quarta-feira, 10 de julho de 2013

GlaxoSmithKline investiga práticas de marketing do Botox® na China

09/07/2013 - 08:40
A GlaxoSmithKline está a investigar alegações de que a sua equipa de vendas utiliza tácticas impróprias para comercializar o Botox® (onabotulinumtoxina) na China, avança o site FirstWord. O porta-voz da empresa Simon Steel disse: "Estamos a investigar estas novas alegações. Entretanto, as nossas investigações até ao momento não encontraram nenhuma evidência de suborno ou corrupção em relação às nossas vendas e marketing do Botox® terapêutico na China".
O The Wall Street Journal, citando documentos internos e e-mails da GlaxoSmithKline, noticiou que a equipa de vendas discutia gratificações com médicos para a prescrição do Botox® com pagamentos em dinheiro, créditos educacionais e outros incentivos. A estratégia de marketing, chamada Vasily, supostamente teve como alvo 48 médicos e foi projectada para recompensá-los com base no número de prescrições escritas para o Botox®.
"Investigámos a alegação específica sobre o chamado programa Vasily," disse Steel, acrescentando que "a nossa investigação descobriu que apesar de a proposta não conter nada inconveniente, o programa nunca foi implementado". A GlaxoSmithKline assinou um acordo em 2005 para comercializar o Botox® da Allergan na China para determinadas indicações.
As últimas acusações contra a GlaxoSmithKline virem alegadamente da mesma fonte anónima que afirmou no início deste ano que a equipa de vendas da farmacêutica na China estava envolvida em corrupção generalizada de médicos para prescrever medicamentos, em alguns casos, para usos não autorizados, entre 2004 e 2010. No mês passado, a farmacêutica disse que tinha concluído uma investigação sobre as alegações e não encontrou nenhuma evidência de irregularidade.
Na semana passada, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (CNDR) disse que está a investigar os custos de produção e preços praticados em 60 empresas farmacêuticas estrangeiras e chinesas, incluindo farmacêuticas como a GlaxoSmithKline, MSD (Merck & Co.), a unidade Sandoz da Novartis, Boehringer Ingelheim, Baxter e Astellas. A CNDR irá analisar 27 empresas em relação às questões de custo e 33 companhias em relação aos preços.


Relação de Delegados (Propagandistas no Brasil) de Informação Médica com os Médicos do SNS


Nota de C&T:

No Brasil não demorará para acontecer o mesmo que acontecerá em Portugal nos próximos dias, é uma questão de tempo, na prática já existe em muitas unidades do SUS agindo da mesma forma.
DIM em  Portugal é como é conhecido o Propagandista da Indústria Farmacêutica.

28/06/2013 - 12:35
Para assegurar que a divulgação de informação médica junto dos profissionais de saúde dos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está de acordo com o regular funcionamento dos mesmos, o Ministério da Saúde definiu de que forma esta actividade se compatibiliza com o contacto com os profissionais de saúde do SNS.
Segundo as novas regras, só será permitido o acesso dos delegados de informação médica (DIM) ao SNS aos médicos do SNS quando se apresentem devidamente registados, identificados e credenciados.
Registo obrigatório

A partir de 1 de Agosto, data em que estas normas entram em vigor, este registo para acesso dos DIM aos serviços e estabelecimentos do SNS, no exercício da sua actividade profissional, será obrigatório, mas não dependerá do pagamento de qualquer verba.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) passará a ter uma lista dos DIM, com os elementos necessários para a sua correcta identificação profissional, nomeadamente o número de registo atribuído, que estará disponível no seu site. Em 2013, o registo vai decorrer até 31 de Agosto, sendo que as empresas já registadas junto do INFARMED estão dispensadas de proceder a novo registo.
Os trabalhadores do SNS que não cumpram as novas regras serão alvo de procedimento disciplinar. No caso dos DIM, o laboratório será notificado e o profissional ouvido em audição escrita por parte da Administração Regional de Saúde (ARS) no prazo de 10 dias. Esta informará o laboratório e a associação patronal que o representa, se for o caso. O resultado desta audição poderá ser a interdição de acesso aos estabelecimentos e serviços do SNS para o DIM e o seu laboratório.
Um DIM considerado infractor ficará interditado até três meses, de contactar os estabelecimentos e serviços do SNS. Caso continue a violar as regras, arriscará a interdição até três anos, sendo o laboratório considerado co-responsável.

Visitas marcadas

A partir de 1 de Agosto, cada laboratório só pode realizar até seis visitas por ano a cada estabelecimento ou serviço do SNS, em função da respectiva dimensão e do número de profissionais das diferentes especialidades que os DIM visitam.
Nas unidades integradas no SNS, classificadas de tipo B as visitas autorizadas podem chegar a oito por ano, mas o INFARMED terá de ser notificado.
Independentemente do laboratório que representem, o número máximo de visitas diárias permitido é de dois DIM em cada serviço hospitalar e de três DIM nos restantes casos, não sendo admissível, em cada visita, a representação de mais de um laboratório por cada DIM. Cada um deles só poderá visitar oito profissionais de saúde por dia. No caso de sessões de informação colectivas (com um mínimo de cinco profissionais de saúde em simultâneo) esse número pode ser ultrapassado, no máximo de duas por ano para cada laboratório.
O local e horário de visitas, bem como outros elementos terão de estar fixados genericamente pelo responsável máximo do serviço, de acordo com as seguintes regras:
- as visitas não podem realizar-se em serviços de urgência ou de atendimento permanente ou em serviços de internamento. Devem ter lugar em sala própria e adequada ao fim a que se destinam;
- as visitas dos DIM devem ter lugar, preferencialmente, fora do horário de trabalho fixado para os profissionais de saúde, podendo ocorrer, se autorizadas pelo responsável máximo do serviço ou unidade, durante a pausa para almoço ou durante um período em que não haja actividade assistencial em curso;
- cada unidade de saúde é que vai definir o local para as visitas dos DIM, podendo cada ACES ou hospital ter uma ou mais salas destinadas a este fim.

As visitas dos DIM não podem interferir com qualquer tipo de actividade médica ou assistencial. Devem limitar a sua circulação e presença às zonas que lhes forem autorizadas pela direcção da unidade de saúde ou serviço, estando vedada a presença em zonas de circulação de utentes e profissionais de saúde, em salas de espera de utentes, em serviços clínicos ou administrativos e em áreas de aprovisionamento.
A marcação de visitas vai fazer-se previamente junto do pessoal administrativo que o respectivo responsável máximo do serviço indicar, de modo a assegurar a sua programação semanal, ficando registados os dados de identificação dos DIM, bem como do laboratório que representam. Até ao dia da visita, os laboratórios podem alterar o nome do DIM que os representa naquela visita, através de um documento escrito entregue no estabelecimento do SNS.
A lista semanal das visitas é afixada em local adequado, de modo a que todos os profissionais de saúde do serviço dela possam ter conhecimento, e é objecto de carregamento informático no site do INFARMED. Só no dia da visita, os DIM poderão marcar a visita seguinte.
Registo, credenciação e identificação

Depois de 2013, o registo dos DIM vai processar-se até 31 de Janeiro do ano para que se pretende o acesso. Os laboratórios devem comunicar ao INFARMED factos que determinem alterações de registo, de forma a mantê-lo permanentemente actualizado, num prazo até 10 dias a contar do dia em que ocorra o facto que determine essa alteração.
Assim, a credenciação dos DIM será obtida mediante registo junto INFARMED, promovido pelos laboratórios a quem os DIM se encontrem vinculados juridicamente por força de contrato, ou seja, pelos titulares de autorização válida de introdução de medicamentos ou responsáveis pela colocação no mercado de produtos de saúde.
No acto do registo dos DIM, os laboratórios terão de entregar:
- cópia da certidão, emitida pela conservatória do registo comercial, ou número de acesso à certidão permanente, comprovativa da sua existência jurídica, caso se trate de pessoa colectiva, ou bilhete de identidade ou cartão do cidadão, cartão de eleitor ou número de identificação fiscal, caso se trate de pessoa singular;
- lista nominativa, em formato electrónico, dos DIM que, em sua representação, realizarão visitas a estabelecimentos e serviços do SNS de onde constem os respectivos nomes completos e o domicílio profissional, quando este não coincida com o do laboratório. Deve indicar ainda a pessoa do laboratório a quem será facultado o acesso ao registo dos DIM que o representam;
- declaração, emitida pelo laboratório, relativa a cada DIM, atestando que o mesmo possui formação adequada, que dispõe de conhecimentos científicos e formação deontológica que lhe permita fornecer informações precisas e tão completas quanto possível relativamente aos medicamentos e produtos de saúde que apresenta.

Referências:
Despacho n.º 8213-B/2013, do Ministério da Saúde - Gabinete do Ministro, publicado na Parte C do DR, IIª Série n.º 119, de 24 de Junho
Resolução do Conselho de Ministros n.º 36/2012, de 26 de Março

 

Padilha diz que críticos do Mais Médicos não podem barrar programa na Justiça

Nota de C&T:
  • O que será que as autoridades políticas do Brasil pensam sobre a inteligência dos brasileiros? Será que eles vivem distantes do povo ao ponto de falarem tantas bobagens? Claro, com a quantidade de fanáticos ainda existentes nada me surpreenderá que os alienados partidários sejam maioria e por isso tais autoridades não estejam preocupadas em perderem oportunidades de ficarem caladas. Padilha e Mercadante certamente estão disputando vaga com o Ministro "Manteiga" de melhor bobo da corte. Acorda Brasil! Vamos as ruas sem esquecer as urnas, 2014 está na porta.
 
BRASÍLIA — Em visita ao Congresso para pedir rapidez na aprovação da Medida Provisória que trata do novo programa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Mais Médicos não pode ser considerado serviço social obrigatório e garantiu que os médicos brasileiros não perderão empregos com a vinda de profissionais de outros países. Padilha conversou rapidamente com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Padilha admitiu ainda discutir a criação de uma carreira federal de médico. Ele ainda reagiu às críticas feitas ao programa por órgãos como o Conselho Federal de Medicina.
— É uma decisão tomada pelo governo, discutimos amplamente. Sabemos que há posições contrárias, mas quem tem posições contrárias tem que trazer quais são as propostas para resolver o problema, não pode é querer interditar o debate, tomar medidas jurídicas ou qualquer outra medida que não faça o debate — disse Padilha, acrescentando:
— Não existe nenhum paralelo com o serviço social obrigatório. O serviço social obrigatório é quando o Estado estabelece uma obrigação de um profissional já formado de ir trabalhar nas regiões mais distantes no país. O serviço social obrigatório é o serviço militar. Os médicos em treinamento vão continuar trabalhando ligados às faculdades onde são formados, nas unidades de saúde em torno de programas das faculdades.
Padilha disse que o governo está propondo uma importante mudança no currículo dos médicos e que as regras só entram em vigor a partir de 2015.
— Trazer médicos de outros países não pode ser um tabu no país, porque não é tabu em nenhum outro país do mundo. O governo não quer que nenhum médico brasileiro perca o emprego. Estamos deixando claro que o programa não vai tirar vagas do médico brasileiro, ao contrário — disse Padilha.
Perguntado sobre a criação de carreiras específicas, como uma carreira federal de médicos, Padilha disse que o governo está aberto ao debate, mas com algumas exigências.
— Estamos abertos a discutir inclusive perfil de carreiras, desde que sejam carreiras exclusivas: que o profissional não pode ter clínica particular, que seja de dedicação exclusiva, que sejam carreiras com perfis regionais, municipais, ou seja, que tenha as características de um país que é tão diferente como o nosso — disse Padilha.

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Vem aí uma vacina contra a diabetes

Cientistas anunciam a eficácia, em humanos, de um imunizante para o controle do tipo 1 da doença. Além disso, a ciência apresenta novos remédios e até a criação de pâncreas artificial

Monique Oliveira, de Chicago (EUA)
Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram na última semana um passo importante em direção à primeira vacina contra a diabetes. Os cientistas criaram um imunizante que se mostrou eficaz para controlar, em humanos, o tipo 1 da doença, que ocorre porque o sistema imunológico do próprio corpo passa a atacar as células beta, situadas no pâncreas, que fabricam a insulina. O hormônio permite a entrada, nas células, da glicose circulante na corrente sanguínea. Com menos insulina, há um acúmulo de açúcar no sangue, o que caracteriza a diabetes. O outro tipo, o 2, é resultado de alterações promovidas principalmente pela obesidade.
A vacina impediu o ataque de um tipo de célula CD8 – integrantes do sistema imunológico – às células beta (leia mais no quadro). “Estamos muito excitados com o resultado. Sugere que o sonho de interromper o ataque do sistema imunológico a células específicas pode ser realizado”, afirmou Lawrence Steinman, um dos líderes da pesquisa realizada com 80 pacientes. Os cientistas planejam expandir os experimentos para investigar a eficácia do remédio em mais indivíduos.
Interromper a destruição comandada pelo corpo é um dos objetivos perseguidos por cientistas em todo o mundo. Recentemente, a Diabetes UK, entidade inglesa de combate à doença, anunciou um ambicioso projeto de pesquisa em busca de uma vacina com esse propósito. Por essa razão, o feito dos americanos foi saudado. “Pela primeira vez temos evidência da eficácia de uma vacina em humanos. É um passo significativo em direção a um mundo sem diabete tipo 1”, afirmou Karen Addington, especialista inglesa.
A notícia da vacina somou-se a outras boas novidades divulgadas na semana passada. Nos Eua, onde ocorreu o congresso da Associação Americana de Diabetes, anunciou-se entre os avanços (leia no quadro) a chegada de um pâncreas artificial, capaz de equilibrar os níveis de insulina no organismo. Produzido pela Medtronic, o aparelho está sob avaliação do Food and Drug Administration, órgão americano responsável pela liberação de aparelhos de saúde. “Essa tecnologia é um passo importante para a criação de um sistema de entrega de insulina mais inteligente”, disse Rich Bergenstal, investigador principal da pesquisa apresentada para a aprovação do dispositivo.
O pâncreas artificial é dotado de um sensor e um software acoplados a uma bomba de insulina e promove a liberação do hormônio de acordo com a necessidade. Dessa forma, diminui o risco de crises de hipoglicemia, um dos reveses mais comuns no controle da doença. “Alguns médicos até demoram a receitar a insulina, de tão complicado que pode ser sua aplicação”, diz o médico Freddy Eliaschewitz, de São Paulo, presente no encontro americano. O administrador de empresas Luiz Carlos Teixeira, 63 anos, de São Paulo, toma cuidado para não sofrer com o problema. “Procuro me alimentar bem”, diz.

Droga tradicional para cólica de bebê volta ao mercado

Publicado em 6 de julho de 2013 por alexfarmaceutico

A Funchicórea –remédio tradicional contra cólicas de bebês usado por mais de sete décadas no Brasil, mas fora do mercado há mais de um ano– poderá voltar em breve às prateleiras.

Na quinta-feira, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reverteu decisão adotada em 2005, que indeferiu o registro do produto.

Vendas do remédio ainda ocorreram até o início de 2012, sob o efeito de liminar conseguida pela empresa. Derrubada a medida, a Funchicórea saiu do mercado.

Segundo Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, o veto do produto em 2005 não teve relação com questionamentos sobre sua eficácia.

O diretor explica que, à época, havia receios sobre a variações na quantidade do princípio ativo no produto porque um dos componentes, a planta ruibarbo, estava na forma de um pó.

“A planta em pó poderia ter variações. Hoje, com a documentação apresentada pela empresa, pelas tecnologias que temos e por mudanças no marco de regulação, é possível retomar a autorização.”

Neste ano a Anvisa começou a discutir a criação da categoria de produto tradicional fitoterápico para flexibilizar a cobrança de dados científicos que comprovem a eficácia e segurança de fitoterápicos e liberar esses produtos tradicionais.

A ideia é que os fabricantes comprovem a segurança pelo uso tradicional registrado em artigos e livros, desde que os fabricantes cumpram as regras de higiene atualmente exigidas.

O diretor da Anvisa explica que a Funchicórea volta ao mercado registrada como medicamento, mas que a empresa poderá optar por enquadrá-lo na nova categoria.

Barbano diz que a questão sobre eficácia e segurança da Funchicórea não foi alvo de muita discussão, já que produtos registrados antes de 1995 não tinham que apresentar tais documentações.

“Pelos critérios de tradicionalidade e dados da literatura sobre os compostos da formulação, a Anvisa tem condições de dizer: esse produto pode permanecer no mercado porque é capaz de gerar os efeitos que diz ter.”

Na avaliação de Marco Antônio Duarte, do departamento de gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, o gosto doce da Funchicórea desvia a atenção do bebê do incômodo da cólica –que afeta metade das crianças entre 15 dias e três meses.

Barbano diz que a liberação da Funchicórea será imediata, assim que finalizado o relatório de inspeção da fábrica da empresa. E que caberá à empresa retomar a venda quando quiser.
funchicórea

O laboratório Melpoejo, responsável pelo produto, informou que só vai se pronunciar após oficializada a autorização.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Pfizer, Novartis e Bayer “em luta” pela Onyx

03/07/2013 - 09:01
A farmacêutica norte-americana Onyx tem pouco mais de 20 anos de mercado, um portefólio invejado de medicamentos contra o cancro e anunciou recentemente que está à venda. Segundo informações da própria empresa, não vão faltar interessados em fechar negócio e muitas companhias já manifestaram muito interesse na operação, avança a revista EXAME.
Entre as empresas interessadas em, pelo menos, fazer uma oferta pela Onyx, estão a Pfizer, Novartis e Bayer, de acordo com informações da agência de notícias internacional Reuters.  A farmacêutica já rejeitou uma proposta de 8,7 mil milhões de dólares da Amgen por considerar o valor muito baixo. O mercado avalia que a Onyx valha 9,5 mil milhões de dólares.
Além das três gigantes do sector farmacêutico, fontes ouvidas pela Reuters ainda afirmaram que a AstraZeneca e a MSD (conhecida nos EUA como Merck & Co.) também poderiam entrar na disputa pela Onyx. Na última segunda-feira, as acções da companhia, que tem capital aberto na bolsa Nasdaq, subiram mais de 50% com os rumores das negociações.
Porquê o interesse?
A Onyx foi fundada em 1992, como uma empresa de biotecnologia. No ano passado, foi eleita a melhor companhia do sector para ser adquirida, segundo uma pesquisa realizada por diferentes fontes do mercado, entre elas, as próprias companhias farmacêuticas. A empresa comercializa medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de cancro, como de rim, fígado e cólon.
No ano passado, a Onyx começou a vender o Krypolis®, que trata diferentes cancros no sangue, e tem estimativas de vendas que podem atingir 3 mil milhões de dólares por ano com o produto.
No primeiro trimestre do ano, a Onyx somou vendas de 145,5 milhões de dólares, mais do dobro da receita acumulada no mesmo período do ano passado. Só o Krypolis®, que está a menos de um ano no mercado, representou mais de 40% de toda a facturação registada pela companhia nos três primeiros meses do ano.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/03-07-13/pfizer-novartis-e-bayer-em-luta-pela-onyx

Roche compra Constitution Medical por 169 milhões

03/07/2013 - 09:13
O laboratório suíço Roche chegou a acordo para adquirir a empresa americana especialista em desenvolvimento de sistemas de análises, a Constitution Medical, por um montante inicial de 220 milhões de dólares (169 milhões de euros) ao qual será somado outras quantias em função de outros resultados, avança a Europa Press citando a multinacional, escreve a versão online do jornal económico OJE.
"Com esta aquisição, reforçamos o nosso compromisso com a hematologia e avançamos com as soluções de laboratório integradas com produtos inovadores que ofereçam valor médico aos nossos clientes e pacientes", destacou Roland Diggelmann, responsável de operações da Roche Diagnostics.
Neste sentido, a companhia helvética espera fortalecer a sua posição competitiva no negócio de análises, cujo valor global estimado em 2011 foi de mais de 2 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros).

Burla: médicos recebiam 1 a 4 euros por medicamento

08/07/2013 - 09:48
Portugal: Os seis médicos arguidos no processo de burlas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), conhecido como ‘Remédio Santo’, recebiam entre um e quatro euros por cada medicamento que receitavam.

Segundo a acusação agora deduzida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a que o semanário SOL teve acesso, aqueles clínicos terão lucrado dezenas de milhares de euros nos últimos anos.
O Estado foi lesado em mais de quatro milhões de euros só neste primeiro caso da operação ‘Remédio Santo’, realizada pela Polícia Judiciária a 25 de Junho e a 18 de Dezembro do ano passado, após o alerta da Unidade de Informação de Exploração do Centro de Conferência de Facturas do Ministério da Saúde, instalada na Maia. Mas há mais cerca de 30 processos ainda em investigação, em que estão em causa burlas e prejuízos para o Estado estimados em mais de 150 milhões de euros.
Neste primeiro processo agora concluído, foram acusados 18 arguidos, estando dois em prisão preventiva e sete em casa, com pulseira electrónica, avança o SOL.
Os arguidos
Entre os arguidos seis são médicos: Luiz Basile (brasileiro, preso preventivamente), Cláudia Basile (Matosinhos), Márcia Peres (Cabeceiras de Basto), Rui Frade (Ourém), Carlos Carvalho (Castelo Branco) e Emanuel Reis Manuel (Faro). Há ainda dois farmacêuticos, Daniel Ramos (Maia) e Sérgio Sá (Castelo Branco), e sete delegados de informação médica: Rui Peixoto (de Vila do Conde, preso preventivamente), Cassilda Dias (Guimarães), Fernando Teixeira (Vila Real), Pedro Silva (Gaia), António Caçador (Vila Real), João Carlos Alexandre (Pombal) e Tiago Dias (Figueiró dos Vinhos). A lista de arguidos termina com uma esteticista, Ana Cristina Gomes (ex-delegada de informação médica), o empresário brasileiro Marcelo Lopes (Cabeceiras de Basto) e o comerciante de pão Carlos Anjos (Guimarães). Estes dois últimos não têm ligações directas ao sector, mas estão envolvidos no caso por serem casados com uma médica e uma delegada.
Os primeiros 16 arguidos são acusados de crimes de associação criminosa, falsificação de documentos e burla qualificada. O Ministério Público pede que sejam igualmente condenados a indemnizar o Estado em quatro milhões de euros – o valor que documentalmente se apurou para os prejuízos causados.
O esquema, que durava pelo menos desde 2009, consistia, numa primeira fase, na obtenção de receitas passadas em nome de utentes do SNS e com prescrição de medicamentos que têm as mais elevadas comparticipações do Estado: entre os 69% e os 100%. Os remédios eram escolhidos consoante o laboratório que os produz e a empresa que os comercializa, revela o SOL.
Medicamentos revendidos para a Alemanha e Angola
Na posse das receitas, passadas pelos médicos que alinharam no esquema, os arguidos compravam os medicamentos em várias farmácias, onde apenas era paga, no acto da compra dos medicamentos, a parte do preço que cabe ao utente. Mais tarde, o SNS pagava à farmácia o valor correspondente à comparticipação. A segunda fase do esquema consistia na revenda dos medicamentos – o que era feito nas próprias farmácias onde antes tinham sido comprados, noutras farmácias ou então no mercado internacional, principalmente na Alemanha ou em Angola. No fim, os lucros eram distribuídos entre os elementos de cada grupo, de acordo com o seu grau de importância na organização ou a actividade desenvolvida por cada um.
O arguido Rui Peixoto – 55 anos, supervisor de indústria farmacêutica e que era à data dos factos chefe regional de vendas da Medibial (grupo Bial) – é apontado como o líder do chamado ‘grupo do Norte’. Está preso preventivamente em Lisboa.
As contrapartidas para os médicos (o grupo do Norte tinha quatro médicos ‘privativos’) iam sendo negociadas à medida que eram recrutados. Habitualmente, iam desde um a quatro euros por medicamento prescrito. No caso do clínico geral Carlos Carvalho, por exemplo, lucrou um valor mensal que oscilava entre mil e dois mil euros. Já a médica Márcia Peres conseguia geralmente arrecadar cerca de 200 euros por cada lote de receitas. Outro médico, Luiz Basile, receberia em média 17,5% do valor da comparticipação do SNS dos medicamentos que prescrevia. Já Emanuel Reis Manuel receberia cerca de 10% do valor total dos medicamentos que receitava, sendo que este último – clínico no Farense – terá recebido transferências bancárias no total de 60 mil euros por parte do delegado de informação médica João Carlos Alexandre, estabelecido na região Centro. Este terá estendido a sua actuação, com médicos e farmacêuticos, às regiões da Grande Lisboa e do Algarve.
A acusação refere que, em 2009, tal como Rui Peixoto liderava o ‘grupo do Norte’, o delegado de informação médica João Carlos Alexandre era o líder do chamado ‘grupo Centro/Sul’ – mas inicialmente não sabiam das actividades um do outro.
Meio milhão só numa farmácia
 No ‘grupo do Norte’ era preponderante o papel do farmacêutico Daniel Ramos, de 44 anos, com duas licenciaturas e um MBA em gestão na área farmacêutica. Segundo a acusação, Daniel Ramos passou a vender grande parte dos medicamentos obtidos com receitas forjadas nas suas duas farmácias – a Herculano, no Porto, e a Vitis, em Vila Nova de Gaia – e num armazém, em Gondomar.
Só com a Vitis, Daniel Ramos terá obtido meio milhão de euros. “A sua integração no grupo foi tal que, a dado momento, passou a sugerir a Rui Peixoto que medicamentos poderia escoar através das suas empresas e respectivas quantidades, e a prescrição de receitas médicas que pretendia”, diz o DCIAP.
 
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/08-07-13/burla-medicos-recebiam-1-4-euros-por-medicamento

HPV pode multiplicar por 130 o risco de tumor da orofaringe

09/07/2013 - 14:21
A presença do vírus do papiloma humano (HPV) pode chegar a multiplicar por 130 o risco de se desenvolver um tumor da orofaringe, indica um estudo em que participou o Instituto Catalão de Oncologia (ICO), avança a agência Lusa.

Publicado na revista Journal of the National Câncer Institute, o estudo compara a presença de anticorpos contra o HPV em pessoas sãs e em doentes com cancro da orofaringe e conclui que o HPV 16, uma das estirpes mais agressivas, está presente em mais de 30 por cento dos que têm aquele cancro e em menos de 1 por cento dos saudáveis, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

A investigação, em que participou Xavier Castellsagué, do Programa de Investigação em Epidemiologia do Cancro do ICO, comparou a presença no sangue de anticorpos contra o HPV em 1.425 pessoas saudáveis e em 1.496 doentes com cancro do trato aerodigestivo (cavidade oral, faringe, laringe, esófago).

A infecção com o HPV é a infecção de transmissão sexual mais frequente em todo o mundo: durante toda a sua vida, mais de 80 por cento das mulheres sexualmente activas terão estado expostas aquele vírus, que tem mais de 150 genótipos, 15 dos quais com um elevado risco de fomentar o cancro.

A infecção por um daqueles tipos do vírus de alto risco tem uma duração média de 8-12 meses e, nos casos mais graves, pode chegar aos dois anos.

Os cientistas consideram que um teste do HPV pode facilitar a deteção precoce do cancro oral provocado pelo vírus anos antes do aparecimento da doença.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Entidades médicas vão questionar programa Mais Médicos na Justiça

Federação Nacional dos Médicos fala em greve geral contra programa anunciado por Dilma e compara medidas ao trabalho escravo

Evandro Éboli e Larissa Ferrari (Email · Facebook · Twitter) Publicado:8/07/13 - 19h02

BRASÍLIA e RIO - O Conselho Federal de Medicina (CFM), em conjunto com entidades da saúde, anunciou nesta segunda-feira que nos próximos dias as medidas do programa Mais Médicos, anunciado nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff, serão questionadas na Justiça, por contrariarem a Constituição ao estipularem “cidadãos de segunda categoria, atendidos por pessoas cuja formação profissional suscita dúvidas”. Além disso, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNM), Geraldo Ferreira, fez duras críticas ao programa e falou que pode haver uma greve geral da categoria contra as medidas anunciadas. Ferreira afirmou que no próximo dia 11 a categoria vai participar de uma manifestação em que vai discutir a possibilidade de uma greve geral.

— Precisamos dar uma resposta forte ao governo. O sentimento do médico é de que o governo procura confronto — disse o dirigente.

Para Ferreira, o programa precariza o trabalho do médico brasileiro e explora a mão de obra do profissional. O dirigente comparou as medidas à exploração de trabalho escravo.

 

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— Lamentamos profundamente a contratação do médico de forma precarizada como foi anunciada. O que o governo deveria fazer era realizar concursos e pagar decentemente o profissional, e não oferecer uma bolsa de R$ 10 mil, o que desrespeita a legislação trabalhista. Causa revolta — disse Ferreira.

Na carta, assinada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Nacional De Médicos Residentes (ANMR), Conselho Federal De Medicina (CFM) e Federação Nacional Dos Médicos (FNM), as entidades reconhecem que o governo precisa melhorar o acesso à saúde, mas avaliam que as medidas anunciadas mostram “incompreensão das autoridades à expectativa real da população”, e não “medidas paliativas, inócuas ou de resultado duvidoso”. Elas avaliam como “irresponsáveis” a vinda de médicos estrangeiros sem aprovação no Revalida e a abertura de mais vagas em escolas médicas “sem qualidade”.

Além da importação de médicos, o plano anunciado em Brasília prevê que curso de medicina terá mais 2 anos, com serviço obrigatório no Sistema Único de Saúde. O estudante receberá bolsa pelos serviços e a medida deve valer em 2015. As entidades da área de saúde questionaram o aumento em dois anos do tempo de formação dos médicos, o que eles chamam de “manobra que favorece a exploração de mão de obra”.

Fereira também criticou também a contratação de médicos estrangeiros sem necessidade do Revalida, o exame de reconhecimento do diploma.

— O Revalida é o atestado desse médico. Sem ele não teremos a menor condição de saber se o profissional tem uma formação adequada. O pior de tudo é que o governo quer trazer sem o Revalida e fixá-lo num lugar de onde ele não poderá sair. Isso é trabalho escravo. Vamos denunciar na OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Ferreira criticou também a ampliação de seis para oito anos o curso de Medicina, com a exigências que nesses dois últimos anos o profissional se dedique ao SUS.

— Essa é outra exploração grosseria do trabalho médico. Não sei quem foi o cérebro que pensou nisso. É indecente. O médico não completa o curso em seis anos. Ele faz mais três ou cinco de especialização para poder entrar no mercado. Ou seja, vai pular de 11 para 13 anos de formação. É um contrassenso — disse.

Para presidente da SBMFC, é questionável medida do governo

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Nulvio Lermen Junior, disse nesta segunda-feira que é duvidosa a medida do governo de obrigar recém-formados em Medicina a trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos para obter diploma. Para ele, o SUS precisa de profissionais já qualificados. A SBMFC representa os médicos que prestam serviços de Atenção Primária em Saúde, como o Programa de Saúde da Família (PSF).

Nulvio Lermen Junior reconhece a necessidade de prover médicos em algumas regiões brasileiras, como o Norte e o Nordeste. Segundo Lermen, que também é coordenador da residência em Medicina de Família e Comunidade do município do Rio de Janeiro, o problema que causa a carência de médicos nas periferias das grandes cidades e no interior do país é multifatorial.

— O governo tem que melhorar a infraestrutura, criar um plano de carreira adequado, oferecer condições de vida apropriadas para os profissionais e para a família e, claro, com salário condizente, que não precisa ser muito diferente das outras regiões. Não adianta atender a só um desses itens. Do contrário, a pessoa pode até ir se aventurar, mas acabar logo desistindo. Não há alguém que aguente viver por muito tempo sem esses fatores envolvidos — declarou Lermen.

A SBMFC não enxerga restrições na contratação de médicos estrangeiros. No entanto, o presidente da entidade defende a aplicação de um exame de validação do profissional estrangeiro para que este possa atuar no país, de forma que garanta a saúde do paciente. Lermen acredita que essa importação de médicos pode ajudar a sanar o déficit existente nesses locais, mas considera que muitos brasileiros poderiam se interessar por essas vagas se o emprego apresentasse melhores condições.

Segundo Nulvio Lermen Junior, profissionais de organizações que realizam trabalhos de cunho social em lugares tão longe, como os Médicos Sem Fronteira, não seriam suficientes para a demanda. Além disso, para Lermen, é pessoal a explicação sobre por que esses médicos escolhem se dedicar a outros países para ações humanitárias ao invés do Brasil.

— Eles se fixariam nesses lugares sem problema algum, mas sabemos que são poucos médicos que se propõem a trabalhar nessas condições e são poucos os médicos dispostos a sair para missões, que são de curta duração. A proposta do governo não é esta, mas sim de um ano, dois anos ou mais. Ações como Médicos Sem Fronteira não seriam a resposta para o problema que o governo quer enfrentar — afirmou Lermen.

Na cidade do Rio de Janeiro, Nulvio Lermen Junior conta que o principal motivo que desestimula a categoria é a violência. Ele relata que médicos já não veem com tanto receio a atuação em comunidades, desde que estas estejam pacificadas. Lermen cita o Complexo da Maré como um dos locais onde faltam profissionais.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Jr., o governo federal não pode obrigar onde um estudante de Medicina deverá atuar. Ele lembra que a Constituição garante o direito do indivíduo escolher a sua profissão e área de atuação. Na avaliação dele, essa proposta deveria ser melhor discutida entre o governo federal e entidades da categoria. Segundo ele, a iniciativa nunca foi objeto de debate com entidades médicas.

— A Constituição Federal garante o direito de ir e vir. Não se pode fazer uma coisa obrigatória. Com essas propostas demagógicas, o país acaba escamoteando o tema do subfinanciamento da saúde pública. Nós exigimos que se trate realmente da saúde como prioridade, não com retórica pré-eleitoral — criticou

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