quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Novo medicamento para epilepsia chega ao mercado americano

EUA aprovam antiepiléptico da Bial em monoterapia.

PÚBLICO
01/09/2015

Fármaco de patente e investigação portuguesa está aprovado em 43 países.


O antiepiléptico da BIAL, o primeiro medicamento de patente e investigação portuguesa, foi aprovado pela reguladora do mercado farmacêutico norte americano, a Food and Drug Administration (FDA), para comercialização em monoterapia nos Estados Unidos, país que representa cerca de 50% do mercado mundial da epilepsia, refere um comunicado da farmacêutica.

O fármaco já tinha sido provado em Novembro de 2013 pela FDA como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epilépticas parciais, agora, o acetato de eslicarbazepina pode ser administrado, nos Estados Unidos, em monoterapia em doentes que iniciam tratamento ou na sequência da mudança de outros antiepilépticos.

“Esta é a segunda aprovação – a primeira a nível mundial para a indicação de monoterapia – que recebemos das autoridades reguladoras norte-americanas, cujos padrões de exigência são muito rigorosos. O nosso antiepiléptico chegará a um maior número de doentes ao poder ser utilizado tanto em monoterapia [tratamento isolado], como no tratamento adjuvante” afirma António Portela, presidente executivo do grupo Bial.

O desenvolvimento deste medicamento para a epilepsia envolveu 15 anos de investigação e um investimento superior a 300 milhões de euros. Na Europa, o acetato de eslicarbazepina foi aprovado pela Comissão Europeia em 2009 e está à venda em mais de 20 países – em mercados como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Espanha e a Itália. No continente americano, a comercialização do fármaco  teve início em Aabril de 2014, nos EUA e Canadá.
Nos EUA, a epilepsia é a quarta doença neurológica mais comum, estimando-se que uma em cada 26 pessoas irá desenvolver uma crise epiléptica ao longo da vida. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da patologia.

A Bial está a desenvolver um segundo produto de investigação própria, um novo tratamento para a Doença de Parkinson (opicapone). O pedido de autorização de introdução no mercado está  a ser analisado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Mais



Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/eua-aprovam-antiepileptico-da-bial-em-monoterapia-1706569

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Nutricionista, 31 de Agosto é o seu dia...

Respeito aos profissionais - Agosto, mês do Nutricionista.

Imagem ilustrativa capta no Google.
Por Edson Teófilo Fernandes

Igual a muitos outros brasileiros eu tive o privilégio de ter nascido em uma família pobre que sempre enxergou os estudos como uma alternativa de vida melhor para qualquer cidadão. Mesmo não estudando nas melhores escolas e dentro dos parâmetros normais consegui com muito esforço e sacrifícios me formar em Direito, ter meu registro na OAB, fazer uma pós graduação em uma boa Universidade em Gestão de Negócios, fazer diversos cursos complementares na área de gestão de negócios e pessoas, trabalhar por mais de duas décadas em grandes indústrias do segmento farmacêutico, experiência profissional que muito me orgulha, mas algo sempre me incomodou, foi perceber que muitos profissionais só valoriza no máximo a sua profissão, muitos nem para isso servem.
Hoje com muito orgulho sou por opção Representante Comercial no Estado de Sergipe de conceituadas marcas de alimentos funcionais e tenho como grandes parceiros Nutricionistas, Nutrólogos, Médicos de diversas especialidades, comerciantes e balconistas diversos.
Não é raro encontrar profissionais se sentindo mais capacitados do que outros, como também não é raro encontrar aqueles que se consideram qualificados mesmo sem ter capacitação para decidir sobre o que o consumidor deve consumir ou deixar de consumir.
Como seria legal que cada ser humano respeitasse o outro como ele é, e o outro se desse ao respeito como quer que seja respeitado. Nesse ultimo ano trabalhando mais perto dos Nutricionistas tenho visto como esses profissionais são importantes para humanidade, isso mesmo, só agora que estou mais próximo deles tenho enxergado sua importância na condução de uma vida saudável. Não tenho a menor vergonha de dizer que nunca tinha percebido sua importância, pura falta de conhecimento. Quantos por aí não são iguais a mim, desconhecedores da importância de cada profissão. Certamente nunca irei reconhecer em cada profissional seu real valor, uma vez que jamais estarei próximo de todas as profissões e muito menos de todos os profissionais, mas depois de alguns anos próximo dos vendedores, propagandistas, farmacêuticos, balconistas, médicos, advogados, nutricionistas e outros eu tenho a obrigação de respeitar com conhecimento de causa esses profissionais.
Este mês de Agosto se comemora no Brasil o dia do Nutricionista (31), uma oportunidade para que este profissional e outros não nutricionistas como eu lutem por respeito às categorias profissionais, ou seja, respeitem cada um em seu espaço, juntos formataremos o TODO.

Parabéns Nutricionistas do meu Brasil! Aquele que ama sua profissão, contribui para o bem da humanidade...

domingo, 19 de julho de 2015

Brasil, um pais carente de ética e moral da maioria de seus cidadãos.

Imagem ilustrativa captado no Google
(http://pt.slideshare.net/maycle40/tica-e-cidadania-2)

Brasil, um país de acomodados.

19/07/2015
Algumas dúvidas me consumem, por exemplo: Como pode um povo ser tão passivo como o povo brasileiro? Talvez alguns fatos justifiquem, tais como: falta de amor próprio e ao próximo, falta de educação doméstica , ausência de conhecimentos dos fatos, incapacidade de fazer autocrítica, excesso de ignorância política, desvalorização de princípios relacionados a ética, falta de dignidade e vergonha, entre outras qualificativas inerentes aos cidadãos que se julgam pessoas de bem.

Hoje morando em uma das mais lindas capitais desse país que é Aracaju, fico me perguntando o motivo que leva a essa sociedade ser tão passiva, estamos diante de fatos recentes no nosso Estado que já começam a cair no esquecimento da população, apesar de ser recente, me refiro a um dos maiores escândalos registrados em uma Assembleia Legislativa de um Estado do Brasil, 100% dos deputados se envolveram em um escândalo antigo e costumeiro naquela casa, sendo uns menos e outros mais, mas todos foram de certa forma cúmplices do uso indevido de verbas. Outros que lá já não mais estão também foram irresponsáveis ao ponto de se locupletarem de dinheiro público e por incrível que pareça, foram promovidos ocupando cadeiras no cenário federal e no tribunal de contas, nesse último caso a raposa cuidando do galinheiro.

A falta de medicamentos básicos, de materiais no principal hospital do Estado de Sergipe, a falta de atenção com as rodovias, o descaso do prefeito da Capital desse Estado e de outros municípios sergipanos com suas ruas que estão abandonadas, são mazelas presentes no dia a dia. A política da muita conversa e pouca ação, cada dia é mais evidente pelos secretários de Estado e Municípios. Tem sido assim uma constante.

A operação Lava Jato já começa a ser abafada por outras operações que envolvem rombos tão expressivos quanto aos rombos identificados que geraram várias prisões pela operação Lava Jato até o momento. Antigamente quando tínhamos um escândalo exposto na mídia, logo era abafado com fatos diferentes daquele gerador do escândalo em evidência. Por exemplo, um crime bárbaro passava a ser explorado na mídia como fato novo, assim sendo o crime de corrupção caía no esquecimento. Hoje os crimes de corrupção são abafados por outros crimes de corrupção. Assim como a operação Lava Jato que busca mostrar ao cidadão brasileiro um roubo bilionário na Petrobrás, na esperança de severas punições, sendo esta instituição Petrobrás vítima assim como cada brasileiro desses bandidos de gravatas, outras operações estão em andamento que se não tiver um empenho merecido do legislativo, representante de cada cidadão, não surtirão os efeitos necessários.

No dia em que o caso BNDS, Caixa, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, e outros caírem na mão de um juiz que tenha vontade pelo menos de dá mobilidade ao processo, não precisa nem celeridade, serão dezenas de pilantras revestidos de autoridades e cidadãos de bem desmascaradas perante a opinião pública.

Atualmente estamos enxergando pessoas de destaque do PT e outros partidos, das empreiteiras, Deputados e Senadores, diretores de estatais entre outros, mas estamos nos esquecendo de um fogo de monturo que se espalha sem alarde, são os pequenos peixes, eles têm um poder de destruição do erário público tremendo. Não imaginamos quanto dinheiro tem sido desviado por mau uso nas mais diversas formas de ações sociais nos municípios brasileiros.

Não faz muito tempo, questão de semanas, que o SBT veiculou uma matéria que causou um reboliço dos diabos no Estado de Sergipe, mas precisamente no município de São Cristóvão, um escândalo envolvendo a merenda escolar. Ficou claro na matéria que muitas escolas não estavam oferecendo o que deveria, com diversos relatos de funcionários e moradores daquele município, um dos empresários que se julga prejudicado em concorrências públicas naquele município, apoiou a matéria e chegou às principais peças envolvidas nesse escândalo. A denuncia foi tão grave, que se sentido impossibilitada de se sustenta no quadro de prefeita do município, mesmo sendo apenas uma testa de ferro do seu marido, segundo a própria matéria deixa patente, a prefeita renunciou ao cargo, deixando em seu lugar o vice-prefeito, um fiel capataz do marido dela e de seu partido, ou seja, apenas a matéria que senta na cadeira de prefeito mudou, mas as diretrizes nefastas da ex-prefeita e seu marido permanecerão, salvo ocorra uma traição por parte de seu fiel escudeiro. Não me surpreenderei se essa traição um dia acontecer. Quer saber quem é o ser humano dê poder e dinheiro a ele. No caso específico talvez o poder não tenha sido dado ao vice-prefeito, atual prefeito, em sua plenitude de fato, apenas foi dado de direito.

Recentemente li uma matéria sobre quatro projetos focados na coibição de irregularidades no mercado de implantes de órtese e próteses no Brasil, tenho procurado acompanhar esse assunto e sinceramente, não vejo o envolvimento dos brasileiros em um assunto tão impactante como esse, impactante no sentido de envolver bilhões de reais que não só do erário público, como também do privado, sendo que o do privado impacta da mesma forma do público, sim, as empresas de planos de saúde que acabam repassando para seus assegurados os custos assim como os cidadãos que são lesados por fabricantes, distribuidores, hospitais e médicos. Esses atos criminosos na maioria são pagos por aqueles que não buscam o SUS por entender que tem condição de bancar uma saúde para si ou para seus entes queridos de melhor qualidade, mas o fato de poder pagar por uma saúde de melhor qualidade não significa que podem ser lesados. Esse crime que acontece há anos pode ter leis que o combata, mas a sociedade não está interessada por falta de conhecimento das consequências que crime causa sobre todos.

Nossa sociedade não tem o hábito de se preocupar com o bem estar no coletivo, não tem a cultura da honestidade por formação, não pensa no amanhã e muito menos naqueles que estão totalmente fora das estatísticas, os literalmente miseráveis.

Não por pura maldade, mas por má formação educacional no meio social, o cidadão brasileiro é adepto, talvez até de forma involuntária e muito mais cultural, da política “na falta de farinha primeiro no meu pirão” ou do “puxar primeiro a brasa para meu peixe”.

O Brasil continua carente de um choque ético/moral, certamente que um dia teremos cidadãos com formação segura para tanto, mas no momento acredito que ainda não foram fecundados, quem sabe somos nós os que poderemos registrar nossos sonhos e um dia eles serem realidade por aqueles que virão.

Teófilo Fernandes – cidadão brasileiro.


(79)88663009  

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Pesquisador defini perfil do consumidor de medicamentos no Brasil



26/06/2015
“O perfil do consumidor de produtos farmacêuticos

Por Marcus Vinícius de Andrade

Em qualquer setor produtivo, o desenho de um perfil de consumo se apresenta como uma ferramenta de pesquisa básica para aqueles que buscam melhor posicionamento junto ao seu mercado e público-alvo. Por ser uma ferramenta considerada primária ou básica, o seu desenvolvimento pode até parecer simples para muitos... mas não é!

Especialmente no setor farmacêutico, as questões regulatórias, a similaridade de produtos e a competitividade acirrada por espaço no mercado consumidor exigem pesquisas e desenhos de perfis de consumo cada vez mais complexos por parte dos departamentos estratégicos comerciais e de marketing.

Nessa perspectiva, não é razoável considerar apenas fatores socioeconômicos, tais como classe social, gênero, idade, escolaridade e renda no desenho do perfil do consumidor de produtos farmacêuticos. Eu destaco três fatores multifacetados primordiais no processo, que também compõem esse perfil e, às vezes, até os redesenha: atores de influência, âncoras de confiança e percepções mercadológicas. Vamos a eles!

1 - Os atores de influência no perfil do consumidor

É analiticamente impossível, por exemplo, desenhar o perfil de consumo farmacêutico sem considerar que o seu principal produto - o medicamento - é prescrito, indicado, intercambiado, trocado e, às vezes, até imposto ao consumidor por profissionais de saúde ou não, que agem como influenciadores determinantes na venda. Afinal, é fato que, independentemente de princípios éticos desses profissionais, a influência na venda ocorre voluntária e involuntariamente.

Nesse aspecto, as perguntas que todo laboratório farmacêutico deve realizar ao levantar o perfil de seu consumidor são: Quem é o agente de venda mais relevante para o meu cliente?Em qual influenciador o consumidor confia mais? Por que ele prefere o influenciador A ou B em detrimento do C?

Da mesma forma, ao desenhar o perfil dos consumidores de farmácias e drogarias, dentre outras perguntas, deve-se questionar: O profissional de meu estabelecimento tem força de influência sobre a venda? Em quais produtos ele domina essa influência? Até que ponto ele tem o poder de influência para intercambiar um medicamento que favorece a rentabilidade do estabelecimento?

É claro que essas são apenas algumas de muitas outras perguntas que precisam ser realizadas junto ao universo de consumo (e de potencial consumo) do laboratório farmacêutico ou da drogaria. De qualquer modo, tendo em vista o cenário nacional, já podemos afirmar categoricamente que o consumidor de medicamentos no Brasil está cada vez mais influenciável, principalmente pelo médico e pelo farmacêutico. É claro que estes dados mudam e oscilam de acordo com o Estado ou região brasileira.



2 - As âncoras de confiança no perfil do consumidor de produtos farmacêuticos 

Também não se pode conhecer o perfil do consumidor de uma farmácia ou de uma indústria de medicamentos sem saber quais são suas âncoras de confiança. Essas âncoras são fatores intrínsecos nas decisões de compra, afinal, quem adquire um produto com qualidade questionável em um estabelecimento que não é confiável? Vale a ressalva que nem sempre a análise da confiança do consumidor produz resultados óbvios. Quer um exemplo?

Entre uma das várias pesquisas que coordenamos com o ICTQ, levantamos a questão da confiança nas farmácias de redes versus confiança nas farmácias independentes. Quando compartilhamos as informações com associações e indústrias do setor, percebemos que a expectativa era de que existisse uma confiança predominante nas redes - em função de suas estruturas, layoutização de lojas e atendimentos de alto padrão. No entanto, adivinhe qual foi o resultado? 49% da população confiam e preferem as farmácias de redes e outros

49% confiam e preferem as farmácias independentes. Mesmo com o resultado empatado no cenário nacional, o consumidor de Manaus (AM) apresenta maior confiança nas farmácias locais (68%) e o consumidor de Porto Alegre (RS), nas farmácias de rede (65%). Ninguém esperava por um resultado que demonstrasse forças iguais entre estabelecimentos de rede e farmácias independentes.

Percebe como a âncora de confiança neste quesito do perfil do consumidor pode ser sazonal e fugir do óbvio? Dessa forma fica claro que o produto que mais aparece em propagandas de TV ou é mais recomendado pelo médico, mais visível dentro da loja, nem sempre é o mais confiável na visão do consumidor... E se esse produto não é confiável, é claro que cabe a pergunta: O que faz o público consumidor desconfiar deste item? Da mesma forma, nenhuma farmácia ou drogaria, por mais qualificada que seja, é uma unanimidade em termos de confiança do consumidor. Por conta disso, pesquisar esse aspecto no desenho do perfil de consumo é primordial.

3 - O que o mercado percebe e o que o mercado de fato é! 

Para finalizar, considero um terceiro fator – as percepções do mercado consumidor – como um dos mais importantes no desenho de um perfil de consumo no canal farma. Afinal, nem sempre as versões correspondem fielmente aos fatos. E quando falamos de percepções estamos falando das versões dos clientes e da forma como eles pensam, veem e falam de uma marca, de um produto, de um laboratório ou ainda de um estabelecimento farmacêutico. A pergunta que todo analista que trabalha no desenvolvimento do perfil de consumo deve ter em mente é: As versões que os clientes têm correspondem aos fatos do que a empresa realmente é e do que o produto realmente propõe? .... Se não, se houver o interesse por parte do analista, a próxima pergunta é: Como melhorar e qualificar a percepção do público consumidor?

Um exemplo clássico de percepção distorcida por parte do público consumidor: em 2012, o Laboratório EMS foi o campeão de vendas no Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com um instituto de pesquisa que faz o levantamento de volume e faturamento nos pontos de vendas. No entanto, nosso estudo aplicado no mesmo período, em parceria o Instituto Datafolha no mesmo Estado, revelou que na percepção do público consumidor o Laboratório que mais vendia era, em primeiro lugar, a Medley; em segundo, o Laboratório Teuto, e em terceiro, o Aché - deixando para o laboratório EMS a nona posição no ranking. Isso significa que as versões que permeavam a percepção do consumidor de medicamentos naquele Estado não correspondiam aos fatos. A pergunta que se faz a partir de uma situação assim é: O quanto isso é importante para o posicionamento estratégico da empresa? Quais são os fatores em que as versões dos consumidores não correspondem aos fatos?

Conhecer o que pensa e como o público consumidor percebe todos os pontos que interessa à organização é fundamental no desenho de um perfil de consumo que busca um melhor posicionamento para a empresa. Pense nisso!

Para finalizar, apresento a seguir o perfil socioeconômico dos consumidores de medicamentos no Brasil. Mas lembre-se, não é razoável considerar apenas esses fatores socioeconômicos no desenho do perfil do consumidor de farmácias e de laboratórios farmacêuticos. Você precisa ir além... Investigue e conheça também:

1º Quem são os atores de influência sobre o consumo;
2º Quais são as âncoras de confiança do consumidor;
3º Quais são suas percepções e versões dos fatos mercadológicos.


Marcus Vinicius de Andrade é diretor de Pesquisa do ICTQ, com formação em Administração de Empresas e especialização em Pesquisas.”

A sociedade contará com Farmacêuticos por mais tempo nos pontos de vendas.



Sexta-Feira, Dia 26 de Junho de 2015
Diversos órgãos assinaram termo de ajustamento de conduta com esse objetivo.

Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) quer estender o tempo mínimo de permanência de farmacêuticos, devidamente inscritos no Conselho Regional de Farmácia (CRF), nas drogarias localizadas no Recife. Para isso, o procurador da República Alfredo Carlos Gonzaga Falcão Júnior assinou, na semana passada, na sede do MPF, novo termo de ajustamento de conduta (TAC), que, mediante novas cláusulas, atualiza documento firmado em 2010.

O TAC também foi assinado por representantes da Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife, Conselho Regional de Farmácia do Estado de Pernambuco, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco, Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco e pelo Sindicato de Atacadistas de Medicamento.

Foi acordado que, entre junho de 2015 e dezembro de 2017, os estabelecimentos farmacêuticos sediados no Recife e classificados como microempresas e empresas de pequeno porte contarão com a assistência de profissional da área de farmácia durante, no mínimo, 10 horas diárias. Anteriormente, o tempo de presença determinado era de cinco horas por dia. Agora, faltam apenas duas horas para que haja assistência integral conforme determina a lei, uma vez que, normalmente, os estabelecimentos funcionam durante 12 horas ao dia.

Além disso, as drogarias classificadas como de médio e grande porte e as unidades que funcionam 24 horas deverão ter a assistência durante todo o horário de atendimento. Antes, o tempo variava entre 10 e 12 horas por dia. 

Segundo estudo da Vigilância Sanitária em Recife, a norma que estabelece a exigência de 10 horas diárias de assistência de um profissional de farmácia nos estabelecimentos deve atingir de 160 a cerca de 190 farmácias no município, classificadas como microempresas e empresas de pequeno porte. As farmácias e drogarias têm até 90 dias, a contar da assinatura do TAC, para se adequar às novas normas.

No entanto, todos os estabelecimentos farmacêuticos que se instalarem no município após a assinatura do acordo proposto pelo MPF deverão se comprometer a ter profissional da área de farmácia durante todo o horário de funcionamento, conforme determina a lei nº 13.021/204. 

A necessidade de flexibilização da lei ocorreu porque Pernambuco está entre os cinco Estados do país que tem menos profissionais de farmácia por número de habitantes. E especialmente também porque não há dados oficiais que permitam concluir sobre o quantitativo real de profissionais no mercado, para atender a oferta de empregos.

Por isso que o TAC proposto pelo MPF prevê reuniões quadrimestrais a fim de que todas as instituições que assinaram o acordo possam discutir sobre os reais motivos que levaram proprietários de farmácias a serem autuados por ausência do profissional no horário devido. Se for constatado, a partir de uma decisão colegiada e unânime de todas as instituições envolvidas, que a ausência de profissional ocorreu por falta de técnicos no mercado, é possível, inclusive, que os termos do documento sofram mudanças. 

Órgãos fiscalizadores - O Conselho Regional de Farmácia e a Vigilância Sanitária no Município do Recife são os responsáveis pela fiscalização de estabelecimentos que realizem o comércio, venda, dispensação, fornecimento, armazenamento e distribuição de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos. 

A Vigilância Sanitária de Recife somente poderá licenciar os estabelecimentos mediante comprovação, por parte das próprias empresas, da assistência do farmacêutico responsável. O Conselho Regional de Farmácia deverá atestar a regularidade do estabelecimento.

Caso alguma drogaria seja autuada pela Vigilância Sanitária de Recife, em decorrência da ausência de farmacêutico embora possua o profissional registrado em seus quadros, o caso será comunicado ao CRF para aplicação das penalidades cabíveis. 

        Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com PGR

Matéria extraída e republicada na íntegra de: http://www.justicaemfoco.com.br/desc-noticia.php?id=105808

Rupturas nos estoques de Digoxina 0,25mg causam transtornos para milhares de usuários no Brasil




Nota de C&T: A matéria abaixo, provavelmente por falta de conhecimento, não citou que esse produto tem o preço muito baixo, cada comprimido chega a custar fração de centavos, certamente a embalagem e outros custos logísticos são superiores ao valor do produto. Não vejo a indústria retirar do mercado produtos de valor agregado significativo, mesmo com baixa demanda.
Espero que a ANVISA não esteja sendo enganada. Este medicamento é fundamental para quem tem insuficiência cardíaca, claro, é preciso o médico prescrever de acordo com o perfil de cada paciente.

"Esclarecimentos sobre a redução na oferta de Digoxina

Publicado em

Anvisa vem recebendo denúncias sobre a indisponibilidade de medicamentos à base de digoxina no mercado. Diante disso, faz-se necessário esclarecer o seguinte:

O Laboratório Aspen foi o único a solicitar a descontinuação temporária de fabricação do medicamento Digoxina 0,25mg. Isso ocorreu em 17 de outubro de 2014, por motivos relacionados a uma alteração no processo de fabricação do produto. Para que qualquer alteração relacionada ao processo de fabricação do medicamento possa ser implementada, as mudanças solicitadas pela empresa devem ser analisadas e aprovadas pela Anvisa. Essas ações são necessárias para garantir que segurança, qualidade e eficácia do medicamento se mantenham mesmo após a implementação das alterações realizadas. Importante esclarecer que o pedido está sendo analisado de forma prioritária pela Anvisa;

Existem, atualmente, quatro laboratórios que comercializam a Digoxina 0,25mg. Pela análise de mercado realizada, os fabricantes deveriam suprir a demanda pelo medicamento até que a situação da empresa Aspen fosse regularizada. Diante das reiteradas denúncias e reclamações, os laboratórios Teuto (fabricante do Cardcor e Digoxina – genérico) Pharlab, Vitapan (fabricantes dos medicamentos genéricos Digoxina 0,25 MG) e Neoquímica (fabricante do Neodigoxin) foram notificados pela Anvisa para fornecerem dados a respeito da fabricação e estoque de seus produtos;

Os laboratórios Pharlab, Vitapan e Teuto não descontinuaram a fabricação.
O laboratório Neo Química, fabricante do medicamento Neo-Digoxin, informou que devido ao processo de regularização do medicamento genérico da Aspen, teve um aumento muito significativo na demanda por seu produto e, que por essa razão, seu estoque não foi suficiente para abastecer o mercado. No entanto, solicitou a importação de matéria-prima extra para fabricação de mais lotes, o que já foi aprovada pela Anvisa.

A Agência tem atuado para que o mercado se regularize. A expectativa é de que, em breve, a situação esteja normalizada.
Ainda assim, a Agência sugere aos usuários de Digoxina 0,25mg que entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) dos laboratórios citados para saber mais sobre a distribuição dos medicamentos e onde adquiri-los na sua região.

No caso de suspeitas de desabastecimento irregular de medicamentos do mercado, a Anvisa recomenda a formalização da denúncia por meio da Ouvidoria da Agência. A Anvisa avaliará a denúncia dentro dos prazos regulamentares e responderá à demanda de maneira oportuna, sempre com o objetivo de minimizar os efeitos da redução da oferta de medicamentos.
Para consultar a Lista dos medicamentos para os quais os laboratórios notificaram a descontinuação ou reativação de fabricação ou importação, e saber mais sobre Descontinuação de Medicamentos, acesse o link “Descontinuação de Medicamentos“, disponível na página inicial da Anvisa.
Regulamento – Muitas podem ser as causas da falta de um determinado medicamento no mercado farmacêutico. A descontinuação de fabricação ou importação de medicamentos, mesmo que temporária, pode, em alguns casos, provocar o desabastecimento do mercado a ponto de comprometer a política de assistência farmacêutica e trazer consequências negativas à saúde da população.

Seja por motivos técnicos ou comerciais, a Anvisa entende que a gestão efetiva desse problema envolve o compartilhamento de responsabilidades para o adequado planejamento, monitoramento contínuo, comunicação eficiente e articulação entre fabricantes ou importadores e agentes públicos, profissionais de saúde e usuários. Com isso, é possível evitar ou minimizar os possíveis impactos de desabastecimento.

A Anvisa não possui instrumento legal que impeça os laboratórios farmacêuticos de retirarem seus medicamentos do mercado. No entanto, dada a importância desse tema para a saúde pública, a Agência aprovou, em 04 de abril de 2014, a RDC nº 18. A norma regulamenta a forma de comunicação de descontinuação de produção e importação de medicamentos.
Segundo o regulamento, as empresas devem comunicar a descontinuação definitiva ou temporária de fabricação ou importação de medicamentos, com pelo menos 180 dias de antecedência, devendo assegurar o fornecimento normal do produto durante esse período. O desrespeito à norma sujeita os infratores às penalidades previstas na Lei nº 6.437/77.

Fonte: Anvisa"