segunda-feira, 23 de setembro de 2013

NOTA DA COCA-COLA (Rato dentro do refrigerante)

A Coca-Cola divulgou, nesta terça-feira, um comunicado em resposta a um consumidor que alega ter encontrado um rato dentro de uma garrafa ainda lacrada. O caso de Wilson Batista Rezende foi registrado em dezembro de 2000 e noticiado há cerca de dez dias na TV Record.        Ele comprou um pacote com seis garrafas no supermercado na cidade de São Paulo, e "sentiu os órgãos queimarem" ao consumir uma delas.
 
 

“Ingeri meio gole de uma das seis garrafas de dois litros de Coca-Cola contaminada com restos de rato, e senti corroer meu esôfago, língua e estômago. Foi quando cuspi o restante para fora da boca, desesperado e com a indescritível ardência, literalmente por todo meu aparelho digestivo. Verifico o copo que me servi e percebo pequenos fios de pelos de ratos junto ao líquido”, explica Wilson no perfil dele no Facebook.
Em resposta, a Coca-Cola afirmou:
“Todos os nossos produtos são seguros e os ingredientes utilizados são aprovados pelos órgãos regulatórios, em um histórico de 127 anos de compromisso e respeito com os consumidores. Os nossos processos de fabricação e rígidos protocolos de controle de qualidade e higiene tornam impossível que um roedor entre em uma garrafa em nossas instalações fabris. Lamentamos o estado de saúde do consumidor, mas reiteramos que o fato alegado não tem fundamento e é totalmente equivocada a associação entre o consumo do produto e o seu estado de saúde”.
Wilson Rezende ficou com sequelas após o incidente, com dificultades motoras e de fala. O consumidor entrou com um processo na Justiça para cobrar uma ação da Coca-Cola. Desde então tenta provar que a bebida foi a responsável pelos problemas de saúde dele. Wilson alega, por meio de atestados de laboratório e médicos, que havia restos de ratos nas garrafas.
Segundo Wilson, um representante da empresa foi até a casa dele e pediu que entregasse as garrafas de Coca-Cola. Ele decidiu manter algumas delas - a garrafa que ele já tinha consumido e a que havia identificado um objeto estranho, que seria uma cabeça de rato. Para conseguir alguma resposta da empresa e da Justiça, Wilson já fez até greve de fome.


Dirceu foi condenado sem provas, diz Ives Gandra


MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas. A teoria do domínio do fato foi adotada de forma inédita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para condená-lo.
Sua adoção traz uma insegurança jurídica "monumental": a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios. 

Quem diz isso não é um petista fiel ao principal réu do mensalão. E sim o jurista Ives Gandra Martins, 78, que se situa no polo oposto do espectro político e divergiu "sempre e muito" de Dirceu.
Com 56 anos de advocacia e dezenas de livros publicados, inclusive em parceria com alguns ministros do STF, Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, diz que o julgamento do escândalo do mensalão tem dois lados.
Um deles é positivo: abre a expectativa de "um novo país" em que políticos corruptos seriam punidos.
O outro é ruim e perigoso pois a corte teria abandonado o princípio fundamental de que a dúvida deve sempre favorecer o réu.




Folha - O senhor já falou que o julgamento teve um lado bom e um lado ruim. Vamos começar pelo primeiro.
Ives Gandra Martins - O povo tem um desconforto enorme. Acha que todos os políticos são corruptos e que a impunidade reina em todas as esferas de governo. O mensalão como que abriu uma janela em um ambiente fechado para entrar o ar novo, em um novo país em que haveria a punição dos que praticam crimes. Esse é o lado indiscutivelmente positivo. Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato. 

Por quê?
Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu]. 

Houve uma mudança nesse julgamento?
O domínio do fato é novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha [do mensalão]. Aliás, pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade. 

O domínio do fato e o "in dubio pro reo" são excludentes?
Não há possibilidade de convivência. Se eu tiver a prova material do crime, eu não preciso da teoria do domínio do fato [para condenar]. 

E no caso do mensalão?
Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV [na década de 1980]. Eu me dou bem com o Zé, apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha. 

O "in dubio pro reo" não serviu historicamente para justificar a impunidade?
Facilita a impunidade se você não conseguir provar, indiscutivelmente. O Ministério Público e a polícia têm que ter solidez na acusação. É mais difícil. Mas eles têm instrumentos para isso. Agora, num regime democrático, evita muitas injustiças diante do poder. A Constituição assegura a ampla defesa -ampla é adjetivo de uma densidade impressionante. Todos pensam que o processo penal é a defesa da sociedade. Não. Ele objetiva fundamentalmente a defesa do acusado.

E a sociedade?
A sociedade já está se defendendo tendo todo o seu aparelho para condenar. O que nós temos que ter no processo democrático é o direito do acusado de se defender. Ou a sociedade faria justiça pelas próprias mãos.
Discutiu-se muito nos últimos dias sobre o clamor popular e a pressão da mídia sobre o STF. 

O que pensa disso?
O ministro Marco Aurélio [Mello] deu a entender, no voto dele [contra os embargos infringentes], que houve essa pressão. Mas o próprio Marco Aurélio nunca deu atenção à mídia. O [ministro] Gilmar Mendes nunca deu atenção à mídia, sempre votou como quis.
Eles estão preocupados, na verdade, com a reação da sociedade. Nesse caso se discute pela primeira vez no Brasil, em profundidade, se os políticos desonestos devem ou não ser punidos. O fato de ter juntado 40 réus e se transformado num caso político tornou o julgamento paradigmático: vamos ou não entrar em uma nova era? E o Supremo sentiu o peso da decisão. Tudo isso influenciou para a adoção da teoria do domínio do fato. 

Algum ministro pode ter votado pressionado?
Normalmente, eles não deveriam. Eu não saberia dizer. Teria que perguntar a cada um. É possível. Eu diria que indiscutivelmente, graças à televisão, o Supremo foi colocado numa posição de muitas vezes representar tudo o que a sociedade quer ou o que ela não quer. Eles estão na verdade é na berlinda. A televisão põe o Supremo na berlinda. Mas eu creio que cada um deles decidiu de acordo com as suas convicções pessoais, em que pode ter entrado inclusive convicções também de natureza política. 

Foi um julgamento político?
Pode ter alguma conotação política. Aliás o Marco Aurélio deu bem essa conotação. E o Gilmar também. Disse que esse é um caso que abala a estrutura da política. Os tribunais do mundo inteiro são cortes políticas também, no sentido de manter a estabilidade das instituições. A função da Suprema Corte é menos fazer justiça e mais dar essa estabilidade. Todos os ministros têm suas posições, políticas inclusive. 

Isso conta na hora em que eles vão julgar?
Conta. Como nos EUA conta. Mas, na prática, os ministros estão sempre acobertados pelo direito. São todos grandes juristas. 

Como o senhor vê a atuação do ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso?
Ele ficou exatamente no direito e foi sacrificado por isso na população. Mas foi mantendo a postura, com tranquilidade e integridade. Na comunidade jurídica, continua bem visto, como um homem com a coragem de ter enfrentado tudo sozinho. 

E Joaquim Barbosa?
É extremamente culto. No tribunal, é duro e às vezes indelicado com os colegas. Até o governo Lula, os ministros tinham debates duros, mas extremamente respeitosos. Agora, não. Mudou um pouco o estilo. Houve uma mudança de perfil. 

Em que sentido?
Sempre houve, em outros governos, um intervalo de três a quatro anos entre a nomeação dos ministros. Os novos se adaptavam à tradição do Supremo. Na era Lula, nove se aposentaram e foram substituídos. A mudança foi rápida. O Supremo tinha uma tradição que era seguida. Agora, são 11 unidades decidindo individualmente. 

E que tradição foi quebrada?
A tradição, por exemplo, de nunca invadir as competências [de outro poder] não existe mais. O STF virou um legislador ativo. Pelo artigo 49, inciso 11, da Constituição, Congresso pode anular decisões do Supremo. E, se houver um conflito entre os poderes, o Congresso pode chamar as Forças Armadas. É um risco que tem que ser evitado. Pela tradição, num julgamento como o do mensalão, eles julgariam em função do "in dubio pro reo". Pode ser que reflua e que o Supremo volte a ser como era antigamente. É possível que, para outros [julgamentos], voltem a adotar a teoria do "in dubio pro reo". 

Por que o senhor acha isso?
Porque a teoria do domínio do fato traz insegurança para todo mundo. 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

As Farmacêuticas, as 7 Irmãs e a Vergonhosa História do Petróleo

A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA CRIMINOSA. O alemão Dr. Matthias Rath faz um apelo de coragem a todos os alemães, onde acusa a indústria farmacêutica. Talvez um dia a humanidade caia na realidade, de que para a elite económica e financeira que nos (des)governa e que não passam de ramificações deste maligno cartel fundado em 1913, não passamos de cobaias no terreno  cuja VIDA não vale um dólar em papel.



"Se, por um lado não tive oposição no âmbito científico, pelo outro, a oposição por parte da indústria farmacêutica é terrível. Durante os cinco últimos anos, a sua estratégia principal tem sido tentar desprestigiar a divulgação destas descobertas na área da saúde natural, não patenteável, no intuito de proteger o seu negócio com investimentos de muitos milhares de milhões de dólares com a doença."
"O único motivo pelo qual a indústria farmacêutica não se defrontou comigo é porque eu relacionei este negócio sem escrúpulos ou "negócio com a doença" com os maiores crimes contra a humanidade cometidos durante o século 20: a morte maciça durante a segunda guerra mundial. É um facto histórico que o cartel das indústrias farmacêutica e petroquímica financiaram a chegada ao poder de Hitler 70 anos atrás. A Segunda Guerra Mundial foi principalmente uma guerra pela conquista dos recursos naturais existentes na Europa do Leste e na Ásia." M. Rath

Deixo aqui ficar  quatro importantes episódios que passaram na RTP2 sobre o cartel do petróleo e a sua relação com o cartel químico/farmacêutico:  O Segredo Das 7 Irmãs. Neste excelente e completo documentário A Vergonhosa História do Petróleo  vem explicado os interesses políticos do séc XX e XXI na Eurásia e mais recentemente a queda da URSS. Embora este post tenha sido já divulgado o Guerra Silenciosa, insisto devido à sua importância.
Se quiserem perceber o enredo da política mundial, sigam os pipelines, ou oleodutos. Aqui pode ver a série completa e esclarecedora para que se percebam as conjunturas no mundo.
1/4 O SEGREDO DAS SETE IRMÃS - Tempestades e fortunas no Deserto

EPISÓDIO 2/4 - O SEGREDO DAS SETE IRMÃS - Safari no Eldorado Negro

"É amiúde afirmado que a China  se rege por regras diferentes dos EUA e europeus. Eles não têm ONG a escrutinar o seu comportamento nem se preocupam tanto com os direitos humanos, por isso em sítios como o Sudão, desenvolveram um relacionamento com o presidente Al Bashir que é acusado de violações aos Direitos Humanos". O petróleo sudanês é vital para a China onde aparece como benfeitora fornecendo capital e tecnologia. É um negócio sem escrúpulos.   28.00 mt

3/4 O SEGREDO DAS SETE IRMÃS - A dança do Urso




EPISODIO 4/4: O Segredo das 7 irmãs - TEMPO DE MENTIRAS

EXCELENTE SÉRIE DE DOCUMENTÁRIOS A QUE TODOS OS CIDADÃOS DO MUNDO DEVERIAM ASSISTIR PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA.
 
Fonte: http://www.dihitt.com/barra/as-farmaceuticas-as-7-irmas-e-a-vergonhosa-historia-do-petroleo 

Balconistas de Farmácias. Você confia no atendimento recebido nos balcões de Farmácias e Drogarias do Brasil?

Reprodução autêntica de um e-mail recebido pelo responsável por este Blog diretamente do site Atualização Farmacêutica.

"Olá! Meu nome é Wilson Coimbra. Eu sou farmacêutico e neste e-mail quero conversar com você sobre o trabalho em farmácias e drogarias... e também sobre a Importância do Profissional do Varejo Farmacêutico.

Qual o motivo para eu falar em "Importância do profissional..."?

Algumas situações que acontecem na vida das pessoas somente são resolvidas por um profissional do varejo farmacêutico que trabalha em uma farmácia ou drogaria...

Veja isto:

Tarcísio Palhano, da Universidade Federal do Rio Grande Do Norte (Ele é uma referência como Farmacêutico Clínico no Brasil), realizou um trabalho interessante com os seus alunos: Ele fez uma receita falsa, com letras em garranchos (os nomes dos medicamentos não existem). Nesta receita foram

colocados 3 medicamentos com nomes inexistentes. Com uma assinatura com o nome de um médico incompreensível e também inexistente, podemos dizer "fantasma". Estas receitas foram entregues em 40 farmácias. Sabe o resultado? Foram adquiridas 47 unidades de medicamentos de 17 especialidades farmacêuticas diferentes.Quem atendeu esta receita? Que tipo de profissional é este que está atendendo no varejo farmacêutico? Em toda profissão temos profissionais despreparados.

E como se preparar para resolver as situações?

Aí é que começam OS NOSSOS PROBLEMAS para ATUALIZAR nossos conhecimentos... Falta de tempo... Cansaço... E o que é pior... É muita coisa teórica, muita informação, muito "decoreba"... Ter que estudar toda a

Farmacologia e depois ver o que colocar em prática... às vezes desanima... É muito chato. Desculpe o meu modo de falar, mas estudar Farmacologia é um Saco... Pronto... falei..."

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Farmacêuticas crescem há 10 anos, superam dólar e querem 'mais PIB'

Setor projeta encerrar o ano com alta de 9,2% nas vendas, sobre 2012.
Indústria quer participação maior do governo nos gastos com remédios.


Com crescimento nos últimos dez anos, o setor farmacêutico não sabe o que é crise na indústria e, apesar apesar da alta do dólar e seu impacto no preço da matéria-prima, não tem dúvidas que 2013 também vai fechar em alta. Ainda assim, as farmacêuticas esperam uma participação mais efetiva do governo nos gastos com a saúde, o que daria ainda mais fôlego ao setor.

O mercado de remédios projeta encerrar o ano com vendas no patamar de R$ 54,2 bilhões, uma alta de 9,2% em relação ao ano passado. O nível de emprego e a condição socioeconômica do brasileiro são as principais causas do bom desempenho, citadas tanto pelo representante das indústrias quanto pela maior delas no mercado interno.

"A EMS dobra de tamanho a cada três anos", afirma Mário Nogueira, vice-presidente institucional corporativo da EMS, empresa com fábrica em Hortolândia (SP). A gigante, presente hoje em 40 países, faturou R$ 5,9 bilhões em 2012, crescimento de 27,3%.

"O medicamento é muito sensível ao acesso da população a isso", diz o economista Celio Hiratuka, professor-doutor da Faculdade de Economia da Unicamp. Ele lembra que é diferente o "desejo de consumo" por um determinado produto, como um novo computador, e a necessidade de comprar remédio. Mas ele lembra que há outros fatores que determinam o crescimento das farmacêuticas, como o investimento em novas tecnologias e estratégia comercial.

Dados da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) apontam que as vendas de medicamentos nas redes de drogarias e farmácias subiram 16,8% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 4,3 bilhões.

Os remédios e o PIB
Os números em crescimento contrastam, porém, com outros que a indústria espera reverter. Uma das reivindicações e esperança do setor é que o governo aumente a participação nos gastos em saúde, hoje na proporção de 4,2% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), de um total de 9%.

"Se a pessoa está empregada e sente uma dor de cabeça, ela vai à farmácia e compra um remédio. Mas se está sem emprego, entra no quarto escuro e espera a dor passar", afirma o presidente-executivo da entidade que representa a indústria farmacêutica, Nelson Mussolini.

Os medicamentos contra doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, são os carros-chefes da indústria, seguidos pelos remédios para a terceira idade e para tratar o câncer. São patologias comuns de outros países, onde o segmento industrial busca garantir a escalada de crescimento.

Alta do dólar
O mercado externo está na pauta da indústria farmacêutica não apenas pelas exportações, mas pela matéria-prima que vem de fora, na ordem de 90% do total. Com o dólar nas alturas, o impacto ainda não foi sentido. Segundo o Sindusfarma, as indústrias se adaptaram e em muitos casos estão "reduzindo a rentabilidade dos acionistas", já que o nível de emprego é mantido, assim como o preço dos remédios ao consumidor final, controlado pelo governo.

A posição da indústria farmacêutica brasileira no cenário internacional vai ganhar ainda mais destaque nos próximos anos, segundo projeção da IMS Health, entidade que mede o desempenho do setor. Em oito anos, o Brasil passou da 10ª para a 6ª posição no mercado farmacêutico mundial, entre 2003 e 2011. Para 2016, ano em que sediará as Olimpíadas, a previsão é que o país ocupará a 4ª colocação, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Antibióticos combinados podem ser opção contra infecções

Pesquisa da USP foi testada em camundongos e teve resultados satisfatórios na utilização conjunta dos remédios

Experimentos realizados com camundongos, na faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, descobriram que é possível combinar diferentes antibióticos para se obter resultados mais positivos no tratamento de infecções hospitalares provocadas por alguns tipos de bactérias.

Embora ainda estejam em fase inicial, os estudos representam uma alternativa ao uso solitário de medicamentos para combater esse tipo de infecção.

A ideia surgiu depois que a biomédica Micheli Medeiros observou que faltam medicamentos eficazes contra alguns tipos de bactérias, já que algumas variedades delas são multirresistentes, ou seja, possuem resistência a mais de um antibiótico.

— Um dos motivos para o surgimento dessas "superbactérias" é proveniente do uso excessivo e indiscriminado desses medicamentos — afirma a pesquisadora.

Micheli estudou o tema na pesquisa de mestrado com o título Avaliação in vitro e in vivo de efeitos sinérgicos de antibacterianos para o tratamento de infecções porAcinetobacter baumannii multirresistentes produtoras de carbapenemases tipo OXA endêmicas no Brasil, sob orientação do professor Nilton Erbet Lincopan Huenuman.

De início, realizou uma série de testes e combinações em laboratório visando o tratamento contra um tipo da bactéria chamada Acinetobacter baumannii, muito comum no meio hospitalar e que apresenta alto índice de resistência a medicamentos.

A ideia era que, se um antibiótico não está funcionando para determinada bactéria porque ela se tornou resistente, então seria utilizada uma combinação de dois deles para testar a eficácia na solução da doença.

Foram desenvolvidas em laboratório, na fase de triagem, 30 combinações diferentes de antibióticos. Destas, 14 tiveram resultados mais satisfatórios e demonstraram potencial de eficácia.

A pesquisadora selecionou uma dessas para a fase de testes em camundongos. Na segunda fase, os camundongos-cobaias foram divididos em cinco grupos, todos eles apresentando um grau de infecção elevado.

O primeiro deles teve a injeção de salina. O segundo foi tratado com apenas um tipo de antibiótico da combinação selecionada previamente, o polimedicina, numa concentração tida como satisfatória. O terceiro grupo recebeu doses do outro antibiótico selecionado, o emipenem. O outro grupo foi submetido ao tratamento da combinação de ambos os antibióticos e o último grupo não recebeu qualquer tipo de medicação.

— Fizemos um tratamento durante três dias, injetando as doses a cada 12 horas — descreve Micheli.

Os resultados do tratamento mostraram que, separadamente, os antibióticos não apresentavam uma ação eficaz contra a bactéria. Já na utilização conjunta, as drogas atuavam de forma satisfatória e se mostravam potencialmente eficazes.

Aplicação em humanos

Micheli acredita que o projeto tem potencial para evoluir para a fase de testes em humanos, e que os próximos passos dependem de uma série de investimentos e de aprovações médicas para uso clínico.

Segundo ela, o uso combinado de antibióticos "possui vários benefícios para o paciente, diminuindo, por exemplo, a concentração de medicamentos utilizados durante o tratamento".

A pesquisadora ressalta ainda que, em alguns tratamentos, se utiliza uma quantidade muito elevada de antibióticos, o que contribui para aumentar a toxicidade no organismo dos pacientes. De acordo com ela, isso acaba causando outros problemas futuros de saúde, que podem variar desde complicações nos rins até o comprometimento do aparelho auditivo.

Nesse sentido, o projeto acaba atuando como alternativa para a prevenção de complicações nos quadros clínicos dos internados e contribuindo para o controle das infecções dentro do hospital.

Anvisa suspende a venda de 4 medicamentos

Medicamentos irregulares condenados são das empresas farmacêuticas Pharlab, Natulab, e Nasolve...

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, ontem, a suspensão da distribuição, comércio e uso de quatro medicamentos. Dois são fabricados pela Pharlab Indústria Farmacêutica. 

Todos os lotes de 2010 até 2013 da Loratadina D, utilizada para aliviar sintomas associados a rinite alérgica, foram condenados. O lote 012509 do Cedrilax 30 (comprimidos) apresentou desvio de qualidade em sua fabricação e também foi suspenso. 

Já no lote 46202 do medicamento Kollangel, fabricado pela empresa Natulab Laboratórios, foram constatadas irregularidades na rotulagem. A Anvisa interditou ainda, cautelarmente, o lote CN121046C da solução de cloreto de sódio 9ml/ml Nasolive, fabricado em setembro de 2012 pela Farmace Indústria.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ações da GSK caem após orientações da FDA para genéricos do Advair® (No Brasil Seretide).

11/09/2013 - 09:44
As acções da GlaxoSmithKline (GSK) caíram até 3,6 por cento na terça-feira, após a FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) ter lançado um projecto de orientações sobre o desenvolvimento de versões genéricas de substituição de combinação de medicamentos inalados, como o Advair® (fluticasona / salmeterol) da companhia. O produto, que é vendido como Seretide® fora dos EUA, gerou vendas de cerca de 5.1 mil milhões de libras (8 mil milhões de dólares) no ano passado, avança o site FirstWord.


O analista da Bernstein Tim Anderson disse que os requisitos parecem "bastante benignos", enquanto o analista da Bloomberg Industries Sam Fazeli referiu que a orientação apenas exige "testes pré-clínicos relativamente básicos e um ensaio clínico muito curto", Fazeli disse que a orientação "requer apenas ensaios para a asma, embora o Advair® seja usado na asma e doença pulmonar obstrutiva crónica", acrescentando que "os ensaios também são apenas solicitados na menor dose aprovada de Advair®". O analista sugeriu que "é provável que estes sejam pontos de foco para a GSK e outras fabricantes de marca contestarem".
 
Embora as patentes sobre os ingredientes activos do Advair® tenham expirado, o dispositivo inalador Diskus® permanece protegido por patentes americanas até 2016. Na Europa, a Medical Products Agency da Suécia aprovou a versão genérica do Advair® da Elpen Farmacêutica em 2011, enquanto o medicamento genérico está disponível na Grécia desde 2009.
 

A visão central e o diabetes

Artigo 10/09/2013
Abelardo Targino
Médico oftalmologista
 
Em grande parte dos países desenvolvidos, o diabetes está alocado entre as principais causas de insuficiência renal, amputação de membros inferiores e cegueira. A maior causa de cegueira em pacientes com o quadro de diabetes é o edema macular diabético (EMD). Trata-se de um inchaço causado pelo acúmulo de líquidos na mácula, região central da retina onde se formam as imagens de maior qualidade captadas pelos olhos, algo fundamental para se realizar ações, como ler, dirigir e discernir rostos.

O problema afeta, em especial, os pacientes portadores de diabetes tipo 2, o mais comum. Esse perfil de diabetes não tem só causas genéticas. Possui, também, razões relacionadas à rotina do paciente, manifestando-se, por exemplo, em pessoas que se alimentam mal, sofrem com alterações na pressão arterial ou estão acima do peso. Entre os vários prejuízos está o comprometimento da mácula.

Como as maculopatias são doenças insidiosas, que uma vez iniciadas podem piorar muito rapidamente, é importante se prevenir e manter o hábito de visitar o oftalmologista regularmente. E o alerta também é importante para os diabéticos. Os primeiros sintomas costumam incluir visão tortuosa ou deformada (metamorfopsia) e o aparecimento de uma mancha escura fixa que impede a visão central.

A principal abordagem para combater o avanço de doenças da mácula está centrada no desenvolvimento de medicamentos cada vez mais modernos, que trazem resultados de maior duração. Para conhecê-los, Fortaleza recebeu na última sexta, no Hotel Gran Marquise, o Simpósio Mácula. Aberto ao público e em sua 11ª edição, é referência entre os médicos oftalmologistas e a população em geral.

Além da possibilidade de novos tratamentos, é importante salientar a necessidade de se manter um estilo de vida mais saudável. Fazer exercícios físicos, controlar o nível de açúcar no sangue e estar atento à saúde da visão são atitudes que podem evitar a cegueira e prolongar a qualidade de vida.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Estou me vendendo. Alguém quer?

Por Alessandro Lyra Braga em 08/09/2013
É isto mesmo: estou à venda! Afinal, todos os dias recebo inúmeros e-mails onde tudo me é oferecido: de remédio para impotência sexual à viagens aos mais exóticos paradeiros. Já vi de tudo, inclusive vender-se virgindade. Mas até hoje não vi alguém, literalmente, vender-se. E quando digo “vender-se”, não digo sexual ou profissionalmente, não. É vender-se por inteiro.
Quem me comprar terá que me conservar dentro das especificações técnicas, senão perderá a garantia, que, devido à minha idade, não mais terá como ser muito estendida. Logicamente que terá que evitar que eu entre em fadiga, para não gerar estragos. Terei que ser bem acomodado, de preferência numa suíte master em algum hotel cinco estrelas. Minha alimentação terá que ser balanceada e nos horários certos. Enfim, dará trabalho me conservar.
O mais difícil de explicar é para que eu serviria, porque só me comprariam por algum motivo prático, é lógico. Pensando assim, faço agora uma auto-análise: é fato que ultrapasso todos os limites socialmente aceitos para afirmar que tenho um corpinho em forma. Na verdade, meu corpo está em forma de bola, o que talvez até sirva em época de Copa do mundo. Também já ultrapassei aquela fase que os hormônios pululam com todo fervor, menosprezando a lei da gravidade. Assim, sobra-me me ofertar como um ser pensante. No entanto, como ser pensante, na atual sociedade em que vivemos, de shopping centers cheios e bibliotecas vazias, minha cotação cairá vertiginosamente, embora eu tenha consciência que ela já não estava tão alta assim.
É triste, mas estou vendo que talvez seja meio difícil eu conseguir algum dinheiro me vendendo como um ser pensante. Talvez a opção mais lucrativa seja me vender a peso, não sei se como sucata ou toucinho, mas mesmo assim à peso. Que vida!
Meus leitores devem estar achando que estou doido em querer me vender (Na verdade, jamais estive à venda!), mas estou apenas traduzindo aquilo que vemos no dia-a-dia. Vivemos de comprar ou vender seja lá o que for, até nós mesmos. Poucas são as pessoas que fazem alguma coisa que não seja em troca de algo material ou fisicamente prazeroso. O “fazer pelo outro” quando é feito, na maioria das vezes, é apenas por mesquinhos interesses políticos. Pessoas que se aproximam de nós pelo que somos ou passamos de imaterial são raridade. Viramos produtos e aceitamos sermos vendidos apenas na ilusão de sermos aceitos.
Realmente, não sei quem me compraria caso eu fosse posto numa vitrine. Mas aviso que não há Código de Defesa do Consumidor que possa garantir a qualidade de um ser humano que esteja à venda. Um ser humano que aceite ser comprado deve ser produto falsificado, coisa do Paraguai.
 
*Alessandro Lyra Braga é carioca, por engano. De formação é historiador e publicitário, radialista por acidente e jornalista por necessidade de informação. Vive vários dilemas religiosos, filosóficos e sociológicos. Ama o questionamento.