quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Glivec, Tasigna, entre outras drogas, são esperança de vida para muitos pacientes portadores de LCM.


Nota C&T:
O câncer não é mais uma sentença de morte: drogas novas significam para muitos pacientes que o câncer está se tornando uma doença que pode se manter sob controle por anos.
No Brasil, precisamo lutar para que o poder público não dificulte para pacientes potadores de doenças graves, acesso a medicamentos de alto custo. Saúde é um direito de todos e uma obrigação do Estado.
Vejam no link abaixo, matéria publicada no site http://www.dailymail.co.uk/ , nesse último dia 01 de fevereiro 2011. Trata-se de relatos sobre novas drogas como o Glivec e Tasigna, entre outras que têm proporcionado maiores perspectivas de vida para pacientes portadores de câncer como Leucemia Mielóide Crônica (LMC)
Nota postada por Teófilo Fernandes.

Negociação entre Sanofi-Aventis e Genzyme será concluída.


Sanofi-Aventis deve fechar compra da Genzyme em uma semana
iG São Paulo | 01/02/2011 15:27
Farmacêuticas concordaram sobre termos gerais do acordo e podem anunciar negócio na segunda-feira, segundo o Wall Street Journal
A farmacêutica francesa Sanofi-Aventis e a norte-americana Genzyme Corporation chegaram a um acordo sobre os termos gerais para a compra da Genzyme, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal.
As empresas esperam concluir o negócio em uma semana e o anúncio oficial deve ser feito na próxima segunda-feira. No entanto, o jornal afirma que os detalhes da operação não foram fechados e ainda existe a possibilidade de as negociações fracassarem.
Na semana passada, a Sanofi-Aventis anunciou que estendeu o prazo de sua oferta de US$ 18,5 bilhões (ou US$ 69 por ação) pela Genzyme até o próximo dia 15. A empresa tenta fechar o negócio há mais de seis meses.
A oferta foi rejeitada diversas vezes pela americana, que considera o valor muito baixo. Inicialmente, a empresa especializada em medicamentos para o tratamento de doenças raras queria US$ 75 por ação para conduzir o processo de due diligence e US$ 80 por ação para a venda.
Mas com o cenário menos favorável para os resultados de ambas as empresas, os dois lados têm se mostrado mais dispostos a fazer concessões e finalizar a compra, diz o jornal.

Nestlé, investe no segmento de produtos alimentícios chamados de alimentos medicinais.


Nestlé compra farmacêutica de olho em novo mercado
Paul Sonne
The Wall Street Journal
A Nestlé S.A. adquiriu uma empresa farmacêutica novata do Reino Unido que está criando uma goma de mascar para ajudar pacientes com doença nos rins, a primeira iniciativa do esforço mais recente da empresa para formar uma divisão que venderá produtos alimentícios voltados para doenças específicas.
A aquisição da CM&D Pharma Ltd. pela Nestlé, a ser anunciada hoje, é provavelmente a primeira de muitas para a Nestlé Health Science SA, uma subsidiária que abriu as portas no mês passado.
A Nestlé confirmou a compra, mas não revelou o valor pago.
A Nestlé anunciou em setembro que ia criar a subsidiária e investir 500 milhões de francos suíços (US$ 530 milhões) em dez anos em um instituto de pesquisa a ela associado. A meta é dar um salto significativo num setor em que a Nestlé tenta penetrar desde pelo menos desde o fim dos anos 80.
Empresas de produtos alimentícios — principalmente a Nestlé e a Groupe Danone SA — têm feito um esforço para assumir uma liderança na fabricação de produtos voltados para doenças como o Mal de Alzheimer ou a diabetes. Embora a área seja considerada promissora, tanto do ponto de vista médico como de negócio, ela também gerou críticas do governo americano e de alguns setores da comunidade médica por fazer propagandas exageradas dos benefícios à saúde de seus produtos.
Agora, a Nestlé espera fazer a coisa direito, operando a empresa de alimentos medicinais como uma empresa à parte e injetando nela bastante investimento e pessoal.
Alguns médicos temem que os chamados alimentos medicinais não passem pela mesma fiscalização ou testes rigorosos que os remédios. Eles advertem que as empresas de produtos alimentícios têm um histórico ruim de exagerar os benefícios para a saúde de seus produtos para ganhar uma vantagem mercadológica. Em julho, por exemplo, a Comissão Federal do Comércio, agência americana encarregada da defesa do consumidor, obrigou a Nestlé a retirar a alegação de que o produto Boost Kid Essentials protegia o sistema imunológico das crianças.
"No caso de muitas dessas empresas de alimentos, as alegações de controle de doenças, prevenção de doenças, aumento da imunidade, aumento da função imunológica — todas essas coisas — são muito difíceis de se provar usando-se os padrões que a FDA e agências equivalentes usariam para julgar a segurança e a eficácia", diz Michael Starnbach, professor titular de microbiologia e genética molecular da Escola Harvard de Medicina.
Agora, a Nestlé espera acertar os ponteiros com a operação da unidade de alimentos medicinais como uma empresa separada, armada com investimento e talentos suficientes.
"Isso tem um potencial enorme. Vai ser na casa dos muitos bilhões", disse em dezembro o diretor-presidente da Nestlé, Paul Bulcke.
"Este é um jogo completamente diferente. (...) O que estamos fazendo aqui é ciência avançada", disse Luis Cantarell, ex-diretor da Nestlé para a região das Américas que está à frente da subsidiária.
A CM&D foi criada em 2007 por um ex-executivo da Sinclair Pharma PLC, Danilo Massari. Embora a empresa ainda não tenha feito o lançamento integral de seu primeiro produto, ela tem vários produtos alimentícios medicinais em testes, disse o diretor-presidente da CM&D, Stephen Appelbee.
Um desses produtos é o Fostrap, uma goma de mascar para pessoas que têm níveis muito altos de fosfato no sangue devido a uma falha dos rins. O fosfato na saliva cola na goma. Não há remédios na goma, e sim um nutriente. Como não é uma droga, não será necessário ter receita.
Appelbee disse que o Fostrap deve ser lançado nos Estados Unidos dentro de um ano. Embora não exija aprovação da vigilância sanitária, já que não é um remédio, a goma vai concorrer com farmacêuticos tradicionais, e para propósitos de marketing a empresa quer ter comprovação clínica de que ele funciona.
Um teste piloto do Fostrap foi feito com 13 pacientes na Itália, com os resultados publicados na revista médica "Journal of the American Society of Nephrology". Agora, os resultados de estudos com uso de placebo em 63 pacientes no Japão e 120 pacientes nos EUA estão sendo analisados, disse ele.
Entre outros produtos que estão sendo testados pela CM&D estão o Eviendep, uma mistura nutriente que desacelera a progressão de pólipos intestinais, e o Recoclix, um alimento medicinal para aliviar a dor resultante do Mal de Crohn e outras doenças inflamatórias do intestino.
Até agora, boa parte da Nestlé Health Science é formada pela empresa de nutrição medicinal que a Nestlé adquiriu da Novartis AG por US$ 2,5 bilhões em 2007. É essa divisão que comercializa vitaminas energéticas da marca Boost. A Nestlé já era investidora da CM&D por meio da Inventages Venture Capital Investments antes de comprá-la.
A Danone está com iniciativas semelhantes em alimentos medicinais. Um produto é o Souvenaid, uma vitamina que está sendo desenvolvida pela Nutricia, uma subsidiária da Danone, que supostamente repara sinapses cerebrais para mitigar os sintomas do Alzheimer. O Souvenaid ainda não chegou ao mercado.
Alguns analistas do setor veem os produtos direcionados para saúde como a próxima fronteira da indústria alimentícia, particularmente em mercados maduros como os EUA e o Reino Unido, que têm populações em envelhecimento e custos médicos em alta.
"É uma grande oportunidade", diz Andrew Wood, analista sênior da Sanford C. Bernstein & Co, que disse que, mais adiante, os consumidores vão comprar alimentos tanto por suas propriedades medicinais e farmacêuticas quanto pelo sabor.
Fonte: http://online.wsj.com/article/SB129660611221582215.html 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pensões vitalícias deixadas por Leonel Brizola é mais uma Vergonha Nacional. Nossas autoridades são culpadas.


 Nota de C&T:

O Brasil está sendo assaltado descaradamente de forma legal. A sociedade precisa dá um basta nesta falta de vergonha. Políticos que estão no poder, mas ficam em silêncio, só esperando a hora de se locupletar com o dinheiro do povo tem que ser banido da vida pública. A falta de vergonha é tão expressiva que não tenho como fazer um comentário educado.

É um assalto violento ao suor alheio. Imagine você trabalhar 50 anos, repartir seu ganho ao meio com o Governo, pois cada brasileiro paga mais de 50% de impostos sobre o que ganha legalmente, e um político descarado deixa duas pensões milionárias para a viúva sem  contribuir (pagar) um centavo para receber tais benefícios. Cadeia para quem se beneficia e para quem se omite em acabar com esta roubalheira seria muito pouco.
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Nota postada por Teófilo Fernandes (brasileiro assaltado diariamente pelo Poder público)
 

Ex-mulher de Brizola recebe R$ 41 mil de aposentadoria por dois estados

A ex-companheira do ex-governador Leonel Brizola, Marília Guilhermina Martins Pinheiro, acumula duas pensões vitalícias pagas pelos governos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, que somam R$ 41,3 mil mensais, o valor máximo do polêmico benefício.
Marília não foi casada oficialmente com Brizola, foi sua mulher por 10 anos, e por isso, lutou na Justiça pelo direito ao benefício. Brizola governou o estado gaúcho de 1959 a 1963 e o fluminense, de 1983 a 1987 e de 1991 a 1995.
De acordo com o jornal o Globo, para receber pensões como a que ex-governadores recebem sem ter pagado nada (até R$ 24 mil), o trabalhador precisaria contribuir, a partir dos 25 anos, com R$ 1 mil por mês, no mínimo, e  mesmo assim,  num plano de previdência privada. Ainda desse modo,  precisaria esperar até os 79 anos para começar a receber o benefício. Ou seja, um ex-governador consegue em quatro anos o benefício que um trabalhador brasileiro precisaria de 54  para conquistar.
Por não integrar nenhum dos dois regimes previdenciários existentes no país (o próprio, para o servidor público, e o geral, dos trabalhadores da iniciativa privada), essas aposentadorias não estão sujeitas às restrições sobre o acúmulo de mais de um benefício e ao teto das remunerações, que no regime geral de R$ 3,4 mil.
Atualmente, mais de 60 ex-governadores desfrutam do benefício. E a lista deve aumentar nos próximos dias. A ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius (PSDB) deu entrada no pedido de aposentadoria especial no início deste mês e, segundo a Secretaria da Fazenda, espera uma autorização da gestão do adversário Tarso Genro (PT) para a liberação do pagamento.
Fonte: jornal “O Globo”

Fonte: http://www.exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2011/01/20/ex-mulher-de-brizola-recebe-r-41-mil-de-aposentadoria-por-dois-estados/ 

É muito dinheiro em jogo. Indústrias Farmacêuticas encaram punições milionárias como algo corriqueiro.

Pfizer condenada a pagar 142,1 milhões por comercialização off-label

Um juiz de um tribunal distrital nos EUA confirmou a decisão do júri num caso em que a Pfizer foi acusada de comercializar indevidamente o seu medicamento para a epilepsia Neurontin® e triplicou a multa original para 142,1 milhões de dólares. Na sua decisão, a juíza Patti Saris concordou com a conclusão do júri de que o Kaiser Foundation Health Plan e o Kaiser Foundation Hospitals mereciam a indemnização porque foram levados a crer que o fármaco também poderia ser usado para tratar enxaquecas e doença bipolar, avança o site FirstWord. 

O porta-voz da Pfizer Chris Loder disse que a companhia estava satisfeita com a decisão de Saris "de negar o pedido da Kaiser de inclusão de juros pré-julgamento, que totalizavam os 76 milhões de dólares, na indemnização. "Como mantivemos sempre, a Pfizer tem defesas fortes neste caso e pretende apelar", acrescentou. 

A Pfizer enfrenta actualmente mais de 300 acções relacionadas com a promoção do Neurontin® para usos não aprovados (off-label) e com a não divulgação dos riscos da fármaco.


Briga de Tubarões da Indústria farmacêutica. Tudo pelo dinheiro.


Novartis processa AstraZeneca, Biogen Idec e Alexion


A unidade de vacinas da Novartis processou a subsidiária da AstraZeneca MedImmune, a Biogen Idec e a Alexion Pharmaceuticals, alegando que medicamentos produzidos por estas companhias infringem uma patente de 1997, sobre o diagnóstico de sequências genéticas, avança a agência Bloomberg.

A queixa foi apresentada no dia 26 de Janeiro no tribunal federal norte-americano de Delaware e incide sobre o tratamento respiratório Synagis® (AstraZeneca), o Tysabri® para a esclerose múltipla (Biogen) e o Soliris® para tratar uma forma fatal de anemia (Alexion).

A Novartis adquiriu a patente quando comprou a Chiron Corp., em Abril de 2006, de acordo com a queixa.

"A Biogen acredita que as queixas não têm fundamento e estamos preparados para defender a nossa posição", afirmou Christina Chan, porta-voz da companhia.

Karen Lancaster, porta-voz da MedImmune, disse que a companhia ainda está a analisar a queixa e não tinha comentários a fazer e Irving Adler, porta-voz da Alexion, não se encontrava disponível.



Bayer entra na India de forma expressiva, uma realidade da vivida por outras Indústrias Farmacêuticas.





Bayer e Zydus Cadila em joint-venture na Índia


Bayer Healthcare e a companhia indiana Zydus Xadila assinaram um acordo que prevê a criação de uma joint-venture, através da qual a Bayer pretende reforçar a sua presença no mercado indiano, considerado de rápido crescimento, avança o site PharmaLive.

Cada uma das companhias vai deter 50% das acções da Bayer Zydus Pharma e serão representadas de forma igual no conselho de administração.

Para a Bayer, a criação desta joint-venture é um elemento essencial para a estratégia de construir uma presença forte nos mercados emergentes.

"Com este passo, pretendemos acelerar as nossas capacidades para servir melhor o mercado indiano, de rápido crescimento. Acreditamos que uma joint-venture entre a Bayer Healthcare e a Zydus Cadila vai proporcionar uma situação win-win para ambas as partes", disse Jörg Reinhardt, CEO da Bayer Healthcare, acrescentando que "esperamos alavancar os pontos fortes da joint-venture como um portefólio de produtos optimizado e capacidades de distribuição para melhorar o lançamento de novos produtos, bem como as vendas dos produtos existentes".

A Bayer Zydus Pharma contará com um portefólio de produtos complementar e forças de vendas especializadas em saúde feminina, imagiologia, diversos tipos de medicamentos, com destaque para os oncológicos.

A nova empresa vai ter a sua sede em Bombaim e vai ter cerca de 600 funcionários, das duas companhias.

Fonte original: http://gpharmanews.blogspot.com/2011/01/bayer-e-zydus-cadila-em-joint-venture.html postada no GPharmaNews por 

Sarney será Presidente de Senado outra vez? Vergonha Nacional, nossos representantes naquela casa são "bananas".



Nota de C&T:

O que leva uma nação a suportar Sarney por quatro mandatos no Senado? Não vejo outra justificativa se não a falta de conhecimento da grande maioria dos brasileiros do que significa aquela casa. Será que somos mesmos analfabetos políticos?

Como pode, com exceção do PSOL, todos os partidos fecharem a porteira da democracia para que o coronelismo e o sarneysmo imperem neste país ?

Não existe nenhuma justificativa para que campeões de votos, como são muitos que lá estão, inclusive novatos, se curvem ao símbolo da ditadura neste país. São atitudes mais do que suspeitas, de que o Sarney tem todo mundo na mão, porque a única coisa que com certeza ele não tem é liderança nata.

Viva a obra de Palmério Dória – Honoráveis Bandidos. Eu sonho que seja lida pelos eleitores, para estes eliminem nas futuras eleições o retorno de quem apóia essa falta de respeito e patriotismo como esta, de manter pessoas como Sarney no poder.

Sarney e seus aliados dos três poderes são uma Vergonha para o Brasil, não externamente, mas internamente, nos dando uma sensação de vivermos em uma "república de bananas".

Nota postada por Teófilo Fernandes, um brasileiro envergonhado.


Adversário concorre contra Sarney para fazer reforma ética
Ana Cláudia Barros

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) demonstra a empolgação típica dos novatos. Em sua "estreia", encara um desafio que faz titubear até os mais experimentados : disputa a presidência da Casa com o veterano e escolado, José Sarney (PMDB-AP), que, tudo indica, caminha para o quarto mandato na função.

O ato, com ar quixotesco - o PSOL é o único partido que não apoia Sarney - é encarado como um grito, uma forma de dizer que "não há unanimidade". "Estou aqui exatamente para apresentar uma alternativa", vem repetindo Rodrigues nos últimos dias, declaração reiterada a Terra Magazine, nesta terça-feira (1), momentos antes da posse e da disputa pela presidência.

Defensor da "total transparência" e de uma reforma ética como forma de restabelecer a imagem do Senado, tão desgastada por denúncias recorrentes de corrupção, e da reforma política, há muito postergada, o parlamentar não se intimida com o rótulo de minoria.

- Os senadores são todos iguais. Quero acreditar na possibilidade de diálogo. Nossa contribuição com a candidatura (à presidência da Casa) é a contribuição do debate, do diálogo, do não convencimento fácil. Este é o papel de qualquer senador, seja da maioria, seja da minoria - afirmou, negando ansiedade: "Estou tranquilo."
Sobre as expectativas do novo mandato, responde com o lema de campanha:
- Fé em Deus, no povo e no que virá.

Confira a entrevista
Terra Magazine - Sarney tem o apoio de todos os partidos da Casa, com exceção do PSOL. Como é disputar a presidência do Senado contando apenas com o apoio da sua legenda? 
Randolfe Rodrigues -
 Queremos aqui, e consideramos o mais importante, apresentar um programa para dialogar com senadores e senadoras e dialogar com a sociedade brasileira. 
Sustentamos esse programa num tripé, que é baseado, primeiro, na necessidade de que o Senado seja protagonista da política nacional, não mero coadjuvante. E que essa Casa seja independente e autônoma, e não mera receptora de medidas provisórias. E, por fim, que essa Casa, a principal instituição de leis do País, seja a casa da coisa pública. Tem que dar o exemplo público. A casa da ética. O exemplo arrasta, enquanto as palavras apenas convencem.
Sustentamos nossa candidatura à presidência do Senado nessas ideias, para debater isso e para debater as reformas que acreditamos que o Brasil precisa. A reforma política...
Então, a reforma política, que há anos vem sendo postergada, está entre as prioridades do senhor.
Sim. O Brasil tem que debater reforma política, reforma tributária... Reforma política que não interesse só aos políticos, mas que interesse à sociedade, que amplie os mecanismos de participação direta do cidadão nas decisões políticas do Brasil.

Sarney disputa o o quarto mandato como presidente da Casa. Como o senhor vê esta pouca alternância?
Estou aqui exatamente para apresentar uma alternativa, para poder dizer que não há unanimidade. É este o sentido da candidatura que apresentamos.

O que fazer para tentar restabelecer a imagem do Senado, tão combalida por escândalos de corrupção?
Uma reforma ética. Quanto mais essa Casa for controlada pela sociedade, mas democrática ela será e mais a expressão "república", coisa de todos se efetivará. Considero fundamental ampliar os mecanismos de fiscalização da sociedade sobre a Casa. Aumentar a publicidade dos atos e contratos, inclusive em relação à verba indenizatória do Senado. Total transparência. Acredito que esta seja a primeira e principal medida.

É possível fazer muita coisa quando se é minoria? Como o senhor pretende lidar com isso?
Os senadores são todos iguais. Quero acreditar na possibilidade de diálogo. Nossa contribuição com a candidatura (à presidência da Casa) é a contribuição do debate, do diálogo, do não convencimento fácil. Este é o papel de qualquer senador, seja da maioria, seja da minoria.

O senhor é senador pelo Amapá. Por sinal, Sarney também. O que pretende fazer pelo estado?
Pois é, veja só, a presidência, de qualquer forma, sairá do Amapá (risos).
Pretendo ser porta-voz dos anseios de 203.259 amapaenses que me conduziram até essa Casa. Pretendo dizer que o Amapá precisa avançar no seu desenvolvimento, preciso resolver seus gargalos no desenvolvimento, como gargalos de energia elétrica, como o problema do aeroporto, do Porto de Santana.

O senhor é um senador jovem, tem 38 anos, e é novato, está no primeiro mandato. Qual sua expectativa em relação à sua legislatura?
Quero te responder com a consigna que utilizamos na campanha: "Fé em Deus, no povo e no que virá"



Fonte original; http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4923119-EI6578,00-Adversario+concorre+contra+Sarney+para+fazer+reforma+etica.html

Indústrias Farmacêuticas de marcas tradicionais lutam o quanto podem contra Genéricos



Nota de C&T:

Para quem pensa que só no Brasil existem manobras escandalosas, vejam na matéria abaixo o que está ocorrendo neste momento em Portugal.

Matéria publicada na RCM Pharma e postada neste Blog na íntegra. Link original abaixo da postagem.

Nota postada por Teófilo Fernandes.

"Farmacêuticas usam a lentidão judicial para impedir a entrada de genéricos"

“Portugal é o único país onde há entropias em relação à introdução dos genéricos. Se isto acontecesse noutro país, interpunha-se uma providência cautelar e ficava resolvido em três semanas. Mas em Portugal, uma providência demora 18 meses”, diz o advogado e especialista em propriedade intelectual José Luís Arnaut, em entrevista ao Diário Económico.

José Luís Arnaut, sócio da Rui Pena Arnaut e Associados, foi redactor do anterior Código da Propriedade Industrial em 1995, e em 2002, como ministro, foi o ‘pai’ do novo – e actual – código. Hoje, representa, como advogado, várias empresas, nomeadamente da indústria dos genéricos.

Questionado sobre se a legislação da propriedade intelectual em Portugal é satisfatória, Arnaut responde que "o nosso problema não é a legislação. O problema é a desconformidade entre a legislação e a lentidão da sua aplicação".

"Quando se prevê que o regime de providências cautelares dure 18 meses... Quanto é que devia demorar? Não vou dizer que devia demorar duas ou três semanas. Mas 18 meses não devia demorar. Isto é um problema. Nós estamos num mercado global, e como o nosso sistema judicial é lento, os investidores não acreditam na defesa dos seus direitos e por isso não investem. Não é só um problema jurídico, mas de competitividade", defende.

Em relação ao tribunal que está a ser criado, o advogado diz que "o que está a faltar é ser implementado. Não percebo este atraso. Eu também já passei pela criação dos tribunais do comércio especializados na área industrial em Lisboa e no Porto e sei que acabaram por se afogar em processos. Mas agora que já se deu o passo para a criação do novo Tribunal da Propriedade Intelectual em Santarém, vamos ver como as coisas correm. Mas eu acho que o problema não é a falta de especialização ou a localização, mas sim a falta de celeridade dos tribunais.

Sobre a questão das patentes farmacêuticas, o especialista em propriedade intelectual defende que "o que se está a passar na área dos genéricos é um escândalo. É um escândalo que as multinacionais farmacêuticas utilizem os expedientes da lentidão judicial em Portugal para impedir, com a conivência de alguma parte da administração central, a introdução nos genéricos em Portugal".

"Portugal é o único país onde há entropias em relação à introdução dos genéricos. Se isto acontecesse noutro país, interpunha-se uma providência cautelar e ficava resolvido em três semanas. Mas em Portugal uma providência demora 18 meses. São 18 meses que impedem a introdução de novos medicamentos genéricos no mercado. Agora, as empresas da indústria farmacêutica resolveram levar os seus processos do tribunal comercial para o tribunal administrativo e atrasar ainda mais a introdução dos genéricos no mercado", acrescenta.

Para Arnaut, "é um escândalo como o ministério da Economia, e em especial o secretário de Estado da Economia, é conivente com esta situação e impede que as pessoas possam optar por comprar medicamentos genéricos. Estamos a falar de medicamentos cujas patentes já acabaram! Estamos a falar de cerca de 70 processos que estão em tribunal e que podiam significar poupanças significativas para o Estado. Também tem havido uma total indiferença do ministério da Saúde, que tem um problema de défice gravíssimo. Já o podia ter atacado através dos genéricos e poupado algo como 100 milhões de euros".

Para resolver esta situação, o advogado defende que "temos de fazer um guichet único para a aprovação de medicamentos. Um simplex para esta área. Não é possível que tenhamos de ter a intervenção de quatro ministérios para a introdução de um medicamento novo no mercado. Se o objectivo do governo é este, então está cumprido".

Medicamentos Vencidos, um problema de todos.


Nota de C&T:

Entendo que o assunto publicado pela Agência de Notícias do Jornal Floripa e postado abaixo na íntegra por este blog, é de interesse social.

"a Anvisa e os especialistas recomendam que os consumidores consultem as vigilâncias sanitárias para saber se há coleta específica. Alguns municípios já têm o serviço.
Os remédios também podem ser entregues em farmácias e drogarias. Quem não tiver nenhuma das opções anteriores deve descartar o remédio no lixo".

Falta manifestação da ANVISA no tocante a quem contribui fortemente para que o quadro se complique mais a cada dia, a Indústria Farmacêutica.

É comum no mercado, a pressão comercial das Indústrias Farmacêuticas para vender mais do que o mercado consume, com esta estratégia puramente comercial, é lógico que vai sobrar produto em algum lugar.

As distribuidoras, maiores detentoras de produtos vencidos hoje, fazem campanhas agressivas para "desovar" seus estoques, mesmo que tenham de receber de volta das drogarias depois de vencidos, mas o importante é dá saída nos estoques parados. A farmácia por sua vez, tenta pressionar o consumidor final para comprar mais do que ele precisa e com isso sobra produto na casa do consumidor. Embalagens em desacordo com a necessidade do paciente é outro fator contribuinte, é comum a prescrição médica não corresponder à quantidade de uma caixa, para completar o tratamento o paciente compra duas e acaba sobrando algumas unidades.

Muitas Indústrias de Similares e Genéricos pagam comissões aos balconistas para trocarem prescrições médicas, indicarem produtos (exercício ilegal da profissão), incentivar a automedicação, entre outras atividades ilegais, são estas práticas ilegais que também contribuem para que sobras de medicamentos sejam comuns nas residências.

As Indústrias Farmacêuticas precisam ser envolvidas neste processo de resgate de medicamentos vencidos, que por sinal já existem leis que obrigam a Indústria recolher suas marcas vencidas e indenizar os comerciantes varejistas, mas poucos comerciantes lançam mão desse direito. O Estado do Paraná, Pernambuco e Ceará, através de suas Assembléias Legislativas, entraram nesta luta, mas o resultado positivo até agora é insignificante. A maioria das Indústrias recolhe por estratégia comercial e marketing próprio, mas não por obrigatoriedade. Tem Indústrias que recolhem e indenizam marcas concorrentes para que suas marcas tenham prioridades naqueles pontos de vendas estratégicos.

Os comerciantes varejistas temem retaliações por parte da Indústria e Distribuidores. Isto é fato. É daí que afirmo, que há falta de regras que garanta a Equidade do Direito na relação consumidores, varejistas, distribuidores e Indústrias. O que prevalece é a pressão do mais forte sobre o mais fraco.

Nota postada por Teófilo Fernandes.

Remédios vencidos ainda não têm destino certo nas casas brasileiras


A maioria das pessoas joga no lixo ou no vaso sanitário. Mas a Anvisa recomenda que os consumidores consultem as vigilâncias para saber se há coleta específica até que uma regulamentação seja aprovada

As pessoas mais preocupadas com o meio ambiente costumam se ver numas situação difícil quando encontram, numa gaveta de casa, algum remédio com o prazo de validade vencido. O problema é que o Brasil ainda não tem uma norma que determine o destino correto dos medicamentos velhos.

Quando a pergunta é o que fazer com medicamentos vencidos, a maioria das pessoas tem a mesma resposta:
“Eu jogo na lata do lixo”, diz uma mulher.
“Eu jogo dentro do vaso. Tiro da caixa, dou descarga e vai pro lixo”, conta outra mulher.

Os remédios descartados não podem ser jogados em uma lixeira, no ralo da pia e, muito menos, no vaso sanitário, porque assim eles vão representar um risco à saúde pública e ao meio ambiente também.

A pesquisadora e farmacêutica Elda Falgueto de Farmanguinhos afirma que os medicamentos podem contaminar o solo e as águas: “O ideal é que exista nos municípios, que a secretaria de saúde e de meio ambiente elas pensem numa forma de fazer o recolhimento desse medicamento”, diz.

Atualmente, não existe uma regulamentação para determinar o destino correto de medicamentos de uso doméstico com prazo de validade vencido. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, essas normas já estão em estudo e devem ser aprovadas até o fim do ano.

Até lá, a Anvisa e os especialistas recomendam que os consumidores consultem as vigilâncias sanitárias para saber se há coleta específica. Alguns municípios já têm o serviço.
Os remédios também podem ser entregues em farmácias e drogarias. Quem não tiver nenhuma das opções anteriores deve descartar o remédio no lixo doméstico, fora da caixa e, se possível, triturado. Para os medicamentos de tarja preta, existe uma norma que determina que eles sejam entregues às Vigilâncias Sanitárias.

Uma dona de casa perdeu o pai há dois meses e ficou com todos os remédios do tratamento. Ela não quer jogar no lixo porque tem medo do que pode acontecer.

“Esse aqui que não serve. Às vezes alguém pega no lixo, não vai importar com data vencida e vai querer usar o medicamento que já está vencido”, conta.

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida/ver_info_jornalfloripa.asp?NewsID=2162