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domingo, 3 de novembro de 2013

O remédio para emagrecer que pode acabar com as cirurgias de estômago

Por Bruno Calzavara

Cientistas estão desenvolvendo um tratamento médico que possui o mesmo efeito da cirurgia de estômago para ajudar pacientes obesos a perder peso. Os pesquisadores criaram hormônios de efeito duradouro, que fazem com que os cérebros dos pacientes pensem que eles já comeram o suficiente. A abordagem imita o que acontece quando pacientes obesos mórbidos são submetidos a operações bariátricas para ajudá-los a se livrar da gordura extra.

Os cientistas da Faculdade Imperial de Londres, no Reino Unido, acabam de terminar os primeiros testes em pacientes com resultados positivos, e agora estão se preparando para iniciar experimentos maiores. Eles esperam que o uso da droga se torne uma alternativa mais segura para a cirurgia, que é cara e possui diversas restrições, só podendo ser realizada em uma pequena quantidade de pacientes.

Segundo o professor Steve Bloom, chefe da divisão de diabetes, endocrinologia e metabolismo da faculdade e pesquisador do estudo, a cirurgia de balão intragástrico (em que uma espécie de bexiga é colocada no estômago para “roubar” espaço da comida e fazer a pessoa perder a fome) funciona muito bem em pacientes. “Porém, há uma pandemia mundial de obesidade, que está levando as pessoas a morrer de doenças relacionadas. Nós não podemos realizar a cirurgia em metade da Europa, por exemplo”, diz.

Por isso, conta o professor, a equipe se perguntou se não haveria outra forma de utilizar o princípio da cirurgia, mas sem a necessidade da operação em si. “Se você tem um problema com intestino e não aguenta muita comida, o órgão envia sinais para o cérebro dizendo para que a pessoa não coma tanto. A cirurgia engana o estômago, que pensa haver um problema e envia essas mensagens de saciedade para o cérebro”, explica Bloom.

De acordo com dados de 2012, 48,5% da população brasileira está acima do peso e 15,8% dos brasileiros são obesos. Nos países desenvolvidos, esse percentual é ainda maior: nos Estados Unidos, por exemplo, a porcentagem de obesos já chega a alarmantes 35,8% da população, o que ocasiona diversos outros problemas de saúde, tais como doenças cardíacas, diabetes e aumento do risco de câncer.

No Brasil, o que assusta os especialistas é o grande crescimento do número de pessoas que recorrem à mesa de cirurgia para perder peso. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país é o segundo em número de cirurgias de redução de estômago no mundo todo, só perdendo para os EUA. São 72 mil cirurgias por ano, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o médico Almino Ramos. E esse número tem crescido 10% ao ano. De 2006 para cá, o crescimento foi de 275%.

Muitos pacientes que se submetem à operação sofrem complicações e precisam de uma nova cirurgia e também já houve um pequeno número de mortes registradas após essas intervenções.

Inicialmente, pensava-se que a cirurgia bariátrica funcionava ao reduzir a quantidade de alimento que pode ser digerida pelo estômago. No entanto, foi descoberto, em pacientes operados, níveis elevados de hormônios da saciedade, os sinais químicos liberados pelo organismo para controlar a digestão e a sensação de fome no cérebro.

Os pacientes que se submeteram a cirurgia também apresentam menos vontade de consumir alimentos gordurosos, por isso acredita-se que os hormônios mudam o desejo dos pacientes para comer.

O objetivo de Steve Bloom e sua equipe é descobrir quanto peso é possível ser perdido usando três desses hormônios. Em seus experimentos, pacientes obesos usarão uma bomba intravenosa, mantida em torno de sua cintura, para liberar doses pequenas e regulares dos hormônios GLP-1, OXM e PYY no organismo. Esses hormônios normalmente duram apenas alguns minutos no corpo humano, por isso é preciso que sejam liberados continuamente.

No entanto, o professor Bloom e seus colegas também desenvolveram versões desses hormônios que podem durar até uma semana. Isso significa que os pacientes poderiam controlar seu apetite com uma única injeção semanal. “O objetivo, a longo prazo, é desenvolver medicamentos de longa duração, de maneira que as pessoas possam tomar uma injeção uma vez por semana, sem a necessidade de operação”, conta.

“Cada paciente reage de uma maneira diferente após a cirurgia. Talvez um terço dos pacientes não perca peso o suficiente, talvez alguns percam demais e não se pode ajustar esse efeito. No caso de um medicamento, você pode alterar a dose muito facilmente e isso vai lhe dar muito mais controle sobre quanto peso cada pessoa perde”, completa. [Telegraph]

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Eisai vai duplicar força de vendas nos EUA (para vender Belviq® produto para obsidade)


17/10/2013 

A Eisai anunciou na terça-feira que vai aumentar a sua força de vendas nos EUA em 200 representantes para o seu negócio de especialidade que se vai concentrar em comercializar o medicamento Belviq® (lorcaserin), aumentando o total da força de vendas no mercado norte-americano para o tratamento da obesidade para cerca de 400. A empresa referiu que a expansão, que ocorrerá em Dezembro, segue o aumento da comparticipação do Belviq® por pagadores desde que se tornou disponível no mercado em Junho, avança o site FirstWord.


Michael O'Brien, vice-presidente da unidade de marketing e vendas de especialidade da Eisai, disse que "esta iniciativa está alinhada com a nossa visão estratégica e objectivos de longo prazo para o Belviq®", que inclui "abordar a necessidade de cobertura de comparticipação alargada entre os pagadores". A farmacêutica referiu que o aumento da força de vendas irá permitir-lhe chegar a cerca de 65 mil médicos nos EUA. O CEO da Eisai, Lonnel Coats, acrescentou que a companhia está "em discussões muito activas e produtivas com outros grandes pagadores e [que] espera o cenário de comparticipação melhore ainda mais à medida que avançamos para 2014".

 
A Eisai obteve direitos exclusivos para comercializar o medicamento nos EUA sob um acordo de 2010 com a Arena Pharmaceuticals, que fabrica e fornece o produto comercial final. "Os esforços da Eisai levaram a um aumento mês a mês na prescrição do Belviq® até à data, e esperamos que a expansão da força de vendas do Belviq® vá ajudar a comunicar a segurança e eficácia do medicamento a um maior número de médicos", comentou o CEO da Arena, Jack Lief.

O Belviq® foi inicialmente aprovado pela FDA em Junho de 2012, marcando a primeira aprovação de um medicamento contra a obesidade pela entidade reguladora em mais de uma década. A Arena retirou o pedido para o medicamento na União Europeia em Maio, depois de o Comité dos Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter expressado que "grandes objecções " continuavam por resolver.




 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Entenda o que é a sibutramina e os efeitos colaterais do tratamento

Anvisa decidiu manter venda de emagrecedores com a substância no país.
Especialistas recomendam remédios para tratar obesidade graus 1, 2 e 3


Na última segunda-feira (27), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter no Brasil o comércio de medicamentos emagrecedores que contenham a substância sibutramina.

Desde 2011, quando outros remédios semelhantes foram proibidos no país, a substância se tornou a única droga usada para emagrecer que atua sobre o sistema nervoso.

Em alguns países, como nos Estados Unidos, o produto não é mais vendido. No Brasil, a Anvisa decidiu manter seu uso, depois de monitorar a substância durante um ano. Nesse período, a agência estabeleceu um controle mais rígido sobre a venda, além de medidas de segurança, que vão permanecer por mais dois anos.

Agora, os profissionais de saúde são obrigados a notificar qualquer efeito adverso relacionado ao produto, e a validade das receitas é de até 30 dias. Tire suas dúvidas sobre o medicamento.

O que é a sibutramina?
É uma substância aplicada no tratamento de obesidade, vendida mediante prescrição médica. Criada inicialmente como antidepressivo, a sibutramina age no sistema nervoso central, especialmente sobre dois neurotransmissores, a serotonina e a noradrenalina. Ela provoca no paciente a sensação de saciedade e o controle da fome. A pessoa come menos, mas perder a fome.

Para quem este medicamento é recomendado?
De acordo com endocrinologista Walmir Coutinho, professor de endocrinologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), no Rio de Janeiro, e presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso, na sigla em inglês), a sibutramina deve ser utilizada por pacientes com grau de obesidade grau 1 (quando o Índice de Massa Corpórea, IMC, está entre 30 e 34,9), grau 2 (quando o IMC, está entre 35 e 39,9) e grau 3 (quando o IMC está acima de 40).

A sibutramina provoca efeitos colaterais?
Sim. Segundo a endocrinologista Marcia Nery, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, por ser um “parente distante dos remédios antidepressivos”, que agem em diversos locais do sistema nervoso central, é possível que ocorram efeitos colaterais.

Quais são os efeitos colaterais?
Aumento da pressão arterial, elevação da frequência cardíaca, dores de cabeça, boca seca, insônia e prisão de ventre.

Existe alguma contraindicação para utilizar remédios com esta substância?
Sim. Pessoas que sofrem de alguma cardiopatia (doença no coração) ou descontrole na pressão arterial. “No caso delas, o melhor a se fazer é uma dieta balanceada e atividade física, apenas”, explica Márcia.

Se a pressão aumentar enquanto houver o consumo de sibutramina, é possível tomar um remédio para hipertensão e manter o tratamento com a droga emagrecedora?
O especialista Walmir Coutinho diz que o critério médico deve ser levado em conta nesta decisão. "Se a pessoa tiver pressão alta, mas ela estiver controlada, poderá consumir medicamentos com a substância", explica.

A pessoa que já tomou o remédio alguma vez, parou e agora quer voltar ao tratamento pode utilizar normalmente a substância?
Sim, de acordo com a especialista. No entanto, os efeitos podem não ser os mesmos do primeiro período de tratamento. “Não é todo mundo que responde ao remédio de forma igual. Se não ocorrer emagrecimento, é melhor suspender a sibutramina", disse Márcia.

Quem parar de usar a sibutramina pode engordar o dobro do peso que perdeu?
Não. Segundo o endocrinologista Walmir Coutinho, qualquer tratamento feito para emagrecer, quando é interrompido, pode proporcionar o ganho de peso. “A questão de engordar o dobro que emagreceu pode ocorrer quando há interrupção do tratamento de fórmulas com hormônios de tireoide. Tal fenômeno é chamado de 'efeito rebote'."


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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tudo o que sabemos sobre emagrecimento e obesidade está errado

A obesidade é um tema atual que tem aparecido muito na mídia. Todo mundo parece saber que estar acima do peso pode causar diversos males a saúde.
Todo mundo também sabe como ganhar peso, e como perdê-lo. Ou não. Pelo menos é o que sugere um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine, que aponta que “tudo que sabemos” sobre obesidade e perda de peso é errado.
Que precisamos fazer alguma coisa a respeito da obesidade, é verdade. Mas é verdade também, porém, que muitos dos conselhos médicos dados acabam sendo confusos ou errôneos.
O Dr. Aaron E. Carroll, professor associado de pediatria na Escola de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), por exemplo, comenta que disse às pessoas que fazer pequenas mudanças sustentáveis de estilo de vida era a melhor maneira de perder peso ao longo do tempo. “Acontece que fazer tais mudanças, como decidir caminhar um quilômetro por dia por cinco anos, resulta em muito menos perda de peso do que o esperado”, explica.
Dr. Carroll diz ainda que lecionava as pessoas sobre a importância da educação física nas escolas. No entanto, estudos mostram que a falta de atividade física na escola não é o que torna as crianças obesas ou com sobrepeso.
Ele também sempre defendeu a perda de peso lenta e constante, pois é melhor a longo prazo do que a perda de peso rápida. Ainda acreditava que a definição de objetivos irrealistas podia, na verdade, acabar sabotando os esforços das pessoas.
“Então, imagine minha surpresa ao descobrir que existem novas evidências de que metas ambiciosas são uma coisa boa, e que a perda rápida de peso não é menos provável de ser mantida a longo prazo”, conta.
Você já deve ter ouvido falar que comer bem no café da manhã é uma boa ideia quando você está tentando perder peso, porque evita que você coma em excesso mais tarde. Mas dados científicos mostram que não há nenhum “efeito protetor” de comer café da manhã.
Também já alegaram que comer mais frutas e vegetais é uma ótima maneira de perder peso. No entanto, diz o Dr. Carroll, estudos mostram que comer mais frutas e vegetais sem fazer outras alterações comportamentais não resulta em qualquer perda de peso.
Por fim, pesquisas também já apontaram que beliscar entre as refeições podia levar ao ganho de peso. Muitos outros estudos, entretanto, não acham tal ligação. Em geral, as pessoas compensam esses lanchinhos durante o resto do dia. Em outras palavras, não é necessariamente ruim lanchar fora do horário das refeições habituais.
Então, tudo o que pensávamos que era melhor, não é. Ou talvez não seja. E agora? O que fazer?
O que é irrefutável
Não se sinta condenado; estudos também mostram que você pode perfeitamente superar fatores genéticos e familiares e perder peso.
Eles também mostram que a atividade física pode ajudar com significativa perda de peso, e tem a vantagem adicional de te deixar mais saudável em geral.
Reduzir a ingestão de calorias funciona também, no geral, especialmente se a redução for feita de uma maneira que mude seus hábitos alimentares globais. Para alguns, a cirurgia bariátrica também dá incríveis resultados gerando uma mudança de vida.
Outro ponto a favor da perda de peso é envolver toda a família. Pesquisas mostram que o apoio pode ser muito importante para essa conquista.
Dr. Carroll conta, por exemplo, que nos últimos cinco anos, ele e sua esposa perderam peso juntos. “Agora que olho para trás, se vou ser honesto sobre isso, digo que perdi peso em diferentes períodos, ‘explosões’ de perda de peso em alguns meses aqui e ali, cada vez ganhando menos do que eu tinha perdido”, conta.
Carrol afirma que seu café da manhã é composto por apenas um café. Ele também almoça sempre comidas leves, como saladas, e janta geralmente uma refeição caseira saudável com a família. “Minha esposa está cozinhando mais do que costumava e está obcecada em encontrar maneiras de tornar as refeições mais saudáveis”, diz.
Ele também evita frituras quase inteiramente, e nem consegue se lembrar da última vez que comeu em um restaurante fast food. Por fim, vai para a academia duas a três vezes por semana.
“Eu não digo tudo isso porque acho que é o que você deve fazer, ou porque acho que é a chave para perder peso. Digo-lhe isto porque mais e mais eu acho que o caminho para a perda de peso sustentável é um caminho muito pessoal e individual. Talvez o nosso problema seja que estamos tentando encontrar uma solução que sirva para tudo e todos. Eu não tenho certeza de que tal coisa existe”, opina.
A dica, então, é procurar o que dá certo para você. Mas o alerta maior, deixado pela conclusão do novo trabalho científico, é a prevenção.
“A melhor maneira de combater a obesidade é evitá-la em primeiro lugar. Isso tem que começar quando as crianças são jovens, e é uma viagem ao longo da vida. Uma coisa que duvido que será provada falsa um dia é que é muito mais fácil não ganhar o peso em primeiro lugar do que perdê-lo mais tarde”, conclui Dr. Carroll.[CNN
Fonte: http://hypescience.com/tudo-o-que-sabemos-sobre-emagrecimento-e-obesidade-esta-errado/


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Remédio para emagrecer (Orlistat - Xenical™, Exenical™ e Alli™) pode intoxicar e alterar efeitos de outros medicamentos

Recentemente, pesquisadores da Unicamp descobriram que um remédio para emagrecer pode provocar síndrome.Agora se descobriu que o mesmo medicamento pode levar à “toxicidade severa dos órgãos internos, como fígado e rins”.Além disso, o problema é irreversível e pode ser causado por baixas concentrações da droga.

O medicamento em questão, indicado para portadores de obesidade, é o orlistat, presentes em marcas comerciais como Xenical™, Exenical™ e Alli™.

Os resultados, obtidos por cientistas da Universidade de Rhode Island (EUA), estão no último exemplar da revista médica Biochemical Pharmacology.

Alerta às autoridades de saúde

O professor Bingfang Yan, coordenador do estudo, afirma ter alertado a FDA, o órgão norte-americano responsável pela aprovação de medicamentos, sobre os resultados que ele considera alarmantes.

“Como [o medicamento] tem estado disponível sem contraindicações, tem havido um aumento drástico na toxicidade entre os pacientes que usam a droga,” disse Yan. “Ela tem sido associada com falha severa do fígado, falha pancreática aguda e falha renal aguda.”

Yan explica que o orlistat opera no trato intestinal, evitando que a gordura seja absorvida pelo corpo.

Tem sido geralmente aceito que o orlistat permanece no intestino e que o corpo não poderia absorvê-lo.

“Mas, de acordo com as informações disponíveis, o orlistat é absorvido e, certamente, os órgãos internos tais como o fígado e os rins estão expostos a essa droga depois da absorção,” contrapôs Yan.

Efeitos sobre outros medicamentos

O estudo mostrou que o medicamento é um inibidor potente da carboxilesterase-2, uma enzima importante na desintoxicação normal do fígado, rim e do aparelho gastrointestinal.

“Quando a atividade desta enzima diminui nesses órgãos, ou a toxicidade aumenta, a eficácia de algumas drogas é alterada,” disse Yan.

Essa enzima é conhecida por metabolizar uma grande variedade de medicamentos, incluindo aspirina e os medicamentos contra o câncer irinotecano e pentilo carbamato de p-aminobenzil carbamato de doxazolidina.

“Este estudo mostra que o orlistat altera profundamente o potencial terapêutico das drogas anticâncer. No caso das drogas anticancerígenas, ele diminui sua eficácia,” concluiu Yan.

domingo, 14 de outubro de 2012

Ministério reduz idade mínima para cirurgia bariátrica no SUS


Qui, 11 de Outubro de 2012 11:00
Para marcar a Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, o Ministério da Saúde reduz a idade mínima para as pessoas que precisam de uma cirurgia bariátrica. Uma das principais mudanças é a redução de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar o procedimento, em casos em que há risco de vida do paciente. Além dessa medida, também está prevista a inclusão de novos exames e de outras técnicas cirúrgicas. A iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes, como a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), que verificou que na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%.

Permanece a orientação de utilizar a cirurgia bariátrica, no Sistema Único de Saúde (SUS), como último recurso para perda de peso. Antes de fazer a cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos deve passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, o paciente é submetido a uma dieta e, se os resultados não forem positivos em relação a esse e outros métodos convencionais, a cirurgia é recomendada.

O Ministério da Saúde continuará fortalecendo as ações primárias e de prevenção da obesidade por meio do incentivo à mudança dos hábitos de vida da população: principalmente, alimentação adequada e prática de exercícios físicos regulares.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as propostas têm o objetivo de ampliar o acesso e dar mais qualidade à cirurgia bariátrica. “Queremos aprimorar o que já existe no SUS de acesso ao procedimento cirúrgico. A primeira medida a ser tomada é ampliar a faixa etária. Dados apontam o aumento da obesidade entre jovens e adolescentes, importante momento da vida para evolução clínica a outros fatores de complicação relacionados à obesidade grave, como hipertensão e diabetes”, destaca o ministro.

Padilha também destaca a importância de aprimorar outras questões. “Estamos sugerindo ainda reajuste do valor pago pela cirurgia bariátrica, incorporação de equipe multiprofissional, introdução de novas técnicas, tanto cirúrgicas quanto de recomposição plástica”, completa.

A decisão consta da consulta pública nº 12, de 24 de setembro de 2012, que ficará disponível à população até a próxima segunda-feira (15). A proposta irá substituir a atual Portaria nº 492 e 493, de 31 de agosto de 2007.

Entre as diretrizes vigentes que não terá mudança está o Índice de Massa Corporal (IMC) – razão entre o peso e o quadrado da altura – indicado para realização da cirurgia bariátrica, que é maior que 40kg/m² em pessoas com mais de 18 anos (idade prevista para mudar). Ela também pode ser realizada em pacientes que estiver entre 35kg/m² e 40kg/m² e apresentar diabetes, hipertensão, apnéia do sono, hérnia de disco entre outras doenças agravadas pela obesidade.

(Redação – Agência IN)