sábado, 13 de abril de 2013

Repercussão do reajuste de preços de medicamentos no mercado

Opiniões das instituições e de executivos do setor

De forma geral, as instituições representantes do setor farmacêutico não ficaram satisfeitas com o índice máximo apresentado. “Desde 2004 o reajuste vem sendo abaixo da inflação anual. A fórmula respeita um valor teto, que é o IPCA, medido muito mais por índice de consumo do que um impacto no mercado, como o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP)”, avalia o diretor de Acesso da Interfarma, Pedro Bernardo.

Para o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia, o reajuste abaixo da inflação não surpreendeu, devido ao histórico dos anos anteriores. “O governo pressiona para que o medicamento vá baixando, então acabou criando uma equação matemática que leva a isso. Não tem uma explicação lógica, mas tem sido assim nos últimos anos”, avalia.

De acordo com os executivos da área, o fator que mais pressiona o reajuste para baixo é o fator de produtividade, estipulada pelo governo. “Como tem acontecido nos últimos anos, o governo aplicou um discutível cálculo de produtividade que reduz o índice de reajuste e prejudica muitas empresas, ao impedi-las de repor o aumento de custos de produção do período”, destaca o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.

“A fórmula desconta essa produtividade, que não necessariamente vai ser atingida. O governo chama de incentivo, para que o setor alcance a produtividade projetada. Mas na verdade, é muito mais um desafio do que um incentivo. Caso a indústria não atinja, o percentual será descontado do preço e haverá perda de margem de lucro”, avalia Pedro Bernardo.

Barreiras da rentabilidade

A cada ano que passa a fabricação de um medicamento fica mais cara. Os salários aumentam, os aluguéis são reajustados, os custos de produção crescem. A indústria e o setor farmacêutico, de uma forma geral, sofrem com todo reajuste da cadeia, por isso há a necessidade de redefinir. “Caso não existisse o controle de preços dos medicamentos, a relação preço/consumidor seria livre. O aumento anual é em função desse controle. Como a vida fica cara a cada ano, é justo que o empreendedor seja compensado por isso”, explica Sérgio Mena Barreto.

Mas os executivos da área questionam se o reajuste determinado pelo governo é suficiente para suprir esses aumentos de custos. O baixo índice de desemprego no Brasil, por exemplo, é um fator que a cada ano exerce maior pressão sobre o mercado. “Em função do País estar com um nível muito alto de emprego, há uma enorme demanda por mão de obra. Ano após ano, o setor tem pago aumentos salariais muito acima do índice de IPCA”, ressalta Pedro Bernado.

O setor de serviços também representa um custo cada vez maior ao mercado farmacêutico. “Quando um laboratório precisa divulgar o lançamento de um produto ou uma nova tecnologia, ele é obrigado a focar essa divulgação para a classe médica. Para isso, é obrigado a ter uma rede de prestadores de serviço para fazer essa divulgação. Há muito serviço envolvido, que custa um preço acima da inflação” complementa Bernardo.

Para o presidente do Sindusfarma, este problema crônico, que já ocorre há alguns anos. “Desde 2011, a indústria farmacêutica enfrenta fortes pressões de custo, principalmente com pessoal, insumos e matérias-primas, majoritariamente importadas, cujas cotações internacionais subiram no ano passado e ficaram ainda mais elevadas por causa da desvalorização do real”.

Guerra de preços

Apesar da Cmed ter autorizado o reajuste de até 6,31% nos medicamentos, especialistas acreditam que nenhum fabricante irá aplicar o aumento máximo permitido. Os segmentos que têm autorização para efetuar o reajuste mais elástico são aqueles que possuem maior participação de genéricos, ou seja, enfrentam maior concorrência de preço. A tendência é que haja corte de custos e investimento em aumento de produtividade, ao invés do aumento de preço.

“Não há condições de dar esse reajuste máximo. A concorrência é muito forte, existem cada vez mais empresas atuando com genéricos. Cada molécula e cada princípio ativo é trabalhado por quinze empresas. É uma competição muito forte, as empresas acabam fazendo o possível não mexer no preço, para não perder volume de vendas, nem mercado”, avalia Pedro Bernardo.

“Esse fato preocupa o Sindusfarma, pois a continuidade dessa situação vai afetar a saúde financeira das empresas, podendo comprometer o lançamento de produtos e os investimentos necessários ao desenvolvimento de medicamentos inovadores”, complementa Nelson Mussolini.

Uma das alternativas vistas pelo setor é a aprovação da PEC nº 115/2011 (Proposta de Emenda a Constituição), que propõe a isenção de impostos sobre medicamentos da linha humana. A medida já foi aplicada pelo governo em produtos de linha branca e automóveis, mas ainda não há previsão de quando.

Fonte: Guia da Farmácia Online

O fim da cegueira da diabetes causada por edema macular diabético (EMD).

Medicamentos de última geração impedem o avanço do edema macular, uma das principais causas da perda de visão em diabéticos. Avanços da pesquisa em oftalmologia estão permitindo, pela primeira vez, a recuperação da visão de pessoas que passaram a enxergar apenas borrões ou ficaram cegas por culpa do edema macular diabético (EMD). A doença é marcada pelo acúmulo de líquidos na mácula, a porção central da retina, associada à visão detalhada usada para ler e discernir rostos. Estudos recentes mostram que remédios para impedir o aparecimento de vasos sanguíneos na região são eficientes para barrar o avanço da enfermidade. LUZ Urso recuperou mais de 70% da visão com novo tratamento Recentemente, a Food and Drug Administration, agência do governo americano responsável pela liberação de remédios, aprovou a primeira substância com essas características para combater o edema, o ranibizumabe (nome comercial Lucentis). No Brasil, a autorização para sua comercialização foi dada há três meses. O remédio bloqueia o chamado fator de crescimento endotelial (VEGF), que aumenta a permeabilidade dos vasos sanguíneos e permite o vazamento de fluidos para a mácula. O produto já era usado contra a forma hemorrágica da degeneração macular relacionada à idade, a primeira causa mundial de cegueira. Outros medicamentos do gênero, como o aflibercepte (nome comercial Eylia), serão lançados com a mesma finalidade. Além disso, mais um remédio integrante de uma nova classe deverá estar disponível em três anos. Até o momento, o melhor tratamento era cauterizar com laser ao redor da área afetada. Isso continha a progressão da enfermidade, mas raramente devolvia a visão. A estratégia agora é combinar o laser com as novas medicações. “Nos estudos clínicos, um terço dos voluntários com edema recuperara linhas de visão. Alguns voltaram a dirigir”, diz André Gomes, pesquisador da enfermidade e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. “É um avanço para tratar problemas em uma área na qual nem sempre o laser ou outros medicamentos davam bons resultados”, afirma Keila Carvalho, chefe do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. Ela não participa de pesquisas sobre a doença. O industrial Dércio Urso, 68 anos, tratou-se com o ranibizumabe e laser. “Consegui recuperar mais de 70% da visão”, diz. O vendedor Sandro Peres, 41 anos, enfrenta dificuldades por causa do preço do tratamento (cerca de R$ 4 mil cada aplicação). “Melhorei, mas não posso continuar a terapia porque não consigo obter o remédio no SUS nem do convênio”, diz ele, que ficou cego em poucos meses por causa da evolução rápida da doença. Hoje, Peres aplica a droga uma vez a cada 45 dias em um dos olhos. Deveria usar nos dois a cada 30 dias. Uma comissão avaliará a introdução do remédio no SUS. “Atualmente, o modo mais eficiente e ágil de obter esse remédio é recorrer ao Poder Judiciário”, diz o advogado Julius Conforti, especialista em direito da saúde

Outros links sobre o assunto:

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pharma Nostra lança conceito de Endocosméticos no Brasil

0/04/2013 - 07:43
Cura da pele pela pele define o mais novo conceito cosmetológico Europeu.

A Pharma Nostra, empresa que atua como importadora e distribuidora de matérias-primas farmacêuticas, lança o conceito de Endocosméticos no Brasil.

Criado na Europa - berço da cosmetologia mundial - o conceito inovador e inteligente, traz a cura da pele pela pele e é uma conquista fabulosa dentro da ciência: a descoberta de ativos cosméticos capazes de estimular a capacidade de autorregeneração da pele.

Neste novo conceito, ao invés de se levar à pele nutrientes e hidratação, por exemplo, esta é estimulada pelos Endocosméticos a continuar seus processos naturais de absorção, metabolização e retenção dos mesmos. O objetivo do desenvolvimento destes ativos Endocosméticos consiste em fazer a própria pele trabalhar a seu favor, estimulando a sua capacidade autorregenerativa.

"Os Endocosméticos evitam a introdução de substâncias estranhas em nossa pele, maior órgão do corpo, e potencializam a sua atividade de forma 100% natural e não invasiva. Podem ser chamados também de autocosméticos por sua capacidade de autorregeneração. Só para exemplificar, a pele poderá ser estimulada a produzir ácido hialurônico, evitando a colocação de substância estranha que pode danificá-la." analisa o Dr. Maurício Pupo, farmacêutico e especialista em cosmetologia.

Extremamente novos no mercado, os ativos Endocosméticos são capazes de regenerar a capacidade da pele de escamar (renovação celular), de se auto-hidratar e de sintetizar colágeno e elastina.

Pharma Nostra, sempre atenta às conquistas científicas inovadoras, traz para o Brasil dois ativos Endocosméticos: CelltoCell® e Hidrat-in 72h®, em breve, disponíveis nas farmácias de manipulação.

O CelltoCell® age direto no núcleo das células da pele, estimulando a comunicação entre elas em nossos tecidos e fazendocom que a mensagem para regeneração chegue nas camadas mais profundas. Restabelece a produção dos fatores naturais de crescimento, melhorando assim as propriedades biomecânicas da pele e restabelecendo a síntese de colágeno e elastina, para desta forma reverter o processo de envelhecimento.

Com a idade, a pele sofre a perda da elasticidade, firmeza e densidade, resultando em flacidez e afinamento. CelltoCell® é um potente firmador e rejuvenescedor, que aumenta a resistência, a firmeza e a tonicidade da pele e melhora a textura e a elasticidade cutânea.

O Hidrat-in 72h® é um ativo 100% natural que estimula os mecanismos de hidratação natural da pele. O ativo age sobre as proteínas filagrina e involucrina, moléculas chaves para que se matenha a homeostase cutânea, desta forma reverte o processo de desidratação extrema. Sua ação de dentro para fora mantém os altos níveis de hidratação por até 72h após sua aplicação.

Pharma Nostra - Fundada em 1999, no Rio de Janeiro, a Pharma Nostra atua como importadora e distribuidora de matérias-primas farmacêuticas, dermocosméticas e nutracêuticas no Brasil. Hoje, é uma das mais importantes fornecedoras de substâncias do mercado magistral (farmácias de manipulação). Possui três unidades em território nacional: a matriz no Rio de Janeiro (RJ), a unidade de fracionamento industrial das matérias-primas importadas em Anápolis (GO) e o escritório comercial em Campinas (SP). Seu portfólio conta cerca de 800 substâncias, sendo mais de 50 delas ativos exclusivos. A empresa integra o Grupo Arseus, multinacional Holandesa que reúne companhias fornecedoras de produtos, serviços e conceitos para o mercado de preparações magistrais e para profissionais de saúde na Europa, Estados Unidos e Brasil. [SAC: 0800 707 0706 | www.pharmanostra.com.br]

Takeda anuncia novo presidente no Brasil

11/04/2013 - 08:16
A Takeda apresenta ao mercado brasileiro Ricardo Marek como novo Presidente e Area Head da Takeda Brasil. O executivo já atuava na companhia há dois anos como Chief Financial Officer (CFO).

Antes de ingressar na Takeda, Marek ocupou importantes cargos na área de finanças na empresa farmacêutica Organon, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Ele ainda atuou como Diretor Geral da Akzo Nobel Holding Group no Brasil.

Ricardo Marek passa a liderar as operações da Takeda no Brasil, na posição antes ocupada por Giles Platford, que foi nomeado para um cargo sediado em Dubai, passando a ser Area Head da companhia para as regiões do Oriente Médio, Turquia e África (META), a partir do mês de abril.

Destaque na trajetória – O novo Presidente da Takeda Brasil, Ricardo Marek, teve papel fundamental na aquisição da Multilab, assim como no desenho de uma estratégia de longo prazo para a empresa. Com mais de 20 anos de experiência aliados à sua capacidade de liderança, Marek vai contribuir para que a Takeda Brasil mantenha seu crescimento acelerado. Hoje, a companhia é considerada uma das 10 maiores farmacêuticas do país.

Ricardo Marek possui MBA pela Universidade de São Paulo (USP), extensão em Finanças pela Universidade de Michigan e Especialização em Gestão de Marketing Internacional, pela Universidade da Califórnia. O executivo se aperfeiçoou como CFO pela Wharton School, da Universidade da Pensilvânia.

Sediada em Osaka, Japão, a Takeda é uma companhia global orientada para pesquisas, com foco principal em produtos farmacêuticos. Na qualidade de maior companhia farmacêutica do Japão e por ser uma das líderes globais da indústria farmacêutica, a Takeda se compromete a trabalhar para melhorar a saúde dos pacientes de todo o mundo por meio de inovação de vanguarda na área médica. [www.takeda.com].

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pesquisa mostra que torcida do Flamengo é a maior do Nordeste.

Segundo levantamento, clube tem 22,4% dos torcedores dessa região

O Corinthians é o segundo na lista, com 8,6%, seguido pelo Vasco, com 6,8%

RIO - A torcida do Flamengo, maior do Brasil segundo todas as pesquisas, é especialmente insuperável no Nordeste, mostra estudo divulgado na segunda-feira pela Pluri Stochos Pesquisas e Licenciamento Esportivo. O clube tem 22,4% do total de torcedores na região, quase três vezes mais que o segundo colocado, Corinthians, com 8,6%. O Vasco, terceiro da lista, tem 6,8%.
A radiografia dessa paixão sem fronteiras que dá ao Flamengo mais um título nas arquibancadas traz outras curiosidades. Cinco dos oito clubes mais amados pelos nordestinos são do Sudeste. O pernambucano Sport, em quinto, é o representante da região mais bem colocado na lista (4,8% das preferências), seguido por Bahia (sexto, com 4,1%), Santa Cruz e Vitória (empatados na oitava posição, com 2,6%) e Náutico (décimo, com 2,2%). Ceará (11º, com 1,8%) e Fortaleza (13º, com 1,4%) também entram no ranking dos mais queridos.

Segundo a pesquisa, cuja margem de erro é de 0,68%, mais da metade da população do Nordeste torce para clubes do Rio ou de São Paulo — 32,2% para times cariocas, 19,1% para paulistas. A vantagem do Rio se dá por causa do Flamengo. O clube rubro-negro tem na região cerca de sete milhões de torcedores a mais que o Corinthians.

Outra curiosidade: em poucos estados do Nordeste as torcidas dos times locais superam a dos forasteiros do Sudeste. Pernambuco é exceção. No estado do Sport, do Santa Cruz e do Náutico, a maioria prefere os clubes do estado. Tanto na capital como no interior. Já na Bahia, os torcedores dos times locais são maioria na Região Metropolitana, mas não no interior.

O número de nordestinos que diz não torcer por qualquer clube é maior que a média brasileira de desinteressados por futebol (são 20,8% no país inteiro, contra 25,8% no Nordeste, diz a pesquisa da Pluri Stochos).

O ranking completo das 15 maiores torcidas apontadas pelo estudo, é o seguinte: 1º) Flamengo, 22,4%; 2º) Corinthians, 8,6%; 3º) Vasco, 6,8%; 4º) São Paulo, 5,7%; 5º) Sport, 4,8%; 6º) Bahia, 4,1%; 7º) Palmeiras, 3,4%; 8º) Santa Cruz, 2,6%; 9º) Vitória, 2,6%; 10º) Náutico, 2,2%; 11º) Ceará, 1,8%; 12º) Fluminense, 1,6%; 13º) Fortaleza, 1,4%; 14º) Santos, 1,4%; 15º) Botafogo; 1,4%. Torcedores de outros clubes somam 3,6%. Não torcem por nenhum 25,8%, percentual só superado pelo Flamengo.
Fonte em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/pesquisa-mostra-que-torcida-do-flamengo-a-maior-do-nordeste-8063218#ixzz2Q1VJkUlY

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bayer anuncia investimentos no sector farmacêutico brasileiro

08/04/2013
O grupo alemão Bayer quer reforçar a sua posição no segmento farmacêutico no Brasil. Produtor da centenária aspirina, o grupo quer fortalecer a sua posição nos segmentos de saúde da mulher (anticoncepcionais), no qual já é líder, e avançar nas áreas de cardiologia - considerada a nova fronteira de investimento do sector farmacêutico brasileiro - e oncologia. Para este ano, a companhia investirá 76 milhões de dólares no Brasil, disse ao Valor Económico o presidente do grupo no país, Theo van der Loo. Além da divisão de medicamentos, o investimento também será destinado aos negócios químico e agrícola (defensivos e sementes), importantes áreas de actuação da companhia no país.


"Boa parte do investimento será destinado à melhoria da estrutura das nossas unidades instaladas no país", disse o executivo. A companhia tem duas fábricas na cidade de São Paulo e um complexo industrial em Belford Roxo (RJ). "Produzimos no Brasil cerca de 70% dos medicamentos que comercializamos." O país é importante base de exportação de pílulas anticonceptivas para América Latina e Ásia.


Em 2012, a facturação do grupo foi de quase 3 mil milhões de dólares no país, alta de 26% sobre o ano anterior. A expectativa para este ano é manter o ritmo de crescimento acima de dois dígitos. O Brasil é o quinto maior mercado da empresa no mundo e o maior na América Latina. No ano passado, a receita global ficou em 39,76 mil milhões de euros. Se globalmente os segmentos farmacêutico e saúde (health care) representam a maior fatia da sua facturação, no Brasil é o contrário. Dos quase 3 mil milhões de dólares, a farma representa com 29%. A divisão Cropscience (agronegócios) fica com 56%. "O Brasil é um caso especial, no qual a agricultura tem uma grande relevância para a Bayer", disse Loo.


As estratégias do grupo para avançar no sector farmacêutico serão mais ousadas. A Bayer vai trabalhar de forma mais agressiva a sua política de preços de medicamentos de referência que concorrem com os genéricos. Loo afirmou que a Bayer não costuma adoptar uma política de desconto muito grande, mas vai repensar a estratégia para alguns produtos.


Com uma extensa linha de medicamentos isentos de prescrição, como o Redoxon® (suplemento de vitamina C) e Bepantol® (pomada infantil), a Bayer planeia uma campanha de comunicação para reforçar a venda desses produtos maduros no mercado. "Temos importantes marcas, que são estratégicas. Também queremos avançar com ps nossos produtos inovadores." As actuais apostas da divisão farmacêutica em produtos inovadores são no anticoagulante Xarelto®, que previne acidente vascular cerebral (AVC). A área de cardiologia foi ampliada com a comercialização de novos produtos para hipertensão e colesterol.


O grupo quer ainda manter o foco em produtos oncológicos – um dos seus mais recentes produtos – o Nexavar®, para cancro do rim e fígado, tem mostrado resultados positivos. O grupo também decidiu competir no mercado de oftalmologia, com o lançamento do produto Eylia®, para tratar degeneração macular em idades avançadas.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/08-04-13/bayer-anuncia-investimentos-no-sector-farmaceutico-brasi

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Governo autoriza reajuste de até 6,31% nos preços dos remédios

Medicamentos de uso frequente, como omeprazol (gastrite e úlcera) e amoxilina (antibiótico), estão entre os que terão reajuste mais alto.

Cristiane Bonfanti

BRASÍLIA - O governo federal autorizou nesta quinta-feira o reajuste de até 6,31% nos valores dos medicamentos com preço controlado vendidos em todo o país. Por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) definiu o aumento de acordo com três faixas. O CMED é um órgão do governo formado por representantes de diversos ministérios.

Veja também





No caso dos medicamentos classificados no nível 1, referentes às classes terapêuticas com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 20%, haverá o maior reajuste, de 6,31% — equivalente à inflação medida pelo IPCA nos 12 meses encerrados em fevereiro. Nesta categoria, encontram-se medicamentos de uso popular e frequente, como omeprazol (utilizado no tratamento de gastrite e úlcera) e amoxilina (antibiótico mais usado no tratamento de infecções urinárias e respiratórias).

Na segunda categoria, de classes com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 15% e abaixo de 20%, o aumento será de 4,51%. Por último, na classe de nível 3, com participação de genéricos em faturamento abaixo de 15%, o reajuste será de 2,70%.

Os critérios para a elevação dos preços, que ocorre anualmente, foram divulgados no último dia 12 pela Câmara de Regulação e consideram, além da inflação, os ganhos de produtividade das empresas e o preço dos insumos usados na produção dos remédios.

Na terça-feira, o GLOBO mostrou que, mesmo sem autorização do governo, a distribuidoras haviam começado a passar ao varejo um aumento de até 6,31% nos preços,sob a justificativa de que há tinham recebido as novas listas da indústria. Em drogarias do Rio de Janeiro, consumidores também encontravam remédios com valor elevado. Procurado na terça-feira, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre o repasse adiantado e ressaltou que os preços só poderiam ser elevados para o consumidor depois da publicação da resolução com os índices específicos.

Sindicato reclama do aumento

Por meio de nota, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma) considerou que, “mais uma vez, o governo aplicou um discutível cálculo de produtividade que reduz o índice de reajuste e prejudica muitas empresas, ao impedi-las de repor o aumento de custos de produção do período”.

De acordo com a entidade, desde 2011, a indústria farmacêutica enfrenta fortes pressões de custo, principalmente com pessoal, insumos e matérias-primas, majoritariamente importadas, cujas cotações internacionais subiram no ano passado e ficaram ainda mais elevadas devido à valorização do real. “Até agora, o setor absorveu esse impacto, mas em contrapartida experimentou queda de rentabilidade”, informou o sindicato, que observou que a continuidade dessa situação vai afetar a saúde financeira das empresas e pode comprometer o lançamento de produtos e os investimentos necessários ao desenvolvimento de medicamentos inovadores.

O sindicato observou que, se todas as apresentações forem reajustadas pelos índices máximos, o aumento médio será de 4,59%.

“Assim, como tem acontecido nos últimos anos, a varação de preços dos medicamentos ficará abaixo da inflação geral”, informou.

O Sindusfarma lembrou que, em 2012, os medicamentos subiram, em média, 4,11%, enquanto a inflação medida pelo IPCA cresceu 5,84%.

O sindicato observou que, nas farmácias, o período de reajuste dura de dois a três meses: “As primeiras variações de preço registram-se em junho ou julho, quando começam as reposições de estoques, já que o varejo costuma antecipar compras antes da entrada em vigor do reajuste”.

Leia mais sobre esse assunto em: http://oglobo.globo.com/economia/governo-autoriza-reajuste-de-ate-631-nos-precos-dos-remedios-8023218#ixzz2PVNVIqPA


Nota de C&T:
Inaceitável o governo garantir 6,31% de aumento para um determinado medicamento se alguns fabricantes garantem até 70% de desconto para os atravessadores deste mesmo produto. Não estaria na hora de se estudar uma maneira do consumidor também ser beneficiado com uma redução nos preços em vez de aumentos? Para que aumentar se é possível congelar alguns produtos com base nas suas planilhas de custos e políticas comerciais praticadas no mercado.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Comissão de Direitos Humanos da Câmara fará todas as reuniões fechadas

Camila Campanerut / Do UOL, em Brasília
A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3) requerimento para fazer todas as reuniões daqui para a frente a portas fechadas, para "manter a ordem necessária". Só será permitida a entrada de deputados, assessores e jornalistas.

"Dessa Casa tem sido cobrado trabalho. Não será para sempre", disse o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da comissão e autor do pedido para que as sessões sejam restritas. "Faço isso com o coração sangrando. Se não for desta forma, não conseguiremos trabalhar", disse.

Ao final da sessão a portas fechadas, Feliciano afirmou que "hoje foi só sucesso aqui (na comissão)". A reunião, que durou cerca de duas horas, terminou com aplausos a Feliciano. Enquanto acontecia a reunião no plenário, nove deputados entraram com um segundo pedido para que Feliciano seja investigado por quebra de decoro parlamentar.

Desde que foi eleito presidente da comissão, Feliciano tem enfrentado protestos durante todas as suas sessões à frente da comissão devido a declarações consideradas racistas e homofóbicas. Na semana passada, dois manifestantes chegaram a ser detidos pela Polícia Legislativa da Câmara, mas foram liberados no mesmo dia.

Um dos manifestantes detidos na semana passada tentou invadir o gabinete de Feliciano e o outro foi detido por ter chamado o deputado de racista.


Houve ainda tumulto do lado de fora. Depois de protestarem sem sucesso para ter acesso ao plenário em que a comissão se reunia, manifestantes contrários à permanência de Feliciano foram buscar acessos alternativos à sala de reuniões, mas acabaram barrados por seguranças.

O grupo tentou ainda ter acesso ao plenário da Câmara, mas foi impedido antes de chegar ao Salão Verde. Seguranças fecharam as portas do corredor que liga o anexo em que funcionam as comissões ao edifício principal, onde está o plenário da Casa. Os manifestantes chegaram a deitar em frente a esse corredor.

O deputado João Campos (PSDB-GO), que apoiou o requerimento, disse que pedirá para que a Polícia Legislativa da Câmara investigue se há manifestantes ligados a deputados contrários a Feliciano. Segundo ele, "não são manifestantes, são baderneiros".

"Nós precisamos trabalhar. O que está sendo feito aqui com o incentivo de parlamentares é um desrespeito à democracia", afirmou o deputado Pastor Eurico (PSB-PE), que tem apoiado Feliciano desde o início da sua presidência à frente da comissão.

Feliciano negou que a proposta aprovada "fecharia as portas das sessões". "Usei o regimento interno: o artigo 41, parágrafo 2º, cabe ao presidente da comissão manter a ordem", justificou.

O 2º parágrafo do artigo 41 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados estipula que ao presidente de comissão compete "convocar e presidir todas as reuniões da comissão e nelas manter a ordem e a solenidade necessárias".

"[A reunião] Não é a portas fechadas para o público geral. Vocês estão aqui [se referindo aos jornalistas]. Não é reservada. A reunião não foi reservada. Então, não coloquem palavras na minha boca. A reunião [de hoje] foi aberta com restrições. Semana passada houve pessoas que acabaram se machucando. Então, cabe a este presidente [agir]. Não fiz sozinho, mandei um requerimento ao presidente da Mesa e tudo foi aprovado. Deus abençoe a todos vocês", concluiu.

O UOL procurou a Mesa Diretora da Câmara, que informou que não houve aprovação de nenhum pedido do deputado. Eles apenas receberam do parlamentar um comunicado de que ele faria uso do regimento para conseguir dar andamento aos trabalhos da comissão. Com isso, Feliciano foi escoltado para entrar e sair da comissão e houve um aumento do efetivo de policiais para restringir e controlar a circulação de pessoas nas proximidades do corredor onde fica a sala da CDH.

Em semanas anteriores, uma das sessões da Comissão de Direitos Humanos chegou a ser cancelada devido ao tumulto. Clique aqui para ver os principais fatos desde que Feliciano assumiu o posto.


Em um discurso de campanha contra o candidato Henrique Capriles, Maduro fez insinuações sobre a homossexualidade de seu adversário. No último dia 12 de março, Maduro disse em Caracas: "Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres". Na sequência, Maduro beijou a mulher, a também alta dirigente chavista Cília Flores.

Também foi aprovado requerimento nesta quarta-feira para que Marco Feliciano visite os 12 torcedores do Corinthians presos na Bolívia, acusado de matar o torcedor Kevin Béltran em um jogo da Libertadores.

Ainda não foi definida a data da viagem, mas ela deve ocorrer provavelmente na terça (9) ou quarta (10) da semana que vem. Segundo o deputado, a intenção é trazer ao menos um dos presos de volta.

Na terça-feira, está prevista uma reunião de líderes partidários da Câmara, incluindo o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para tratar da permanência de Feliciano à frente da comissão. Sobre a coincidência da data da viagem com a reunião partidária, Feliciano disse que "ouvirá os líderes [partidários] de bom grado".
 
Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/04/03/comissao-de-direitos-humanos-fara-todas-as-reunioes-restritas.htm

Pfizer, Novartis e Abbott estão na briga pela Aché, dizem fontes

Reuters
Por Jessica Toonkel e Ben Hirschler

LONDRES/NOVA YORK, 2 Abr (Reuters) - Pelo menos três das maiores farmacêuticas globais estão disputando a compra da Aché Laboratórios Farmacêuticos, num leilão que pode avaliar o grupo brasileiro em mais de 5 bilhões de dólares, disseram fontes com conhecimento do assunto.

Pfizer, Novartis e Abbott Laboratories estão avaliando participar de uma segunda rodada de ofertas pela Aché, o que garantiria a qualquer uma delas uma posição relevante no mercado farmacêutico brasileiro, disseram as fontes.

As propostas devem ser apresentadas na segunda metade de abril, afirmaram duas das fontes sob condição de anonimato.

A Aché, de capital fechado, é atraente para as empresas farmacêuticas que procuram aumentar a presença no crescente mercado da América Latina. Mas uma das famílias que têm participação na companhia manifestou interesse em manter sua fatia, o que pode tirar alguns concorrentes da disputa.

A GlaxoSmithKline havia mostrado interesse inicial, mas saiu do leilão, disseram as fontes.

Representantes das empresas multinacionais se recusaram a comentar o assunto.

Pessoas próximas ao processo disseram à Reuters em fevereiro que as famílias com participação relevante na Aché pediram que o banco de investimento Lazard explorasse uma venda, mas o processo permanece incerto devido à divergência entre as famílias controladoras.

"As pessoas estão um pouco preocupadas com a situação envolvendo as famílias e se perguntam se elas ficarão satisfeitas com o preço. Alguns interessados ​​se retiraram por essa razão", disse uma fonte.

A Lazard se recusou a comentar sobre o seu papel no processo e um porta-voz da Aché reiterou a posição de que a empresa não está à venda.

A Aché é o quarto maior laboratório farmacêutico no Brasil em termos de vendas gerais e líder quando considerados apenas os medicamentos com prescrição.

"Toda grande empresa farmacêutica quer estar em mercados emergentes e a Aché é a joia da coroa no Brasil", disse um profissional de um banco.

Os resultados da Aché antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) para este ano são estimados em cerca de 300 milhões de dólares. Os donos da empresa estão buscando um múltiplo do Ebitda de quase 20 vezes na venda, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Um múltiplo de 15 a 20 vezes o Ebitda sugeriria um valor para a Aché de 4,5 bilhões a 6 bilhões de dólares.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/pfizer-novartis-abbott-estao-na-briga-pela-ache-dizem-fontes-8008925#ixzz2PPkO5fG1

AstraZeneca compra empresa de biotecnologia dos EUA em estágio inicial

LONDRES, 3 Abr (Reuters) - A AstraZeneca alavancou suas reservas em estágio inicial para medicamentos experimentais para o coração ao comprar nesta quarta-feira a empresa norte-americana de biotecnologia AlphaCore Pharma, que está desenvolvendo um novo tipo de remédio para colesterol.

Os detalhes financeiros da aquisição, feita por meio da unidade MedImmune, não foram revelados.

O novo presidente-executivo da AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou no mês passado que planejava aumentar os escassos recursos para medicamentos por meio de mais acordos, tendo doenças cardiovasculares e metabólicas como uma prioridade em particular.

A Alphacore irá ajudar a diminuir essa defasagem, embora não deva entregar qualquer produto comercializável por muitos anos. Seu principal medicamento candidato é o ACP-501, uma enzima derivada do fígado produzida por engenharia genética chamada LCAT, que completou a fase 1 de testes clínicos no ano passado.

"À medida que a ciência nesta área continua a evoluir, estamos comprometidos a explorar caminhos únicos, que podem levar a novas combinações ou terapias individuais para pacientes que convivem com crônicas e agudas doenças cardiovasculares", disse o presidente da MedImmune, Bahija Jallal.

(Reportagem de Ben Hirschler)