domingo, 1 de março de 2015

Tratamento oncológico para humanos e pets com a mesma substância - Lomustina (Citostal)

Bichos: quimioterapia pode ajudar pets com câncer
 
Cães e gatos em tratamento contra câncer passam a contar com quimioterápico
Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br)

28/02/2015 07:38:00
Uma boa notícia do mercado farmacêutico humano chegou para ajudar a tratar os animais de estimação, especialmente os cães e gatos que enfrentam a luta contra o câncer. Trata-se da nova apresentação da medicação Lomustina, usada como quimioterápico para humanos, que agora tem uma versão manipulada para pets.
De acordo com a farmacêutica Thereza Denes, da DrogaVet, a grande vantagem é que o tratamento do animal vai na dose certa e dentro das especificações determinadas pelo veterinário.  “Até então, quando o animal necessitava do tratamento, precisava contar com o fracionamento manual feito com a versão humana, que representa risco para quem manipula e nem sempre alcança a dose certa para o pet”, completa.
Segundo o médico veterinário, especialista em oncologia, Mário Jorge Melhor, a Lomustina é amplamente usada para tratar diversos tipos de problemas oncológicos, sendo o linfoma o mais comum. “É uma droga muito importante no resgate de pacientes que trataram o linfoma, mas voltaram a apresentar a doença. Como ela está difícil de ser encontrada no mercado, é importante que venha na dose certa”, esclarece o médico.
Toda a fabricação da versão veterinária desse antineoplásico é feita numa área especial para ser bem manipulado, garantindo a biossegurança e a bioequivalência do produto. Embora existam franquias da DrogaVet em todo o Brasil, inclusive em Salvador, a comercialização da Lomustina veterinária é feita apenas nas sedes de Brasília, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e São Paulo. “Apesar disso, garantimos a entrega para todo o Brasil”, esclarece.
No que diz respeito aos valores do tratamento, Thereza Denes diz que ele vai variar segundo o tipo e o tempo da quimioterapia. “O que é fácil de garantir é que, manipulado, o valor será menor que o industrializado usado por humanos”, diz, ressaltando que especificamente para a substância a administração é feita em cápsulas para uso oral.
A Lomustina exige cuidados especiais naqueles bichos que apresentam alguma alteração no fígado, além de poder apresentar outros efeitos colaterais. Atualmente, além da quimioterapia, cães e gatos são tratados com cirurgia para retirada do tumor, quimioterapia metronômica, eletroquimioterapia e a terapia com anti-inflamatórios.
Segundo Mário Jorge, cada caso exige um tratamento específico. “Entre os cães, os tipos mais comuns de câncer são os de mama, pele e os linfomas. Já nos gatos são os linfomas intestinais, tumores orais e os de mama”, finaliza o veterinário.
Procurado pela reportagem, o laboratório Bristol-Myers Squibb informou em nota que o medicamento Citostal® nas apresentações de 10 mg e  40 mg está em falta temporária. “Estamos trabalhando com empenho a fim de resolver essa situação de forma ágil, para que todas as solicitações por esse produto possam ser atendidas e, assim, o compromisso de respeito à saúde e bem-estar dos consumidores seja mantido”.
A comunicação da empresa pontua ainda que a  previsão é que a comercialização do produto fosse normalizada a partir de dezembro de 2014. “Salientamos que essa previsão depende de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa do novo fornecedor de matéria- prima”.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Medicamentos será alvo de regulação do governo sobre seus preços.

Ministério da Saúde divulga medidas de regulação do mercado farmacêutico

Regulamentação
De acordo com ministro, Arthur Chioro, pacote de reajustes de medicamentos irá reduzir gastos na ordem de R$ 100 milhões

por Portal Brasil publicado: 27/02/2015 10h37 última modificação: 27/02/2015 18h01

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram, nesta sexta-feira (27), um conjunto de medidas para o reajuste e regulação do mercado de medicamentos no País, bem como ações para acelerar o registro de medicamentos em todo o território nacional. 

"Todos os estudos econômicos, avaliação e parâmetros internacionais, além de consultas públicas foram decisivos para elaboramos uma nova fórmula de cálculo para reajuste de medicamentos. As mudança básicas  incidem na transformação gradual, sofrida pelo mercado de medicamentos ao longo dos anos”, afirma o secretário de vigilância em saúde, Jarbas Barbosa.
“Essas medidas visam também maior transparência. Enfrentar nova realidade no mercado dinâmico que inova e se modifica,exige da nossa parte adoção de medidas e qualificar o trabalho da Anvisa”, completa o ministro Arthur Chioro. 
De acordo com Jarbas Barbosa, o reajuste de medicamentos será divulgado no dia 31 de março, após publicação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), pela  Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), com o estabelecido pela lei 10.742/2003.  “ A nova variação de preços do segmento levará em conta a produtividade do setor e a taxa de inflação”, explica.
O ministro não adiantou o índice  que será divulgado em março, entretanto afirmou que o impacto da redução de gasto será superior a ordem de R$ 100 milhões de reais. 
Impacto no consumidor
Com novo cálculo, medicamentos terão reajuste de preços menor, o que reduzirá o impacto no bolso do consumidor.
Do total, 21,57% dos medicamentos regulados terão o maior reajuste. Esse grupo, composto por medicamentos de maior concorrência e que, por isso, tendem a manutenção de preços mais baixos, representa 21,57% dos medicamentos regulados e também os de menor preço e custo tecnológico.
A maioria dos medicamentos (51,73%) vai aplicar o menor índice de reajuste. São produtos de maior custo, de baixa concorrência e alta tecnologia, que compõem grupo classificado como mercado altamente concentrado. Os de mercados moderadamente concentrados respondem por 26,70% do total.
Metodologia
Também é função da Cmed estabelecer os critérios para definição e o reajuste de preços. No prazo determinado serão divulgados três índices relacionados com o grau de concorrência e grau de concentração.
No primeiro índice, o reajuste está relacionado aos medicamentos de alta concorrência, como é o caso do Omeprazol e Amoxilina. “ Dessa forma será aplicado o índice cheio, com maior reajuste, diferente dos outros casos onde são aplicados índices redutores”, explica Jarbas
No segundo índice correspondem aos medicamentos com concorrência moderadamente menor, estes receberão teto menor; já no caso do terceiro nível, são os medicamentos altamente concentrados, que receberão menor reajuste. 
Novo cálculo
A ampliação do grupo autorizado a fazer o menor reajuste de preço ocorre porque o novo cálculo adotará modelo internacional para a medição do poder de mercado individual de empresas ou grupos econômicos, o Índice Herfindahl-Hirschman (IHH).
A partir de agora, também será considerado o mercado como um todo, não somente o varejista, tanto que pela primeira vez serão incluídas as vendas hospitalares e compras públicas.
As novas medidas dão maior transparência ao processo, com a publicação da resolução, e previsibilidade ao setor. Cada um dos fatores que compõem a fórmula, como produtividade (x), os ajustes de preços relativos entre setores (y) e intrassetor (Z), terá uma data para serem publicados pela CMED.
O fator X deve ser divulgado em setembro, o Y 30 dias antes do ajuste e o Z até 60 dias após as empresas entregarem seus relatórios de comercialização com informações sobre faturamento e quantidade de produtos vendidos.
Base de dados
Segundo Jarbas, antigamente para medir o reajuste de medicamentos e a quantidade de medicamentos no  mercado era utilizado uma base de dados privada. “Hoje temos uma base de dados mais ampla, a Sammed, projetada pela própria Cmed, consolidando o trabalho público no setor”, afirma o secretário. 
A nova metodologia, aliada ao novo banco de dados prevê maior previsibilidade e maior transparência. “ Antigamente não conseguíamos captar o que é a realidade do mercado. Agora todos sabem como é calculado o reajuste e isso também garante mais segurança em um mercado altamente competitivo”, relata Jarbas. 
Essa medida também vai permitir estimar melhor os preços adotados no mercado privado e público, dando mais precisão na elaboração de políticas públicas para o setor farmacêutico. Será possível, por exemplo, mensurar o impacto e acompanhar com mais rapidez as tendências e o comportamento do mercado farmacêutico e os efeitos da nova medida.
Registro de medicamentos Clone
Os medicamentos clone são produtos da mesma linha de produção, mas que são apresentados ao consumidor de forma diferenciada. Nesta categoria, os preços dos medicamentos já são aprovados pela Cmed, entretanto essa aprovação será simplificada.
“A Anvisa manterá o mesmo preço que já foi aprovado pela Cmed, entretanto os novos medicamentos apresentados como transferência de tecnologia, terão um preço fixo e o preço do medicamento Clone será mantido o mesmo”, relata.  


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Nutrição em Oncologia

Nutrição é factor-chave para doentes com cancro

27/02/2015 - 09:11

(Portugal) A nutrição é um factor-chave para os doentes com cancro, podendo ajudá-los a tolerar os tratamentos e a aumentar o potencial para um prognóstico mais favorável da doença, mas em Portugal ainda existe pouca formação específica nesta área. A professora e investigadora Paula Ravasco explicou à agência Lusa que a nutrição em oncologia é uma área "deficitária em termos de formação específica", ao contrário de outros países que já apostam fortemente nesta área de formação específica avançada há anos, avança o Diário Digital.
Paula Ravasco, que coordena o curso de formação avançada em Nutrição em Oncologia que se inicia esta semana na Universidade Católica Portuguesa, considera, por outro lado, que há muita informação disponível para a população em geral sobre as questões da nutrição em oncologia.
Trata-se muitas vezes de informação não suportada por evidência científica e que, inevitavelmente, acaba por influenciar as escolhas alimentares dos doentes.
Estudos recentes têm demonstrado que a nutrição adequada pode ser um factor terapêutico adjuvante durante o tratamento da doença oncológica.
Contudo, a intervenção nutricional deve ser feita de forma individualizada, tendo em consideração os hábitos e preferências dos doentes com alimentos escolhidos em função de cada doente, do tipo de tumor e do tipo de tratamento a que o doente vai ser submetido, afirmou Paula Ravasco, sendo desaconselhado que os doentes iniciem a toma de suplementos, independentemente da sua composição, sem supervisão médica.
Muitas substâncias que podem ser tomadas sem supervisão ou prescrição médica, além de poderem não ter qualquer efeito na doença, poderão mesmo ser prejudiciais à saúde da pessoa, fazendo assim também mal à doença.
A intervenção nutricional deve assim ser feita envolvendo todos os profissionais que tratam o doente, desde médicos, a enfermeiros e nutricionistas.
Paula Ravasco frisou que a nutrição individualizada é um factor-chave para um melhor prognóstico, uma vez que pode "modular o efeito dos tratamentos antineoplásicos", tornando-os mais eficazes, "aumentando o potencial para um prognóstico mais favorável".
Outra das componentes da formação avançada que começa esta semana em Lisboa é a nutrição como factor de risco ou factor protector na doença oncológica.
Dados científicos internacionais mostram que uma nutrição adequada em conjunto com estilos de vida saudáveis são capazes de prevenir cerca de 40% a 50% dos cancros a nível mundial.
O que conta é a alimentação como um todo, a que consiga veicular os nutrientes essenciais nas proporções certas para cada pessoa - e não um único alimento: "De facto o mais relevante na prevenção e terapêutica da doença é o conjunto equilibrado entre alimentação e estilos de vida".


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Detox, o que esse nome te lembra?


Dieta detox: conheça erros e cuidados ao usar esse método para emagrecer

Quando realizado de maneira errada o método pode causar ganho de gordura e prejudicar a saúde

POR BRUNA STUPPIELLO - ATUALIZADO EM 13/02/2015

Após momentos de abuso na alimentação e nas bebidas alcoólicas ou açucaradas, como nas festas de final de ano e feriados, algumas pessoas recorrem às dietas detox também chamada de dieta desintoxicante com o objetivo de "limpar o organismo" e perder peso.

Porém, alguns desses regimes são muito extremos, fazendo com que o indivíduo consuma pouquíssimas calorias ou fique dias à base de líquidos. Estas dietas exageradas podem ter o efeito contrário do que o detox propõe e ao final causar o ganho de gordura e prejudicar a saúde.

Afinal, para que o organismo volte ao seu estado normal não são necessárias medidas tão extremas. "Após dois dias de retorno para uma alimentação saudável o nosso corpo já volta ao metabolismo de antes", diz a nutricionista Amanda Epifânio que integra o corpo clínico do CITEN.

Até mesmo a eficácia de qualquer dieta detox é questionada por alguns profissionais da saúde. "Não acredito que exista a condição que denominam de intoxicação. Os verdadeiros desintoxicantes do corpo são o fígado e os rins, e esses órgãos ficam sobrecarregados quando a alimentação é rica em gordura, sódio e açúcares. Porém, toda vez que saímos de uma alimentação cheia de gorduras para algo mais leve, isso reduz a sobrecarga do fígado e faz com que ele trabalhe de forma normal", constata Epifânio.

Contudo, há dietas detox que propõe justamente um regime que prioriza os alimentos saudáveis e que deixa de lado aqueles ricos em gorduras e açúcares. Saiba o que pode ser interessante nos regimes desintoxicantes e quais são os cuidados necessários ao realizar este plano de emagrecimento.

Quais alimentos realmente evitar

Alguns alimentos realmente sobrecarregam o fígado por serem ricos em substâncias que em excesso prejudicam organismo. Por isso, após momentos de abuso, é importante evitar alimentos que irão fazer com que esse órgão tenha uma atividade intensa.

A orientação é ter uma dieta balanceada, restringindo o consumo de alimentos ricos em gorduras trans e saturadas, é o caso da carne vermelha e produtos industrializados, como congelados e biscoitos. Comidas ou bebidas com aromas artificiais, corantes e aditivos químicos devem ter o consumo limitado, bebidas alcóolicas e açúcar também.

Alguns especialistas orientam cortar alimentos com glúten, como a farinha de trigo, lactose e soja. Caso a pessoa faça isso por conta, o tempo da dieta não deve passar de um a dois dias, se for mais do que isso a reintrodução dos alimentos é mais difícil, pois a pessoa pode ficar um pouco sensível às comidas e bebidas. "Isto é uma precaução, pois as alergias com esses ingredientes são frequentes", justifica a Ph.D em nutrição Andrea Dario Frias, coordenadora do centro de pesquisas Sanavita. A cafeína também é restringida por alguns profissionais da área da saúde. "Como os chás serão consumidos com maior frequência e eles já possuem essas substância, é recomendado não abusar do café", explica Frias.  

Colágenos Hidrolisados na dose certa como suplementação alimentar.

COLÁGENO É FUNDAMENTAL PARA A SAÚDE DAS ARTICULAÇÕES; ALIMENTAÇÃO É PRINCIPAL FONTE

Proteger as articulações desde jovem é muito importante para chegar à idade adulta com vitalidade e disposição. Isso porque o desgaste neste mecanismo que permite a movimentação de todo o corpo (joelhos, tornozelos, mãos, pés, coluna, ombros, punhos, quadril, cotovelo e mandíbula) é lento e gradual, ficando mais evidente na velhice. Ao longo do tempo, a deficiência em alguma articulação pode trazer dificuldades para se sentar e levantar, escrever, mastigar e até andar.

Para mantê-las saudáveis é preciso uma substância já bem conhecida, mas sempre associada a questões estéticas de firmeza da pele e envelhecimento: o colágeno. Essa proteína é fundamental para o funcionamento adequado da cartilagem articular, tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos, permitindo a execução dos movimentos do corpo. Sem as cartilagens articulares, um osso se chocaria com o outro e não seria possível se movimentar direito.

 A cartilagem articular funciona como uma mola ou esponja, que cede água quando pressionada e volta a sua forma primitiva quando a pressão cessa. É o que permite ao joelho, por exemplo, aguentar o peso do corpo. Nesse sistema, o colágeno atua como uma malha de sustentação, retendo as demais substâncias existentes dentro da cartilagem.

"Nossa cartilagem articular é composta por 70% de água e o restante por células chamadas condrócitos, condroblastos e fibroblastos. Os fibroblastos sintetizam as proteínas de colágeno e elastina, formando arcos de sustentação que funcionam como molas e ajudam na absorção de impactos diretos sobre a cartilagem", explica Nádia Lucila Rocha Brito, nutricionista clínica e esportiva do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O colágeno é a proteína mais abundante do organismo humano e apresenta-se em mais de dez tipos diferentes, com composições e funções distintas. "Ele fortalece os tecidos, promove elasticidade e dá resistência à pele, aos músculos, tendões, meniscos, ligamentos, veias, vasos e artérias, além de realizar a distribuição de fluídos em vasos sanguíneos e linfáticos. Portanto, sua função vai além da estética", aponta a especialista. O colágeno II é o tipo encontrado nas cartilagens articulares e produzido pelas células cartilaginosas.

Alimentação correta

A principal fonte de colágeno vem da alimentação. "Apesar de o colágeno ser produzido normalmente pelo organismo desde que nascemos, estudos mostram que a partir dos 30 anos o corpo sofre uma perda gradual da proteína, algo em torno de 1% ao ano", diz.

Por isso, é preciso incluir no cardápio com frequência alimentos de origem animal, como carnes vermelhas, frango, peixes e ovos, que são a principal fonte de colágeno. Já vegetais como soja, feijão, lentilha e grão de bico, apesar de não serem fontes diretas de colágeno, são fontes de proteínas que contribuem para a formação dessa sustância. "A recomendação de consumo diário de proteína para adultos, de acordo com o RDA (Recommended Dietary Allowance) e DRI (Dietary Reference Intakes) , dos EUA, é de 80 gramas por quilo de peso", conta a médica.

De acordo com uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feita entre 2008 e 2010, a alimentação de 90% dos brasileiros deixa a desejar neste sentido: ela é rica em produtos calóricos e de baixo teor nutritivo. "Menos de 10% atinge as recomendações de consumo de frutas, legumes e verduras, que é de 400 gramas ao dia", aponta a nutricionista. Isso transforma a população brasileira em alvo fácil de doenças e desgastes nas articulações.

A atenção deve ser redobrada após os 50 anos. Segundo a nutricionista, nesta fase da vida o corpo passa a produzir, em média, apenas 35% do colágeno necessário para os órgãos de sustentação. Para as mulheres a situação é ainda mais delicada. A deficiência de estrogênio que ocorre entre 45 e 50 anos devido à menopausa ocasiona uma diminuição da quantidade de fibroblastos, as células responsáveis pela produção do colágeno. "Estima-se que com a menopausa haja uma perda média anual de 2% de colágeno", fala Rocha Brito.

Em todos os casos, prevenir é sempre o melhor caminho. E no caso das articulações, quanto antes, melhor. "É com uma alimentação equilibrada, prática de atividade física e a não exposição a fatores que causam riscos à saúde - como estresse, fumo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas - que conseguimos uma vida saudável e prolongada", afirma a especialista do HC.

Fonte:http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=92&id=1398&menu=2

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Pet Shops e outras lojas do segmento continuam desrespeitando a Resolução Nº 1.069 de 27 de outubro de 2014, em seu "artigo 5°.

A lei que não é cumprida

C&T: Não sou jornalista investigativo nem trabalho para órgãos defensores dos animais, mas como cidadão tenho o direito de fazer uso de qualquer meio de comunicação, principalmente as redes sociais que são uma fonte das mais democráticas hoje existente de expressão da sociedade, para cobrar das autoridades que cumpram o papel fiscalizador determinado por lei em todos os recantos desse país para fazer valer a Resolução Nº 1.069 de 27 de outubro de 2014, em seu "artigo 5°: O responsável técnico deve assegurar que as instalações e locais de manutenção dos animais:..." que é preservar o animal de ambientes estressante como barulhos e outras situações semelhantes.

No Estado de Sergipe está longe dessa norma ser aplicada em sua plenitude, basta visitar algumas lojas de pet  nas principais avenidas da capital Aracaju que encontraremos diversas gaiolas com espaço inadequado, condições higiênicas impróprias e barulho excessivo que estressam os animais ali presos. Cadê o cumprimento da norma em vigor desde 15 de janeiro?


Outro ponto interessante, acredito que complicador para cumprimento da norma, é que eventuais fiscalizações priorizam as lojas de melhor porte e devidamente credenciadas pelos órgão públicos competentes e não atingem as irregulares como prioridade. Não é raro encontrar esses pontos irregulares em áreas movimentadas sem existência de um único documento, principalmente aquele que determina a personalidade jurídica de uma empresa, o CNPJ. São centenas de estabelecimentos sem documentos e sem profissionais habilitados (responsável técnico). É lamentável que a justiça seja reativa e não proativa.


Até quando vamos denunciar esta e outras deficiências do poder público?


Escrito por: Edson Teófilo Fernandes

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Todo cidadão tem direito a medicamentos de forma gratuita. É obrigação do Estado!

Imagem captada no google.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
 
Estado é obrigado a dar medicamento a quem não pode pagar

Os remédios com prescrição médica devem ser fornecidos até mesmo para quem é atendido por plano de saúde. 
Sai ano e entra ano, e as notícias com reclamações de falta de medicamentos, principalmente de uso excepcional, ressurgem. É uma luta de pessoas vítimas de várias doenças que precisam de determinados remédios para poder viver, mas que o Estado não consegue suprir com agilidade, ou por falta de recursos ou por má gestão administrativa mesmo.

Quem não consegue pagar por um medicamento prescrito, tem o direito de receber gratuitamente do Estado, afirma a advogada especialista em direto da Saúde, Renata Vilhena. Essa determinação está estabelecida por lei desde 1990.

"Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado deverá efetuar a entrega dos medicamentos, mediante prescrição médica. Mesmo os cidadãos atendidos por planos de saúde têm esse direito assegurado", destaca Renata.

Os principais medicamentos fornecidos pelo sistema público são aqueles incluídos na Relação Nacional de Medicamentos (Rename). Esta é uma lista nacional oficial de medicamentos considerados básicos. Se o médico prescrever um medicamento cujo nome não consta na Rename, primeiro é preciso verificar se não existe alternativa na própria Relação.

O médico deve sempre privilegiar os remédios que fazem parte da Rename. "Se for indispensável ao tratamento, o médico tem autonomia de prescrever outro medicamento, desde que sua eficácia já tenha sido comprovada", aponta a especialista.

Muitos medicamentos de uso contínuo são caros e a sua disposição é feita em caráter excepcional, diferente dos medicamentos essenciais. Mesmo esses medicamentos, usados por pacientes crônicos ou portadores de patologias raras, devem ser distribuídos gratuitamente. O Programa de Medicamentos Excepcionais, do Ministério da Saúde, adquire ou transfere recursos para que os Estados forneçam esses medicamentos aos pacientes.

"Devido ao seu custo maior, os medicamentos excepcionais são os que mais faltam na rede pública. Como consequência, mais e mais cidadãos recorrem ao Poder Judiciário para obter os remédios de que necessitam. E a Justiça, com base na Lei, geralmente tem garantido esse direito aos que solicitam", orienta Renata.

Laudo médico
Na cartilha da Associação dos Familiares e Amigos dos portadores de Doenças Raras, muitos desses casos podem chegar as mais altas instâncias da Justiça. Mas há um entendimento que o fornecimento aos pacientes carentes é de responsabilidade do poder público. A cartilha orienta que o usuário deve ter um laudo médico que especifique claramente os medicamentos necessários, bem como o diagnóstico com o Código de Identificação de Doença (CID) e a justificativa do médico para a solicitação.

O laudo médico de ser legível e assinado pelo médico, sempre com o carimbo, com o nome e o CRM do profissional.

Padrinho Agência de Conteúdo

Divulgado por : Terra


Artigo extraído e republicado na íntegra de: http://comunidadefarmciabrasileira.blogspot.com.br/2015/02/estado-e-obrigado-dar-medicamento-quem.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+ComunidadeFarmciaBrasileira+(Comunidade+Farm%C3%A1cia+Brasileira)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Colágeno na forma mais deliciosa de consumi-lo nesse verão.

"Sucesso entre famosas, picolé de colágeno promete dar firmeza à pele

Colágeno também contribui para o fortalecimento das unhas, articulações, cabelos e para a hidratação da pele e dos intestinos
 
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 28/01/2015
 
O verão já começou e muita gente anda procurando maneiras de driblar o calor. Quem não está trabalhando, vai à praia. Quem está, abusa do ar condicionado. E há também quem prefere se refrescar com algo gelado, como um sorvete ou um picolé.
Para poder aproveitar as delícias da melhor estação do ano e permanecer com os nutriente em dia, a Sanavita, uma empresa de alimentação nutritiva e saudável, divulgou algumas receitas de picolés de colágeno, que já virou febre entre as famosas.
 
(Foto: Divulgação)
 
A principal função do colágeno é dar firmeza à pele. Ou seja, as mulheres podem usar e abusar dessa proteína, para evitar o surgimento de rugas. O colágeno também contribui para o fortalecimento das unhas, articulações, cabelos e para a hidratação da pele e dos intestinos.
 
Confira três receitas bem gostosas e nutritivas de picolés de colágeno:
  • Picolé de polpa de açaí, banana e Force Skin, Hair & Nails
1 polpa de açaí congelada (sem xarope de glicose)
1 banana média e madura
4 medidores de Forcee
70 ml de água
Bata tudo no processador e coloque pra gelar em forminhas.
Rende 5 picolés
Características: sem leite e derivados, sem açúcar, rico em antioxidantes e em proteínas.
Informação nutricional por porção: 1 picolé
Calorias: 50 kcal
Carboidratos: 9,3g
Proteínas: 4g
Lipídeos: 0
Fibra alimentar: 1,66 g
  • Picolé de coco com colágeno original
50 ml de leite de amêndoas
4 colheres de sopa de leite de coco
20g de colágeno original diluídos em 30ml de água
12 gotas de sucralose
Bata tudo no processador e coloque pra gelar em forminhas.
Rende 4 picolés
Características: sem leite e derivados, sem açúcar, rico em proteínas.
Informação nutricional por porção: 1 picolé
Calorias: 71 kcal
Carboidratos: 0,3g
Proteínas: 5,4g
Lipídeos: 2,g
  • Picolé de pasta de amendoim e colágeno chocolate
2 colheres de sopa de pasta de amendoim integral sem açúcar
100ml de água
4 medidores de colágeno sabor chocolate
1 colher de cacau em pó
12 gotas de sucralose 
Bata tudo no processador e coloque pra gelar em forminhas
Rende 2 picolés
Características: sem leite e derivados, sem açúcar, rico em proteínas
Informação nutricional por porção: 1 picolé
Calorias: 138 Kcal
Carboidratos: 4,9g
Proteínas:15,0g
Lipídeos: 8,0g
Fibra Alimentar: 5,6g"
 
 

Fraudes ameaçam a vida dos consumidores de forma assustadora até mesmo na maior economia do mundo.

"Suplementos com supostas fraudes são tirados das prateleiras nos EUA
Exames de DNA constataram que 79% não tinham o ingrediente ativo que aparecia no rótulo ou estavam contaminados com arroz, feijão e até areia.
 
Nos Estados Unidos, mais de 20 marcas de suplementos alimentares foram retiradas das prateleiras. As autoridades investigam possíveis fraudes na composição desses produtos.

Mais de 150 milhões de americanos têm o hábito de tomar suplementos: Ginko Biloba para a memória, Ginseng para aumentar as defesas do organismo.

São 65 mil tipos à venda, um mercado que virou alvo do procurador-geral de Nova York. Ele mandou quatro redes de supermercado e farmácia retirar das prateleiras 24 suplementos. Exames de DNA constataram que 79% não tinham o ingrediente ativo que aparecia no rótulo ou estavam contaminados com arroz, feijão e até areia.

"Muitos suplementos que as pessoas tomam para manter a saúde representam um perigo para quem tem alergia ou toma remédios", disse o procurador.

Os suplementos não são testados pelo governo antes de chegar ao mercado. A FDA, a agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, determina apenas que as empresas garantam a segurança e a rotulagem adequada dos produtos.

O presidente da associação dos fabricantes criticou a metodologia do exame divulgado pelo procurador. "O DNA nem sempre aparece no produto final, mas isso não quer dizer que a substância não esteja lá", afirma.

Mesmo contrariadas, as lojas suspenderam a venda dos produtos com problemas, mas de olho na maioria, que continua sendo vendida e movimenta todo ano o equivalente a R$ 16 bilhões."

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/02/suplementos-com-supostas-fraudes-sao-tirados-das-prateleiras-nos-eua.html

As 10 Indústrias Farmacêuticas que mais faturaram em 2014 no Brasil

Nota de C&T:
Não são as 10 maiores do Brasil, são as 10 indústrias que mais faturaram no Brasil, do Brasil mesmo só são 40% delas, as demais são multinacionais que faturam alto e contribuem intensamente com pesquisas em favor da humanidade. Empresas brasileiras ainda investem muito pouco em pesquisas, mas o Brasil tem potencial de consumo que justificaria maiores investimentos.
 
 
"As 10 maiores indústrias farmacêuticas do país em 2014
 
São Paulo – Em 2014, 871,7 milhões de unidades de medicamentos genéricos foram vendidos no país, um negócio que gerou um faturamento de R$ 13,7 bilhões para as empresas do setor, 18,5% em relação ao ano anterior.
 
As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos indicadores do IMS Health.
 
“Com preços, em média, 60% inferiores aos produtos de referência, os genéricos ganham ainda mais relevância em cenários de economia estagnada e risco de comprometimento na renda”, afirma Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos, por meio de comunicado.
 
A seguir, confira a lista das empresas que mais faturaram com a venda de remédios no país, segundo levantamento da PróGenéricos, com base em dados da IMS Health. 
 
EMS Corp
Linha de produção da EMS, em São Paulo
2/12 Alexandre Battibugli/EXAME.com
Apenas com a área de venda de medicamentos, a EMS faturou US$ 3,4 bilhões no ano passado, valor 5,79% maior em relação a 2013. A companhia também foi a que mais vendeu genéricos no país, segundo o estudo: US$ 2,084 bilhões, ou seja, 62% de toda a sua receita veio dessa modalidade. 
 
Hypermarcas
hypermarcas
3/12 DivulgaçãoHypermarcas
Em 2014, a Hypermarcas faturou US$ 2,69 bilhões com vendas de remédios no Brasil, crescimento de 11,43% ante os resultados do ano anterior. A empresa foi a terceira entre as maiores vendedoras de genérico para os brasileiros, com US$ 817 milhões em faturamento. 
Os valores foram fornecidos pela PróGenéricos e não pela companhia que tem capital aberto e divulgará seu balanço em 6 de feveiro.
 
Sanofi
Grupo farmacêutico Sanofi
4/12 Eric Piermont/AFP
Entre as dez maiores do setor, segundo a pesquisa, a Sanofi foi a única que apresentou queda de receita no período. A empresa faturou US$ 2,291 bilhões com remédios no país, 9,42% a menos que em 2013. A queda de genéricos comercializados pela companhia foi duas vezes maior e as vendas na modalidade somaram US$ 1,123 bilhão.
 
Novartis
Prédio na sede da Novartis, em São Paulo
5/12 Luísa Melo/Exame.com
Em 4º lugar no ranking aparece a Novartis com o faturamento de US$ 1,779 bilhão com a venda de medicamentos no Brasil, segundo o levantamento. A farmacêutica foi a 5ª que mais vendeu genéricos no país - US$ 591 milhões em vendas no ano.
 
Aché
Produção de medicamentos do Aché
6/12 Divulgação
A brasileira Aché faturou US$ 1,527 bilhão com remédios no país em 2014, 8,73% mais em relação a 2013. Do montante, US$ 433 milhões equivalem ao faturamento com genéricos.
 
Eurofarma
Laboratório da Eurofarma
7/12 Lia Lubambo/ Você SA
Em 6º lugar no ranking está a Eurofarma, empresa que somou US$ 1,33 bilhão em vendas de medicamentos para o Brasil, em 2014, e que apresentou o maior crescimento em relação a 2013: 18%.
A empresa figura em 4º lugar entre as farmacêuticas que mais venderam genéricos no país no ano passado, com US$ 627 milhões no total – número 33,26% maior que o de 2013.
 
Takeda
Farmacêutica Takeda
8/12 Yuzuru Yoshikawa/Bloomberg
A Takeda Pharma aparece em 7º lugar entre as que mais venderam medicamentos no país em 2014 - US$ 869,3 milhões foram faturados no total, valor 1,15% maior em relação ao ano anterior. A empresa não figura entre as dez que mais venderam genéricos no país.
 
Bayer
Sede da Bayer, em Berlim
9/12 John Macdougall/AFP
Outra que não figura entre as maiores em vendas de genéricos no país é a Bayer, farmacêutica que faturou US$ 766,3 milhões com a venda de remédios no Brasil em 2014,
número 6,21% superior ao atingido no ano anterior, segundo o estudo. 
 
Pfizer
Funcionário em um centro de pesquisa da Pfizer, em Cambridge
10/12 Chris Ratcliffe/Bloomberg
Apenas com a venda de remédios no país, a Pfizer faturou US$ 736,6 milhões em 2014, 0,66% acima dos US$ 731,83 milhões vendidos um ano antes, de acordo com o levantamento. 
 
GSK
O grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline (GSK)
11/12 Ben Stansall/AFP
No ano, a companhia britânica GSK faturou US$ 658,9 milhões em medicamentos no Brasil, 1,33% a mais que em 2013, de acordo com o levantamento. A empresa é outra que não figura na lista das 10 companhias que mais venderam genéricos no Brasil. "