terça-feira, 5 de abril de 2011


Pfizer vende Capsugel à KKR por 1,67 mil milhões de euros
A Pfizer vendeu a Capsugel à private equity Kohlberg Kravis Roberts (KKR) por 2,38 mil milhões de dólares (1,67 mil milhões de euros) em dinheiro, refere a Bloomberg, citada pelo jornal económico OJE.

A maior farmacêutica mundial anunciou em comunicado a reaquisição de acções adicionais e a revisão em baixa as previsões de lucro.

A empresa norte-americana estima agora que a receita de 2011 se situe entre 65,2 e 67,2 mil milhões de dólares (45,8 e 47,2 mil milhões de euros), comparada com a projecção de 66 a 68 mil milhões de dólares em 2010 (46 a 48 mil milhões de euros).

A estimativa para 2012 aponta para uma receita de 64,7 mil milhões de dólares (45,4 mil milhões de euros), quando a última previsão era de 65,5 mil milhões (46 mil milhões de euros).

Ian Reid, CEO da Pfizer, anunciou no início de Fevereiro que a multinacional estava a reavaliar as unidades de negócio. Isto porque os investidores têm estado a pressionar o executivo para que reduza a companhia e se concentre no desenvolvimento de medicamentos.

A Capsugel produziu mais de 180 mil milhões de cápsulas em 2010, registando cerca de 750 milhões de dólares (523 milhões de euros) em vendas, de acordo com a Pfizer
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12672/15/Pfizer-vende-Capsugel-a-KKR-por-1-67-mil-milhoes-de-euros.html  

Funcionários da força de vendas de GSK debandam para concorrência nos paises emergentes afirma Abbas Hussain.

GSK trava “guerra de talentos” na corrida pelos mercados emergentes
A GlaxoSmithKline (GSK) está a travar uma “guerra de talentos” na China e Índia no que respeita às equipas de vendas necessárias para se expandir nos mercados de rápido crescimento. avança a agência Bloomberg.

Cerca de 20% da força de vendas da GSK em ambos os países está a abandonar as suas funções por ofertas superiores de concorrentes, declarou Abbas Hussain, responsável da empresa pela unidade de mercados emergentes, durante uma entrevista em Singapura.

"Existe uma grande guerra de talentos", disse o responsável, sublinhando que "é difícil fazer alguma coisa em relação a isso. Se tivermos bons funcionários, eles podem encontrar alguém que esteja disposto a pagar-lhes o dobro".

Os mercados emergentes e a região Ásia-Pacífico foram responsáveis por cerca de 17% das vendas da GSK no ano passado. Segundo dados da Bloomberg, a Pfizer contabilizou 18% e a sanofi-aventis 30% das vendas neste território.

A GSK está a recorrer a planos de incentivo para manter os seus funcionários e cativar concorrentes. A empresa tem como objectivo superar o seu crescimento nos mercados emergentes, que vão crescer entre 14 e 17% até 2014, segundo a IMS Health.

"Todos os outros mercados estão a registar uma desaceleração e estas regiões representam uma 'válvula de segurança' para estabilizar o crescimento das receitas", diz Navid Malik, analista da londrina Matrix Corporate Capital.

As vendas da GSK nos mercados emergentes e região Ásia-Pacífico aumentaram 18%, para os 4,7 mil milhões de libras (7,5 mil milhões de dólares) no ano passado, face a 2009, superando o crescimento de mercado em 15%. Desta forma, a companhia pode contar com as vendas nestes mercados para compensar a quebra das receitas nos EUA e Europa, de acordo com uma apresentação da empresa.

Mercados emergentes, para a GSK, englobam a China, Índia, América Latina, África, Médio Oriente e a Commonwealth de Estados Independentes, excluindo a região Ásia-Pacífico, Europa Central e Oriental.

As receitas da GSK caíram 11% nos EUA e 6% na Europa em 2010, depois de a companhia ter interrompido a promoção do Avandia® a nível global, após estudos associarem o fármaco ao risco de desenvolvimento de ataques cardíacos e de a concorrência genérica ter prejudicado as vendas do antiviral Valtrex®. Hussain disse que a empresa espera obter um crescimento nas vendas na ordem dos "3 a 4%" em 2012.

As companhias farmacêuticas têm vindo a focar-se cada vez mais nos mercados emergentes, numa tentativa de aumentar as vendas de medicamentos depois de perderem a protecção das suas patentes. A reforma de saúde nos EUA e as medidas de austeridades na Europa também conduziram a uma desaceleração das vendas nesses mercados, ao passo que o crescimento das populações e da classe média em países como a Índia estão a contribuir para uma crescente procura de fármacos.

Segundo a IMS Health, as vendas nos mercados emergentes irão alcançar os 400 mil milhões de dólares em 2020, o equivalente às vendas actuais combinadas dos EUA e dos cinco maiores mercados europeus.

"Os mercados emergentes não vão necessariamente salvar a Indústria", diz Hussain, acrescentando que se trata de uma das pernas de um banco com três pernas".

O CEO da GSK, Andrew Witty, contratou Hussain, que trabalhou durante 20 anos na Eli Lilly, em 2008, e impulsionou a força de vendas nos mercados emergentes e Ásia-Pacífico para 17.000 colaboradores desde 2007, representando mais de metade da força global da GSK.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12679/15/GSK-trava-guerra-de-talentos-na-corrida-pelos-mercados-emergentes.html

Medicamentos de marcas famosas para hipertensão estão disponíveis gratuitamente para qualquer brasileiro que vá até a Farmácia Popular. Quem não encontrar utilize este blog para denunciar.


Medicamentos referência para hipertensão disponíveis agora gratuitamente no Programa Farmácia Popular
Dois medicamentos de referência para o tratamento da hipertensão acabam de migrar para a lista dos remédios oferecidos gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular: COZAAR® (losartana potássica) 50 mg e RENITEC® (maleato de enalapril) 10 mg, produzidos pelo laboratório MSD. Eles poderão ser encontrados nas principais redes e farmacias participantes do programa Farmácia Popular em todo o País.
A MSD é o primeiro laboratório a ter medicamentos de referência disponibilizados sem nenhum custo pelo programa Farmácia Popular. A medida foi viabilizada porque a empresa reduziu o preço dos produtos e ofereceu condições comerciais especiais para a cadeia comercial, com o objetivo de ampliar o acesso dos brasileiros a esses medicamentos. Com a iniciativa, a MSD reforça seu apoio ao programa do governo e o compromisso de tornar seus produtos mais acessíveis.
COZAAR é indicado para o tratamento da hipertensão leve, moderada e grave, com proteção cardíaca, e RENITEC é um inibidor da ECA, indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão e insuficiência cardíaca. Para adquirir os medicamentos, o paciente precisa comparecer ao estabelecimento apresentando a prescrição médica e um documento como CPF, RG ou certidão de nascimento. Ficam dispensados dessa regra somente os pacientes com incapacidade comprovada e pessoas com mais de sessenta anos. As prescrições têm validade de 120 dias a partir da data de sua emissão.
De alta incidência no Brasil, a hipertensão atinge 26% da população brasileira, ou seja, 50 milhões de pessoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Entretanto, apenas 50% dos casos foram diagnosticados e a outra metade não sabe que tem a doença. Dos que já tiveram o diagnóstico, 40% estão em tratamento atualmente, o que representa aproximadamente 10 milhões de pacientes.
Perfil-A MSD é líder mundial em cuidados com a saúde e trabalha para ajudar as pessoas de todo o mundo a ficar bem. A MSD pesquisa e desenvolve medicamentos, vacinas, produtos de consumo e de saúde animal, oferecendo soluções para a saúde que atendam e antecipem as necessidades das pessoas e façam a diferença em suas vidas. Seu portfólio inclui atualmente mais de 15 produtos em fase avançada de pesquisa, em áreas críticas da medicina, como cardiologia, diabetes, neurologia, infectologia, doenças respiratórias e distúrbios neurológicos. A empresa está também comprometida em ampliar o acesso à saúde, por meio de programas abrangentes de educação e doação de seus medicamentos às pessoas que mais precisam deles.
A MSD é fruto da fusão, em 2009, de duas empresas tradicionais na área de saúde: a Merck Sharp & Dohme e a Schering-Plough. A empresa, denominada Merck nos EUA e Canadá, conta atualmente com cerca de 100 mil funcionários e opera em mais de 140 países. No Brasil, a MSD conta com seis unidades fabris, nos estados de São Paulo e Ceará, e mais de 2.000 funcionários. [ www.msdonline.com.br].

A sociedade precisa de forma racional cobrar seus direitos com atitudes. Empresas abusam da passividade do cidadão brasileiro.


Nota de C&T:
O C&T é um canal de cidadania, caso você prezado leitor tenha algo sério para divulgar, por gentileza, utilize este meio de comunicação. Nosso número de acessos está aumentando e certamente poderemos contribuir muito com o direito do cidadão e a informação salutar.
Vejam abaixo um vídeo que precisamos divulgar ao máximo. Não permita que outras empresas façam com você o que a Brastemp fez com o cidadão protagonista.
Nota postada por Teófilo Fernandes.

Procon de SP multa TAM, mas é preciso que outros estados também sigam este exemplo. É absurda a atitude da TAM.

Procon autuará TAM pela venda de “assentos conforto
O Procon de São Paulo (Procon-SP) informou que irá autuar a TAM pela cobrança do serviço “assento conforto” que, mediante cobrança de valor adicional ao da passagem, permite ao passageiro sentar na primeira fileira do avião ou nas proximidades das saídas de emergência, onde os assentos são mais espaçosos.
O Procon-SP lavrou auto de infração, e encaminhou notificação a empresa aérea, que poderá receber uma multa entre R$ 400 e R$ 6 milhões. A TAM pode recorrer.
“A TAM se aproveita desse espaço maior entre a primeira fileira e às próximas a saída de emergência, que existem em todos os aviões praticamente, para arrecadar um valor maior a título de tarifa de assento conforto”, afirmou o assistente de direção do Procon-SP, Marcio Marcucci.
A empresa afirmou, por meio de nota, que ainda não tem conhecimento da autuação. "A TAM cumpre todas as normas vigentes no país e configura internamente suas aeronaves de acordo com os padrões internacionais das empresas que prezam pela qualidade de serviço”. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Todo Governo procura uma muleta para se escorar durante todo o mandato, da Dilma parece ser o Programa "Saúde Não Tem Preço.

Nota de C&T:
A nota abaixo se refere à matéria republicada abaixo na íntegra, sob o tema: Cerca de 3,5 milhões de pessoas receberam remédios para diabetes e pressão alta.
A presidente Dilma e seus assessores esquecem que neste país tem uma minoria que procura entender um pouquinho mais do que eles imaginam. O produto Metformina já chegava aos cofres públicos por centavos de reais há muitos anos. Este produto é baratíssimo. Tem Indústria farmacêutica que o associa a outros fármacos e não cobra nada a mais, de tão barato que o é. Os 3,5 milhões de usuários apenas economizarão centavos.
Presidente Dilma, precisamos de leitos, acesso com rapidez a exames diagnósticos mais complexos e fundamentais na prevenção da vida, acesso de doentes facilitados nos rincões deste país e muito mais. Parabéns pela doação dos medicamentos baratos, sem esquecer que a maioria dos beneficiados pode comprar estes medicamentos o que não pode, por exemplo, é fazer uma mamografia particular já que tem mamógrafos que ficam mais de um ano parados por falta de peças para manutenção, Exemplo: Hospital Universitário de Pernambuco.
O PT é perfeito na matéria Marketing Político, "nunca se viu tanta eficiência na história desse país". E o povão gosta, saúde é um assunto que poucos se interessam, mas se fosse futebol, carnaval e axé todo mundo se interessava de desmascarar quem não estivesse sendo absolutamente claro.
Nota postada por Teófilo Fernandes.

Cerca de 3,5 milhões de pessoas receberam remédios para diabetes e pressão alta
Em 45 dias do programa ‘Saúde Não Tem Preço’, quase 3,5 milhões de cidadãos puderam retirar nas drogarias que integram a rede ‘Aqui tem farmácia popular’ os remédios para tratamento de diabetes e pressão alta. O balanço foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, na manhã desta segunda-feira (4/4), em entrevista ao programa semanal de rádio ‘Café com a Presidenta’, transmitido pela Rádio Nacional. A presidenta tratou também do financiamento para estudantes de cursos superiores.
“Estou acompanhando de perto e posso te dizer que o programa ‘Saúde Não Tem Preço’ está dando resultados. Nos primeiros 45 dias, Luciano, quase 3,5 milhões de pessoas receberam de graça seus remédios para diabetes e pressão alta. É quase o dobro do que a rede ‘Aqui Tem Farmácia Popular’ distribuía quando os remédios tinham que ser pagos, mesmo que, naquela época, a preços baixos. Isso indica que a nossa campanha sobre a importância do tratamento está no caminho certo.” - disse.
A presidenta explicou que para conseguir o medicamento basta apresentar a receita do médico, o CPF e um documento de identidade com foto. “Não demora, não. É rápido. Hoje são 15.097 farmácias credenciadas, além das 548 unidades do governo, e essas farmácias estão espalhadas por mais de 2.500 municípios”, informou.
Dilma Rousseff contou que “os médicos chamam a pressão alta e a diabetes de doenças silenciosas, porque muitas vezes a pessoa não sente que está doente e, por isso, não se cuida”. E prosseguiu: “o problema é que essas doenças, se não forem tratadas, levam a complicações muito graves que podem até matar. Daí a importância da prevenção, como uma vida saudável, uma alimentação saudável e exercícios físicos, desde que o médico controle e receite. E, além disso, o tratamento com os medicamentos corretos.”
Fonte: http://www.jornaldeluzilandia.com.br/txt.php?id=15104

Braço farmacêutico de alguns grandes grupos é considerado produção de químicos de baixa margem. Imaginem a margem de lucro dos químicos especiais!


Solvay faz oferta de 4,8 mil milhões pela Rhodia
O grupo químico belga Solvay está a apostar nos mercados emergentes ao lançar esta segunda-feira uma oferta de 3,4 mil milhões de euros (4,8 mil milhões de dólares) pela sua rival francesa Rhodia, avança a Reuters, citada pelo jornal brasileiro O Globo.

O negócio encerra a tentativa de Solvay de um ano por uma aquisição depois de vender sua unidade farmacêutica à parceira norte-americana Abbott Laboratories em Setembro de 2009, por 4,5 mil milhões de euros.

A oferta de 31,60 euros por acção da Rhodia, que foi aprovada pelo conselho diretor da empresa francesa, significa que a Solvay ainda terá caixa sobrando da venda de sua unidade farmacêutica.

O negócio irá aumentar significativamente a exposição da Solvay aos mercados emergentes, aumentando o peso das vendas nas economias de rápido crescimento a 40% do total. A Rhodia é particularmente forte na China e no Brasil, e quase 50% de suas vendas vieram das regiões de alto crescimento em 2010.

Também permitirá à Solvay entrar na área de produtos químicos especiais de margem mais alta, uma área fértil para fusões e aquisições no sector químico, à medida que algumas empresas procuram negócios mais lucrativos e se afastam das tradicionais produções de químicos de baixa margem.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12661/15/Solvay-faz-oferta-de-4-8-mil-milhoes-pela-Rhodia.html

Alternativa de cirurgia bariátrica para pacientes não mórbitos poderá ajudar muito na prevenção de maiores danos causados pela obesidade, resta saber como ficaria no SUS.


Cirurgia bariátrica é recomendada ao paciente com obesidade leve
02/04/2011 - 09:39
Durante o 2º Congresso de Intervenção para Terapia do Diabetes Tipo 2, nos Estados Unidos, a Federação Internacional de Diabete (IDF) divulgou documento recomendando a inclusão da cirurgia bariátrica entre as alternativas de tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade leve, ou seja, Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 35. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já recomenda intervenção cirúrgica para IMC acima de 35, mas irá analisar o posicionamento do IDF e pode rever a norma brasileira.
De acordo com o Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304), especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System), a recomendação se deve ao fato de que o IMC isoladamente é uma medida grosseira para avaliação do estado de saúde do paciente. O médico deve realizar um estudo global das condições de cada indivíduo, pois o peso, por si só, não pode ser considerado como a principal indicação da necessidade de cirurgia bariátrica. A presença de doenças associadas ao sobrepeso precisa ser priorizada na decisão pelo melhor tratamento. “A sociedade médica brasileira também já percebeu a necessidade de contemplar pacientes com IMC menores e com diabetes tipo 2 ao tratamento cirúrgico. Com esta medida e a presença cada vez mais marcante de técnicas cirúrgicas menos invasivas e mais seguras, como a gastrectomia vertical videolaparoscópica, inúmeros pacientes irão de beneficiar da possível aplicação desta nova medida em nosso país”, finaliza o médico.
Perfil- Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304) - Cirurgia Geral e Gastrocirurgia- Especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System). Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, com mestrado e doutorado em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, Dr. Vladimir Schraibman é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica (Sobracil), é médico colaborador do Setor de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo, além de integrar o corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Tem diversos artigos publicados em revistas e jornais científicos do Brasil e do exterior, além de intensa participação em congressos nacionais e internacionais.
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=152661

Não é novidade, mas propagandistas de Indústrias Farmacêuticas sofrem golpe da Prefeitura de Ribeirão Preto SP. Será que teremos manifestações contrárias efetivas neste caso?


(Foto apenas ilustrativa da classe profissional)
Propagandista é vetado em posto de saúde

Conversa entre homens da indústria farmacêutica e médicos atrapalha atendimento, diz Prefeitura de Ribeirão Preto

Para Cremesp, medida é inédita no país e deve ser estendida a outras cidades; laboratórios criticam a proibição


JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO


Numa medida considerada inédita pelos conselhos Federal e Estadual de Medicina, a Prefeitura de Ribeirão Preto, no interior paulista, passou a proibir a presença de representantes da indústria farmacêutica em unidades de saúde municipais.
O veto aos chamados propagandistas de remédios ocorre após denúncia de que pacientes ficavam na fila de atendimento enquanto eles conversavam com médicos.
"Em apenas um dia, contamos 38 representantes na mesma unidade", afirma a prefeita Dárcy Vera (DEM).
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) quer restringir o acesso, já que a propaganda parece ter efeito: 48% dos médicos paulistas que recebem visitas de propagandistas prescrevem remédios sugeridos por fabricantes, segundo pesquisa do conselho divulgada no ano passado.
A medida foi tomada em meio a uma crise da saúde na cidade. Há falta de leitos. Pacientes esperam até seis horas pelo atendimento.
Vereadores protestaram alegando que o veto tira empregos. Dizem que a fila no atendimento não é causada pelos propagandistas.
No Hospital das Clínicas da cidade, que não é municipal, os propagandistas ficam em corredor onde abordam os médicos. Eles contam até com armários próprios, com o nome de cada laboratório. São 180 profissionais.
Robson Aparecido Pantosso, 41, propagandista há dez anos, afirma que a visita ao médico é rápida -cerca de dois minutos. No HC ele aborda por dia até 20 médicos.
Ele diz não ver influência da oferta de amostras grátis na decisão médica. "Nós levamos informação do medicamento. É ele que decide se prescreve ou não", afirma.
Edson Ribeiro Pinto, presidente da Fenavenpro, federação dos propagandistas do país, critica o veto. "Esses profissionais vendem vida, saúde, e não vendem armas."
Ribeiro Pinto afirma ainda que muitos dos médicos não têm tempo de se reciclar sobre novos remédios.
No país, existem cerca de 200 mil propagandistas.
O Sindusfarma, que representa os laboratórios, diz que o veto é "um desserviço à população e à classe médica".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Indústria(s) Farmacêutica(s) tenta reduzir o impacto negativo de suspeitas de relação pouco ética com médicos, posando de transparente.


Nota de C&T:
Nota referente matéria publicada e transcrita abaixo na íntegra : Pfizer e GlaxoSmithKline revelam pagamentos a médicos nos EUA em 2010.
Esse tipo de pagamento com divulgação voluntária não revela nada do que realmente acontece. Seria muita inocência acreditar que Indústrias assistidas por excelentes consultorias jurídicas iriam confessar um crime voluntariamente.
A relação suja da Indústria Farmacêutica e demais indústrias da saúde com médicos, jamais será confessada. Será que alguma indústria confessaria que investe muito com um só objetivo, ganhar markt share? Alguma indústria confessaria que existe uma tabela de 15% até 40% pagas em papel moeda na base de caixa 2 pelas indústrias de OPME (órteses e próteses e materiais especiais)? Esta prática é tão escancarada que independente da solicitação do médico, esta tabela já está calculada no valor do produto, e aquele médico que não recebe é porque não quer, pois para a maioria já é uma regra. Normalmente as indústrias utilizam distribuidores para mascarar a operação. Cirurgiões de coluna, joelho, neurocirurgiões, buço maxilar, cirurgiões cardíacos (stentes e outros materiais), são campeões em ganhar dinheiro. Para muitos o compromisso é por número de procedimentos, o indivíduo acorda previamente o número de cirurgia que vai entrar o produto dele por mês, valores é só um detalhe.
Passagens aéreas, diárias em hotéis, honorários por palestras, computadores, equipamentos, salários de secretárias, reforma de consultórios e clínicas, festas em hotéis de luxo, são fichinhas diante das megas negociações com profissionais de gabarito social e político.
Muitos são prejudicados como: hospitais, planos de saúde, seguradoras, cooperativas de profissionais, sistema de saúde pública e outros. Ao final, tudo acaba no bolso do cidadão.
Nota postada por Teófilo Fernandes.

Pfizer e GlaxoSmithKline revelam pagamentos a médicos nos EUA em 2010

A Pfizer anunciou esta sexta-feira que pagou 177 milhões de dólares a médicos e instituições nos EUA pelo seu trabalho em ensaios clínicos, consultoria e outros serviços e itens, em 2010, enquanto que a GlaxoSmithKline informou que pagou 85 milhões de dólares. Atualmente, tais divulgações são feitas voluntariamente ou como parte de um acordo com o governo, mas sob a legislação de saúde dos EUA aprovada no ano passado, todos os laboratórios farmacêuticos serão obrigados a começar a reunir dados uniformes sobre os pagamentos a médicos em 2012 e começar a relatar as informações ao governo norte-americano no ano seguinte, avança o site FirstWord.

A Pfizer, que divulgou os seus dados de acordo com uma resolução de 2009 com o governo norte-americano sobre alegações de que tinha comercializado indevidamente o analgésico Bextra (valdecoxib) para usos não autorizados, informou que aproximadamente 108 milhões de dólares do seu total de pagamentos em 2010 reflete as relações de pesquisa clínica com o centos médicos acadêmico e outras organizações. A farmacêutica também informou que pagou cerca de 34,4 milhões de dólares a cerca de 4600 profissionais para falarem em eventos, ou uma média de 7400 dólares por pessoa, e 8,9 milhões de dólares em honorários profissionais para aconselhamento a 1400 profissionais de saúde, ou seja, aproximadamente 6200 dólares por pessoa. Além disso, a companhia gastou 18 milhões de dólares em refeições, 5,8 milhões em despesas de viagem e 1,7 milhões em itens de educação.

A Pfizer avançou que vai começar a divulgar esses pagamentos numa base trimestral.

A GlaxoSmithKline divulgou voluntariamente que pagou 56,8 milhões de dólares para apresentações ou consultoria a 5331 profissionais de saúde e 28,5 milhões de dólares a vários centros médicos acadêmicos e outras instituições, pela sua ajuda na realização de pesquisas para 127 estudos envolvendo 595 investigadores.

No início desta semana, a MSD divulgou que, no ano passado, pagou 20,4 milhões de dólares a 2088 profissionais de saúde para discutir os seus produtos. A empresa, que não detalhou os pagamentos para o trabalho nos ensaios clínicos, observou que dos pagamentos também foram excluídos os relacionados com os produtos desenvolvidos pela Schering-Plough, que a MSD adquiriu em Novembro de 2009