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segunda-feira, 16 de março de 2015

Governo Dilma não acreditava que a maioria dos brasileiros está isatisfeita ou continua embreagada pelo Poder?

Governo errou antes e depois dos protestos
Matéria de: Fernando Rodrigues

15/03/2015 20:32
Nos últimos dias, PT e Planalto tentaram desqualificar manifestações

Entrevista de ministros após os atos mostra discurso desafinado
 
O governo da presidente Dilma Rousseff conseguiu errar antes e depois dos protestos deste domingo (15.mar.2015) em todo o país.

Nos últimos dias e semanas, o PT e o Palácio do Planalto trabalharam para tentar desqualificar previamente as marchas de protesto. Nas redes sociais, simpatizantes dilmistas classificavam os manifestantes de "elite branca", "coxinhas", "varanda gourmet" e "almofadinhas". A crítica mais benigna dos governistas era que haveria pouca gente ou que apenas setores da classe média sairiam de casa no domingo.

A forte adesão de centenas de milhares de pessoas destruiu os argumentos petistas e do Planalto. Segundo o Datafolha, São Paulo teve a maior manifestação política (210 mil pessoas) desde as Diretas-Já, em 1984.

Passadas as marchas, a presidente Dilma Rousseff escalou dois ministros para falar com repórteres. Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) e José Eduardo Cardozo (Justiça) apareceram para a entrevista com camisas sociais azuis, sem gravata, ternos desalinhados e semblantes de derrotados. Nessas horas, imagem é quase tudo.

Mas o conteúdo ainda foi mais desalentador para o governo. Um ministro (Cardozo) começou com uma fala mais humilde falando em respeito à democracia. O outro (Rossetto) começou classificando os manifestantes como eleitores que votaram contra Dilma Rousseff em 2014. Disse também que "não é legítimo o golpismo, a intolerância, o impeachment infundado que agride a democracia". Mas como o ministro Rossetto sabe que todos os que foram às ruas queriam o impeachment e votaram contra Dilma?

Tudo somado, Rossetto e Cardozo não trouxeram em suas falas nada que pudesse minimizar o mau humor de brasileiros que estão protestando. Sem contar as velhas desculpas do tipo "o Brasil só melhora depois de uma reforma política".

Para Cardozo, "a atual conjuntura aponta para uma necessária mudança no nosso sistema político-eleitoral (…) é um sistema anacrônico que constitui a porta de entrada principal para a corrupção no país. Então, é preciso mudá-la por meio de uma ampla reforma política".

Ocorre que o governo federal é comandado pelo PT há 12 anos. Durante algum tempo, o presidente no poder (Lula) teve mais de 80% de aprovação popular. Mesmo assim, a administração federal petista não se sentiu compelida a promover uma reforma política. Dizer que agora tudo depende de leis mais rígidas e de uma reforma política é uma possível saída retórica. Mas a eficácia desse argumento é frágil.

Quem conversa com os assessores de Dilma Rousseff sente que o problema no momento parece ser a grande incapacidade do Palácio do Planalto de reconhecer o que está se passando na sociedade. E, em seguida, ter presença de espírito para fazer algum tipo de autocrítica para reconquistar uma parte da confiança perdida entre os brasileiros.

O país passa por um momento curioso do ponto de vista sociológico. A demonstração de indignação se transformou quase numa forma de relacionamento social. Os amigos vão ao restaurante, o garçom demora para atender e em segundos alguém está falando alto: "É um absurdo. O Brasil não dá mais. Nada funciona". Pode-se gostar ou não dessa atitude, mas cenas assim estão se tornando cada vez mais comuns.

O pior para quem está no governo é não entender esse "zeitgeist", esse espírito do tempo que parece estar tomando conta de parte da sociedade brasileira, sobretudo nos grandes centros urbanos.

As imagens da TV mostraram desde cedo no domingo mais de uma dezena de cidades com protestos de pessoas nas ruas. A TV Globo transmitiu vários flashes ao vivo. As TVs de notícias 24h (GloboNews, BandNews e RecordNews) ficaram quase 100% do tempo com imagens dos atos públicos.

País de tradição abúlica, o Brasil tem poucos episódios de grandes passeatas. Teve a direita em 1964. As Diretas-Já, em 1984/85. O impeachment de Collor, em 1992. As jornadas de junho de 2013, que protestaram contra quase tudo, principalmente contra a política tradicional.

Como se observa na história, o Brasil às vezes passa 10 anos ou mais entre um momento e outro de grandes protestos. Agora, essa distância parece estar se estreitando. Menos de 2 anos depois das marchas de junho de 2013 há um novo protesto generalizado. É um fato é raro.

O Brasil não é a Argentina ou outros países latinos nos quais é comum a população ir às ruas reclamar.

O que se passou neste domingo sem fazer juízo de valor sobre determinadas propostas que apareciam nas faixas dos manifestantes tem grande relevância política.

Goste ou não dos manifestantes, o governo Dilma às vezes demonstra não entender que a tessitura do grupo que foi às ruas neste 15 de março é muito semelhante à das massas que fizeram as Diretas-Já e o impeachment de Collor.

Sem uma reação melhor do que a entrevista dos ministros Rossetto e Cardozo será difícil a presidente Dilma se recuperar politicamente.


Fonte: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/03/15/governo-errou-antes-e-depois-dos-protestos/

domingo, 15 de março de 2015

Sociólogo Sergio Fausto emite opinião sobre a sustentação do Governo Dilma após manifestação democrática de 15 de março.

Nota de C&T:O texto abaixo não representa para mim a absoluta verdade, mas como cidadão brasileiro não posso me desconectar da realidade. No site da uol, especialmente no áudio disponível, conforme link exposto no final da publicação seguinte, é possível se entender um pouco sobre o que pode acontecer de bom e de expectativas negativas para os próximos dias no Brasil lá para as bandas do Planalto. O sentimento de rejeição ao governo atual gera desconforto aos adversários, mas principalmente aos defensores e aliados do governo atual no sentido de não dar espaço para que os opositores ganhem força. Pensar em uma alternância de governo para 2018 é tudo que os apaixonados pelo PT não querem.

15/03/2015 17h51 - Atualizado em 15/03/2015 18h00


 "Governo Dilma acabou neste domingo", avalia sociólogo

Em entrevista à Jovem Pan, o sociólogo e cientista político Sérgio Fausto avaliou que as manifestações contra o governo deste domingo (15) são um marco no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. "O governo Dilma tal como ele se constituiu até agora acabou neste domingo", disse. "(O governo) precisa se reconstituir e começar a "criar um novo plantel neste domingo", sugeriu.

A força das manifestações, as quais Fausto considera "impressionantes", provocarão mudanças, entende. "A reforma política é inevitável", disse.

O especialista entende também que a causa dos protestos é a falha do diálogo do governo com o povo. "A base aliada no congresso se mostrou inteiramente incapaz de comunicar-se com a sociedade", disse. "É um governo fadado ao fracasso", avaliou. "A manifestação de hoje esfrega isso na cara do governo."


Consequências políticas
Como "político não rasga voto", Dilma deve enfrentar um dilema do que fazer a respeito dessa massa de pessoas que mostraram insatisfação com o governo. "Uma outra equipe precisa assumir a política", ponderou.

Fausto vê um sentimento parecido com o das Diretas Já, embora à época havia palanque político e membros da oposição discursando, algo que o povo não permitiu que acontecesse nesse domingo.

Mesmo assim, o cientista político vê dois partidos que poderiam se beneficiar com os atos: PSDB e PMDB. O PSDB "como principal força de alternância desse governo" e o PMDB, uma vez que pode "tornar mais caro o preço do apoio ao governo na medida em que ele se enfraquece".

Fonte: http://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/politica/governo-dilma-acabou-neste-domingo-avalia-sociologo.html 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Governo fará ‘saque’ de 15 bi na Petrobras; ação despenca

24/06/2014

Lembre-se sempre de quem você é acionista minoritário.

No que um analista chamou de “virada monstruosa”, as ações da Petrobras, que operavam em alta de 3% até o meio da tarde, terminaram o dia em queda de 3,6% depois que o mercado começou a entender a mais recente manobra do Governo envolvendo o caixa da empresa.

O Governo anunciou hoje que a Petrobras fará o pagamento, à União, de um bônus de assinatura no valor de 2 bilhões de reais este ano, seguido de mais 13 bilhões de reais entre 2015 e 2018 a título de antecipação de parte do excedente em óleo do pré-sal.

Os pagamentos anunciados hoje se referem aos volumes de petróleo que ultrapassam os limites contratados nos primeiros contratos entre a Petrobras e a União, logo após a descoberta do pré-sal.

Na época, estimou-se que uma determinada área do pré-sal continha ao menos 5 bilhões de barris de petróleo, e o Governo usou aqueles barris para fazer um aumento de capital na Petrobras — contrariando os acionistas minoritários, que tiveram que colocar dinheiro vivo na operação.

“O tamanho dos pagamentos não é um tamanho que assuste, mas o sinal enviado ao mercado é que o Governo, mais uma vez, está fazendo caixa em cima de uma companhia que já está apertada”, diz um gestor. “Você pode até fazer as contas e chegar à conclusão de que isso é um bom negócio para a companhia, mas a Petrobras ainda não retirou nem os 5 bilhões de barris originais, e já está antecipando ao governo caixa sobre o excedente.”

A decisão de hoje, tomada no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vem num momento em que as ações da Petrobras já subiram cerca de 50% a partir das mínimas do ano, embaladas pelo crescimento da oposição nas pesquisas eleitorais e a perspectiva de uma gestão mais profissional da empresa.

“[A decisão do CNPE] significa mais pressão sobre o caixa da empresa, que já está muito alavancada, e não traz nenhuma geração de caixa no curto prazo”, diz outro analista. “É péssimo para o papel.”

As ações preferenciais da Petrobras fecharam o dia a 17,64 reais.

Por Geraldo Samor


 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Governo do PT - Dilma - manipula data de publicação do Revalida de 2013 para não prejudicar a manobra de mandar dinheiro para Cuba. Quantos médicos cubanos seriam aprovados no Revalida?

Apenas 9,7% dos inscritos no Revalida são aprovados na primeira etapa (Isso explica a defesa de Dilma ao Mais Médico)

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FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
Do total de 1.595 médicos formados no exterior que fizeram o Revalida neste ano, apenas 155 (9,7%) seguirão para a segunda etapa da prova. Esse é o menor percentual já registrado nessa fase do exame.

Em 2011, quando o Revalida foi oficializado, o percentual de aprovados na primeira fase foi de 14,2%. No ano seguinte, o índice foi de 12,5%. Composta por 110 questões objetivas e 5 discursivas, essa é a etapa que elimina a maior parte dos inscritos.

O exame federal é utilizado hoje por 37 universidades públicas para a revalidação do diploma de medicina.

Como mostrou reportagem da Folha, o Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame, adiou por duas vezes a divulgação do resultado. Inicialmente previsto para 11 de setembro, a lista de aprovados foi adiada para 26 de setembro e, em seguida, para a data de hoje. O resultado foi divulgado pelo Inep apenas no fim da tarde desta segunda-feira (28).

Integrantes do governo chegaram a associar o atraso à tramitação, no Congresso Nacional, da medida provisória que criou o Mais Médicos. Um resultado negativo no exame, avaliaram, poderia tumultuar o debate no Legislativo.

Uma das principais polêmicas do programa federal, que visa aumentar a presença de médicos no interior e em periferias de capitais, é a permissão para que médicos formados no exterior atuem no Brasil sem revalidar o diploma.

O Inep nega haver relação entre o adiamento da divulgação do resultado e o Mais Médicos. O instituto afirma que o motivo foi o volume de inscritos nesta edição: houve um aumento de 75,5% em comparação ao número de participantes no ano passado.

SEGUNDA ETAPA

Os 155 médicos aprovados na primeira etapa passarão ainda por uma nova fase do exame. No final de novembro, eles farão prova prática em Brasília e só então o resultado final será divulgado.

No ano passado, do total de 884 candidatos que fizeram o exame, só 8,7% puderam revalidar o diploma. Em 2011, o percentual foi de 9,6%. Diante das altas taxas de reprovação, o Inep chegou a anunciar um pré-teste para a participação de formandos de medicina matriculados em instituições nacionais.

O objetivo era avaliar o grau de dificuldade do Revalida e, eventualmente, calibrar o exame.

A iniciativa, no entanto, não foi colocada em prática. Diante do número insuficiente de formandos inscritos o Inep não levou o pré-teste adiante. Apenas 505 estudantes confirmaram participação no pré-teste --a adesão era voluntária. O objetivo do instituto era ter um universo de cerca de 4.000 participantes.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O PT é um partido feito por conservadores que aplicam a prática "aos amigos tudo aos inimigos o desprezo ou a lei"?

O tiro de misericórdia do PT
4/9/2011 20:07, Por Rui Martins, de Genebra
PT é contra tutela dos emigrantes pelo Itamaraty.
Se não fossem meus amigos e uma vontade inquebrantável de prosseguir a luta pela independência dos emigrantes, já teria secado como minhoca ao sol, no pelourinho ao qual me ataram meus colegas titulares do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior, CRBE.
Quatro meses já se foram depois que alguns titulares conspiradores reacionários, dignos da época da ditadura (embora alardeiem serem pela democracia, pelos direitos humanos e pela participação popular) pediram minha expulsão. Imediatamente, meu endereço e-mail foi retirado da lista dos suplentes do CRBE e, sem processo e sem base legal, apesar de eleito por emigrantes na Europa, deixei de existir.
Durante esse período, depois da minha apresentação de defesa enviada ao Itamaraty, não houve nenhum contato pela Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior para informar, ao menos, no que deu o pedido feito pelo titular Flávio Carvalho, de Barcelona, considerado o autor do texto da petição, com o apoio da titular de Bruxelas, Mônica Pereira, e do titular de Londres, Carlos Mellinguer (o mesmo que há algumas semanas me qualificou de « verme », linguagem empregada pela extrema-direita européia para qualificar os imigrantes) e que foi assinada por alguns titulares « enrolados na farinha », como confessou alguns dias depois, a titular Esther Sanchez, que imaginara se tratar de uma simples advertência.
De maneira não oficial, me chegou aos ouvidos que o embaixador Eduardo Gradilone, assim como a ministra-conselheira Luísa Lopes Ribeiro (que estará em Londres no fim desta semana) e o futuro ministro-conselheiro Aloysio Gomide, teriam informado aos membros do CRBE, que estão sob sua tutela, ser melhor ignorar o pedido de expulsão e deixar como está, pois já foi enorme o desgaste criado.
Desmoralizado e sentindo chegar a hora da verdade, Flávio Carvalho, que dessa maneira abortou uma pretendida carreira política, chegou a publicar um texto de um extraordinário cinismo, que poderia ser assim resumido: « o Rui Martins não podia ser expulso porque nem é titular e tudo não passou de autopromoção »
Como para tudo existe um limite, chegou a hora do Itamaraty informar, a mim e aos emigrantes, se é verdade que o processo administrativo pela minha expulsão terminou com a rejeição do pedido de afastamento ou expulsão feito pelos titulares. E como toda decisão é acompanhada de suas razões, sejam divulgadas as razões dessa rejeição para que não só eu como os emigrantes brasileiros possam ser informados sobre o absurdo pretendido pelos aprendizes de ditadores do CRBE que conseguiram « enrolar » os demais.
É uma questão de direito. Não divulgar o resultado, já que fui intimado a apresentar minha defesa, na expectativa de que o caso seja esquecido, poderia ser interpretado como cumplicidade.
Se os rumores que me chegaram são infundados, que me seja informado como está o processo administrativo (pois deveria durar três meses), porém não posso continuar sendo tratado como excluído e marginalizado, inclusive sem receber os emails recebidos por meus colegas suplentes. Isso constitui abuso de direito e poderá comprometer ainda mais o CRBE. Se no passado, o Itamaraty agiu de maneira discricionária, como na época da Operação Condor, não há mais clima para esse tipo de procedimento nestes nossos dias.
Não se pode expulsar ninguém por divergência de opinião e não se pode adotar a opacidade como procedimento. Exorto nossos tutores a concluírem de forma correta esse curto trajeto de três anos e meio, no qual conduziram os emigrantes, para os quais reivindico hoje a maioridade e o respeito como pessoas juridicamente capazes de se autodirigirem e se autodeterminarem.
Mesmo porque, neste mês, em São Paulo, caberá ao PT, braço forte dentro do governo Dilma, dar o tiro de misericórida no atual moribundo e desprestigiado CRBE.
A luta pela autodeterminação e independência dos emigrantes brasileiros é também do PT e faz parte das conclusões do Encontro do PT em Londres, o IV EPTEX. E isso será apresentado na plenária do congresso nacional do PT, ou seja, já não adianta mais expulsar o suplente que defendia essa bandeira. Existe um Partido defendendo os mesmos princípios o que muda completamente a situação. É o tiro de misericórdia no CRBE.
Senão, confiram e leiam um dos importantes itens aprovados pelo EPTEX:
- Que o CRBE seja um órgão independente e desvinculado organicamente do Ministério das Relações Exteriores.
Outra decisão importante coincide com nossa luta desde 2008, quando obtivemos um abaixo-assinado na I Conferência Brasileiros no Mundo em favor de uma Comissão de Transição para uma Secretaria de Estado dos Emigrantes. Reunidos em Londres, no fim de maio, os emigrantes petistas aprovaram:
- Que seja criada uma Secretaria Especial de apoio aos brasileiros e brasileiras no exterior, responsável pelo encaminhamento das políticas públicas formuladas pela Conferência. Essa Secretaria deverá ter uma atuação transversal, trabalhando em conjunto com os Serviços Consulares e com as Secretarias e Ministérios com atribuições relacionadas aos brasileiros e brasileiras que trabalham, estudam e vivem no exterior.
Já existe no Parlamento, uma proposta nesse sentido, atualmente parada numa gaveta, mas que poderá ser rapidamente aprovada com o apoio dos senadores e deputados do PT.
O mesmo EPTEX aprovou um novo formato no lugar das atuais Conferências Brasileiros no Mundo, que deverá ser convocado diretamente pelo governo federal e não ser mais propriedade exclusiva do MRE-Itamaraty. O que nos deixa a impressão de que realmente não haverá uma IV Conferência Brasileiros no Mundo, mas uma I Conferência dos Emigrantes, organizada por emigrantes e que concretizará a Comissão de Transição:
- O governo brasileiro constituirá a comissão organizadora da Conferência que terá como atribuição definir os locais, países ou grupos de países onde serão realizadas as Conferências das etapas intermediárias; elaborar o regimento interno e as orientações gerais para todas as etapas que antecederem a Conferência final; e acompanhar a organização das mesmas.
Os petistas do Exterior também condenaram as fraudes ocorridas nas eleições do atual CRBE e propõem medidas concretas para evitar novas fraudes no novo Conselho independente do Itamaraty. A questão do funcionário do Consulado de Barcelona, eleito titular do CRBE e minimizada pelo Itamaraty, mereceu também uma recomendação do EPTEX :
- Que o Tribunal Superior Eleitoral organize as eleições, estabelecendo um regulamento específico para a votação do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior. Este regulamento deve levar em conta as preocupações referentes à candidatura de funcionários locais de representações do governo brasileiro, de modo a evitar que estes tenham qualquer tipo de benefício no processo eleitoral em detrimento aos demais candidatos.
Na I Conferência Brasileiros no Mundo, o abaixo-assinado pedindo a Comissão de Transição incluía o pedido de voto por correspondência para os emigrantes residentes longe de consulados e embaixadas e a necessidade da eleição de parlamentares emigrantes. O PT do Exterior também chegou a conclusões parecidas no IV EPTEX, em Londres:
- Que o governo brasileiro amplie o direito de voto dos brasileiros e brasileiras residentes no exterior, tornando possível a estes brasileiros eleger e serem eleitos para o Parlamento brasileiro. Que haja uma melhoria no recadastramento eleitoral e consular, sobretudo no que se refere à transferência do título de eleitor.
Agora se trata de uma simples questão de meses, porque o tema emigrantes, Secretaria de Estado dos Emigrantes, parlamentares emigrantes logo estará na atualidade e nos jornais.
Para os emigrantes brasileiros que residem na região de Nova Iorque e Boston, graças ao colega Eddy, Edirson Paiva, do Brazilian Times Newspaper, teremos a oportunidade de levar uma palestra com debate aberto sobre CRBE e Secretaria de Estado dos Emigrantes. Divulgaremos datas e horários na próxima quarta-feira ou domingo.
Rui Martins, jornalista, escritor e líder emigrante
Fonte: http://correiodobrasil.com.br/o-tiro-de-misericordia-do-pt/292460/

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Governo está jogando sujo com a sociedade para justificar a criação da nova CPMF.


Nota de C&T
Matéria de referência: 72 % são contra recriação da CPMF para financiar Saúde (postada na íntegra abaixo)
Tudo bem que toda unanimidade tende a ser burra, mas 20% dos entrevistados serem a favor da CPMF é mais do que um absurdo, é preciso ser muito ignorante e desinformado para não perceber que temos a maior carga tributária do mundo e que sustentamos uma sangria financeira absurda com nosso suor.
Não acredito que um brasileiro que afirme de sã consciência ser a favor de mais uma usurpação do dinheiro alheio tenha uma fonte de renda honesta.
O mais triste na matéria abaixo é saber que: " o conhecimento é menor entre os mais jovens, os com menor escolaridade, os com menor nível de renda e os residentes na região Nordeste". Imaginem a soma destas categorias!
Gente! A CPMF nunca se deixou de pagar, ela deixou de ir para o governo, mas os empresários já tinham embutida esta despesa na precificação dos produtos e serviços, ela acabou, mas ninguém a retirou de suas planilhas de custos. A CPMF atingi 100% dos brasileiros de forma não clarificada.
O povo tem o que merece. Não tem informação, tem preguiça de fazer reflexões a respeito de suas escolhas, só serve de massa de manobra para os espertalhões de plantão que o povo mesmo mandou para Brasília.
Nota postada por Teófilo Fernandes (um brasileiro preste a ser assaltado pelo Congresso mais uma vez com a criação da nova CPMF)

CNI: 72% são contra recriação da CPMF para financiar Saúde
Setenta e dois por cento dos brasileiros são contra a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para o financiamento da Saúde no País, de acordo com a pesquisa "Retratos da Sociedade Brasileira: Qualidade dos serviços públicos e tributação", divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento realizado em parceria com o Ibope, 20% das pessoas entrevistadas são a favor do retorno do tributo. O restante não soube ou não respondeu.

Apesar da grande maioria ser contrária à medida, apenas 37% dos entrevistados souberam responder o que é a CPMF. Segundo a CNI, o conhecimento é menor entre os mais jovens, os com menor escolaridade, os com menor nível de renda e os residentes na região Nordeste.

O levantamento também mostra que a maior parte da população brasileira não somente é contra a recriação da CPMF como também não gostaria do aumento de qualquer outro imposto para melhoria da saúde. Segundo a pesquisa, dois terços dos entrevistados discordam em parte ou totalmente com esta alternativa.

Da mesma forma, o brasileiro associa a má qualidade dos serviços públicos de saúde à má gestão dos recursos por parte dos governantes. Sessenta e três por cento dos entrevistados concordam totalmente com essa premissa e 18% concordam em parte. Além disso, a CPMF é vista como um imposto injusto por 75% dos entrevistados pela pesquisa.

Do total, 63% acreditam que a recriação do tributo aumentará os preços das mercadorias. Segundo a pesquisa, 45% das pessoas ouvidas veem a CPMF como um imposto que afeta somente as pessoas que têm conta bancária, enquanto 38% acreditam que afetam também a outras pessoas.
Eduardo Rodrigues

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Saúde Pública - Até quando este bando de vagabundos que usurpam o dinheiro público ficará impune?

Fantástico visita cidades com casos mais graves de desvio de dinheiro público
Autoria: G1 28/02/2011 05:12:00
Em Curralinho (PA), São Sebastião (PA) e Tefé (AM), os milhões de reais que deveriam ir para saúde e educação são desviados.

O Fantástico traz uma reportagem capaz de causar indignação. Ela mostra até que ponto o desvio de dinheiro público deixa populações inteiras sem saúde, sem educação, vivendo em condições sub-humanas. São milhões de reais que o Governo Federal libera para a saúde, a educação, o saneamento em cidades do interior, mas esse dinheiro some, e ninguém sabe direito para onde vai. Veja na reportagem de Eduardo Faustini.
No Hospital Municipal de Curralinho, no estado do Pará, uma mulher se indigna: “Todo mundo se esconde”. Ela não consegue ser atendida. “O hospital está jogado às traças, não tem ninguém”, reclama.
Os cidadãos do município vizinho, São Sebastião da Boa Vista, e de Tefé, no estado do Amazonas, também sofrem com o mesmo abandono do poder público. “Aqui é lixão do hospital, é lixão da cidade e é lixão do matadouro. Tudo vem ser jogado aqui”, revela Berenice.

“Não tinha legumes. Eu tinha que levar de casa, senão a criança não merendava”, afirma uma mulher.

Essas três cidades – Curralinho (PA), São Sebastião (PA) e Tefé (AM) - recebem dinheiro do Governo Federal, mas milhões de reais que deveriam ir para a saúde, educação e saneamento são desviados. Os municípios brasileiros são fiscalizados pela Controladoria Geral da União (CGU), por sorteio. Uma das missões da CGU é defender o dinheiro público.

“Nós sorteamos 60 municípios de cada vez, no auditório da Caixa Econômica, no mesmo lugar onde se faz o sorteio da Mega-Sena, aberto para a imprensa, para todo mundo que quiser ver”, afirma o ministro Jorge Hage Sobrinho, da Controladoria Geral da União.

No último sorteio, os relatórios da CGU apontaram São Sebastião da Boa Vista, Curralinho e Tefé como os casos mais graves de desvio de dinheiro público. E o Fantástico mostra como esses desvios prejudicam a população.

São Sebastião da Boa Vista é uma cidade de 22 mil habitantes que fica a 12 horas de barco de Belém, a capital do Pará. No hospital da cidade, funcionárias jogam fora o lixo hospitalar como se fosse lixo comum.

“É um absurdo. A universidade está ali, o prédio do INSS que estão construindo lá, o estádio lá, a quadra aqui: tudo próximo do lixão, tudo no lado do lixão, e o lixão no meu quintal, praticamente”, conta a dona de casa Benedita Magalhães.

No local, estão seringas usadas, com as agulhas prontas para espetar, ferir e contaminar. O carpinteiro Sebastião Pinto conta que o filho já se feriu no lixão. “Meu filho, o Júlio, já foi furado com agulha umas duas vezes já, com seringa. E ninguém toma providência nenhuma”, diz,

“A seringa desse jeito ou qualquer outro material perfuro-cortante no ambiente hospitalar tem que ser acondicionado em uma caixa apropriada. Essa caixa tem que ser transportada de forma apropriada, por uma equipe que foi treinada, para ser incinerado”, explica o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

Curralinho, com 28 mil habitantes, fica a 12 horas de barco de Belém. O repórter Eduardo Faustini encontra o mesmo problema: seringas usadas misturadas ao lixo comum.

“Já sou vereador nesse município há seis anos. São seis anos cobrando, colocando no orçamento a construção do forno crematório, e até agora nada. Não tem resposta nenhuma”, aponta o vereador Marquinho, de Curralinho (PA).

Segundo a CGU, Curralinho não conseguiu comprovar como gastou R$ 9,7 milhões.

Vamos à cidade de Tefé, que tem 65 mil habitantes e fica a 36 horas de barco de Manaus. O perigo aumenta quando as chuvas escondem as seringas na lama.

“Alguém que for tentar catar lixo ali para poder reciclar uma garrafa Pet, por exemplo, pode se ferir. Ao se ferir, pode então adquirir algumas doenças. As principais são hepatite B, hepatite C ou o próprio HIV”, ressalta o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

Em São Sebastião da Boa Vista, você conheceu Benedita, a vizinha do lixão. Pois quando ela sai de casa para cuidar da saúde, encontra mais dificuldade. Ela e outros cidadãos tentam marcar consulta no hospital público.

“Nós ficamos aqui até 23h para pegar a ficha para vir se consultar”, revela uma menina. “Eu vou ficar aqui até 23h para pegar uma ficha para o meu esposo, que está doente, precisando de médico”, diz uma senhora.

Em Tefé, a agricultora Neide da Costa de Castro não conseguiu ser atendida nem marcar consulta. “Eu fui ao médico, só que o médico não me atendeu, porque não tinha médico, tinha só uma enfermeira no hospital”, revela.

Em Tefé, como nas outras duas cidades, enfermeiros e técnicos de enfermagem trabalham no lugar de médicos. Eles fazem consultas e prescrevem remédios sem um diagnóstico feito por um médico.

“A verdade é que, no município, a maior parte do serviço do médico quem faz são os técnicos de enfermagem, não por irresponsabilidade, mas por não querer se omitir ao atendimento”, aponta o vereador Reinaldo de Souza e Silva, de São Sebastião da Boa Vista (PA).

Veja o que acontece em um atendimento feito sem a orientação de um médico: “Esse remédio, a gentamicina, é usado diariamente aqui. Tudo foi receitado por um enfermeiro”, comenta uma técnica em enfermagem.

Em um único dia, esse antibiótico foi receitado pelo menos 21 vezes. “A gentamicina pode provocar dano tanto ao rim quanto ao ouvido. Não pode ser passado de qualquer maneira”, alerta o presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro, Carlindo Machado e Silva.

Em Curralinho, milhares de remédios são desperdiçados. Pílulas, ampolas e vacinas, muitos comprados pelo Ministério da Saúde, estão com a validade vencida.

O que é jogado fora faz falta no posto de saúde, fechado há quatro meses. “Porque a gente não tem medicamento. Não tem como atender uma pessoa caso aconteça um acidente com corte. Não tem para a gente fazer curativo”, destaca o agente de saúde Jaime Pantoja, de Tefé (AM).

O repórter Eduardo Faustini chega à outra comunidade. Nela, as condições de trabalho da técnica de enfermagem Francisca Sá Barreto são as piores possíveis. Ela não tem nem luvas para tirar os pontos da cesariana de uma paciente. “Não estou com luva, porque não tem”, afirma. “Já costurei oito pessoas com agulha de costurar roupa”.

Francisca explica que limpa o material hospitalar em uma pia e que a torneira não tem água. Então, enche um balde com a água do rio: “Acabou o procedimento, eu venho para cá, coloco aqui e pego o sabão. Eu tenho que encher com a água do rio. Eu pego, coloco o material de molho aqui por uns 20 minutos, depois eu venho, meto a escovinha e vou colocar nesse fogão para esterilizar”, explica.

“É feito tudo de uma maneira muito rudimentar, colocando em risco os próximos pacientes, nos quais ela for usar esse material, que certamente estará contaminado”, afirma o presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro, Carlindo Machado e Silva.

Mas por que técnicos e enfermeiros fazem o papel de médicos? “Os médicos não querem vir para o interior”, justifica o prefeito de Tefé (AM), Jucimar de Oliveira Veloso.

E os salários são bons. Muitos médicos aceitam, e um ou outro aproveita para ganhar mais um dinheirinho extra. “Um médico ganha cerca de R$ 1,3 mil por dia, para consultar 15 pessoas de manhã e 10 à tarde. Depois, ele não atende mais e vai para o consultório dele particular”, diz o prefeito interino de São Sebastião da Boa Vista (PA), Doriedson Teixeira da Silva.

Esse é o caso do médico Itamar Cardoso. Em um mesmo dia, ele atende no hospital público e depois no consultório particular, onde está o único aparelho de ultrassonografia do município.

“No dia em que ele está batendo ultrassom, ele ganha como médico de ultrassom e ganha também como médico do nosso município. Ele acumula dois salários só em um dia”, destaca o prefeito interino.

O Fantástico foi atrás do doutor Itamar. Ele marcou no hospital público às 15h, mas um funcionário do hospital não permite a entrada da equipe do Fantástico.

Funcionário: Fica lá fora.
Fantástico: Eu vou ficar lá fora, mas ele marcou comigo às 15h.
Funcionário: Quando ele chegar, eu mando vocês entrar.
Fantástico: Está bom. Estou aqui fora, aqui na porta.

O funcionário tenta impedir a nossa equipe de trabalhar. Ele coloca a mão na câmera tentando impedir a filmagem. O doutor Itamar acaba dizendo que não quer gravar entrevista.

A falta de equipamentos é uma realidade também nos laboratórios públicos, que não têm aparelhos nem materiais para garantir a segurança do técnico e do paciente. “A gente coloca cloro, detergente e fica até soltar o material. Depois, a gente ainda escova com sabão. E assim a gente faz uma mistura para poder limpar. Não é o ideal. Tinha que ser descartável”, revela uma funcionária.

As lâminas são lavadas no banheiro. “Se você tiver que reutilizar um material. Uma lâmina de vidro, por exemplo, tem que ser autoclavado. Autoclavar é um aparelho que esteriliza. Ele usa a uma temperatura extremamente elevada que mata vírus e mata bactéria”, explica o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

Toda essa precariedade ocorre em um município com altíssimo índice de malária, cerca de metade dos 28 mil moradores já contraiu a doença. Muitos, mais de uma vez.

“Aqui na minha casa todo mundo já pegou malária. Meu pai pegou 14 vezes. Eu peguei cinco. Todos os anos, nós pegamos. Minha mãe pegou oito”, revela o estudante Michel Gonçalves.

“Em 2010, nós tivemos quase 13 mil casos de malária. Em 2011, se medidas não forem tomadas, certamente nós vamos aumentar esse número. E isso é muito alarmante para um município do tamanho de Curralinho”, destaca o coordenador de endemias do Pará, Luiz Roberto Pereira.

Alarmante também é um matadouro municipal. “O pessoal não tem o equipamento de proteção individual. O chão está totalmente imundo. As paredes e o chão não são apropriados. O transporte é totalmente irregular. A carne tem que ser transportada sob proteção, refrigerada. Não tem muita diferença do ponto de vista sanitário você transportar a carne na carroça e em uma caçamba de lixo”, aponta o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

O que os funcionários entendem como higiene é lavar o estabelecimento com água, e tudo vai parar no rio que é de onde sai a água usada pela população. “Quando você joga sangue in natura na água, você acaba favorecendo a proliferação de bactérias”, explica o infectologista.

Segundo a Controladoria Geral da União, o município de São Sebastião da Boa Vista recebeu do Ministério da Saúde R$ 1,2 milhão para implantar o sistema de esgoto. Uma construtora recebeu o dinheiro, mas a prefeitura não comprovou a execução dos serviços.

“Nós não ficamos só no processo para ver a comprovação da despesa, para ver se houve a licitação ou não, porque, às vezes, o processo está muito bonitinho. Quando veem no processo que houve uma licitação, quais as empresas que ali apareceram como tendo participado, os nossos auditores vão procurar a empresa no endereço”, afirma o ministro Jorge Hage Sobrinho, da Controladoria Geral da União.

Nosso repórter vai até duas empresas que venceram licitações da prefeitura de Curralinho, no Pará. Uma foi convidada a disputar o fornecimento de materiais de escritório; a outra, o de materiais de higiene e limpeza.

Fantástico: Vocês fizeram negócio na prefeitura?
Anisérgio da Silva Oliveira: Meu pai fez.
Fantástico: Mas a empresa é tua ou do teu pai?
Anisérgio da Silva Oliveira: É dele.
Fantástico: Todas elas?
Anisérgio da Silva Oliveira: Não. Essa aqui é dele. Essa aqui é minha.

A empresa de Anisérgio da Silva Oliveira tem o nome dele. Ela foi uma das vencedoras da licitação para fornecer material de escritório. Sobre a empresa do pai, ele diz que não sabe nada. “É parte de papelaria. Do meu pai, eu não sei. Só sei da minha”, diz Anisérgio.

Como ele não sabe? As duas empresas ficam lado a lado. A empresa do pai se chama Oliver Comércio e Serviços de Obras e foi uma das escolhidas para fornecer material de higiene e limpeza.

A CGU desconfia que o processo foi fraudado, porque as compras custaram mais R$ 200 mil para cada tipo de material. A lei diz que, se o valor passa de R$ 80 mil, não pode haver licitação por convite. O que a prefeitura tinha que ter feito era outro tipo de licitação, a chamada tomada de preços.

O ex-prefeito de Tefé Sidônio Gonçalves perdeu o mandato no ano passado, porque foi eleito prefeito pela quarta vez, o que é proibido. Quando ele era prefeito, a cidade recebeu do Governo Federal R$ 24,6 milhões para a educação. A CGU descobriu que a prefeitura não comprovou como gastou quase a metade desse dinheiro: R$ 11 milhões.

Segundo o novo prefeito, Jucimar de Oliveira Veloso, que tomou posse esta semana, a situação das escolas é péssima. “Nós temos mais de 48 escolas sem condições, totalmente sem condições de ter aula. Infelizmente, é essa a nossa realidade”, destaca.

O aluno que não leva comida de casa passa fome. “Não tinha legumes para fazer sopa. Tinha que levar de casa, senão a criança não merendava, para fazer a sopa. Quando tinha, quando não era rapadura, banana verde que eles davam para a criança”, conta Susimara Silva da Cruz, mãe de aluno. “Chegava lá e, às vezes, não tinha merenda. Voltava e não tinha merenda”, comenta Neide da Costa de Castro, mãe de alunos.

A situação não é melhor nas outras duas cidades fiscalizadas pela CGU.

“Não tem carteira para todos. A carteira que tem são poucas, não é para todos. Quando vêm todos os alunos, tem uns que têm que sentar no chão”, conta a professora Maria do Socorro de Farias, de Curralinho (PA).

“Quando chove, enche, e a gente tem que pular pela janela para poder dar aula, para os alunos terem acesso à sala de aula. As salas enchem. Está precisando de uma boa reforma”, diz a professora Francisca Rodrigues da Costa, de São Sebastião da Boa Vista (PA).

Procuramos o prefeito de São Sebastião da Boa Vista (PA), e ele não quis receber a nossa equipe.

Já o prefeito de Curralinho começa dizendo que todo o dinheiro recebido do Governo Federal foi aplicado corretamente. “O recurso da educação foi aplicado na educação. Os outros recursos, no caso, da saúde, mesma coisa”, diz o prefeito de Curralinho (PA), Miguel Santa Maria.

Mas, em seguida, ele admite que as contas da cidade não fecham: “Quando a CGU vai ao nosso município, é bom. Ela achou os problemas, e a gente vai responder já consertando”.

“Eu diria que hoje nenhum gestor, seja prefeito de município, seja dirigente de órgãos estadual ou federal, pode mais confiar integralmente na impunidade. Não pode. Mesmo que o processo judicial demore, que ele possa confiar que dificilmente chegará a se posto na cadeia, mas há outros tipos de sanções. São punições administrativas, são providências que o obrigam a devolver ao erário o dinheiro desviado. Além disso, há aquela sanção difusa da opinião pública, da sociedade, porque a imprensa divulga, toda a população fica sabendo o que aconteceu”, afirma o ministro Jorge Hage Sobrinho, da Controladoria Geral da União.

“Cada relatório de cada auditoria que se conclui, nós encaminhamos para todo mundo que tenha alguma coisa a ver com o assunto: a Câmara do município, o prefeito municipal e o ministério que repassou os recursos para que ele tome as providências”, destaca o ministro
Fonte: http://www.correiodopovo-al.com.br/v3/mundo/12616-Fantstico-visita-cidades-com-casos-mais-graves-desvio-dinheiro-pblico.html

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Escândalos na gestão pública também são vitalícios"

Nota de C&T:


Aconteceu e continua  a acontecer coisas nesse Brasil, que se não fosse triste e vergonhoso, seria cômico demais.

Vejam o artigo abaixo sobre pensões vitalícias no Amazonas. Eu luto para acreditar que continuamos vivendo em um sistema opressor dos mais fracos. O povo é fraco, basta observar as "pecinhas" que escolhe para representá-lo no Congresso Nacional.

A imprensa publica uma nota sobre sujeiras da administração pública hoje, no outro dia começa a sair as mais absurdas picaretagens.


Amazonas paga pensões vitalícias a ventríloquo, cantor e escritores
GUILHERME VOITCH
DE SÃO PAULO

O governo do Amazonas paga pensões vitalícias de R$ 2.000 a R$ 4.500 a sete pessoas em homenagem a serviços prestados ao Estado. Entre os beneficiados estão escritores, um cantor e até um ventríloquo.

As pensões começaram a ser pagas em 2001. A última a ser autorizada foi em abril de 2010.
Pagamentos desse tipo já foram considerados inconstitucionais em outros Estados.

O governo estadual, por meio de assessoria de imprensa, afirmou que as leis foram aprovadas pela Assembleia Legislativa.

Uma das pensões favorece o poeta Luiz Bacellar. Ele teve sua pensão oficializada em "Diário Oficial" por uma lei de 16 de julho de 2008, pelos "relevantes serviços prestados à cultura amazonense".

Bacellar, 82, disse que é funcionário público estadual, atuando como conservador da coleção numismática (de moedas e medalhas) do Estado.

Questionado se a aposentadoria não era pelos serviços prestados à cultura do Estado, ele disse que estava doente e que não poderia mais falar com a reportagem.

Outro beneficiado é o ventríloquo Oscarino Farias Varlão, conhecido como Boneco Peteleco. Ele foi o primeiro agraciado com a pensão, em janeiro de 2001.

Varlão, 73, confirmou o recebimento da aposentadoria: "Não fui em quem pediu isso. Mas me apresentei em tudo que é cidade do Amazonas, para crianças e adultos e continuo trabalhando até hoje".

A reportagem da Folha não consegui localizar os outros beneficiários.

O Amazonas também paga pensões a três ex-governadores do Estado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aposentadorias Vitálicias, uma Vergonha Nacional. Uma Violência contra a Cidadania e Transparência do Poder Público.



Nota de C&T:
A sociedade pode e deve contestar contra esta violação à Cidadania Brasileira. Está na hora de nos envergonharmos dos nossos representantes legais nos poderes.
Como podem os partidos políticos silenciarem diante de um absurdo desse?
Um Estado como Sergipe, que está com a Saúde Pública sucateada, um hospital geral que vaidosamente o Governador Marcelo Deda se preocupou mais em criar um novo nome (HUSE) do que disponibilizar seringas, coletores para exame de sangue, tiras para dosar glicose, entre outras carências. Vergonhosamente aparece neste rol dos caras-de-pau como Estado que paga aposentadorias vitalícias.
Estados sem novas lideranças políticas são muito mais suscetíveis a este tipo de afronta à sociedade. Temos em Sergipe, entre outros Estados, a polarização de lideranças políticas que certamente contribuem para esta omissão, que acaba beneficiando tais líderes.


Desejamos que a OAB seja seguida por outras instituições sérias.
Postado por Teófilo Fernandes (opinião independente).

OAB vai contestar pensão de ex-governadores do Paraná, Sergipe e Amazonas

Entidade espera que o Supremo extenda decisão a outros Estados
Da Agência Brasil
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai ajuizar na próxima semana Adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) para contestar as leis de três Estados que concedem aposentadorias vitalícias a ex-governadores: Sergipe, Paraná e Amazonas.
Segundo o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, a expectativa da OAB é que o STF (Supremo Tribunal Federal), ao julgar o primeiro caso, estenda a validade da decisão para os todos os Estados.
- Esses são privilégios espúrios que agridem a sociedade brasileira.
Na avaliação de Ophir, essas aposentadorias vitalícias - conseguidas, em alguns casos, depois de apenas poucos meses de mandato - ferem principalmente os princípios constitucionais da “moralidade”.
Conforme explicou o presidente da Ordem, será ajuizada no Supremo uma Adin para contestar cada legislação estadual. O número de ações - além das três previstas para a semana que vem - pode aumentar, uma vez que as Seccionais da OAB ainda estão concluindo levantamentos sobre outros benefícios parecidos.
Os Estados brasileiros gastam, hoje, cerca de R$ 30,5 milhões anuais com aposentadorias e pensões para 127 ex-governadores ou suas viúvas, apesar de a Constituição ter eliminado a previsão de pagamento dessas super pensões.
No ano de 2007, a OAB já havia conseguido a cassação da aposentadoria vitalícia destinada a Zeca do PT, ex-governador de Mato Grosso do Sul.
Outros estados na mira da OAB são Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará e Maranhão


Fonte:http://noticias.r7.com/brasil/noticias/oab-vai-contestar-pensao-de-ex-governadores-do-parana-sergipe-e-amazonas-20110126.html

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Governo do PT também não tem moral para criticar abusos de privilégios.

Nota C&T: Este Blog não é político, pelo contrário, é um espaço de manifestação social e divulgação gratuita de informações públicas.
Venho defendendo desde o início do Blog que o Brasil perdeu a oportunidade de um choque moral com o Governo Lula. Em qualquer país do mundo que um Governo tenha a popularidade que o Lula teve nos oito anos que governou, fará o que quiser.
Não tivemos neste período opositores com moral para desbancar boas ações, mas não, o Governo Lula foi semelhante aos anteriores na questão moral, o fato abaixo é uma evidência, o povo brasileiro não se informa e quando faz não se valoriza.

07/01/2011 - 08h33
Neto de 14 anos de Lula também tem passaporte especial
MATHEUS LEITÃO
DE BRASÍLIA
Um neto de 14 anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também recebeu passaporte diplomático no dia 29 de dezembro, a dois dias do fim do mandato do petista, o que contraria norma interna do Itamaraty.
Outro processo, a que a Folha teve acesso, garantiu o benefício ao bispo da Igreja Universal Romualdo Panceiro Filho. Ele foi emitido, também "em caráter excepcional", em fevereiro de 2010, válido por um ano.
Apontado como sucessor de Edir Macedo, Panceiro é o responsável pela congregação na América Latina.
A Folha apurou que o pedido veio do senador Marcelo Crivella, parlamentar da base aliada fiel nas votações de interesse do governo. Macedo apoiou Dilma Rousseff na última eleição.
Nem o neto do ex-presidente nem o bispo fazem parte da lista de autoridades listadas no decreto 5.978/ 2006, que prevê a concessão de passaporte especial a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.
A norma também cita os dependentes das autoridades, mas o neto de Lula não se encaixa nessa categoria.
A Folha revelou ontem que Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, e o irmão dele, Luís Cláudio Lula da Silva, 25, receberam o documento, também contrariando entendimento do órgão, já que são maiores de idade e não são deficientes.
Responsável pelos benefícios, o ex-ministro das Relação Exteriores Celso Amorim recorreu, em todos os casos, ao parágrafo 3º do decreto que, no seu artigo 6º, dá poderes ao ocupante do cargo para emitir o documento, em caráter excepcional, se há "interesse do país".
No caso do Neto e dos filhos de Lula, a validade do passaporte é de quatro anos. Os benefícios são: acesso à fila de entrada separada e com tratamento menos rígido. Em alguns países que exigem visto, o passaporte diplomático o torna dispensável.
O documento é tirado sem custo. Um passaporte custa em torno de R$ 190.
Questionada pela Folha, a assessoria do Itamaraty confirmou que "parentes de Lula" receberam o benefício para "evitar problemas com autoridades de outros países". Sobre Panceiro, disse que recebeu "em caráter excepcional" por "interesse do país".
A assessoria do bispo afirmou que o "mais apropriado a responder é o próprio Itamaraty". A Folha não obteve resposta dos familiares e do próprio ex-presidente Lula. Já o gabinete do senador Crivella informou que ele estava em viagem ao exterior.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Governo Lula (PT e uma penca de partidos) deixa muito a desejar com a Saúde e Educação.

Nota de C&T: É muito pouco o resultado positivo do governo Lula para quem governou 8 anos livres de atropelos relevantes, salvos aqueles criados pelo próprio governo, por exemplo o mensalão. Não tivemos oposição, graças a incompetência daqueles que são muito mais adversários pessoais do que opositores políticos. O próprio PT no passado fez oposição obstrutiva aos governos da época e muito pouco politicamente correto, basta avaliar o que deixou de fazer em seu governo de 8 anos, isso mostra a divergência entre discurso e atitude. O próprio governo através do Ministro da Saúde assume que o governo investe pouco na saúde conforme publicado pela Agência Brasil recentemente...
 “O problema é que apenas 40% desses gastos em saúde são públicos. Os outros 60% são recursos da iniciativa privada. Ou seja, quem financia a saúde pública no Brasil são as famílias e as empresas, pois o governo gasta pouco. É essa equação que tem que mudar. Agora de onde vão sair os recursos novos para melhorar o financiamento do sistema público é um problema que cabe ao Congresso Nacional, ao novo governo e à sociedade resolver”.
Fica difícil uma sociedade se desenvolver, mesmo com toda riqueza concentrada como o Brasil, se Educação e Saúde são consideradas precárias, claro, não podemos considerar o Brasil semelhante a muitos outros países como muitos africanos. Duvido muito que até 2016 o Brasil erradique a miséria se não cuidar dos mais de 14 milhões de analfabetos, mais de tantos outros milhões de alfabetizados que não são muito diferentes dos considerados analfabetos.  Basta os letrados (com formação superior) que não tem a menor competência para escolher um representante público a cada 4 anos.
Artigo abaixo tem como fonte:
Da Agência Brasil
Carlos A. Moreno.

Rio de Janeiro, 28 dez (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa como legado a sua sucessora, Dilma Rousseff, grandes avanços sociais, mas também muito a fazer em áreas como saúde, educação e saneamento básico.

O êxito dos programas de Lula contra a pobreza, que levou cerca de 25 milhões de pessoas a subirem para a classe média, explica a popularidade recorde de 87% com a qual deixa o cargo de presidente.

Lula mostrou que é possível reduzir as históricas desigualdades sociais do Brasil, um dos países com maior concentração de renda do mundo, mas embora tenha avançado significativamente na redução da pobreza, não conseguiu fechar a brecha.

O líder não conseguiu cumprir suas promessas de erradicar o analfabetismo, que em 2009 era representado por 9,7% da população com mais de 15 anos, de aumentar o investimento público na saúde e de melhorar o saneamento básico em um país onde 32 milhões de imóveis ainda carecem de águas e esgoto.

Lula cumpriu grande parte de sua promessa de reduzir a fome e a pobreza com a implantação do Programa Bolsa Família, um subsídio que o Estado distribui entre as famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, e que o governante pretende apresentar como modelo para outros países em desenvolvimento.

Segundo o balanço de seus oito anos de governo, essa ajuda é distribuída atualmente a 12,7 milhões de famílias com uma renda mensal inferior a US$ 80.

O subsídio, que beneficia cerca de 50 milhões de pessoas, varia desde US$ 13 até US$ 117,6 mensais segundo as necessidades.

Os recursos destinados ao programa aumentaram desde R$ 7,5 bilhões (cerca de US$ 4,4 bilhões) em 2006 a R$ 13 bilhões (cerca de 7,6 bilhões) em 2010.

Segundo o balanço do governo, em 2002, antes que Lula assumisse seu primeiro mandato, o Brasil registrava 55 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza, dos quais 24 milhões estavam em condição de miséria.

"Brasil era então a décima economia do mundo, mas também um dos países com pior distribuição de renda e seu índice Geni (que mede a desigualdade) era o terceiro pior em um grupo de 110 países", assegura o texto oficial.

Os programas sociais do governo e o bom ritmo da economia brasileira permitiram que a pobreza atingisse o índice de 24,1% em 2008, e que o de miséria caísse até 6,6% no mesmo período, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No ritmo atual, o Brasil pode erradicar a miséria em 2016 e alcançar nesse ano índices de pobreza próprios dos países desenvolvidos, segundo uma projeção otimista do Ipea baseada em dados oficiais.

O combate à pobreza permitiu que o Brasil passasse a ser um país majoritariamente de classe média, um segmento que subiu de 37% em 2002 a 54% em 2009, o que equivale a 103 milhões de pessoas.

As políticas de geração de emprego também contribuíram para o sucesso, que permitiram a criação de 15 milhões de postos de trabalho formais em oito anos e a queda do desemprego atingindo 5,7% em novembro deste ano.

Mas apesar dos avanços alcançados em algumas áreas sociais, a educação continua sendo um compromisso pendente.

O analfabetismo caiu cerca de 2% entre 2002 e 2009, o que significa que no país há ainda 14,1 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, e a taxa de escolaridade se manteve quase no mesmo nível que a do Zimbábue (7,2 anos de estudos).

Um recente relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) situou o Brasil na 53ª posição entre 65 países nos quais avaliaram a qualidade da educação primária.