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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Indústrias serão obrigadas a mostrar no rótulo da embalagem se o produto contém Lactose.

Imagem captada na mesma fonte do texto.

6 de outubro de 2016, Comentários

(Texto copiado fielmente da fonte)

Agora é lei. Alimentos que contenham lactose deverão possuir essa informação no rótulo da embalagem a partir de janeiro de 2017. A Lei 13.305/2016 foi sancionada sem vetos e publicada no Diário Oficial da União da última terça (5). As indústrias têm o prazo de 180 dias a partir de agora para adotar a medida.

O texto sancionado pela Presidência da República é o do Projeto de Lei do Senado (PLS) 260/2013, aprovado em decisão terminativa (final) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado em 8 de junho.

A CAS rejeitou o substitutivo da Câmara (SCD) 1/2016. Esse texto previa que, além da lactose, o rótulo indicasse a presença da caseína, a proteína do leite. Proibia ainda o uso de gordura vegetal hidrogenada na composição de alimentos para consumo humano produzidos ou comercializados no Brasil. O relator no Senado, senador Dalirio Beber (PSDB-SC), apresentou parecer contrário ao substitutivo.

Quanto à obrigação de indicar a presença de caseína, Beber alegou que norma mais ampla foi editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): a RDC 26/2015. A resolução dispõe sobre os requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. Isso, na avaliação do relator, “torna desnecessária, e até inoportuna” a aprovação da emenda da Câmara.

Sobre a proibição da gordura vegetal hidrogenada, Beber entendeu que a iniciativa deve ficar a cargo da Anvisa, “órgão ao qual compete editar normas com esse teor e que dispõe das condições e dos instrumentos técnicos indispensáveis para tomar essa decisão no tempo oportuno, após amplo processo de consulta aos setores interessados”.

O texto original do Senado que virou lei obriga, portanto, que os fornecedores informem no rótulo se o alimento contém lactose. O autor da proposta, senador Paulo Bauer (PSDB-SC), justificou a iniciativa citando resultados de diversos estudos que apontam a elevada ocorrência de intolerância à lactose no Brasil.

Com informações da Agência Senado.

Fonte: http://crn5.org.br/?p=10191

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Brasil, um país carente de Ômega 3 em sua população...

Imagem apenas ilustrativa. Fonte: www.dsm.com/nutritional-lipids
Um profissional competente faz a diferença.


A grande maioria dos brasileiros, não é diferente em muitos outros países, é pouco informada no tocante aos valores nutricionais dos alimentos que fazem uso diariamente. Não podemos negar que nas últimas décadas o número de profissionais especializados nesse segmento aumentou muito, não apenas novos cursos de nutrição, mas outros profissionais têm buscado especializações nessa ciência. O campo é enorme e a complexidade também.

Sempre que algo novo ganha notoriedade, muitos outros segmentos acabam buscando participar desse sucesso, seja de forma regular, dentro da legalidade ou como apenas oportunistas. É comum se ouvir diferentes pessoas emitindo opiniões sobre assuntos que só deveriam ser tratados por quem tem formação e conhecimento prático dos mesmos.

No tocante a informação, essa pode ser propagada dentro dos moldes recomendáveis, sempre com fundamentos e referências que credencie a mesma. Em torno de um assunto seja ele qual for, diversos profissionais de segmentos diferentes poderão ser envolvidos naturalmente, desde que cada um se limite ao seu conhecimento e habilitação profissional reconhecida pelos órgãos competentes. O cidadão leigo pode também contribuir com suas experiências desde que vise como fim ajudar aos demais leigos sem coloca-los em riscos.

Lamentavelmente encontramos práticas não recomendadas sendo executadas todos os dias em todas as regiões de nosso Brasil, não é raro encontrar pessoas sem nenhuma formação prescrevendo/indicando produtos sob o argumento que qualquer um pode usar por ser um produto natural, ora, nem mesmo um simples chazinho é certo se fazer uso de forma indiscriminada sem conhecer suas propriedades.

A ciência nos mostra hoje que saúde pode ser preservada a partir dos alimentos que ingerimos ou deixamos de ingerir, basicamente tudo que precisamos para viver estão presentes nos alimentos que podemos ingerir diariamente, claro, nada é tão simples assim, temos muitos detalhes para serem avaliados e isso requer conhecimentos específicos e embasamento científico, portanto uma equipe multiprofissional fará toda diferença na vida do indivíduo que precisa e busca tais cuidados.

Existem diversos trabalhos científicos realizados no mundo, outras tantas pesquisas com aplicações científicas também, que mostram as mais diversas falhas tais como: erros alimentares, usos inadequados de medicamentos, procedimentos inadequados e desnecessários, entre tantas outras falhas.

Informações disponíveis para que todos os cidadãos enriqueçam seus conhecimentos e façam bom uso deles em seu favor ou de outrem são importantes e existem em abundância. Recentemente circulou nas mídias, principalmente redes sociais, que o Brasil está inserido entre os países que apresentam um baixo consumo de ômega 3. Uma dessas 1publicações, um mapa que relata uma série de estudos, mostra que baixos níveis de ômega 3, especialmente os níveis de EPA e DHA, colocam essa população em risco maior de desenvolver doenças crônicas tais como: câncer, doenças cardiovasculares e diabetes. A OMS estima que tais doenças são responsáveis por causa morte de 38 milhões de pessoas no mundo todos os anos.

O fato do Brasil está inserido em uma região de baixo consumo de ômega 3, não significa que devemos correr às drogarias, lojas de suplementos, produtos naturais, sites e outros pontos de vendas para adquirir tal produto para suplementar. Também não é racional alterar sua alimentação para itens ricos em ômega 3 sem nenhum acompanhamento. Mudanças de hábitos e comportamentos não são fáceis e, portanto, a orientação de quem estudou para isso é fundamental.

Como se não bastassem a carência de nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo, muitos tomam atitudes equivocadas que poderão trazer maiores transtornos, sem esquecer dos interesses por parte de indústrias, profissionais e outros oportunistas que visam apenas lucros financeiros. Cuidado, procure um profissional competente, pesquise sobre o mesmo, não acredite só em propaganda, seja um fiscal de seus direitos e do destino de sua saúde e vida. Não compre gato por lebre, fique atento.

Consulte:
1For more information on nutritional lipids, visithttp://www.dsm.com/nutritional-lipids or www.nutri-facts.org.


Texto escrito por Teófilo Fernandes. Não sou profissional de saúde, portanto não considere o conteúdo do mesmo como orientação técnica, apenas uma opinião pessoal. Quer cuidar da saúde procure um profissional habilitado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Envelhecer com Saúde

Imagem ilustrativa (Fonte:Google)
O artigo abaixo é uma cópia fiel extraída do original que pode ser visto em http://www.jocelemsalgado.com.br/ site oficial da autora.

“Envelheça com saúde e disposição

Nos últimos 50 anos, o número de pessoas com idade acima de 65 anos, especialmente nos países desenvolvidos, tem aumentado consideravelmente. O Brasil, à semelhança dos demais países latino-americanos, está passando também por um processo de envelhecimento populacional rápido e intenso. Espera-se que em 2025, 14% da população brasileira (cerca de 32 milhões) esteja acima dos 60 anos. Por isso, agora, mais do que nunca, existe um interesse crescente em se identificar os fatores que levam a um envelhecimento sadio. Além disso, existe também um grande interesse dos estudiosos em nutrição para ligar as práticas dietéticas com a redução ou retardo das mudanças e doenças que surgem com o envelhecimento, já que a boa nutrição está associada com o aumento da qualidade e expectativa de vida das pessoas.

O processo de envelhecimento e a importância da boa alimentação

O envelhecimento é um processo normal que começa com a concepção e termina com a morte. O envelhecimento fisiológico de uma pessoa começa no final do período de crescimento e desenvolvimento. As mudanças ocorrem lentamente e são influenciadas pelos eventos da vida, enfermidades, heranças genéticas, stress ou estado sócio-econômico, acesso à cuidados médicos e com o ambiente. Em razão dessas influências sobre as pessoas, está cada vez mais claro que o envelhecimento cronológico é bem diferente de um envelhecimento fisiológico e funcional. Portanto, pessoas da mesma idade cronológica, sobretudo após os 60 anos, podem ter seu envelhecimento funcional e fisiológico diferenciado. Essa diferenciação é acentuada com o avanço da idade, tornando as pessoas diferentes de seus contemporâneos, de mesma idade cronológica.
As mudanças degenerativas que acompanham o envelhecimento não são bem entendidas, embora um certo número de teorias tenham sido propostas para explicar, pelo menos em parte, a deterioração que é observada. Não se sabe se as mudanças são programadas de forma inevitável no genoma, ou se elas ocorrem como resultado de uma exposição durante a vida toda à influências ambientais, tais como stress, nutrição ou radiação solar.
Entretanto, estudos mostram que dentre os fatores que podem condicionar a qualidade de vida e a longevidade do ser humano, a nutrição é um dos principais, sendo que várias mudanças decorrentes do processo de envelhecimento podem ser atenuadas com uma alimentação adequada e balanceada nos aspectos dietético e nutritivo.
Estudos tem demonstrado que as condições nutricionais da população idosa brasileira é preocupante. Os efeitos da alimentação inadequada, tanto por excesso como por déficit de nutrientes, tem grande incidência, o que reflete num quadro latente de má-nutrição em maior ou menor grau. Em termos absolutos, estima-se que no Brasil exista cerca de 1.300.000 idosos com baixo peso, sendo que a desnutrição representa, atualmente, mais de 35% nos registros de mortes de idosos brasileiros nas regiões metropolitanas. Estima-se também que mais de 15% dos idosos consumam menos de 1000 Kcal/dia.
Dentre as principais causas que levam o idoso à perda de peso e à desnutrição estão as alterações fisiológicas próprias do envelhecimento, as enfermidades crônicas e fatores relacionados à situação social do idoso. Com relação às alterações fisiológicas, sabe-se que o envelhecimento leva a efetivas reduções na capacidade funcional, desde a sensibilidade para os gostos primários até os processos metabólicos do organismo. Mastigação e deglutição prejudicados, falta de dentes, entre outros fatores, levam o idoso a uma ingestão nutricional deficiente. As doenças crônicas, que muitas vezes são decorrentes de uma má alimentação na vida adulta, são também citadas como fatores que levam o idoso à desnutrição. O uso de múltiplos medicamentos, os quais influenciam a ingestão de alimentos, a digestão, absorção e utilização dos diversos nutrientes, pode comprometer o estado de saúde e o requerimento nutricional do idoso. Fatores sociais como a perda do cônjuge, isolamento social e depressão, podem interferir amplamente. O modo de vida, geralmente solitário da maioria dos idosos, impõe-lhes muitas limitações. A solidão predispõe o idoso à falta de ilusão e preocupação consigo, fazendo com que se alimente mal e pouco. Nesses casos, há uma tendência ao desestímulo para preparar alimentos variados e nutritivos. Verifica-se, com freqüência, elevado consumo de produtos industrializados como doces e massas, ou de fácil preparo como chás e torradas, o que afeta a adequação de nutrientes ao organismo e o coloca em risco de má-nutrição.
A capacidade de deslocamento do idoso, ou seja, de realizar sozinho as atividades cotidianas, gera má-nutrição também, pois nessas circunstâncias, a aquisição de alimentos e o preparo das refeições pode se tornar muito difícil.

Homem X Envelhecimento X Doenças

Dentre as mudanças que ocorrem com o envelhecimento e que estão ligadas à nutrição podem-se destacar mudanças no paladar, havendo uma diminuição da sensibilidade ao gosto de doce e salgado; a falta de dentes e a menor secreção salivar diminui a capacidade para mastigar e deglutir o alimento; mudanças no apetite podem contribuir para a anorexia; uma menor absorção da vitamina B12, levando ao aparecimento de anemia; a menor motilidade no intestino grosso pode levar à constipação; uma diminuição na tolerância à glicose pode levar a um aumento na glicose plasmática de 1,5mg/dL por década, podendo levar à hiperglicemia e possível diabetes; os vasos sangüíneos tornam-se menos elásticos e a resistência periférica total aumenta, levando a uma prevalência crescente de hipertensão; os níveis de colesterol e LDL-colesterol séricos aumentam, podendo levar à doenças cardiovasculares; a função do rim pode diminuir em 50%, levando à deficiência renal; a diminuição da densidade óssea pode levar à osteoporose, e além disso, o encurtamento da coluna espinhal pode levar a uma perda de estatura.
O sistema imunológico é também um dos mais importantes alvos do envelhecimento. O declínio da função imunológica, associado com a idade, aumenta a susceptibilidade dos idosos aos agentes infecciosos. Observa-se também com o envelhecimento que na gênese da maioria das doenças citadas estão as agressões internas provocadas pelos radicais livres. Tais radicais são produzidos continuamente como resultado de reações químicas essenciais que ocorrem naturalmente no corpo e podem ter sua produção aumentada na presença de uma alimentação pouco saudável. Em pessoas com hábitos de vida saudáveis, esses radicais livres acabam sendo controlados. Portanto, o uso de fontes alimentícias ricas em vitaminas do complexo B e de antioxidantes como vitamina C, E, betacaroteno, magnésio, zinco, selênio, manganês e cromo, bloquearia o efeito nocivo destes radicais. Além disso, alimentos refinados, bem como o excesso de álcool devem ser evitados. Recomenda-se, também, moderar o consumo de gordura, pois essa é a principal fonte de produção interna de radicais livres.

As necessidades nutricionais do idoso

As necessidades nutricionais das pessoas idosas são essencialmente individuais, em razão das diferenças na progressão do processo degenerativo e da intercorrência de enfermidades. Em pessoas idosas, as exigências nutricionais dependem do estado geral de saúde, dos níveis de atividade física, das alterações na capacidade de mastigação, digestão e absorção dos nutrientes e da eficiência do metabolismo, além de alterações no sistema endócrino e no estado emocional.
Geralmente, as necessidades energéticas são consideradas mais baixas após os 55 anos para ambos os sexos. As recomendações dietéticas pedem após os 55 anos de idade, normalmente, uma redução das doses médias de energia de 600 Kcal/dia para o homem e 300 Kcal/dia para as mulheres.
O uso de carboidratos complexos e fibras na dieta (cereais como aveia, farelo de trigo, arroz integral, frutas e hortaliças) são altamente indicados por serem importantes na prevenção e controle de doenças cardiovasculares, diabetes, constipação, entre outras, comuns nesta fase da vida. O uso de açúcar (principalmente o refinado) deve ser reduzido a fim de melhorar a sensibilidade à insulina, pois existem evidências de que com o avanço da idade ocorre uma diminuição da tolerância à glicose.
Com relação à proteína, estudos recentes mostram que o requerimento protéico para a pessoa idosa saudável não diminui com a idade e deve estar entre 0,8 a 1,0g/Kg de peso corporal/dia. Mas, em casos de doença (traumas, cirurgias e infecções), a oferta de proteína deverá corresponder a até 16% do valor energético ingerido.
Quanto aos lipídios, existem evidências de que o consumo elevado de gorduras saturadas no idoso está relacionado com a maior incidência de desordens cardiovasculares e câncer. Por isso, recomenda-se que a pessoa reduza o uso de gordura saturada e colesterol, substituindo-os pela gordura insaturada. Substituir as carnes gordas (bovina, suína), embutidos em geral (linguiça, salsicha, salame, etc), por alimentos como as carnes magras e carnes brancas (frango sem pele e peixes) e dar sempre preferência ao azeite de oliva no preparo dos alimentos.
Com relação as vitaminas e minerais, vários estudos tem demonstrado que os requerimentos de minerais e vitaminas no idoso não se encontram alterados, desde que as pessoas sejam saudáveis e possuam bons hábitos alimentares. Mas determinadas condições de saúde, como por exemplo o estilo de vida solitário do idoso, indicam suplementação vitamínica e de minerais.
A água, que é um nutriente muito importante nos idosos, muitas vezes é esquecida. A inadequada ingestão de água pelos idosos leva a uma desidratação rápida e a problemas associados com hipertensão, elevação na temperatura corporal, constipação, náuseas e vômito, secura das mucosas, diminuição da excreção da urina e confusão mental.

Estudo no Lar dos Velhinhos de Piracicaba

Há algum tempo, eu e minha equipe vínhamos trabalhando em um alimento para pessoas com mais de 55 anos de idade. O objetivo principal desse trabalho era de desenvolver um alimento que satisfizesse às necessidades nutricionais que muitas vezes não são proporcionadas pela dieta do dia a dia devido às deficiências existentes numa alimentação inadequada.
Com o passar do tempo, dos estudos e pesquisas surgiu um alimento altamente nutritivo, rico em carboidratos complexos e fibras (importantes na prevenção e controle de doenças do intestino como, diverticulite, constipação e câncer de cólon e doenças cardiovasculares e diabetes), rico em proteínas de alto valor biológico que contribuem para o reparo, construção e manutenção dos tecidos e com bons níveis de cálcio, ferro, zinco, vitamina A, ácido fólico e selênio que previnem doenças como a osteoporose, anemia, ajuda no fortalecimento do sistema imunológico e combate a formação de radicais livres.
Este alimento, que ficou conhecido como Suprinutri Senior, foi então testado em idosos vivendo no Lar dos Velhinhos de Piracicaba, e os resultados do estudo foram bastante animadores. Os idosos que consumiram o alimento apresentaram melhora no funcionamento do intestino, na disposição geral, ganharam um quilo de peso em média durante o estudo e apresentaram níveis sangüíneos de cálcio maior que aqueles que não consumiram o alimento. A pesquisa foi apresentada no I Simpósio Internacional de Medicina Antienvelhecimento e está publicada no livro Odontogeriatria da editora Artes Médicas.”



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Nutricionista, 31 de Agosto é o seu dia...

Respeito aos profissionais - Agosto, mês do Nutricionista.

Imagem ilustrativa capta no Google.
Por Edson Teófilo Fernandes

Igual a muitos outros brasileiros eu tive o privilégio de ter nascido em uma família pobre que sempre enxergou os estudos como uma alternativa de vida melhor para qualquer cidadão. Mesmo não estudando nas melhores escolas e dentro dos parâmetros normais consegui com muito esforço e sacrifícios me formar em Direito, ter meu registro na OAB, fazer uma pós graduação em uma boa Universidade em Gestão de Negócios, fazer diversos cursos complementares na área de gestão de negócios e pessoas, trabalhar por mais de duas décadas em grandes indústrias do segmento farmacêutico, experiência profissional que muito me orgulha, mas algo sempre me incomodou, foi perceber que muitos profissionais só valoriza no máximo a sua profissão, muitos nem para isso servem.
Hoje com muito orgulho sou por opção Representante Comercial no Estado de Sergipe de conceituadas marcas de alimentos funcionais e tenho como grandes parceiros Nutricionistas, Nutrólogos, Médicos de diversas especialidades, comerciantes e balconistas diversos.
Não é raro encontrar profissionais se sentindo mais capacitados do que outros, como também não é raro encontrar aqueles que se consideram qualificados mesmo sem ter capacitação para decidir sobre o que o consumidor deve consumir ou deixar de consumir.
Como seria legal que cada ser humano respeitasse o outro como ele é, e o outro se desse ao respeito como quer que seja respeitado. Nesse ultimo ano trabalhando mais perto dos Nutricionistas tenho visto como esses profissionais são importantes para humanidade, isso mesmo, só agora que estou mais próximo deles tenho enxergado sua importância na condução de uma vida saudável. Não tenho a menor vergonha de dizer que nunca tinha percebido sua importância, pura falta de conhecimento. Quantos por aí não são iguais a mim, desconhecedores da importância de cada profissão. Certamente nunca irei reconhecer em cada profissional seu real valor, uma vez que jamais estarei próximo de todas as profissões e muito menos de todos os profissionais, mas depois de alguns anos próximo dos vendedores, propagandistas, farmacêuticos, balconistas, médicos, advogados, nutricionistas e outros eu tenho a obrigação de respeitar com conhecimento de causa esses profissionais.
Este mês de Agosto se comemora no Brasil o dia do Nutricionista (31), uma oportunidade para que este profissional e outros não nutricionistas como eu lutem por respeito às categorias profissionais, ou seja, respeitem cada um em seu espaço, juntos formataremos o TODO.

Parabéns Nutricionistas do meu Brasil! Aquele que ama sua profissão, contribui para o bem da humanidade...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Alimentos funcionais, uma descoberta que promete inúmeros benefícios para humanidade.



Uma nova opção de alimento funcional

A busca por uma alimentação saudável vem impulsionando o mercado de produtos naturais em todo o mundo. Entre essas novidades, estão os alimentos funcionais enriquecidos com probióticos – micro-organismos vivos, que quando adicionados em doses adequadas ao alimento, durante a fabricação, podem trazer diversos benefícios à saúde, especialmente à flora intestinal.

“Esse segmento de produtos ainda é pouco explorado no País, e está restrito principalmente aos leites fermentados com lactobacilos e iogurtes”, disse o engenheiro químico Adriano Gomes da Cruz, que tem doutorado em Tecnologia dos Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Pensando nessa lacuna de mercado, ele coordena, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ – antigo Cefet-Química de Nilópolis-RJ), uma pesquisa que resultou no desenvolvimento de uma alternativa de alimento funcional pouco difundida no País: um queijo minas frescal que, além de ser enriquecido com probióticos, tem um teor de sódio reduzido em 50%.

No Brasil, o consumo de sal pela população ultrapassa o valor diário de dois gramas recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse abuso na ingestão está associado com a elevação da pressão arterial, que é considerada um problema de saúde pública e um fator de risco para doenças cardiovasculares. “O desenvolvimento de um alimento funcional com nível reduzido de sódio e a suplementação com micro-organismos capazes de conferir benefícios à saúde humana são de grande relevância para a saúde cardiovascular e intestinal dos consumidores”, destacou Cruz, que é professor do IFRJ no curso técnico em Alimentos, na especialização em Segurança dos Alimentos e Qualidade Nutricional e no mestrado profissional em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Vale lembrar que alimento funcional é todo aquele que, além da tradicional função de prover os nutrientes necessários para o metabolismo das funções vitais, ajuda na prevenção das doenças.

A escolha do queijo minas, uma excelente fonte de cálcio, proteínas e vitaminas, não foi por acaso. Ele é o quarto tipo mais produzido no Brasil, depois dos queijos requeijão, muçarela e prato, por indústrias cadastradas com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), de acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria do Queijo (Abiq). "Como um derivado lácteo veiculador de probióticos, o minas é considerado um queijo fresco, podendo ser consumido diretamente após a fabricação. Tem a vantagem de estar amplamente integrado à dieta da população brasileira, com um bom nível de consumo diário. Por isso, ele se torna uma matriz ideal para inserção desses micro-organismos, que necessitam de ingestão contínua para a realização de benefícios à saúde do consumidor”, justificou Cruz, que é Jovem Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ.

Contemplado com o Auxílio Básico à Pesquisa (APQ 1), da Fundação, o pesquisador desenvolveu o projeto com a então mestranda Taissa Felicio, que, sob sua orientação, defendeu a dissertação “Desenvolvimento de tecnologia de queijo minas frescal probiótico, reduzido em sódio adicionado de arginina”. Também participaram do projeto os professores Márcia Cristina Silva, Janaína Nascimento, Luciana Nogueira, Leonardo Emanuel Costa e Renata Raices – todos pertencentes ao Departamento de Alimentos do IFRJ. No Laboratório de Processos Fermentativos da instituição – localizado nas imediações da Praça da Bandeira, na Tijuca, Zona Norte do Rio –, eles adicionaram o probiótico Lactobacillus acidophilus La-5 ao queijo, durante a fabricação.

“Produzimos o queijo minas a partir de leite pasteurizado e adicionamos o micro-organismo probiótico, que traz diversos benefícios à saúde, como a melhoria da constipação intestinal e a redução das taxas de colesterol. Também substituímos parcialmente o cloreto de sódio, ou seja, o sal, por cloreto de potássio”, explicou Cruz. “Fizemos testes com várias porcentagens diferentes de sódio e potássio até chegarmos ao ponto de conseguir substituir metade do sódio. Para dar um gosto melhor ao produto final, adicionamos 1% de arginina, um aminoácido natural, que mascara o sabor metálico do cloreto de potássio”, completou.

A tecnologia criada no IFRJ gerou um pedido de depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), que é o primeiro passo para que o produto um dia chegue às prateleiras dos supermercados. Por sua vez, o sabor do queijo minas frescal foi aprovado por 80 voluntários, que participaram, como degustadores, da análise sensorial realizada na instituição. “Eles deram uma nota média de 6 a 7 para o queijo, em uma escala que varia de 1 a 9. Foram bem avaliados atributos como aparência, aroma, sabor, textura e impressão global. Isso mostra que o produto tem um bom potencial de comercialização”, disse Cruz.

Agora, o objetivo da equipe é estender os estudos para testar a fabricação de outros produtos lácteos funcionais. “Vamos testar a adição de probióticos e a redução de sódio também com o requeijão e o queijo prato. Temos um segmento de mercado promissor que precisa ser mais explorado no Brasil”, concluiu o pesquisador.

Assessoria de Comunicação FAPERJ