quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dia do Propagandista da Indústria Farmacêutica. Você conhece este profissional?

Ser propagandista da Indústria Farmacêutica é muito mais do que ser um representante, ser propagandista da Indústria Farmacêutica é ter disponibilidade e vocação para abraçar uma profissão com inúmeras incompreensões oriundas do desconhecimento da sociedade sobre esta nobre profissão. Claro, ser incompreendido pela sociedade não é um privilégio exclusivo dos propagandistas, mas um efeito da falta de conhecimento e divulgação da importância que cada profissão tem para sociedade. Assim como o gari, o enfermeiro, o cabeleireiro, o advogado, o médico, a doméstica, o propagandista têm sua devida importância para que a máquina da economia funcione e proporcione o direito de viver para todos que formatam a sociedade.

Sempre haverá profissionais muito dedicados e outros menos dedicados, uns que se orgulham do que fazem e outros que fazem apenas para atender a determinados e específicos fins. Estes citados por último na sua essência não amam o que fazem, não sentem sua profissão de dentro para fora. Com o propagandista não é diferente, existem profissionais que se debruçam anos de suas vidas sobre livros, literaturas, monografias, fichas técnicas, manuais e outras referências bibliográficas apimentadas por conhecimentos de marketing e outros para exercerem com sabedoria seu papel. São para estes profissionais que me proponho nesta dada (14 de julho) a desejar-lhes muito sucesso e parabenizá-los pela profissão que abraçaram.

O propagandista não é apenas um representante, ele é um representante diferenciado, ele inclusive tem classificação ocupacional distinta registrada no Ministério do Trabalho – CBO 4-32.40. O propagandista é um autêntico consultor de negócios, é um garimpeiro de oportunidades e identificador de necessidades. O propagandista transcende as barreiras dos negócios e navega no mundo particular de seus parceiros, desenvolvendo habilidades de leitura de cenários muitas vezes imaginados. Não raro acontece de um propagandista alterar toda sua proposta de trabalho focada na divulgação de seus produtos em uma fração de segundos, ao perceber no semblante do profissional médico problemas de fórum íntimo, entre outros. O propagandista tem a perspicácia de tratar o profissional alvo como cliente/parceiro de forma que o mesmo não sinta esta possível relação, algumas vezes é inevitável que isso ocorra. Outra habilidade muito comum do propagandista é a de despertar no médico a viabilidade de prescrever seu produto para atender uma necessidade específica de um paciente que provavelmente retornará para uma nova consulta meses depois, é uma espécie de mensagem teleguiada. Já obtive feedback de médicos dizendo que; tenho um determinado paciente que certamente entrarei com seu produto na busca de melhor servi-lo. Ser propagandista também tem como fim servir. Existe uma das tantas frases que conheço para descrever o propagandista que eu sempre a transcrevo, "o propagandista é um mensageiro da ciência". Claro, os tempos são outros.

No desejo de elogiar, parabenizar e reconhecer no profissional propagandista qualidades profissionais eu poderia escrever dezenas de laudas, mas este não é o meu propósito, já que me faltam habilidades e conhecimentos para uma redação aceitável. Quero finalizar afirmando que: Nada representará as citadas qualidades e habilidades dos propagandistas se os mesmos não exercerem suas atividades com paixão, esmero, respeito ao próximo e humildade. A esmagadora maioria dos propagandistas é apaixonada pelo que faz.

Um abraço a todos os PROPAGANDISTAS da Indústria Farmacêutica e um Feliz 14 de Julho.

Edson Teófilo Fernandes, propagandista desde 1987.

Sanofi vai eliminar 1000 a 2000 postos de trabalho em França

05/07/2012 - 08:14

De acordo com uma notícia divulgada no jornal francês Le Fígaro, citando fontes anónimas, a Sanofi planeia cortar 1.000 a 2.000 postos de trabalho em França, tendo como alvo as áreas de investigação, as operações de produção da unidade de vacinas da companhia – Sanofi Pasteur – e algumas operações de apoio na sede da Sanofi, avança o site FirstWord.


Um porta-voz da Sanofi não quis comentar sobre a especulação, mas confirmou que uma reunião com o conselho de administração da companhia foi marcada para esta quinta-feira, 5 de Julho, para discutir as perspectivas de emprego em França.


A Sanofi já tinha cortado 4.000 postos de trabalho no país entre 2009 e 2011, segundo o Le Figaro. Mais recentemente, em Novembro de 2011, a companhia anunciou planos para reorganizar algumas das suas operações de investigação nos EUA. No início de 2011, a farmacêutica anunciou planos para eliminar cerca de 700 postos de trabalho na UE e, em Dezembro de 2010, anunciou que 575 postos de trabalho seriam cortados nas suas operações comerciais em França.

EUA: GSK paga multa histórica de 3.000 milhões de dólares

03/07/2012 - 08:12

A farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) acordou esta segunda-feira com o Departamento de Justiça dos EUA pagar uma multa histórica de 3.000 milhões de dólares (2.384 milhões de euros) como compensação por ter falsificado e ocultado informação sobre três medicamentos, avança a agência Lusa.

O Departamento de Justiça afirmou que a GSK promoveu de forma ilícita o Paxil®, um medicamento para a depressão em pacientes menores, sem ter licença da Agência de Fármacos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), assim como por pagar dinheiro, em 2003, a médicos para que receitassem outro dos seus fármacos, o antidepressivo Wellbutrin®.

Além disso, o Departamento de Justiça afirmou que a GSK, com sede em Londres, não informou sobre as contra-indicações do seu medicamento para a diabetes Avandia®, entre 2001 e 2007.

Em comunicado, James M. Cole, promotor-adjunto, disse que "esta acção constitui o maior acordo de fraude na área da saúde da história dos EUA" e sublinhou que o governo norte-americano "vai trabalhar para salvaguardar a integridade do sistema de saúde".

O acordo monetário é o resultado de anos de investigação a cargo da FDA, do FBI e do Departamento de Saúde sobre práticas ilícitas da farmacêutica GSK.

Do total da quantia acordada, 2.000 milhões de dólares (1.589 milhões de euros) são para pagar queixas civis relacionadas com os três medicamentos em causa e outras alegações de fraude e manipulação de preços.
Em comunicado, o conselheiro-delegado da GSK, Andrew Wittey, garantiu que estas práticas ocorreram noutra época da empresa, salvaguardando, no entanto, que esses erros não devem ser ignorados e que se deve aprender com eles.

Takeda conclui a aquisição da Multilab no Brasil

04/07/2012 - 09:17
A Takeda Pharmaceutical Company Limited anuncia que a sua subsidiária integral, Takeda Farmacêutica Brasil Ltda, concluiu o processo de compra da Multilab, avança o portal Último Instante.


A aquisição fortalece significativamente a presença da Takeda no Brasil, posicionando-a como uma das dez maiores companhias farmacêuticas do país.

A Multilab conta com uma carteira diversificada de genéricos de marca e OTC, inclusive o Multigrip®, líder de vendas no Brasil para o tratamento de gripes e constipações em unidades. Os produtos OTC (sem receita médica) representam aproximadamente 30% do total do mercado farmacêutico brasileiro, sendo que a adição de Multigrip® deverá fortalecer a actual carteira de OTC da Takeda, formada por produtos conhecidos como Neosaldina® (analgésico), Eparema® (digestivo) e Nebacetin® (antibactericida).

“A aquisição da Multilab demonstra o compromisso da Takeda com o Brasil, sexta maior economia do mundo, com um mercado farmacêutico que vem indicando crescimento cada vez mais significativo”, afirmou Giles Platford, presidente da Takeda Brasil. A importante rede de distribuição estabelecida pela Multilab em regiões emergentes do país, combinada com sua carteira de medicamentos de qualidade comercializada com preços acessíveis, posiciona melhor a Takeda para atender às necessidades diversificadas de saúde da população brasileira, particularmente da nova classe média.

Participação estrangeira supera a brasileira e número de fusões e aquisições bate recorde no 1° semestre de 2012, aponta KPMG

Setor de TI mais uma vez se destacou entre os com maior número de transações

O crescimento significativo da participação de estrangeiros em fusões e aquisições de empresas brasileiras contribuiu para que o 1° semestre de 2012 alcançasse um novo recorde no número de operações deste tipo. De acordo com a Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG, divulgada trimestralmente, os seis primeiros meses do ano somaram 433 operações, 54 a mais que o resultado de igual período em 2011, com 379 transações, uma variação de 14,2%.

Do total de operações feitas especificamente no Brasil, 225 envolveram empresas estrangeiras na ponta compradora, incluindo operações CB1 e CB4 (veja legenda logo abaixo), enquanto que os brasileiros somaram 183 negócios, sendo 166 domésticos e 17 do tipo CB3.

"O apetite dos estrangeiros comprando empresas no Brasil foi maior do que o dos próprios brasileiros neste primeiro semestre, situação que nunca havíamos visto até então. Esse movimento ganhou força no segundo trimestre do ano, com 126 transações, contra 99 dos três primeiros meses de 2012. Já em relação às operações de brasileiros houve estabilidade, com 90 negócios mais recentes, contra 93 no primeiro trimestre", afirma Luis Motta, sócio da área de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil e responsável pela pesquisa. "Trata-se de uma tendência de fortalecimento da presença estrangeira no Brasil que já vínhamos destacando há algum tempo, e que se consolida agora em 2012", acrescenta.

É interessante notar que a participação estrangeira ganhou força inclusive em setores em que a presença brasileira foi tradicionalmente majoritária, como é o caso do ramo de Tecnologia da Informação (TI). Dos 50 negócios deste segmento, 31 envolveram empresas estrangeiras na ponta compradora.

Outros segmentos que tiveram destaque nesta análise foram os de Alimentos, Bebidas e Fumo; Empresas Prestadoras de Serviços; Agências de Publicidade; Mídia e Telecomunicações; Química e Petroquímica; Farmacêutico; Empresas de Internet; e Equipamentos Eletrônicos.

TI lidera novamente

Liderando o ranking desde 2008 em todas as edições trimestrais, TI mais uma vez é o primeiro setor no ranking de operações da pesquisa, com 50 negócios. Logo a seguir vêm: Empresas Prestadores de Serviços, com 32 transações; e Empresas de Internet, com 28. Alimentos, Bebidas e Fumo surgem na quarta posição (25); seguido por Mídia e Telecomunicações (21); Empresas de Energia (20); e Companhias Químicas e Farmacêuticas, Shopping Centers e Empresas Imobiliárias (com 17 negócios cada).

EUA são destaques entre estrangeiros

Os Estados Unidos surgem disparados como principal país de origem das empresas estrangeiras que participaram de fusões e aquisições com empresas brasileiras neste primeiro semestre do ano, totalizando 104 transações. A seguir, mas bem distantes, vêm Reino Unido (com 18 negócios), Alemanha (17), França (14), Canadá (11), Espanha e Japão (ambos com 10).

A atual edição da Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil considera as operações de fusões e aquisições anunciadas e concluídas entre 1° de janeiro e 30 de junho de 2012. O levantamento é realizado sistematicamente desde 1994.

Parlamento europeu derruba tratado antipirataria

Acordo aprovado em janeiro por líderes da UE criminalizava quebras de patentes de remédios

O Parlamento Europeu derrubou hoje (3) o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), tratado antipirataria aprovado pelos líderes de 22 países da União Europeia em janeiro. A decisão, considerada histórica por ativistas, foi com folga: 479 eurodeputados votaram contra a proposta e apenas 39 a favor.

O ACTA pretendia estabelecer parâmetros internacionais para defender direitos de propriedade intelectual, com forte lobby da indústria farmacêutica, de Hollywood e das gravadoras de música. Quebras de patentes de remédios ou de direitos autorais seriam passíveis de criminalização em todos os países signatários do acordo.

 “Esta é uma tremenda vitória para o movimento, para a democracia e para o cidadão europeu que lutou para que seus direitos fossem respeitados”, disse Jim Killock, diretor-executivo do Open Rights Group, um dos principais movimentos pró-direitos civis e digitais no Reino Unido.

O Open Rights Group, assim como a Electronic Frontier Foundation, também dedicada à causa, trabalha desde 2008 contra o projeto, que excluiu a população das discussões, apesar de afetá-la diretamente. Para as entidades, o ACTA criaria uma “cultura de vigilância e suspeição”.

Comprovar crimes de direitos autorais, por exemplo, implicaria em monitorar meios de comunicação, abrindo caminho para espionagem governamental e quebra da privacidade de usuários da internet.

A ONG Médicos Sem Fronteiras também se declarou contra o ACTA. O tratado faria com que carregamentos de remédios genéricos fossem bloqueados pelas gigantes farmacêuticas, sob alegação de quebra de patente. De acordo com a ONG, o tratado teria “conseqüências fatais ao acesso de medicamentos”.

A assinatura por parte dos líderes dos países europeus já havia gerado protestos e documentos internos vazaram no Wikileaks. As campanhas se intensificaram neste ano e petições contra o ACTA atingiram 2,5 milhões de assinaturas ao redor do mundo

quarta-feira, 4 de julho de 2012

TENELIA® (Teneligliptin) da Daiichi Sankyo e da Mitsubishi Tanabe aprovado no Japão

29/06/2012 - 15:10
A Mitsubishi Tanabe e a Daiichi Sankyo anunciaram que a Mitsubishi Tanabe recebeu aprovação para fabricar e comercializar o inibidor selectivo da DPP-4 TENELIA® comprimidos 20mg no Japão, avança comunicado de imprensa.
TENELIA® é um inibidor da DPP-4 criado pela Mitsubishi Tanabe e é o primeiro medicamento deste tipo com origem japonesa
Em Agosto de 2011, a Mitsubishi Tanabe pediu aprovação para produção e comercialização no Japão, e a aprovação foi posteriormente concedida com base na eficácia do medicamento no tratamento da diabetes mellitus tipo 2, quando não se consegue alcançar uma melhoria satisfatória através de dieta e exercício, ou por uma combinação de dieta e exercício com o uso de sulfonilureias ou tiazolidina.
O TENELIA® suprime a libertação da hormona glucagon e aumenta a libertação de insulina, subsequentemente levando à redução dos níveis de glicose no sangue inibindo a actividade da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4), uma enzima que selectivamente inactiva o GLP-1, uma hormona excretada a partir do tracto gastrointestinal em resposta à ingestão de alimentos. O TENELIA®, com a sua acção potente e sustentável, revelou-se altamente eficaz na redução de cada um dos níveis sanguíneos de glucose pós-prandial, bem como os níveis de glicose no sangue em jejum, com uma única toma diária. 
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/29-06-12/tenelia-da-daiichi-sankyo-e-da-mitsubishi-tanabe-aprovado-no-japao

Novo anti-inflamatório é capaz de aliviar dores crónicas

04/07/2012 - 08:07
Um potente anti-inflamatório capaz de aliviar dores de difícil controlo está a ser desenvolvido por investigadores do Instituto Butantan, no Brasil. Os primeiros testes em animais comprovaram a eficácia do medicamento, que usa uma proteína presente no sangue, avança o Diário Digital.
De acordo com Renata Giorgi, do Laboratório de Fisiopatologia do instituto, essa descoberta é um avanço em relação às drogas disponíveis no mercado, pois, além de ser mais potente, pode ser administrada por via oral.
“Descobrimos que algumas células dos glóbulos brancos contêm uma proteína capaz de inibir a dor proveniente de processo inflamatório. Com a síntese de um excerto dessa proteína, conseguimos que houvesse viabilidade de administração”, disse a cientista.
Segundo Giorgi, o tratamento de dores crónicas, de lesão de nervos, é difícil, pois algumas drogas, como a morfina, perdem a efectividade com o tempo.
A cientista destacou que o estudo é inovador ao sintetizar uma proteína, chamada ligante de cálcio S100A9, produzida pelo próprio organismo. “Isso demonstra que, em determinadas condições, o próprio organismo tem capacidade de controlar a dor”, disse. Para produzir o medicamento, os cientistas identificaram que apenas um pequeno pedaço da proteína é suficiente, o que viabiliza os custos de produção. “Em termos de proporção de dose, essa droga é mais potente”, declarou Giorgi.
“Estes, no entanto, são apenas as experiências básicas”, reforçou. A pesquisa parte agora para os testes de toxicidade. “Antes de qualquer coisa, tem que se realizado o estudo toxicológico. Estamos numa fase de programar o início desses estudos. Hoje em dia, leva algo em torno de 20 anos para se comprovar a eficácia de uma droga e conseguir colocá-la no mercado como medicamento”, destacou Giorgi. Os estudos, que tiverem início há dez anos, continuam ainda com testes em animais.
Serão feitos ainda levantamentos sobre o nível de tolerância do medicamento. “O paciente que é submetido à droga que tem efeito analgésico pode, à medida que vai sendo administrada, ficar tolerante ao medicamento. Então, tem que ser aumentada a dose para que se tenha o efeito desejado. Ainda vamos fazer esses estudos”, informou a investigadora

domingo, 1 de julho de 2012

Anvisa publica estudo sobre venda de inibidores de apetite

Um estudo desenvolvido pela Anvisa sobre a venda de inibidores de apetite sugere, entre outros aspectos, distorções em relação ao uso continuado desses produtos e à combinação medicamentosa com ansiolíticos e antidepressivos, vetada pela Agência e pelo Conselho Federal de Medicina. O levantamento feito pela Anvisa nas capitais brasileiras e no Distrito Federal (DF) considerou o comportamento do consumo dos anfetamínicos mazindol, anfepramona, femproporex e sibutramina, com base nos dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) e em informações do Ministério da Saúde.
O SNGPC permite que farmácias e drogarias informem à Agência sobre a venda de medicamentos sujeitos a controle especial. Esses dados, antes da implantação do Sistema, figuravam apenas em livros de registros.
Os resultados desse trabalho estão na edição mais recente do Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC, publicada neste mês. O período abrangido foi de 2009 a 2011, ano em que a Anvisa cancelou o registro dos três primeiros produtos (mazindol, anfepramona, femproporex) e impôs um maior controle para a comercialização da sibutramina.
Ao contrário do que se esperava, a prescrição dos inibidores de apetite teve uma relação inversa ao número de indivíduos com quadro de obesidade. O estudo constatou que a cada 1% de aumento da população obesa, o consumo de inibidores cai em média 8,3%.
O estudo da Anvisa identificou, ainda, que 79% dos consumidores de inibidores de apetite fazem uso repetido desses medicamentos, ou seja, utilizam os inibidores como produtos de uso contínuo.
Apesar do que determinam resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Anvisa, a pesquisa mostrou que a prescrição dos inibidores de apetite vinha sendo combinada ao antidepressivo fluoxetina ou ao ansiolítico clordiazepóxido. Essa associação de medicamentos, porém, é proibida pela Resolução nº 1.477 do CFM, publicada em 1997, e pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 58 da Agência, editada em 2007.
Uma constatação positiva do levantamento é que o consumo de inibidores de apetite diminuiu na população de adultos que tem uma dieta rica em frutas e hortaliças. Pelo que foi observado neste estudo, o aumento de 1% da população que adota uma alimentação saudável implica na redução média de 4,3% na venda de inibidores.
Entre as conclusões apresentadas, o estudo da Anvisa recomenda o aprimoramento de políticas de saúde que reforcem o uso racional de medicamentos no país, como o fortalecimento da educação permanente sobre boas práticas de prescrição.

Como os dados foram obtidos
O estudo utilizou dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa (SNGPC), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Ministério da Saúde. A partir dos dados foi aplicada uma análise econométrica, utilizada para identificar a correlação entre diferentes variáveis por meio de um modelo matemático.

Leia o Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC


Imprensa / Anvisa

Em 2015, Brasil deve assumir 6ª posição no mercado farmacêutico

Posted by admin on Jun 21st, 2012
O IMS Health, empresa que audita o mercado farmacêutico mundial, divulgou recentemente o estudo IMS Pharma Review, que analisou o cenário global e nacional do setor, e estipulou que, em 2015, a previsão é de um mercado de R$ 110 bilhões e o Brasil deve aparecer na 6ª colocação em relação ao consumo mundial. Em 2005, o consumo nacional ocupava a 10ª colocação global. Em 2010, com um mercado avaliado em cerca de R$ 62 bilhões, o Brasil subiu três posições e atingiu a 7ª posição geral.

Segundo o estudo, enquanto os medicamentos referência cresceram a uma taxa média de 7,19% nos últimos quatro anos, os similares avançaram 18,69% e os genéricos 28,67%.

O maior crescimento do mercado farmacêutico dos países emergentes em relação aos mercados maduros é o segundo ponto que chamou atenção no estudo. No Brasil, segundo o levantamento, este processo ocorreu basicamente sustentando pelo forte crescimento do PIB e devido à queda do desemprego e consequente aumento de renda da população. Com isso, se formou uma classe C muito consistente, que é responsável aproximadamente por 42% do consumo de medicamentos do país.

Segundo o diretor de marketing do laboratório Teuto, Ítalo Melo, o crescimento do poder de compra da classe C e a diminuição dos preços dos medicamentos, graças ao advento dos genéricos, são aspectos fundamentais para a saúde da população brasileira.

A diminuição da taxa de desemprego também se refletiu no aumento da cobertura dos planos de saúde privados, o que resultou, de 2003 até 2010, em um crescimento de cerca de 85% no consumo de drogas de alto custo. Estima-se que de 2003 para 2010 o número de vidas cobertas por planos de saúde tenha saltado de 32 para 46 milhões.

http://saudeweb.com.br/24181/em-2015-brasil-deve-assumir-6-posicao-no-mercado-farmaceutico

Postado por: Ismar Rodrigues