadores analisaram os problemas do sector da saúde em todo o mundo, tentando perceber os obstáculos que existem para a implementação do mHealth. A conclusão foi que há uma necessidade para soluções que vão muito para além do mHealth - foi assim que nasceu a linkedcare.

RCM Pharma: A quem se dirige? Quais as mais valias? Hans-Erhard Reiter: Em primeiro lugar aos cidadãos e aos médicos e depois a todos os que têm interesse em tornar os sistemas de saúde sustentáveis, em melhorar a qualidade de serviço (no que diz respeito aos processos), e em melhorar o estado da saúde dos cidadãos em geral, criando uma consciência elevada acerca de assuntos de bem-estar e de saúde.

RCM Pharma: Quais são os custos associados à utilização da plataforma? Nuno Pacheco: Para cidadãos e médicos a utilização da plataforma será sempre gratuita.


RCM Pharma: Quantos utilizadores têm registados desde o seu lançamento? Nuno Pacheco: O feedback e a adesão dos médicos ultrapassou as nossas expectativas e o número de utilizadores que se registam na linkedcare diariamente continua a crescer. Do segmento que a linkedcare endereçou, até agora já foi alcançada uma quota de 15%.


RCM Pharma: Qual o objectivo a médio prazo/longo prazo em termos de clientes e médicos? Nuno Pacheco: O objectivo é chegar a dezenas de milhares de médicos, somando vários países, e a milhões de cidadãos.


RCM Pharma: Quais as especialidades mais procuradas e quais as que estão disponíveis? Nuno Pacheco: Conforme o segmento alvo inicial, os médicos de clínica geral e familiar representam a maioria, sendo que a aplicação tem já inúmeros registos de cardiologistas, cirurgiões, internistas, dentistas e anestesiologistas. A linkedcare na sua versão básica serve também muito bem outras especialidades e ao longo deste ano e do próximo existirão funcionalidades específicas para as diferentes especialidades.


RCM Pharma: Existem planos para lançar a linkedcare noutros países? Hans-Erhard Reiter: Vamos nos próximos 12 a 18 meses lançar a aplicação em mais três países: Irlanda, Brasil e EUA.


RCM Pharma: Qual foi o investimento necessário para lançar o projecto? Hans-Erhard Reiter: Até ao final de 2013 o investimento total foi de 2,1 milhões de euros


Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/27-02-14/linkedcare-irlanda-brasil-e-eua-sao-os-proximos-alvos

sábado, 1 de março de 2014

Anvisa proíbe venda de 20 lotes de suplemento de proteína para atletas

Paula Laboissière - Repórter da Agência BrasilEdição: Talita Cavalcante

Resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicadas hoje (28) no Diário Oficial da União proíbem a venda de 20 lotes de suplemento proteico para atletas. Ao todo, 25 marcas foram avaliadas após o recebimento de denúncias de irregularidades na quantidade de carboidrato e proteína declarada no rótulo.
Por meio de nota, a Anvisa informou que, nos 20 lotes suspensos, ficou comprovado que a composição real dos produtos é diferente daquela informada na rotulagem, o que caracteriza fraude contra o consumidor e prática desleal de comércio. Foi constatada ainda a ausência da informação de que os produtos contêm soja. Isso pode implicar em risco à saúde de consumidores com alergia ao alimento.
A legislação brasileira tolera uma variação de cerca de 20% nas quantidades de nutrientes declaradas no rótulo. Dos 20 produtos com problemas na composição, 19 apresentaram valores de carboidratos superiores aos declarados e um deles tem menos carboidratos do que a quantidade informada na tabela nutricional.
Entre os produtos avaliados, apenas um apresentou resultados satisfatórios para todos os ensaios: o produto 100% Pure Whey, da empresa Probiótica Laboratórios Ltda.
Os produtos 100% Whey Protein e 3 Whey Proto NO² da empresa Neo Nutri Suplementos Nutricionais Ltda apresentaram resultados insatisfatórios apenas para a rotulagem, mas as quantidades de carboidratos e proteínas estavam de acordo com as declaradas no rótulo.
Os três produtos que tiveram maiores variações para o ensaio de carboidratos foram: Whey NO2 Pro – Pro Corps (aroma milho), para o qual foram detectadas 17,66g de carboidratos na porção, o que representa 1.104% a mais do que o valor de 1,6g divulgado no rótulo; Fisio Whey Concentrado NO2, que apresentou 9,5g de carboidrato na porção, ou seja, 869% a mais do que o valor de 0,98g informado pelo fabricante; 100% Ultra Whey – Ultratech Supplements, onde foram detectadas 25,51g de carboidratos na porção (750% a mais do que o valor de 3g escrito na rotulagem).
Para 11 produtos, verificou-se a ausência de declaração de ingredientes como amido, milho, soja e ou fécula de mandioca. A legislação determina a obrigatoriedade de informar na embalagem todos os ingredientes contidos no produto, o que deve ser feito em ordem decrescente da respectiva proporção.
Para o ensaio de proteínas, sete produtos apresentaram composição divergente, em mais de 20%, do valor declarado na rotulagem. O produto Whey NO2 Pro – Pro Corps (aroma milho), que também obteve o pior resultado para o ensaio de carboidratos, apresentou a maior variação para o ensaio de proteínas: 245% a menos do que o valor de 25g declarado na rotulagem.
Para dois produtos, a Anvisa ainda aguarda análises de contraprova. Caso haja confirmação do laudo condenatório inicial, os lotes dos produtos também serão proibidos.
“A Anvisa esclarece que os lotes proibidos não podem ser expostos à venda. Caso o consumidor identifique esses produtos em pontos de venda, deve denunciar o estabelecimento à vigilância sanitária de seu município”, informa a nota.
As empresas fabricantes, segundo a agência, serão autuadas pelas autoridades sanitárias e podem sofrer advertência, apreensão e inutilização, interdição e/ou multa, que pode variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-02/anvisa-proibe-venda-de-20-lotes-de-suplemento-de-proteina-para-atletas

Pague Menos quer mais

Imagem ilustrativa
Rede de drogarias cearense investe para crescer com as próprias pernas. Enquanto isso, a concorrência promove um intenso processo de consolidação no setor
Por Luciele VELLUTO
Poucos segmentos da economia brasileira passaram por um processo de consolidação tão intenso nos últimos anos quanto o varejo de medicamentos. Grandes redes do setor uniram-se para adquirir musculatura e expandir suas operações para os mais distantes rincões do Brasil. As paulistas Droga Raia e Drogasil anunciaram fusão em 2011 e se tornaram a maior rede no País, com faturamento de R$ 5,6 bilhões e 931 lojas. No mesmo ano, foi a vez da também paulista Drogaria São Paulo e da carioca Pacheco formarem a segunda no ranking. No ano seguinte, nasceu a Brasil Pharma, fruto da união das redes Farmais, Guararapes, Mais Econômica e Rosário.
Em meio a esse processo de consolidação, a cearense Pague Menos, a despeito do assédio das rivais, como foi o caso da paulistana Ultrafarma, resolveu continuar caminhando sozinha. Mesmo caindo, após as fusões, da primeira para a terceira posição em faturamento, e para a quarta colocação em número de lojas, a rede fundada há 33 anos, em Fortaleza, pelo empresário Francisco Deusmar de Queirós quer mais, não abrindo mão de sua carreira solo. Segundo Deusmar, como é mais conhecido, a Pague Menos, hoje com 663 lojas, irá intensificar sua presença nas regiões Sul e no Sudeste neste ano, com a abertura de um megacentro de distribuição na cidade goiana de Hidrolândia.
A expansão deverá ser turbinada ainda mais com a abertura de capital planejada para os próximos anos. “Estamos preparados, só esperando o momento certo”, afirma o empresário cearense. Em 2013, a Pague Menos faturou R$ 3,8 bilhões e deve crescer dois dígitos neste ano, superando R$ 4,4 bilhões em vendas de medicamentos e produtos de higiene e beleza. “Queremos também chegar a mil lojas em três anos”, afirma Deusmar. A Pague Menos é a única rede de farmácias que está presente em todos os Estados brasileiros, motivo de orgulho para o empresário.
“É a rede com maior capilaridade, pois as outras buscam expandir em número, mas não atuam em todo o Brasil”, afirma Tereza Cristina Zanon, diretora do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), especializada na área de varejo farmacêutico. A expansão tem sido acompanhada de forma onipresente por Deusmar, que faz questão de acompanhar in loco, sempre que possível, o andamento dos negócios. Para minimizar os custos de uma operação dessa dimensão, a Pague Menos está investindo R$ 60 milhões para inaugurar em abril o centro de distribuição goiano. A ideia é atender mais rapidamente as lojas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, reduzindo a vantagem logística e de custo de suas concorrentes.
“Antes, tudo ia para o CD de Fortaleza, para depois voltar ao Sul”, afirma Deusmar. Com a operação desse novo ponto logístico, os estoques poderão ser reduzidos em dez dias, diminuindo os gastos em R$ 120 milhões para a companhia. “Com essa economia podemos construir mais 100 lojas”, afirma o empresário. Completado o plano de abertura das mais de três centenas de lojas até 2017, Deusmar deverá reduzir o ritmo de expansão internamente, para poder se dedicar à abertura de mercados no Exterior, inclusive nos Estados Unidos. Para dar conta das exigências nas duas frentes, ele reconhece que a Pague Menos, necessariamente, terá de se capitalizar.
“Sempre crescemos de forma orgânica”, diz ele. “Mas já é hora de avançar mais.” Em 2012, a Pague Menos ensaiou uma abertura de capital, mas desistiu após a retração do mercado de ações do Brasil. A estreia na Bolsa, no entanto, não foi descartada por Deusmar. “Estou esperando a hora certa, que não deve ocorrer nem em 2014 nem 2015, mas só em 2016.” Por enquanto, a empresa tem lançado mão de debêntures como forma de se capitalizar. Foram levantados R$ 260 milhões, em 2012, e R$ 100 milhões, em 2013. A inclinação para os negócios é uma característica marcante na trajetória de Deusmar, que completa 67 anos em maio.
Nascido em Amontada, no interior do Ceará, o empresário trabalhou na infância e adolescência na mercearia de seu pai em Fortaleza. Só parou quando entrou na Faculdade Federal do Ceará para cursar Ciências Econômicas e Administrativas, onde se formou e o levou para a carreira de professor de economia. Nesse período, ele criou a corretora de valores PAX, que possui até hoje. “Eu dedico 90% do meu tempo às farmácias e 10% à corretora”, afirma. O varejo, no entanto, sempre foi sua paixão, o que o levou a abrir sua primeira loja Pague Menos na periferia da capital cearense em 1981. Animado, Deusmar diz que não vai esperar muito para voltar ao pódio do setor. “Vamos continuar para reassumir a liderança, com as nossa próprias pernas”, afirma.