Mostrando postagens com marcador medicamentos falsos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medicamentos falsos. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de março de 2013

Circulação sem controle favorece falsificação de medicamentos

Com informações da Agência USP

Falsificação de remédios

Pesquisa internacional coordenada pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, com participação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, alerta para o elevado número de medicamentos falsificados em circulação no mundo, que chega a 50% na África.

A falta de fiscalização na circulação de medicamentos e dos seus princípios ativos (cadeia de suprimentos) favorecem a falsificação, principalmente em países subdesenvolvidos.

No Brasil, o estudo revela que o principal problema é a deficiência no controle de fronteiras, que facilita a entrada de medicamentos falsificados.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% a 25% dos medicamentos comercializados em todo o mundo são falsificados. O professor Marco Antonio Stephano, que representou o Brasil na pesquisa, afirma que o índice de falsificação no país é baixo, oscilando entre 5% e 8%.

"Em todo o mundo, os principais alvos de fraudes são os chamados medicamentos blockbusters, com faturamento de vendas superior a U$ 1 bilhão por ano, como os utilizados no tratamento de câncer, doenças crônicas como diabetes, Alzheimer, disfunção erétil, malária e doenças autoimunes", explica.

Remédios falsificados no Brasil

"No Brasil a maior parte desses medicamentos é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou seu consumo não é o mesmo encontrado em outros países," diz o pesquisador.

As falsificações mais encontradas no mercado brasileiro são de medicamentos sociais ou de entretenimento, como os usados no tratamento de disfunção erétil, e de anabolizantes para fortalecimento físico.

O professor alerta que os medicamentos provenientes de cargas roubadas também são considerados falsificações. "Normalmente, esses produtos são submetidos a um processo inadequado de armazenamento e alterações de embalagem, o que pode levar a perda de sua atividade terapêutica", diz. "Os fabricantes são obrigados a investir em segurança no transporte, o que encarece o preço para os consumidores".

Embora não tenham sido localizadas fábricas de medicamentos falsos no Brasil, eles entram no País ilegalmente pelas fronteiras, por meio das mesmas rotas do tráfico de drogas. "A maioria dos produtos é fabricada na China, Índia, Paraguai e Bolívia, sendo que nos dois países sul-americanos existem empresas com equipamentos antigos que produzem as falsificações", ressalta Stephano. "É possível encontrar medicamentos falsos contra disfunção erétil ou colesterol no comércio ambulante das grandes cidades".

Fiscalização de medicamentos

De acordo com o professor, a legislação brasileira contra falsificações de medicamentos é rigorosa, mas falta fiscalização.

"As penas são muito severas, os falsificadores podem receber penas de três a 15 anos de prisão, conforme a gravidade do caso, e as empresas multadas em R$ 75 mil", aponta. "Entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem uma carência de pessoal para fiscalizar os mais de 300 mil medicamentos registrados no País".

A Agência, que também controla produtos médicos e alimentos industrializados, deverá realizar concurso público neste ano para contatar 340 novos funcionários.

Falsificação

Em 2011, a OMS publicou documento sobre a falsificação e subpadrões de medicamentos. "Na África, o índice de produtos falsos chega a 50%, principalmente medicamentos contra a malária, o que aumenta os custos hospitalares e o número de mortes", conta Stephano.

Com base nesse documento, a FDA (Food and Drug Administration), órgão do governo dos Estados Unidos que realiza a vigilância sanitária, encomendou um novo estudo em 2012 ao Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências, para estabelecer formas de combate à falsificação.

"A OMS publicou uma convenção internacional que adota o critério do 'contrafeito' (counterfeit), termo jurídico que implica que todo medicamento fora das regras legais, isto é, produzido a partir de princípio ativo com proteção patentária, é considerado falsificação," disse

Segundo o professor, em muitos países, como no Brasil, a legislação não considera que o princípio ativo isolado de uma planta ou de materiais biológicos encontrados na natureza deva ser patenteado, por isso não adotam o "counterfeit", dificultando a fiscalização do processo produtivo.

Rastreabilidade dos medicamentos

A pesquisa recomenda o aumento da rastreabilidade dos medicamentos, além da ampliação dos mecanismos de controle de qualidade e atendimento ao consumidor. "Também é necessário criar uma cultura nos cursos de Medicina e Farmácia para que haja uma maior identificação das fraudes".

Stephano lembra que, nos países desenvolvidos, a entrada de medicamentos falsificados se dá pela compra direta via internet, muitas vezes sem precisar de prescrição médica.

"A maioria dos sites de medicamentos são fora do Brasil, pois empresas virtuais brasileiras devem seguir os mesmos trâmites de registro de empreendedorismo que as empresas físicas", afirma. "Neste caso, uma das recomendações é que se controlem as empresas de venda de medicamentos pela internet com inspeções e aquisições de medicamentos, de modo a coibir a venda de medicamentos falsos".

O estudo teve a participação das universidades de Harvard, George Washington State e Iowa (Estados Unidos), além de pesquisadores da Índia e África do Sul. O Brasil foi representado pela FCF. As conclusões e as recomendações da pesquisa foram reunidas em livro, que pode ser acessado no link www.iom.edu.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Indústria farmacêutica alerta para perigo de medicamentos falsificados

13/12/2012 - 11:07

As vendas de medicamentos falsificados representam cerca de 1% das vendas globais, mas, nalguns casos, como os medicamentos contra a malária, essa proporção pode alcançar entre 15% e 50% das vendas na Ásia e na África, indica um estudo publicado esta terça-feira pela indústria farmacêutica, avança a AFP.

Nos países desenvolvidos, os medicamentos falsificados costumam ser vendidos pela Internet, mas na Europa ou na América do Norte também entram nos circuitos legais de comercialização, segundo este estudo da University College de Londres, uma faculdade de farmácia que trabalha para a Federação Internacional de Medicamentos.

O relatório evidencia a falta de dados sobre a questão e revela, por exemplo, que não existem estatísticas globais sobre o número de mortos ou deficiências que provocam. O estudo dá somente uma indicação do número de casos por regiões em 2011, e revela que este ano houve 40% de casos na Ásia, 16% na América Latina, 15% na Europa e 10% na América do Norte.

"O alcance global do comércio de medicamentos falsificados e os males que provoca não são avaliados correctamente. Seria necessário mais investimentos de agências como a Organização Mundial da Saúde", diz o estudo.

O relatório também comemora os "avanços positivos" da China, um dos principais produtores mundiais de produtos farmacêuticos, na luta contra os medicamentos falsificados.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Laboratório faz recolhimento voluntário de lote de medicamento e Anvisa apreende anabolizantes falsificados


Laboratório faz recolhimento voluntário de lote de medicamento.
29 de agosto de 2012
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29/8), o recolhimento voluntário do lote 431622 do medicamento Ciclosporina 25 mg Cap Gel Mole c/ Mcemu Ct Bl Al/Al X 50, fabricação 02/2012, validade 02/2014.

A empresa Germed Farmacêutica fará o recolhimento voluntário do medicamento, por apresentar desvio de qualidade. O produto não deve ser consumido ou comercializado.


Fernanda Brito – Imprensa/Anvisa


Anvisa apreende anabolizantes falsificados
30 de agosto de 2012

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (30/8), a apreensão e inutilização em todo o país, de três lotes de anabolizantes falsificados.

São eles: lote 12923 do produto Durateston, fabricado em 06/2011 e validade até 06/2015; lote 14642 do produto Decadurabolin, fabricado em 02/2009 e validade até 06/2014; e lote 14126 do produto Decadurabolin 250 mg, com validade até 06/2015.

De acordo com a empresa Schering-Plough Indústria Farmacêutica, detentora do registro do medicamento Decadurabolin, os lotes não foram fabricados por ela e não correspondem ao sistema de numeração de lotes da empresa, que só comercializa os produtos nas concentrações de 25 mg e 50 mg com o principio ativo Decanoato de Nandrolona. Os produtos não devem ser consumidos ou comercializados.

Confira a apreensão.

Imprensa/Anvisa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Medicamentos falsos e comercialização proibida - Médico e Farmacêutico poderão ser indiciados por associação ao tráfico de drogas em Palmas


Nota de C&T:

Espero que em breve os meios de comunicações possam divulgar os nomes dos envolvidos no caso abaixo ocorrido em Palmas, se provarem tais acusações, pelo menos o nome da drogaria, os nomes do farmacêutico proprietário e do médico certamente serão mais difíceis. A "operação abafa" costuma acontecer.

A sociedade pode punir uma empresa severamente, basta não comprar na mesma já que seus produtos estão disponíveis em diversos pontos de vendas.

Nota de C&T postada por Teófilo Fernandes.





Vigilância Sanitária realiza apreensão de medicamentos em Palmas

Uma ação conjunta da Visa – Vigilância Sanitária Estadual, Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e PF – Polícia Federal, além da Vigilância Sanitária do município de Palmas e CRF – Conselho Regional de Farmácia culminou na apreensão de medicamentos falsos, de uso controlado e venda proibida em drogarias da Capital, além da interdição dos estabelecimentos. Em uma das drogarias, a Polícia Federal prendeu, em flagrante, o proprietário do local, acusado de tráfico de drogas. Também foram encontrados receituários em branco, assinados por um médico, que teve o nome mantido em sigilo. A fiscalização aconteceu nesta segunda-feira, 19, e os estabelecimentos permanecem interditados.

A ação foi denominada de “Operação Salva-Vidas”, sendo deflagrada a partir de denúncia anônima. Na drogaria, que teve o proprietário preso, os fiscais encontraram 270 comprimidos do abortivo Cytotec, que tem a venda proibida no Brasil, além de dois medicamentos para impotência sexual falsificados e grande quantidade de medicamentos com dispensação controlada que eram vendidos sem receita médica. “O proprietário comprava cada cartela de 10 comprimidos de Cytotec a R$ 110 e revendia cada comprimido a R$ 30”, revela o delegado federal de Combate ao Crime Organizado, Eduardo Duarte.

O proprietário da drogaria, que também é responsável técnico do estabelecimento, será encaminhado para CCP- Casa de Custódia de Palmas e pode ter o registro de farmacêutico cassado pelo CRF. O médico poderá ser indiciado por associação ao tráfico e também pode ter o registro cassado pelo CRM – Conselho Regional de Medicina. Ambos podem pegar de 10 a 15 anos de prisão, segundo o delegado federal da Anvisa, Adilson Bezerra.

A fiscalização segue nos demais estabelecimentos da Capital e de outros municípios, sendo realizada pelas vigilâncias sanitárias Estadual e Municipal, durante toda esta semana. O quantitativo final das apreensões será divulgado posteriormente.

O inspetor sanitário da Visa, Macário Ramos de Araújo, informou que é comum o órgão receber denúncias dessa natureza e que todas são averiguadas e levadas ao conhecimento das autoridades competentes. “As denúncias são constantes. Nos municípios de maior porte, como Palmas, elas são também, mais comuns”, diz. (Informações da ascom/Sesau)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Combate a venda de Medicamentos Falsos.

Nota: Aquí no Brasil não é diferente, precisamos combater a ilegalidade em diverssas modalidades, inclusive aquelas que tem aparência de legais.

Microsoft, Google e Yahoo se unem para combater a venda de medicamentos falsos

Por InfoWorld/US

Publicada em 15 de dezembro de 2010 às 19h14
Gigantes ajudarão governo americano a fechar farmácias online ilegais, que teriam arrecadado US$ 75 bilhões este ano.
Na última terça-feira (14/12), um grupo de grandes empresas de tecnologia – incluindo Microsoft, Yahoo e Google – anunciou, durante evento sobre segurança e saúde na Casa Branca, seu apoio à organização sem fins lucrativos que pretende ajudar o presidente americano, Barack Obama, a fechar as farmácias online ilegais.
Os EUA acreditam poder desestabilizá-los ao restringir o acesso que esses empreendimentos têm para compras de domínio e aprovações de cartões de crédito. Por isso, companhias como MasterCard, Visa, American Express e PayPal também se uniram à iniciativa.
De acordo com a National Association of Boards of Pharmacy (Associação Nacional dos Conselhos de Farmácias), entre 1% e 2% dos medicamentos vendidos na América do Norte são fraudulentos, sendo que 36 milhões de americanos – um em cada seis – já foram expostos a eles.
Globalmente,  os vendedores desse medicamentos fraudulentos devem arrecadar entre 32 bilhões e 75 bilhões de dólares em 2010.
“Aqueles que vendem drogas sem uma prescrição válida estão operando ilegalmente, violando leis que existem para proteger os pacientes e colocando em risco a saúde pública”, disse Victoria Espinal, coordenadora de propriedade intelectual dos Estados Unidos. “É alarmante saber que tantos americanos se envolveram com essa perigosa indústria”.
Remédios falsos são, usualmente, vendidos através de sites de aparência convincente, e podem prejudicar os consumidores por serem compostos por substâncias das mais diversas, como cola, giz e açúcar, de modo a ficarem semelhantes a produtos legítimos e enganarem usuários.
“Como já foi explicitado, nenhuma companhia é capaz de resolver esse problema”, afirmou em comunicado Hilary Ware, advogada de gestão para litígios e assuntos regulatórios da Google. “Assim, o grupo formado é uma medida positiva e estamos satisfeitos por contribuir”, completou.
Em junho, o gabinete de Obama submeteu ao Congresso americano um plano estratégico para combater o uso inadequado da propriedade intelectual alheia. O que inclui a produção de medicamentos falsos. Desde então, a administração do governo tem trabalhado para aumentar a cooperação entre o setor público e  o privado, a fim de impedir que mais consumidores sejam enganados pelas farmácias desqualificadas na Internet.
(Galen Gruman)