domingo, 3 de novembro de 2013

Remédio feito de fezes humanas pode curar infecção intestinal

Por Guilherme de Souza
Existem casos em que o melhor tratamento não está numa caixa de antibióticos, mas no intestino de outra pessoa – foi o que aconteceu recentemente com 27 pacientes que haviam sido infectados pela bactéria Clostridium difficile. A doença foi curada graças a um tratamento mais prático, menos invasivo (e, convenhamos, menos chocante) do que transplante fecal: cápsulas com bactérias intestinais, fabricadas a partir de fezes humanas.
“Não há fezes [nas cápsulas] – apenas bactérias”, adianta o médico e pesquisador Thomas Louie, da Universidade de Calgary (Canadá). As amostras (vindas de um doador saudável, em geral um parente) são processadas e purificadas, e o material restante é embalado em cápsulas de gel que só se dissolvem ao chegar no intestino do paciente.
Depois de tomar antibióticos alguns dias antes (para matar os exemplares menos resistentes da C. difficile), o paciente ingere de 24 a 34 cápsulas, repondo a flora intestinal e combatendo as bactérias nocivas que restaram. Todos os 27 que passaram por esse tratamento foram curados e até o momento não sofreram reincidência da doença.
Foi o caso da enfermeira aposentada Margaret Corbin. “[A última infeção] durou dois anos. Foi horrível”, conta. “Eu não podia comer. Toda vez que eu comia qualquer coisa ou bebia água, ia ao banheiro. Eu não saía, ficava em casa o tempo todo”. Ela recorreu ao tratamento com pílulas há dois anos, e desde então não sofre com a C. difficile – que, além do desarranjo intestinal, pode provocar enjoo e espasmos musculares.
É possível que, no futuro, esse tipo de tratamento seja usado para combater outras doenças do sistema digestivo. [Medical Xpress]

sábado, 2 de novembro de 2013

10 frases inspiradoras surpreendentemente ditas por pessoas horríveis

Por Natasha Romanzoti em 31.10.2013

Só porque você é um ser humano horrível, não significa que você não tem nada de bom ou perspicaz para dizer. De fato, várias das piores personalidades da história disseram algumas das coisas mais verdadeiramente inspiradoras de que temos registro. Confira:

“Palavras constroem pontes em regiões inexploradas” – Adolf Hitler

Se você está com problemas em alguma área da vida, é bom lembrar que, muitas vezes, a melhor maneira de expandir sua mente e alcançar uma solução é com palavras. As palavras podem levá-lo a lugares que você nunca foi, construir pontes entre pessoas, etc. Palavras realmente serviram bem a Hitler, só as palavras de Hitler que não serviram bem ao resto do mundo.


“Aquele que deixa de ser melhor deixa de ser bom” – Oliver Cromwell

É muito fácil ser vítima do “bom o suficiente” quando você está aprendendo uma nova habilidade ou trabalhando em direção a um objetivo, mas como Oliver Cromwell nos lembra, todos precisamos nos esforçar para ser melhores, tantas vezes quanto for possível. Claro, o problema aqui é que a versão de “melhor” de Oliver Cromwell envolve algo ao longo das linhas de ser melhor no regicídio (costuma-se atribuir a ele a principal responsabilidade pela condenação e morte do monarca Carlos I). Ele também fez 50 mil católicos irlandeses de escravos, e foi acusado de ser um ditador militar por Winston Churchill. O líder político inglês foi tão desprezado por alguns que foi postumamente executado.


 “É preciso menos coragem para criticar as decisões dos outros do que para defender a sua própria” – Átila, o Huno

Tomar uma decisão nunca é fácil, ainda mais quando as pessoas ficam de braços cruzados criticando os outros, esquecendo-se de que deveriam tomar e defender suas próprias decisões. Atribuída a Átila pelo autor Wess Roberts, esta citação se destaca principalmente porque esse rei dos hunos, também conhecido como Praga de Deus ou Flagelo de Deus, foi muito firme em sua decisão de conquistar a Europa – a sua liderança resultou no massacre de milhares, tendo formado pilhas e pilhas de corpos por todo o continente.

“Impossível é uma palavra encontrada somente no dicionário dos tolos” – Napoleão Bonaparte

Ninguém gosta de dizer “isso é impossível”, mas às vezes realmente parece que é. Quando esses momentos surgem, vale a pena lembrar as palavras de Napoleão Bonaparte. Uma vez que você assume o desafio, o impossível pode se tornar possível. No caso de Napoleão, o “impossível” certamente surgiu durante sua tentativa de golpe de Estado, as guerras napoleônicas e seu eventual exílio na ilha de Santa Helena, após a Batalha de Waterloo.


“O verdadeiro forte não tem necessidade de provar isso para os falsos” – Charles Manson

Às vezes, é difícil simplesmente ser você mesmo. Quando as pessoas lhe questionam, fica ainda pior. Mas, como o serial killer Charles Manson tão amavelmente nos lembra, os mais fortes entre nós não precisam provar sua força. Não se importe em fazer uma boa impressão, nem tenha medo de ofender alguém por expressar-se. Só, por favor, não resolva fundar um grupo destinado a cometer assassinatos.


“Eu acredito em só uma coisa, o poder da vontade humana” – Joseph Stalin

Quando você está se sentindo para baixo, é muito fácil pensar que não vai conseguir alcançar o que deseja. Mas, se existe algo verdadeiramente poderoso no mundo, é a vontade humana. Para Joseph Stalin, foi o suficiente para lhe garantir uma ditadura sobre a União Soviética, ordenar a morte de milhões de pessoas, e liderar uma revolução. Ir à academia três vezes por semana parece simples agora, não?


“Um homem tem que fazer pelo menos uma aposta por dia, ou ele poderia estar com sorte e nunca saber” – Jim Jones

Muitos de nós tendem a ser totalmente avessos à se arriscar e, enquanto isso não é necessariamente uma coisa ruim, também significa que perdemos um monte de oportunidades. Vale a pena sair da zona de conforto, ocasionalmente. De acordo com o líder de um culto que apoia o suicídio em massa Jim Jones, isso significa fazer uma aposta por dia. Só não faça as mesmas que ele fez, pois seu risco nesse caso é de não sobreviver.

“Incontáveis milhões que já caminharam sobre a Terra antes de nós passaram por isso, assim que esta é apenas uma experiência que todos nós compartilhamos” – Ted Bundy

Se você já se encontrou pensando “por que isso aconteceu comigo?”, então você sabe que, inevitavelmente, às vezes achamos que o mundo tem algo contra nós. No entanto, bastante provavelmente, alguém na Terra já teve uma experiência semelhante à sua em uma situação similar, e ganhar essa perspectiva é muitas vezes a melhor maneira de encontrar a força para superar uma situação difícil. Certamente foi para o serial killer Ted Bundy, quando ele proferiu essa frase durante sua última entrevista, antes de sua execução. De fato, morte é algo que todos nós compartilharmos.


“É melhor viver um dia como um leão do que cem anos como uma ovelha” – Benito Mussolini

Quando você sentir que não tem mais forças para lutar, lembre-se desta citação do ditador fascista italiano e amigo de Hitler, Benito Mussolini. Em vez de ficar sentado à espera de que o mundo te dê algo de bom, levante-se e vá buscar o que quer você mesmo. Mussolini realmente viveu como um leão. Ele continuou com seu show de bravura mesmo depois de perder a Segunda Guerra Mundial, quando os italianos o encontraram tentando escapar do país e o executaram.


“Não beba, não fume, você deve exercitar e comer vegetais e frutas” – Robert Mugabe

Ok, essa não é exatamente a frase mais inteligente nesta lista, mas é certamente a mais concreta. Se aprendemos alguma coisa sobre o segredo para uma boa saúde ao longo dos últimos anos, é que não há um verdadeiro segredo: precisamos comer legumes e fazer exercícios, ponto. Viva como o ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, e você vai levar uma vida melhor. A não ser que você viva no Zimbábue, onde o governo é autoritário e antidemocrático, considerado um dos mais corruptos de todo o continente africano, com restrições ao direito de voto, uma lei que permite o afastamento de observadores independentes, além de perseguir severamente à imprensa interna. [LifeHacker]


Médicos resistem a lavar as mãos

01/11/2013
(Portugal) - Os médicos são os profissionais de saúde que menos aderem às medidas de higiene das mãos em meio hospitalar, referem dados do relatório “Portugal: Controlo de Infecções e Resistência aos Antimicrobianos em Números”, apresentado nesta quinta-feira, avança o jornal Público, citando a agência Lusa.
O secretário de Estado adjunto da Saúde, Leal da Costa, disse ainda que, para evitar infecções, estes profissionais não deveriam poder usar anéis, pulseiras ou gravatas. O director do Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e de Resistência aos Antimicrobianos (antibióticos), José Artur Paiva, diz que a criação de um código de vestuário seria “uma boa regra”

Ponto da situação: Portugal apresenta uma taxa de infecção hospitalar superior à média europeia — 10,5% no ano passado, face a 5,7% na União Europeia. Em 2011, morreram nos hospitais portugueses 11.357 doentes que tinham uma infecção, embora isso não queira dizer que essa tenha sido a causa da sua morte. Em todo o caso, o país tem um problema, admite José Artur Paiva.
Entre as medidas de prevenção da infecção estão as regras de higiene das mãos que implicam, por exemplo, que após o contacto com cada doente o profissional de saúde tenha que lavar ou desinfectar as mãos, para evitar ser portador de bactérias. Avaliando a taxa de adesão às medidas de higiene das mãos em hospitais e unidades de cuidados continuados, nos médicos esta fica-se pelos 52%. A taxa mais alta é a dos enfermeiros, com 75%, seguida dos assistentes operacionais, com 61% (dados de 2011/2012). “A boa higiene das mãos é um sector em que temos que melhorar, nomeadamente os médicos”, admite o responsável.

Um novo código de vestuário?
Na apresentação do relatório, o secretário de Estado disse que se deveria proibir os médicos de usarem anéis, pulseiras, alianças ou gravatas, por serem “veículos de transmissão”, notando que os riscos estão ainda associados “aos estetoscópios que se insiste em transportar por todo o lado” e “às batas com que se almoça e janta nos refeitórios e com que, a seguir, se vêem doentes”, cita a Lusa.
Comentando a sugestão, José Artur Paiva disse que a criação de um código de vestuário, que evite indumentária e acessórios onde as bactérias se possam refugiar, seria “uma boa regra”, mas que só teria impacto se somada a outras medidas. “Só é importante se houver uma boa higiene das mãos, um bom uso das luvas”.
O uso excessivo de antibióticos é outro dos grandes problemas apontados pelo relatório, que está associado à criação de resistência das bactérias e à crescente ineficácia daqueles fármacos para combater infecções. Portugal está no grupo dos dez países europeus onde mais se consome antibióticos na comunidade — é 7º num lote de 27.
Um dos problemas detectados é a nível hospitalar. Quando se é operado, dá-se por norma antibiótico para prevenir a infecção, mas o que se constata é que a sua administração se prolonga por tempo excessivo, refere o director do programa. A toma devia ser inferior a 24 horas mas, em 64% dos casos, é superior. Nesse sentido, vai ser emitida uma norma a tornar regra uma administração que não vá além daquele período, realçou. Portugal tem uma taxa de consumo de antimicrobianos em meio hospitalar de 45,4%, muito acima da média comunitária de 32,7%. “A crescente taxa de resistência dos microrganismos leva a que o antibiótico, menos de cem anos após a descoberta da penicilina e após ter contribuído para um marcado aumento da esperança de vida média, esteja em risco de perda de eficácia”, alerta o relatório.
Mas há melhorias: nos três últimos anos, diminuíram as infecções urinárias associadas a algálias, mas piorou-se na infecção da ferida operatória, referiu José Artur Paiva. O que este relatório também permitiu perceber foi que as infecções hospitalares em valores superiores aos expectáveis acontecem em cirurgias do cólon, da vesícula biliar e da prótese do joelho.
José Artur Paiva ressalva que o objectivo não é a taxa de infecção zero, porque quem é internado está em situação de crescente fragilidade — 51,4% das infecções são em pessoas com mais de 65 anos —, o que significa que há sempre uma taxa de infecção inevitável. O ideal será fazê-la descer para a média europeia, que se cifra hoje nos 6%.

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Médicos poderão ser proibidos de usar anéis, pulseiras ou gravatas

01/11/2013
(Portugal) - O Governo admite proibir os médicos de usarem anéis, pulseiras, alianças ou gravatas, no âmbito do combate às infecções e resistências aos antibióticos, dada a gravidade e dimensão do problema em Portugal, avança a agência Lusa, citada pelo Jornal de Notícias.
Há um conjunto de instrumentos – anéis, pulseiras, alianças – que "sabemos que são potenciais veículos de transmissão", com os quais "as minhas colegas insistem, muito alindadas, em ir trabalhar", disse o secretário de Estado e Adjunto da Saúde durante a apresentação de um relatório sobre infecções e resistência aos antimicrobianos.

Segundo Fernando Leal da Costa, médico de formação, os riscos estão ainda associados à "gravata nos cavalheiros [médicos], os estetoscópios que se insiste em transportar por todo o lado, as batas com que se almoça e janta nos refeitórios e com que, a seguir, se vêem doentes".
Questionado sobre a intenção de proibir esta indumentária nos serviços de saúde, Fernando Leal da Costa mostrou-se convicto de que tal não será necessário, mas deixa um aviso: "Não teremos dificuldade em fazê-lo".
Para o secretário de Estado, devem ser os conselhos de administração a criar medidas e a promover "uma cultura pró-activa que envolva todos os profissionais, no sentido destes terem instituições limpas".
E lembrou que os níveis de infecção hospitalar já influenciam nos orçamentos das instituições.
"Isto não se resolve só com a cenoura, também não se resolve só com a chibata. Temos de fazer um equilíbrio, para que a pessoa que está entre a cenoura e a chibata sinta a vontade de fazer melhor", disse.
Fernando Leal da Costa assumiu a gravidade das infecções e resistência aos antimicrobianos em Portugal, embora reconheça que, em alguns casos, a situação melhorou.
No conjunto de bactérias que constitui particular preocupação em termos de aquisição de resistência a antimicrobianos, "Portugal apresenta uma crescente taxa de resistência do Staphylococcus aureus à meticilina, sendo nesta altura o país europeu com mais elevada taxa".
De acordo com o relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos, da Direcção Geral da Saúde (DGS), Portugal é também um dos países europeus com elevada taxa de resistência do Enterococcus faecium à vancomicina.
Outro dado preocupante que consta do documento refere-se ao aparecimento de Enterobacteriaceae resistentes a carbapenemes, antibióticos de mais largo espectro: em estudos de incidência essa taxa é ainda inferior a um por cento em Portugal.
Os autores do documento alertam para o facto de os antibióticos estarem "em risco de extinção".
"A crescente taxa de resistência dos microrganismos, associada ao decréscimo da síntese e desenvolvimento de novas classes de antimicrobianos leva a que o antibiótico, menos de cem anos após a descoberta da penicilina e após ter contribuído para um marcado aumento da esperança de vida média, esteja em risco de perda de eficácia", lê-se no relatório.
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Viagra® pode ajudar a tratar complicação de anemia falciforme

01/11/2013
Um dos possíveis efeitos adversos de medicamentos contra a disfunção eréctil é o priapismo – erecção dolorosa e prolongada que pode causar danos irreversíveis ao tecido peniano. Um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil, revelou que, no caso de doentes com anemia falciforme, por mais contraditório que possa parecer a princípio, medicamentos como o Viagra® (citrato de sidenafila) podem ser uma boa opção para tratar o problema. As informações são da Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), citadas pelo Diário Digital.
O priapismo é uma complicação comum entre homens com anemia falciforme, mas o mecanismo que leva ao problema ainda não está bem esclarecido. Já se sabe que esses pacientes apresentam no sangue uma quantidade menor de óxido nítrico, que é um agente vasodilatador e o principal mediador da erecção peniana. O esperado, portanto, seria uma maior dificuldade de erecção, segundo Carla Penteado, co-autora de um artigo sobre o tema publicado no The Journal of Sexual Medicine.

Mas um estudo feito nos EUA mostrou que a enzima fosfodiesterase tipo 5, responsável pela degradação do óxido nítrico e por restaurar o processo de erecção peniana, também está diminuída em ratos de laboratório geneticamente modificados para desenvolver uma condição muito semelhante à anemia falciforme.

"Isso sugere que, embora esses pacientes tenham uma menor biodisponibilidade de óxido nítrico, a degradação desse agente vasodilatador também é menor e, portanto, a sua concentração no sangue e nos tecidos acaba por ficar alta o suficiente para prolongar a erecção peniana, levando ao priapismo", explicou Penteado à agência.

Posteriormente, investigações conduzidas por Mário Angelo Claudino e Edson Antunes, do Departamento de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, mostraram que a via de sinalização do óxido nítrico está aumentada na musculatura lisa do corpo cavernoso de ratos transgénicos para anemia falciforme.

De acordo com Penteado, esses resultados sugerem que drogas capazes de intervir na via de sinalização do óxido nítrico, como o Viagra®, podem ajudar a prevenir o priapismo em pacientes com anemia falciforme. A diferença é a dosagem da droga usada, no caso, com outro objectivo. "Uma das propostas é usar o Viagra®, mas de maneira crónica e em quantidade bem menor do que a indicada para o tratamento da impotência sexual", disse.

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Director do programa de Sida da ONU prevê fim da epidemia em 2030

01/11/2013
"A minha perspectiva pessoal, não é uma estimativa institucional da ONUSIDA…acho que 2030 é um alvo razoável para pensar sobre o fim da epidemia. Se tomarmos em consideração a experiência histórica, o tempo que levou a expansão dos tratamentos dá um bom parâmetro para pensar que, talvez, 15 anos seja um tempo razoável [para o fim da epidemia]", disse numa palestra o director do programa de Sida da ONU, avança o Diário Digital.
De acordo com Loures, até 2015 será possível eliminar globalmente a transmissão vertical do vírus, ou seja, de mãe para filho. "Eu acredito que até 2015 seja possível eliminar a transmissão mãe e filho. Existem casos a acontecer ainda no continente africano, sendo que é quase virtual a transmissão mãe filho fora da África. Esta epidemia pode ser terminada nos próximos dois a três anos", disse.

Actualmente, de acordo com o director, a maior epidemia ocorre entre homossexuais do sexo masculino. A transmissão nesse grupo cresce em países do Hemisfério Norte, como os Estados Unidos e a Rússia; aumenta também na Europa, na África, na Ásia, e em alguns países do Hemisfério Sul.
"A epidemia entre homossexuais masculinos, é, no meu ver, a única epidemia verdadeiramente global que nós temos hoje, entre as muitas epidemias de sida. O risco de um homossexual jovem adquirir HIV hoje numa capital europeia é igual ao risco para adquirir HIV de um jovem a crescer na África do Sul, que tem a maior epidemia do mundo", destacou.
Segundo dados apresentados por Loures, em 2011 foram registadas 500 mil mortes causadas por sida a menos do que em 2005. As maiores quedas ocorreram nos países da África Subsaariana.
"Não há dúvida nenhuma que existe progresso. Isso é resultado de uma mobilização social e avanço da ciência", disse.
 
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Novos medicamentos impulsionam resultados da Bayer

01/11/2013
O resultado líquido da Bayer subiu 7,7% no terceiro trimestre do ano com o aumento das vendas de um novo anticoagulante e de um tratamento oftalmológico que estão a reforçar o seu portefólio de medicamentos, avança o jornal económico OJE.

A farmacêutica alemã referiu, em comunicado, que o lucro antes de juros, impostos, depreciações, amortizações e extraordinários aumentou para 1,98 mil milhões de euros, um valor que compara com os 1,84 mil milhões registados no terceiro trimestre do ano anterior.

Os novos medicamentos da Bayer ajudaram a elevar o lucro da farmacêutica, mesmo numa altura em que os resultados da divisão de plásticos MaterialScience abrandam.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, a farmacêutica alemã está a negociar o corte de custos com os trabalhadores dessa unidade, que produz químicos para várias indústrias, incluindo automóvel e cosmética.

As vendas no trimestre recuaram 0,2% para 9,6 mil milhões de euros, abaixo das previsões dos analistas ouvidos pela agência.

As receitas vão chegar aos 40 mil milhões de euros este ano, indicou a empresa, em linha com a anterior previsão de entre 40 mil milhões e 41 mil milhões de euros.

"Mantemos as estimativas, embora sejam altamente ambiciosas", referiu Marijn Dekkers, CEO da Bayer, no comunicado.

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AstraZeneca nomeia novo director financeiro após queda de lucro

01/11/2013
A AstraZeneca promoveu esta quinta-feira Marc Dunoyer para o cargo de vice-presidente financeiro, preenchendo uma lacuna na equipa de administração da fabricante anglo-sueca de medicamentos que enfrenta queda de vendas e lucros, avança a agência Reuters, citada pelo portal Último Instante.
Dunoyer, de 61 anos, saiu da rival GlaxoSmithKline em Junho para se juntar à AstraZeneca e actualmente é chefe de portefólio e estratégia de produtos. Ele substituirá o respeitado vice-presidente financeiro Simon Lowth, cuja saída para se juntar ao BG Group já tinha sido anunciada.

As vendas da AstraZeneca no trimestre tiveram queda de 6 por cento, para 6,25 mil milhões de dólares. A receita foi pressionada pela perda de protecção de patente de vários medicamentos, incluindo, em alguns mercados, o Crestor®, medicamento campeão de vendas usado para tratamento de colesterol. O lucro por acção caiu 28 por cento.
O lucro operacional somou 2,03 mil milhões de dólares e gerou um lucro por acção de 1,21 dólar. Os analistas projectavam, em média, um lucro por acção de 1,22 dólares e vendas de 6,44 mil milhões de dólares, de acordo com a Thomson Reuters.
 
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Novo Nordisk prevê alto crescimento de um dígito para 2014

01/11/2013
A fabricante dinamarquesa de medicamentos Novo Nordisk projectou um alto crescimento percentual de um dígito nas vendas e no lucro para o próximo ano, após divulgar um crescimento menor que o esperado, de 1,7 por cento no ano a ano, no lucro operacional no terceiro trimestre, avança a agência Reuters, citada pelo jornal O Globo.
A maior fabricante de insulina do mundo manteve inalterada a sua projecção para este ano fiscal e disse que realizaria um desdobramento das suas acções B listadas em Copenhaga.


O lucro operacional no terceiro trimestre cresceu para 7,99 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,48 mil milhões de dólares), comparado com uma projecção média de 8,19 mil milhões de coroas numa pesquisa da Reuters com analistas.

As vendas de insulinas modernas no terceiro trimestre cresceram para 9,39 mil milhões de coroas dinamarquesas mas ficaram abaixo de uma previsão média, na pesquisa da Reuters, de 9,74 mil milhões de coroas dinamarquesas. As vendas do medicamento para a diabetes Victoza® cresceram cerca de 14 por cento para 2,85 mil milhões, também ficando abaixo das projecções.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Prefeitura de Aracaju apoia caminhada contra diabetes

Com o apoio da Prefeitura de Aracaju, Centro de Diabetes de Sergipe promoverá no dia 9 de novembro, às 15h30, a Caminhada do Dia Mundial do Diabetes Protegendo o nosso Futuro. O objetivo é conscientizar a população sobre a doença, como evitar, diagnosticar e tratar. A saída será da Praça do Mini Golf e a chegada no Parque da Sementeira.

De acordo com o diretor Técnico do Centro de Diabetes de Sergipe, Dr. Raimundo Sotero de Menezes, existe no mundo todo, uma finalidade de tentar mostrar a necessidade de prevenção e profilaxia do diabetes, além de dar maior visibilidade a esse problema que é de saúde pública.

 Quando a pessoa descobre que é diabético, principalmente a do tipo 2, já tem mais de dez anos que é diabético, por tanto já tem neuropatia, alterações do fundo de olho, então diagnosticar não é o grande objetivo que o mundo tem, e sim diagnosticar precocemente para evitar que quando se descubra o problema não esteja crônico. Dentro de pouco tempo teremos de 12 a 15% da população, principalmente na faixa etária de 40 a 60 anos, e principalmente as mulheres menopausadas, salientou Sotero.

Em relação ao balanço que o Ministério da Saúde fez em que o diabetes mata 4 vezes mais do que a Aids no Brasil, o médico declarou que em virtude dos grupos LGBTS serem grupos fortes e que desencadearam processos, não só no Brasil, mas no mundo todo, a verba que o programa de Aids recebe do Governo Federal é quase 50 vezes superior à que recebe a população do tratamento de diabetes. Segundo ele, enquanto um comprimido que é dado pelo Governo ao diabético custa R$ 0,2, uma medicação para Aids, custa mil reais.

Sotero explicou que a pessoa entende que o objetivo é a doença, ou seja, que se deve avaliar a medicina do futuro que visa não o tratamento, mas sim evitar. O ideal não é ter recursos para internar com conforto e medicação, mas não precisar do internamento.

 O raciocínio é o inverso, a gente está preocupado em defender a população para ter direito e acesso a medicamentos de alto custo, mas porque não fazer a prevenção que é uma coisa que requer muito pouco custo? A medicina do futuro não é aquela medicina de você procurar o antibiótico mais caro, a medicina do futuro é você procurar usar pouco sal, não ingerir praticamente nenhuma gordura, não usar açúcar e praticar atividade física, isso já é medicina, finalizou.  

Caminhada

Vários parceiros importantes estão contribuindo para o evento, inclusive a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), apoio elogiado pelo médico, que garantiu que o prefeito João Alves fez o que era preciso para tornar possível essa caminhada como era necessário.

As pessoas só gostam de fazer críticas, mas temos que saber agradecer também, temos que mostrar como é importante colaborar com os movimentos sociais dentro do município, dentro do Estado, e com a força dos dois, podemos realizar eventos como esse que iremos realizar pela quarta vez. Essa caminhada é de um grupo não é de uma pessoa só, mas de pessoas que faz com que a gente consiga mostrar ao Brasil que Sergipe tem identidade social, completou Sotero.

Ascom AAN