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sábado, 29 de março de 2014

RECEITA DE BOLO

"Você trabalha? Espero e desejo que sim; porque de outro modo, ou está sentado sobre uma montanha de dinheiro ou… bah, nem vou dizer o que penso, você rasgaria o jornal agora… Admitindo que trabalha, é preciso que fique bem claro que há dois modos de trabalhar: simplesmente fazer o que é mandado ou ir além, criar, encantar-se todos os dias, desejar proficiência mais e mais e cada vez mais.

Sabes de onde me vem essa lembrança? De uma leitura de jornal. Foi assim, abri o jornal e levei um susto, um bom susto. Lá estava a manchete: – “Professor diz que bom professor vai além da receita de bolo”! Bah, atirei-me à leitura, queria saber quem era esse iluminado professor que dizia essa obviedade tão “esquecida” pela maioria dos professores; por professores e por 97% de todos os que trabalham, no Brasil e lá fora. É estatística mundial, os acomodados são estonteante maioria, os que trabalham só pelo salário são escandalosos em número e prejuízos causados ao mercado.

Pois bem, fiquemos na manchete: – “Professor bom vai além da receita de bolo”. O que anda por aí mal vai até à receita do bolo. Mal vai. O pessoal não lê, não estuda, não pesquisa, não gosta de sala de aula, está lá só pelo miserável salário… Vale para todas as atividades, médicos então nem se fala; ficam só na receita do bolo, isto é, no habitual, no convencional, no que não dá trabalho.

Um professor encantado com sua ciência, com sua cadeira, com sua matéria, é um inquieto, quer sempre saber mais, “inventar”, acender-se em sala de aula. A maioria apenas repassa a receita do bolo que ouviram de alguém.

Qualquer profissional pode ser ilimitado na ascensão de carreira, tudo vai depender do amor, das inquietações para saber mais; já a maioria repassa a receita do bolo, depois quer fazer greve e ganhar aumento. Vergonha na cara fez bem para a tosse!

Ah, quase esquecia, o professor que fez a frase é americano. Só podia…"
O texto acima foi retirado na íntegra de: http://pratesnosbt.com.br  (29 March, 2014 at 10:10 by Luiz Carlos Prate)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Maçonaria nas Igrejas: Maçom revela haver muitos Batistas e Presbiterianos nas reuniões

Por Marcelo Barros
Considerada pagã pela maioria dos evangélicos, entidade abriga muitos crentes em suas fileiras.

Ela costuma causar nos crentes um misto de espanto e rejeição. Pudera – com origens que se perdem nos séculos e um conjunto de ritos que misturam elementos ocultos, boa dose de mistério e uma espécie de panaceia religiosa que faz da figura de Deus um mero arquiteto do universo, a maçonaria é normalmente repudiada pelos evangélicos. Contudo, é impossível negar que a história maçônica caminha de mãos dadas com a do protestantismo. Os redatores do primeiro estatuto da entidade foram o pastor presbiteriano James Anderson, em Londres, na Inglaterra, em 1723, e Jean Desaguliers, um cristão francês. Devido às suas crenças, eles naturalmente introduziram princípios religiosos na nova organização, principalmente devido ao fim a que ela se destinava: a filantropia. O movimento rapidamente encontrou espaço para crescer em nações de tradição protestante, como o Reino Unido e a Alemanha, e mais tarde nos Estados Unidos, com a colonização britânica. Essa relação, contudo, jamais foi escancarada. Muito pelo contrário – para a maior parte dos evangélicos, a maçonaria é vista como uma entidade esotérica, idólatra e carregada de simbologias pagãs.

Isso tem mudado nos últimos tempos. Devido a um movimento de abertura que atinge a maçonaria em todo o mundo, a instituição tem se tornado mais conhecida e perde, pouco a pouco, seu aspecto enigmático. Não-iniciados podem participar de suas reuniões e cada vez mais membros da irmandade assumem a filiação, deixando para trás antigos temores – nunca suficientemente comprovados, diga-se – que garantiam que os desertores pagavam a ousadia com a vida. A abertura traz à tona a uma antiga discussão: afinal, pode um crente ser maçom? Na intenção de manter fidelidade à irmandade que abraçaram, missionários, diáconos e até pastores ligados à maçonaria normalmente optam pelo silêncio. Só que crentes maçons estão fazendo questão de dar as caras, o que tem provocado rebuliço. A Primeira Igreja Batista de Niterói, uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro, vive uma crise interna por conta da presença de maçons em sua liderança. A congregação já estuda até uma mudança em seus estatutos, proibindo que membros da sociedade ocupem qualquer cargo eclesiástico.

Procurada por CRISTIANISMO HOJE, a Direção da congregação preferiu não comentar o assunto, alegando questões internas. Contudo, vários dos oficiais da igreja são maçons há décadas: “Sou diácono desta igreja há 28 anos e maçom há mais de trinta. Não vejo nenhuma contradição nisso”, diz o policial rodoviário aposentado Adilair Lopes da Silveira, de 58 anos, mestre da Loja Maçônica Silva Jardim, no município de mesmo nome, a 180 quilômetros da capital fluminense. Adilair afirma que há maçons nas igrejas evangélicas de todo Brasil, dezenas deles entre os membros de sua própria congregação e dezesseis entre os 54 membros da loja que frequenta: “Por tradição, a maioria deles é ligada às igrejas Batista ou Presbiteriana. Essas são as duas denominações em que há mais a presença histórica maçônica”, informa.

Um dos poucos crentes maçons que se dispuseram a ser identificados entre os 17 procurados pela reportagem, o ex-policial acredita que a sociedade em geral, e os religiosos em particular, nada têm a perder se deixarem “imagens distorcidas” acerca da instituição de lado. “Há preconceito por que há desconhecimento. Alguns maçons, que queriam criar uma aura de ocultismo sobre eles no passado, acabaram forjando essa coisa de mistério”, avalia. “Já ouvi até histórias de que lidamos com bodes ou imagens de animais. Isso não acontece”, garante. Segundo Adilair, o único mistério que existe de fato diz respeito a determinados toques de mão, palavras e sinais com os quais os maçons se identificam entre si – mas, segundo ele, tudo não passa de zelo pelas ricas tradições do movimento, que, segundo determinadas correntes maçônicas, remontam aos tempos do rei hebreu, Salomão. E, também, para relembrar tempos difíceis. “São práticas que remontam ao passado, já que nós, maçons, fomos muito perseguidos ao longo da história”.

Adilair adianta que não aceitaria uma mudança nos estatutos da igreja para banir maçons da sua liderança. Tanto, que ele e seus colegas de diaconato que pertencem ao grupo preparam-se para, se for o caso, ingressar na Justiça, o que poderia desencadear uma disputa que tende a expor as duas partes em demanda. Eles decidiram encaminhar uma cópia da proposta do regimento ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter. “Haverá uma enxurrada de ações na Justiça se isso for adiante, não tenho dúvidas”, afirma o diácono. A polêmica em torno da adesão de evangélicos à maçonaria já provocou até racha numa das maiores denominações do país, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), no início do século passado (ver abaixo).

O pastor presbiteriano Wilson Ferreira de Souza Neto, de 43 anos, revela que já fez várias entrevistas com o intuito de ser aceito numa loja maçônica do município de Santo André, região metropolitana de São Paulo. O processo está em andamento e ele apenas aguarda reunir recursos para custear a taxa de adesão, importância que é usada na manutenção da loja e nas obras de filantropia: “Ainda não pude disponibilizar uma verba para a cerimônia de iniciação, que pode variar de R$ 1 mil a cinco mil reais e para a mensalidade. No meu caso, o que ainda impede o ingresso na maçonaria é uma questão financeira, e não ideológica” diz Wilson, que é mestre em ciências da religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e estuda o tema há mais de uma década.

“Pessoas próximas sabem que sou maçom e isso inclui vários membros de minha igreja”, continua o religioso. “Alguns já me questionaram sobre isso, mas após várias conversas nas quais eu os esclareci, tudo foi resolvido”. Na mesma linha vai outro colega de ministério que prefere não revelar o nome e que está na maçonaria há sete anos. “Tenho 26 anos de igreja, seis de pastorado e posso garantir que não há nenhuma incompatibilidade de ser maçom e professar a fé salvadora em Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador”, afirma. Ele ocupa o posto de mestre em processo dos graus filosóficos e diz que foi indicado por um pastor amigo. “Só se pode entrar na maçonaria por indicação e, não raro, os pastores se indicam”. Para o pastor, boa parte da intolerância dos crentes em relação à maçonaria provém de informações equivocadas transmitidas por quem não conhece suficientemente o grupo.

"Sem caça as Bruxas"

Procurados com insistência pela reportagem, os pastores Roberto Brasileiro e Ludgero Bonilha, respectivamente presidente e secretário-geral do Supremo Concílio da IPB, não retornaram os pedidos de entrevista para falar do envolvimento de pastores da denominação com a maçonaria. Mas o pastor e jornalista André Mello, atualmente à frente da Igreja Presbiteriana de Copacabana, no Rio, concordou em atender CRISTIANISMO HOJE em seu próprio nome. Segundo ele, o assunto é recorrente no seio da denominação. “O último Supremo Concílio decidiu que os maçons devem ser orientados, através do Espírito Santo, sem uso de coerção ou força, para que deixem a maçonaria”, conta Mello, referindo-se ao Documento CIV SC-IPB-2006, que trata do assunto. O texto, em determinado trecho, considera a maçonaria como uma religião de fato e diz que a divindade venerada ali, o Grande Arquiteto do Universo, é uma entidade “vaga”, sem identificação com o Deus soberano, triúno e único dos cristãos.

O pastor, que exerce ainda o cargo de secretário de Mocidade do Presbitério do Rio, lembra que, assim como as diferentes confissões evangélicas têm liturgias variadas e suas áreas de conflito, as lojas maçônicas não podem ser vistas em bloco – e, por isso mesmo, defende moderação no trato da questão. “Vejo algum exagero na perseguição aos maçons, pois estamos tratando de um problema de cem anos atrás, deixando de lado outros problemas reais da atualidade, como a maneira correta de lidar com o homossexualismo”. O pastor diz que há mais presbíteros do que pastores maçons – caso de seu pai, que era diácono e também ligado à associação. “Eu nunca fui maçom, mas descobri coisas curiosas, como por exemplo, o fato de haver líderes maçons de várias igrejas, inclusive daquelas que atacam mais violentamente a maçonaria. “Não acredito que promover caça às bruxas faça bem a nenhum grupo religioso”, encerra o ministro. “Melhor do que aprovar uma declaração contra alguém é procurá-lo, orar por ele, conversar, até ganhar um irmão.”

O presidente do Centro Apologética Cristão de Pesquisa (CACP), pastor João Flávio Martinez, por sua vez, não deixa de fazer sérios questionamentos à presença de evangélicos entre os maçons. “O fato é que, quando falamos em maçonaria, estamos falando de outra religião, que é totalmente diferente do cristianismo. Portanto, é um absurdo sequer admitir que as duas correntes possam andar juntas”. Lembrando que as origens do movimento estão ligadas às crenças misteriosas do passado, Martinez lembra o princípio bíblico de que não se pode seguir a dois senhores. “Estou convencido de que essa entidade contraria elementos básicos do cristianismo. Ela se faz uma religião à medida que adota ritos, símbolos e dogmas, emprestados, muitos deles, do judaísmo e do paganismo”, concorda o pastor batista Irland Pereira de Azevedo.

Aos 76 anos de idade e um dos nomes mais respeitados de denominação no país, Irland estuda o assunto há mais de três décadas e admite que vários pastores de sua geração têm ou já tiveram ligação com a maçonaria. Mas não tem dúvidas acerca de seu caráter espiritual: “Essa instituição contraria os mandamentos divinos ao denominar Deus como grande arquiteto, e não como Criador, conforme as Escrituras”. Embora considere a maçonaria uma entidade séria e com excelentes serviços prestados ao ser humano ao longo da história, ele a desqualifica do ponto de vista teológico e bíblico. “No meu ponto de vista, ela não deve merecer a lealdade de um verdadeiro cristão evangélico. Entendo que em Jesus Cristo e em sua Igreja tenho tudo de que preciso como pessoa: uma doutrina sólida, uma família solidária e razão para viver e servir. Não sou maçom porque minha lealdade a Jesus Cristo e sua igreja é indivisível, exclusiva e inegociável.”

Ligações perigosas

As relações entre algumas denominações históricas e a maçonaria no Brasil são antigas. Os primeiros missionários americanos que chegaram ao país se estabeleceram em Santa Bárbara (SP), em 1871. Três anos depois, parte desses pioneiros, entre eles o pastor Robert Porter Thomas, fundou também a Loja Maçônica George Washington naquela cidade. O espaço abrigou, em 1880, a reunião de avaliação para aprovação ao ministério de Antônio Teixeira de Albuquerque, o primeiro pastor batista brasileiro. Tanto ele quanto o pastor que o consagrou eram maçons.

Quando o missionário americano Ashbel Green Simonton (1833-1867) chegou ao Brasil, em 12 de agosto de 1859, encontrou, na então província de São Paulo, cerca de 700 alemães protestantes. Sem ter onde reuni-los, Simonton – que mais tarde lançaria as bases da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) – aceitou a oferta de maçons locais que insistiram para que ele usasse sua loja, gratuitamente, para os trabalhos religiosos. A denominação, que abrigava diversos maçons, sofreu uma cisão em 31 de julho de 1903. Um grupo de sete pastores e 11 presbíteros entrou em conflito com o Sínodo da IPB porque a denominação não se opunha a que seus membros e ministros fossem maçons. Foi então fundada a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI).

Ultimamente, a IPB vem reiteradamente confirmando a decisão de impedir que maçons exerçam não só o pastorado, como também cargos eclesiásticos como presbíteros e diáconos. As últimas resoluções do Supremo Concílio sobre o assunto mostram o quanto a maçonaria incomoda a denominação. Na última reunião, ficou estabelecida a incompatibilidade entre algumas doutrinas maçons e a fé cristã. Ficou proibida a aceitação como membros à comunhão da igreja de pessoas oriundas da maçonaria “sem que antes renunciem à confraria” e a eleição, ao oficialato, de candidatos ainda ligados àquela entidade.

Fontes: Cristianismo Hoje, Gospel Mais , Nos dias de Noé



sábado, 2 de novembro de 2013

10 frases inspiradoras surpreendentemente ditas por pessoas horríveis

Por Natasha Romanzoti em 31.10.2013

Só porque você é um ser humano horrível, não significa que você não tem nada de bom ou perspicaz para dizer. De fato, várias das piores personalidades da história disseram algumas das coisas mais verdadeiramente inspiradoras de que temos registro. Confira:

“Palavras constroem pontes em regiões inexploradas” – Adolf Hitler

Se você está com problemas em alguma área da vida, é bom lembrar que, muitas vezes, a melhor maneira de expandir sua mente e alcançar uma solução é com palavras. As palavras podem levá-lo a lugares que você nunca foi, construir pontes entre pessoas, etc. Palavras realmente serviram bem a Hitler, só as palavras de Hitler que não serviram bem ao resto do mundo.


“Aquele que deixa de ser melhor deixa de ser bom” – Oliver Cromwell

É muito fácil ser vítima do “bom o suficiente” quando você está aprendendo uma nova habilidade ou trabalhando em direção a um objetivo, mas como Oliver Cromwell nos lembra, todos precisamos nos esforçar para ser melhores, tantas vezes quanto for possível. Claro, o problema aqui é que a versão de “melhor” de Oliver Cromwell envolve algo ao longo das linhas de ser melhor no regicídio (costuma-se atribuir a ele a principal responsabilidade pela condenação e morte do monarca Carlos I). Ele também fez 50 mil católicos irlandeses de escravos, e foi acusado de ser um ditador militar por Winston Churchill. O líder político inglês foi tão desprezado por alguns que foi postumamente executado.


 “É preciso menos coragem para criticar as decisões dos outros do que para defender a sua própria” – Átila, o Huno

Tomar uma decisão nunca é fácil, ainda mais quando as pessoas ficam de braços cruzados criticando os outros, esquecendo-se de que deveriam tomar e defender suas próprias decisões. Atribuída a Átila pelo autor Wess Roberts, esta citação se destaca principalmente porque esse rei dos hunos, também conhecido como Praga de Deus ou Flagelo de Deus, foi muito firme em sua decisão de conquistar a Europa – a sua liderança resultou no massacre de milhares, tendo formado pilhas e pilhas de corpos por todo o continente.

“Impossível é uma palavra encontrada somente no dicionário dos tolos” – Napoleão Bonaparte

Ninguém gosta de dizer “isso é impossível”, mas às vezes realmente parece que é. Quando esses momentos surgem, vale a pena lembrar as palavras de Napoleão Bonaparte. Uma vez que você assume o desafio, o impossível pode se tornar possível. No caso de Napoleão, o “impossível” certamente surgiu durante sua tentativa de golpe de Estado, as guerras napoleônicas e seu eventual exílio na ilha de Santa Helena, após a Batalha de Waterloo.


“O verdadeiro forte não tem necessidade de provar isso para os falsos” – Charles Manson

Às vezes, é difícil simplesmente ser você mesmo. Quando as pessoas lhe questionam, fica ainda pior. Mas, como o serial killer Charles Manson tão amavelmente nos lembra, os mais fortes entre nós não precisam provar sua força. Não se importe em fazer uma boa impressão, nem tenha medo de ofender alguém por expressar-se. Só, por favor, não resolva fundar um grupo destinado a cometer assassinatos.


“Eu acredito em só uma coisa, o poder da vontade humana” – Joseph Stalin

Quando você está se sentindo para baixo, é muito fácil pensar que não vai conseguir alcançar o que deseja. Mas, se existe algo verdadeiramente poderoso no mundo, é a vontade humana. Para Joseph Stalin, foi o suficiente para lhe garantir uma ditadura sobre a União Soviética, ordenar a morte de milhões de pessoas, e liderar uma revolução. Ir à academia três vezes por semana parece simples agora, não?


“Um homem tem que fazer pelo menos uma aposta por dia, ou ele poderia estar com sorte e nunca saber” – Jim Jones

Muitos de nós tendem a ser totalmente avessos à se arriscar e, enquanto isso não é necessariamente uma coisa ruim, também significa que perdemos um monte de oportunidades. Vale a pena sair da zona de conforto, ocasionalmente. De acordo com o líder de um culto que apoia o suicídio em massa Jim Jones, isso significa fazer uma aposta por dia. Só não faça as mesmas que ele fez, pois seu risco nesse caso é de não sobreviver.

“Incontáveis milhões que já caminharam sobre a Terra antes de nós passaram por isso, assim que esta é apenas uma experiência que todos nós compartilhamos” – Ted Bundy

Se você já se encontrou pensando “por que isso aconteceu comigo?”, então você sabe que, inevitavelmente, às vezes achamos que o mundo tem algo contra nós. No entanto, bastante provavelmente, alguém na Terra já teve uma experiência semelhante à sua em uma situação similar, e ganhar essa perspectiva é muitas vezes a melhor maneira de encontrar a força para superar uma situação difícil. Certamente foi para o serial killer Ted Bundy, quando ele proferiu essa frase durante sua última entrevista, antes de sua execução. De fato, morte é algo que todos nós compartilharmos.


“É melhor viver um dia como um leão do que cem anos como uma ovelha” – Benito Mussolini

Quando você sentir que não tem mais forças para lutar, lembre-se desta citação do ditador fascista italiano e amigo de Hitler, Benito Mussolini. Em vez de ficar sentado à espera de que o mundo te dê algo de bom, levante-se e vá buscar o que quer você mesmo. Mussolini realmente viveu como um leão. Ele continuou com seu show de bravura mesmo depois de perder a Segunda Guerra Mundial, quando os italianos o encontraram tentando escapar do país e o executaram.


“Não beba, não fume, você deve exercitar e comer vegetais e frutas” – Robert Mugabe

Ok, essa não é exatamente a frase mais inteligente nesta lista, mas é certamente a mais concreta. Se aprendemos alguma coisa sobre o segredo para uma boa saúde ao longo dos últimos anos, é que não há um verdadeiro segredo: precisamos comer legumes e fazer exercícios, ponto. Viva como o ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, e você vai levar uma vida melhor. A não ser que você viva no Zimbábue, onde o governo é autoritário e antidemocrático, considerado um dos mais corruptos de todo o continente africano, com restrições ao direito de voto, uma lei que permite o afastamento de observadores independentes, além de perseguir severamente à imprensa interna. [LifeHacker]


domingo, 13 de outubro de 2013

Albinos são alvo de mutilações e assassinatos em países africanos

PATRÍCIA CAMPOS MELLO
ENVIADA ESPECIAL À TANZÂNIA

Quando Josephat Torner nasceu, em um vilarejo na Tanzânia, os vizinhos aconselharam sua mãe a matá-lo com veneno. "É um bebê albino, isso é uma maldição, livre-se dele", disseram. A mulher se recusou.

Mais tarde, quando Josephat ia começar a estudar, a professora não queria aceitá-lo. Tinha medo de que ele "contaminasse" os demais com albinismo, distúrbio genético que causa falta de pigmentação na pele e não é contagioso. Na classe, as crianças sentavam longe dele.

Aos 32 anos, casado e com dois filhos, Josephat perdeu a conta de quantas vezes escapou da morte. Ele circula por Dar es Salaam, principal cidade da Tanzânia, em uma caminhonete Nissan 2008 branca com vidros pretos. Os vidros escuros o protegem da luz do sol e de tentativas de assassinatos.

Nos últimos seis anos, pelo menos 72 albinos foram assassinados na Tanzânia. Muitos tanzanianos acreditam que albinos tenham poderes mágicos e que rituais de bruxaria usando partes do corpo de pessoas com albinismo tragam sorte ou riqueza.

Alguns acreditam que os rituais são mais eficientes se a vítima grita durante a amputação, então os braços, olhos e genitais normalmente são extraídos de pessoas vivas. Muitos creem que os albinos não morrem, eles simplesmente desaparecem.

Além disso, homens com HIV raptam meninas com albinismo na crença de que estuprá-las possa curar a Aids.

Segundo relatório da ONU publicado há três semanas, "um cadáver de albino completo, incluindo braços, pernas, genitais, orelhas, língua e nariz, custa US$ 75 mil [R$ 163 mil]" na Tanzânia.

Entre os compradores estão pescadores que usam pedaços do corpo em suas redes para garantir uma boa pescaria, mineradores que moem os ossos de albinos para achar riquezas, políticos que querem um amuleto para ganhar eleições e empresários de olho na sorte grande.

A ONU diz que a Tanzânia, que tem cerca de 200 mil albinos (0,4% da população), é o país com mais ataques. Em seguida vêm Burundi, Quênia, República Democrática do Congo, Suazilândia, África do Sul e Moçambique.

IMPUNIDADE

Apenas cinco pessoas foram condenadas pelos 72 assassinatos de albinos na Tanzânia nos últimos seis anos.

"Há gente graúda por trás dos assassinatos, políticos que encomendam partes de albinos para fazer rituais e tentar se eleger", diz Josephat, que é ativista da Sociedade de Albinos da Tanzânia.

"É preciso descobrir onde está o mercado: quem encomenda os pedaços de albinos? Enquanto não descobrirem, os crimes vão continuar."

"Há poucas condenações, porque todos esses rituais são secretos e é muito difícil achar provas para condenar os assassinos de albinos", diz Alshaymaa Kwegyir, primeira deputada albina da Tanzânia, nomeada pela Presidência do país africano.

Diante da impunidade, as pessoas com albinismo na Tanzânia vivem com medo.

"Eu nunca ando sozinha à noite, só caminho por ruas movimentadas e não falo com quem não conheço", diz Zakia Matimbwa, 37, que é albina e tem dois filhos com albinismo. "Nós simplesmente não podemos nos movimentar livremente como as outras pessoas", afirma.

A ONU acredita que a maioria dos ataques não é registrada por causa do medo dos familiares de vítimas.

Logo após o pico de assassinatos, em 2009, o governo cassou a licença de todos os feiticeiros do país, que precisam dessa autorização para atuar. Muitos praticantes de magia negra dizem ser herbalistas, médicos tradicionais que usam remédios naturais.

Mas um ano depois, pouco antes das eleições, o governo revogou a medida, que era muito impopular. Segundo o Pew Research Institute, cerca de 60% dos tanzanianos acreditam em magia negra.

O governo criou nove abrigos para proteger albinos no país, principalmente perto do lago Vitória, onde ocorre a maioria dos ataques.

Crianças com albinismo ficam internadas nesses abrigos e muitas vezes nem voltam mais para casa.

Mas especialistas são contra os abrigos, acham que os albinos precisam ser integrados na sociedade para diminuir os preconceitos.

A albina Judica Lyamboko, 28, está aprendendo a costurar para arrumar um emprego que não seja na agricultura, debaixo do sol o dia inteiro. Ela só estudou até a escola primária, porque não conseguia enxergar direito, outro problema associado ao albinismo.

O maior sonho de Judica é se casar. Mas ela acha que vai ser difícil alguém que não tenha albinismo se apaixonar por ela. "Os pais de alguém normal nunca permitiriam o casamento com uma albina."

A jornalista PATRÍCIA CAMPOS MELLO é bolsista do International Reporting Project da Johns Hopkins University


Nota de C&T:
Quanta ignorância naquela sociedade. Quanto uma tradição e costumes podem está distante dos conhecimentos científicos? Só a leitura e outros meios de conhecimentos para nos mostrar como o ser humano é limitado. Ainda bem que o mundo hoje se comunica melhor e a humanidade ganha com o conhecimento dos povos. Tudo se resume a luta do bem contra o mal.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os 10 Papas mais intrigantes


Aproveitando que o Papa Bento XVI está nas manchetes por abdicar, algo que foi feito pela última vez na Idade Média, que tal darmos uma repassada nos papas mais intrigantes e curiosos da história? Desde um cadáver que foi a julgamento a um papa que subiu ao pontificado 3 vezes, aqui estão 10 dos mais interessantes líderes da Igreja Católica:

10. Primeiro pai

O primeiro cabeça da Igreja Católica foi São Pedro, cujo nome original era Simão, e era um dos 12 apóstolos de Jesus, de acordo com Julius Norwich em seu livro “Absolute Monarchs: A History of the Papacy” (“Monarcas Absolutos: Uma História do Papado”, Random House, 2012).

Ele pregou na Ásia Menor antes de ir para Roma, onde viveu 25 anos, quando o Imperador Nero Augusto César crucificou-o. Diz a lenda que ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se achar indigno de morrer como Jesus. Apesar de ser considerado o primeiro Papa, ele nunca teve este título durante sua vida.

9. Abdicando

O primeiro papa a abdicar foi Ponciano, que foi o chefe da igreja entre os anos 230 e 235. Diferente de seus predecessores, Ponciano não foi martirizado, mas sentenciado a trabalhos forçados nas minas da Sardenha pelo Imperador Maximino Trácio, que estava perseguindo os cristãos, particularmente os chefes da igreja. O papa abdicou voluntariamente para evitar que a igreja experimentasse um vácuo no poder, de acordo com a Enciclopédia Católica.

8. Tempos melhores

O século seguinte foi um tempo duro para a Igreja Católica, com perseguição de cristãos e martírio de vários líderes da igreja. Mas, em 313, o Imperador Constantino colocou oficialmente um fim à perseguição. O Papa Silvestre I foi o primeiro a viver neste mundo menos perigoso, mas quando Constantino organizou o Concílio de Nicéia, para definir a doutrina oficial cristã, Silvestre resolveu ficar de fora, enviando emissários, de acordo com o livro “Absolute Monarchs”. O Credo Niceno é considerado a primeira declaração oficial de fé dos cristãos.

7. Pacificador

O Papa Leão I, que reinou do 461 a 468, pode ter sido mais famoso pelo trabalho que fazia antes de ascender ao papado: o antigo aristocrata e então bispo convenceu o temido Átila, o Huno, a não saquear Roma. É possível que Leão tenha oferecido a Átila alguma quantia em ouro, ou então o guerreiro usou o encontro como uma desculpa para retornar, atendendo a seus próprios objetivos estratégicos.

Outra possibilidade é que o papa tenha apelado para os medos supersticiosos de Átila, de morrer logo depois do saque, como aconteceu com Alarico I (rei de uma tribo de Godos) depois de saquear Roma décadas antes, de acordo com o livro “Absolute Monarchs”.

6. Cadáver em julgamento

O Papa Formoso encabeçou a Igreja Católica de 891 a 896, e seu reinado foi marcado por batalhas políticas e lutas internas. Ele sofreu excomunhão 20 anos antes de se tornar Papa, mas foi absolvido mais tarde. Após sua morte, seu cadáver foi exumado, levado a julgamento e condenado por não ser digno do papado. Todos seus editos papais foram considerados inválidos, os dedos que ele usou para fazer os sacramentos foram arrancados, e ele foi jogado no rio Tibre.

5. Outros Bentos

O Papa atual não é o único Bento a renunciar. Durante uma época tumultuosa da história da Igreja Católica conhecida como saeculum obscurum (“idade das trevas”, às vezes chamado de “pornocracia” ou “governo de meretrizes”), os papas se entregaram à corrupção e à venalidade, e eram aliados a alguma família aristocrática. Cansado disso, o povo de Roma resolveu elevar Bento V à mais alta posição em 964. Mas o fundador do Sacro Império Romano, Rei Oto I, não quis saber disso e elegeu um antipapa, Leão VIII. Bento V escolheu renunciar alguns meses depois da eleição (nestes tempos caóticos, não era incomum haverem dois papas eleitos).

O próximo Bento, Papa Bento VI, também viu seu reinado ter um fim ignominioso: quando o Rei Otto morreu em 974, Bento VI foi preso e executado pelo seu antipapa sucessor.

4. O Tri-Papa

Outro papa Bento, Papa Bento IX, foi papa três vezes. Ele primeiro ascendeu ao papado em 1032 como resultado de conexões familiares, com a tenra idade de 20 anos, de acordo com a Enciclopédia Católica. Entretanto, ele levou uma vida imoral e dissoluta. Em 1044, a cidade de Roma elegeu um antipapa. Bento IX conseguiu substituir o antipapa, mas abdicou – depois de vender o papado a outro sacerdote. Antes de morrer, ele se tornou papa mais uma vez, mas por pouco tempo.

3. Papa grávido?

Diz a lenda que de 855 a 877, um Papa João era na verdade uma mulher. A história, contada por um monge dominicano chamado Martinho em 1265 e vários outros, alega que o Papa João era uma garota que foi trazida a Atenas em roupas de homem, de acordo com “Absolute Monarchs”. Ela estudou e se tornou mestre, mas ficou grávida e teve o parto durante uma procissão da igreja. Entretanto, o caos da época e as discrepâncias entre as diferentes histórias sugerem que a Papisa Joana talvez nunca tenha existido.

2. Reinados curtos

Muitos dos homens que foram escolhidos para o papado não tiveram a chance de esquentar a cadeira. O Papa Stephen foi eleito em 752, mas morreu alguns dias depois sem ter sido consagrado. O Papa Dâmaso II ascendeu ao papado em 1048, depois de várias lutas políticas, mas faleceu 23 dias depois. Celestino IV, que foi eleito em 1241, faleceu 16 dias depois – muito cedo para sua coroação. E o Papa Urbano VII, que morreu depois de 12 dias no ano 1590, foi o papa de mais curto reinado da história da Igreja Católica.

A igreja também teve vários períodos sem papa reinando. Estes períodos, conhecidos como “interregnums”, normalmente acontecem quando os cardeais que votam para escolher um novo papa estão no Conclave.

1. Abdicação

O último papa a abdicar, Papa Gregório XII, foi eleito em 1406, mais de 600 anos atrás. Ele era conhecido por sua piedade, e foi eleito originalmente para terminar a cisma ocorrida depois que o Papa Inocêncio VII morreu, de acordo com a Enciclopédia Católica. Gregório XII foi um dos três papas a reinar na época, e o caos que se seguiu deve tê-lo convencido que era hora de cair fora. Ele convocou um concílio para resolver o problema, e abdicou em 1415. [LiveScience]


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

10 tratamentos médicos bizarros que ainda são usados

Por Guilherme de Souza

Séculos atrás, a comunidade médica acreditava que a cura para praticamente qualquer doença (de dores de cabeça a febre e prisão de ventre) era uma boa sangria. Embora você possa se sentir grato por ter nascido em uma época em que os tratamentos são, digamos, um pouco mais precisos, não se engane: há soluções desagradáveis que sobreviveram ao tempo (e provavelmente vão continuar entre nós por mais algumas décadas). Confira:

10. Veneno de abelha para tratar herpes

A apiterapia usa substâncias produzidas por abelhas (como mel e veneno) para tratar doenças e surgiu no século 19, quando o médico austríaco Philip Terc foi picado por um enxame e, para sua surpresa, percebeu que as dores que sentia por causa de reumatismo diminuíram consideravelmente.

Muita gente pode considerar essa terapia “natural demais”, mas isso não impede que médicos do mundo todo a utilizem para combater doenças como artrite, tendinite e herpes. Há até pesquisadores que buscam descobrir se o veneno de abelha pode ser usado no tratamento contra câncer. O problema é que alguns médicos preferem realizar apiterapia à moda antiga, fazendo com que os pacientes sejam picados por várias abelhas.

9. Larvas para remover tecido necrosado

O que aparenta ser uma solução desesperada de tempos de guerra é muito utilizada ainda hoje: larvas (devidamente esterelizadas, pelo menos) são colocadas sobre ferimentos abertos para se alimentar de tecido morto ou necrosado, evitando que a ferida piore. Em certos países, o tratamento é coberto por planos de saúde.

8. Parasitas intestinais para combater alergia

Na década de 1970, cientistas perceberam que países com altos índices de ancilostomíase (infecção pelo parasita intestinal Ancylostoma duodenale) apresentam relativamente poucos casos de alergias ou doenças autoimunes. Embora ainda não haja uma explicação para isso, há médicos (como os da empresa Autoimmune Therapies) que usam o parasita para tratar certos tipos de doença.

7. Folhas queimadas para tratar paralisia facial

A moxabustão é uma técnica antiga da medicina chinesa tradicional em que o médico coloca rolos de folhas secas de moxa sobre os ouvidos, a boca ou o rosto do paciente e os queimam. É uma espécie de “acupuntura térmica”, que aplica calor sobre pontos específicos do corpo.

6. Trepanação para diminuir pressão intracraniana

Perfurar o crânio de uma pessoa pode não parecer uma boa solução, mas é uma prática antiga que sobrevive há milênios (já foram encontrados crânios de 7 mil anos com buracos circulares nas laterais) e já foi usada para tratar de enxaquecas a doenças mentais. Hoje, a trepanação tem um uso mais restrito (reduzir a pressão causada por excesso de sangue em torno do cérebro), mas não deixa de ser um procedimento de certa forma perturbador.

5. Peixes vivos para combater asma

Há 160 anos a família indiana Bathini Gauds administra um tratamento pouco usual contra asma: engolir um peixe vivo e uma bolinha de remédio (a receita, claro, é secreta) e, nos 45 dias seguintes, ter uma dieta bastante estrita. Eles alegam que ao longo das décadas já curaram milhões de pessoas e que quase meio milhão o procuram todos os anos. O remédio e a dieta, tudo bem, entendemos. Mas onde entra o peixe vivo nessa história? O animal, dizem, vai limpando a garganta do paciente no caminho até o estômago. A Associação Médica da Índia não engoliu essa história e ameaça processar a família, a menos que ela revele a receita secreta do remédio.

4. Talidomida para tratar câncer

O nome desse medicamento causa calafrios em quem conhece sua história – na década de 1950, foi largamente usado para combater enjoo matinal de gestantes, e resultou no nascimento de mais de 10 mil crianças com graves deformações físicas, sendo que quase metade morreu nos primeiros meses de vida –, mas ele ainda assim “voltou das trevas” recentemente, desta vez para tratar câncer de medula óssea (no caso de mulheres, toma-se um cuidado especial para garantir que não estão grávidas).

3. Terapia eletroconvulsiva para tratar depressão crônica, bipolaridade

A ideia de induzir uma convulsão aplicando choques elétricos no paciente não parece das mais sensatas, mas foi usada por algumas décadas até a comunidade científica decidir que os efeitos colaterais (confusão, dores musculares, fraturas de ossos e perda de memória que podia durar por meses) não compensavam. Em 2001, contudo, a Associação Americana de Psiquiatria retomou o uso da terapia eletroconvulsiva, e quase todos os países do mundo seguiram seus passos.

2. Lobotomia para tratar epilepsia

Na década de 1930, pessoas com esquizofrenia e outras doenças mentais estavam sujeitas a passar por um dos tratamentos mais polêmicos da história, a lobotomia (em que as ligações do lobo frontal com outras regiões do cérebro são cortadas). Houve, ainda, um psiquiatra que realizou o procedimento usando um martelo e um formão, enfiado na cavidade ocular, passando por trás do olho do paciente. Duas décadas mais tarde, o tratamento perdeu espaço para remédios, mas até hoje é usado em casos extremos de epilepsia.

1. Exorcismo para tratar… qualquer coisa

A própria ideia de possessão demoníaca já é controversa (há quem acredite em maus espíritos, enquanto outros dizem que há uma explicação científica para todo o fenômeno), que dirá o tratamento (são necessários anos de estudo para se tornar um exorcista, aliás). Mesmo assim, não faltam relatos de casos de doenças mentais curadas por meio de rituais exorcistas.[Listverse]

Carnaval: A origem da maior festa brasileira

Tem gente que gosta de pular carnaval e tem aqueles que gostam de ficar sossegada, talvez lendo e aprendendo… sobre o carnaval.

O carnaval tem origem na Grécia entre 600 a 520 a.C. Era uma celebração de gratidão aos deuses. Cerca de mil anos depois a igreja católica “importou” a festa que passou a ser marcada pelo “adeus à carne”, em latim carne vale, ou seja, carnaval. Mas a festa como conhecemos atualmente surgiu no século 19 e teve Paris como principal inspiração para as demais comemorações carnavalescas do mundo: com fantasias e desfiles.

O Rio de Janeiro, que está no Livro Guiness dos Recordes como sede do maior carnaval do mundo, adotou o mesmo estilo. A diferença é que o carnaval carioca moderno com escolas de samba criou seu próprio gênero da festa que foi exportado para o resto do Brasil, Tóquio e Helsinque.

A festa de carnaval que a igreja católica implantou antecedia a Quaresma, um período de jejum e privações que iniciava na quarta-feira de cinzas. O carnes vales seria o fim do período de fartura e deleite dos sentidos. O carnaval então simboliza o fim dos prazeres da carne.

A terça-feira de carnaval em francês é conhecida como Mardi Gras e o último dos dias “gordos”. Mardi Gras é um outro nome utilizado para carnaval em outras partes do mundo.

O carnaval de hoje é fichinha para o da Roma Antiga que durava sete dias durante o mês de dezembro e era marcado pela busca de prazeres interminável. O comércio fechava, os escravos recebiam liberdade temporária e havia menos restrições morais. O Saturnalicius princeps, um rei simbólico era eleito. Esta tradição possivelmente deu origem ao Rei Momo. [Wikipedia]

domingo, 2 de setembro de 2012

Quanto vale uma foto?


Você pode até não acreditar, mas esta foto vale US$18 mil (cerca R$36,3 mil). Foi este o preço que uma agência de publicidade pagou para utilizá-la em uma campanha de um cliente da indústria farmacêutica. A imagem é do fotógrafo de casamento Allen Ayres, do Texas. O curioso nesta história é que nem o próprio autor da foto sabia de seu real valor no mercado publicitário.

Quando foi procurado pela agência, Ayres teve a ideia de cobrar apenas US$ 1 mil. Porém, antes de bater o martelo para a negociação com a agência, decidiu fazer uma rápida pesquisa entre profissionais do meio, no fórum de fotografia de casamento Digital Wedding Forum.

No site, o fotógrafo encontrou John Mireles, um conhecido blogueiro especializado em negócios de fotografia, que lhe ensinou a observar cinco critérios antes de decidir quanto deveria cobrar pelos direitos de uso da imagem:

1º) Tamanho da imagem;

2º) natureza da publicação;

3º) área geográfica de publicação;

4º) tempo de uso

5º) exclusividade.

Depois de saber que a imagem seria usada em uma série de anúncios da indústria, tanto em versão impressa quanto online, e que a agência estava pedindo uso exclusivo, o especialista aconselhou Ayres a pedir US$ 15 mil pelo direito de uso.

Partiu da própria agência o aumento da oferta, com a condição de melhorar os termos de uso da imagem. No final das contas, cliente e fotógrafo chegaram à conclusão de que US$ 18 mil seria um valor justo a ser cobrado pelo uso exclusivo e ilimitado da imagem, por dois anos.

Fica aí uma questão a ser pensada: “Será que você sabe, realmente, avaliar quanto custa o seu trabalho?”. Vale reler os critérios apresentados por Mireles e aplicá-los no dia-a-dia.