sábado, 19 de fevereiro de 2011

A importância de se diagnosticar problemas na Tireóide precocemente.

Nota de C&T:
É preciso se destacar na mídia, seja através de uma celebridade ou raramente de um anônimo, para que assuntos de interesse da sociedade ganhem repercussão. O caso do hipotiroidismo de Ronaldo Fenômeno é um exemplo.
Há uma década aproximadamente, uma Indústria Farmacêutica que produz um medicamento a base de Levotiroxina (hormônio sintético), lançou  uma campanha de conscientização direcionada aos médicos não endocrinologistas, principalmente Clínicos Gerais e Ginecologistas, destacando à necessidade de pedirem exames complementares para dosagem de T3, T4 livre e TSH. Essa campanha feita através dos propagandistas durante cada visita aos referidos médicos, focavam o que se chama de hipotiroidismo sub-clínico, aquele que existe, mas ainda não foi diagnosticado. Na época se afirmava que mais de 80% dos portadores de hipotiroidismo não eram diagnosticados. Esta Indústria chegou até fazer convênios com laboratórios de análise para encaminhar pacientes como cortesia. A campanha não surtiu muito efeito. É difícil se cuidar do que não se vê ou não se sente os efeitos.
Para se diagnosticar o hipotireoidismo não precisa ir ao especialista que é o endocrinologista, qualquer médico pode solicitar o exame, caso seja diagnosticado e o médico solicitante não queira acompanhar este paciente por um motivo qualquer, aí sim, ele mesmo poderá encaminhar seu paciente a um endocrinologista, o que certamente será o mais prudente.
Leiam máteria muito interessante abaixo
Nota postada por Teófilo Fernandes.

Tireóide além do endocrinologista
19/02/2011 - 08:33
Disfunção da tireóide, que tirou Ronaldinho do campo, manifesta-se além da obesidade ou emagrecimento. Pode mostrar-se nos olhos quando a causa vem da "doença de Graves".
Brasília- As implicações da glândula tireóide passaram a semana em pauta, depois que o ex-jogador Ronaldo Fenômeno deu nome ao motivo por que literalmente pendurou as chuteiras e deixa de emocionar os torcedores de seu futebol.
A disfunção hormonal causada pela glândula tireóide, denominada hipotireoidismo (caso de Ronaldo) ou hipertireoidismo, não se traduz somente no fato de seus portadores engordarem ou emagrecerem.
Pouco comentada, mas diagnosticada com frequência entre os portadores de hipertireoidismo, especialmente, a "doença de Graves" por exemplo, manifesta-se, muitas vezes, por uma alteração física nos olhos, ficam saltados, e o oftalmologista precisa contribuir com o tratamento, juntamente com o endocri nologista. Muitas vezes é o médico que trata da saúde visual quem identifica a presença da disfunção na tireóide.
Chama-se "doença de Graves" a manifestação das alterações tireoidianas nos olhos e sua evolução pode levar a perdas significativas de quantidade e qualidade de visão.
Mulheres e fumantes - De acordo com a oftalmologista, Patrícia Moitinho, especialista em cirurgia plástica ocular do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), mulheres entre 40 e 50 anos de idade e fumantes são os principais alvos desta alteração que é percebida pelo aspecto de olhos saltados e pálpebras retraídas.
Hipertireoidismo - "A doença de Graves não é rara e a proporção é de oito mulheres para cada homem que a enfrenta", compara a médica. Também são manifestações da doença de Graves olhos vermelhos, irritados, semelhantes a uma conjuntivite, quando estão na fase inflamatória. A alteração se manifesta principalmente em pacientes com hipertiroidismo, aqueles em que há aumento de hormônios tireoidianos, mas também pode ocorrer em pacientes sem alterações hormonais esses respondem em até 20% dos casos.
Patrícia explica que a alteração hormonal da tireóide libera substâncias que levam os músculos extra-oculares a se espessarem e a gordura a inchar. Essa situação pode levar a compressão do nervo óptico, comprometendo a visão e é o que provoca a aparência de olho saltado, relata.
Os olhos empurrados para fora por uma hipertrofia dos músculos que os envolvem, podem levar ao risco de apresentarem inflamações corneanas e até úlcera de córnea, alerta a médica. O estrabismo também pode ser provocado por al terar os músculos extra- oculares.
Tratamento - O tratamento da "doença de Graves" é longo e exige do portador de alterações hormonais um acompanhamento permanente. Segundo a médica do HOB, ao chegar ao oftalmologista, o paciente será instruído a realizar alguns exames. Uma tomografia de órbita, em uma clínica de radiologia. Este exame irá mostrar as condições do músculo extra-ocular, do nervo óptico e da gordura. Também será solicitado um exame de dosagem hormonal de T3, T4 livre, TSH.e anticorpos antitireoidianos. Outro exame, este realizado em clínicas oftalmológicas, é o de campo visual, para avaliar alterações no campo de visão.
Patrícia Moitinho diz que a manutenção dos hormônios em níveis normais já leva o paciente a uma melhora. O tratamento com corticóides pode ser necessário e, eventualmente, a situação exige um proce dimento cirúrgico.
Tireóide - A tireóide é uma pequena glândula com formato de borboleta que se situa na região anterior do pescoço e desempenha o papel fundamental de controlar o metabolismo de todo o organismo humano. A tireóide produz hormônios importantes na regulação corporal.
Graves - a "oença de Graves" recebe este nome em homenagem ao médico Robert Graves que a descreveu em 1835. Ele identificou a anomalia como uma doença auto-imune, que gera alterações no funcionamento das glândulas tireóides e apresenta irritação nos olhos e nas pálpebras.
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=147214

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vacina vegetal para combater à Dengue! Que notícia boa!

Cearenses desenvolvem vacina contra a dengue
Sex, 18 de Fevereiro de 2011
Medicamento promete combater os quatro tipos da doença
A primeira vacina vegetal de combate à dengue é cearense. A Universidade Estadual do Ceará (UECE) trabalha na pesquisa desde 2006, mas só agora conseguiu desenvolver o medicamento, que já foi testado em camundongos com sucesso.
Segundo reportagem do Diário do Nordeste, o processo é pioneiro. Trata-se da primeira vacina no mundo de origem vegetal. Outro grande diferencial é que pela primeira vez se consegue uma vacina tetravalente, para os quatro tipos de vírus da doença, incluindo o da dengue hemorrágica.
Para conseguir chegar ao produto final, os pesquisadores do Doutorado em Biotecnologia da UECE utilizaram o feijão de corda (vigna unguiculata) como suporte. Os cientistas injetaram genes dos vírus de dengue na planta, que desenvolveu proteínas capazes de ativar a resposta imunológica no ser humano. O próximo passo é o teste clínico em seres humanos.

O valor de uma marca forte. Parceria da Sanofi-Aventis com a Minancora.


Talitha Braga
A farmacêutica francesa sanofi-aventis negocia acordo de distribuição dos produtos da companhia Minancora no Brasil. Com quase 100 anos de capital nacional, a Minancora é uma das marcas mais tradicionais do País. Segundo a reportagem do Valor economico, as negociações entre as duas empresas estão em curso e deverão ser concluídas em fevereiro.
Procuradas, a Minancora e a sanofi confirmaram as negociações, mas não detalharam como será a operação. As companhias negam, contudo, que esse acordo possa incluir aquisição futura do grupo brasileiro pela multinacional.
A Minancora hoje tem mais de 90 anos (desde o registro da pomada) de tradição e qualidade. Sempre buscando inovação e o aperfeiçoamento, a Minancora cresce atravessando o tempo e visando o bem-estar da família brasileira

PF e ANVISA agiu esta semana em Alagoas e hoje prestou contas à sociedade.


PF divulga balanço de operação conjunta com a Anvisa
11h42, 18 de Fevereiro de 2011 Cláudia Galvão
A Polícia Federal em Alagoas divulgou, por meio da sua assessoria, na manhã desta sexta-feira, 18, o balanço da Operação Tolerância Zero, desencadeada essa semana no Estado.
Segundo os dados, foram fiscalizados 15 estabelecimentos, dez deles interditados, tendo sido apreendidos 20 comprimidos de Cytotec (utilizado como abortivo), 300 comprimidos de Pramil e 200 caixas de medicamentos controlados. Durante este período, ocorreram três prisões em flagrante (art. 273, §1-B do Código Penal), os quais foram lavrados na sede da Polícia Federal em Maceió. Os presos foram identificados como Jadiel da Silva Muniz, Pedro Alves das Nevez e Edmilton Silva Gomes.
Na noite desta quinta-feira, 17, em nova fiscalização, o proprietário da Drogaria Santana, Djalma Rodrigues Vieira, foi preso em flagrante delito e autuado nos crimes dos artigos 273, § 1º, § 1º-B, I, V E VI do Código Penal e art. 33 C/C 31 E 66 DA LEI 11.343/2006 (Lei de Drogas).
Foram encontrados na farmácia:
-(01) uma caixa de Rivotril (clonazepam (2,5mg/mL);
-(01) uma caixa de Durasteston – solução injetável;
-(01) uma caixa de cloridrato de sibutramina 15mg com 30 cápsulas;
-(01) uma caixa de Depakote 500mg com 30 comprimidos;
-(02) duas caixas de Depakote Sprinkle 125mg com 30 cápsulas;
-(05) cinco comprimidos de CYTOTEC 200MCG (misoprostol) – Continental Pharma;
- (01) um blister com dois comprimidos de CIALIS tadalafila 20mg lote A178859;
- (01) um comprimido de PRAMIL (Sildefanil 50mg), fabricado por La Química;
Farmacêutica S.A., com sede na Rua Venezuela 740, Asunción, Paraguay;
- R$ 1.900,00 (um mil e novecentos reais) em espécie (em cédulas de R$
100,00, 50,00, 20,00 e 10,00).

Efeitos secundários dos medicamentos biológicos (Remicade®, Humira®, Orencia®, Kineret®, Cimzia® e outros) são estudados.

Alguns medicamentos biológicos para artrite têm mais riscos


Alguns medicamentos biológicos podem representar mais riscos do que outros, de acordo com revisão feita pela Universidade de Alabama em Birmingham (UAB), EUA. Investigadores afirmam que estudo é necessário para estabelecer normas de segurança, avança o site Isaude.net.

Os medicamentos biológicos representam uma ampla classe de drogas – baseadas em moléculas biológicas – usadas para reduzir a inflamação em doenças como artrite reumatóide e doença inflamatória intestinal.

"Apesar de eficazes, pensa-se que alguns produtos biológicos podem ter raros, porém graves, efeitos secundários relacionados às suas actividades imuno-supressoras, como aumento do risco de infecções e reactivação da tuberculose", disse Jasvinder Singh, professor adjunto na divisão de imunologia e reumatologia da UAB.

A revisão, publicada na Cochrane Library, é baseada em dados de 50 010 doentes em 163 estudos com nove diferentes produtos biológicos utilizados para tratar a artrite e outras condições. Os eventos secundários foram mais prováveis de ocorrer entre os produtos biológicos, comparados aos do grupo controlo.

Quando cada droga foi comparada, o adalimumab e o infliximab causaram mais efeitos adversos. Em contrapartida, o abatacept e o anakinra tiveram menos efeitos graves. Tomar o certolizumab pegol é mais provável de resultar numa infecção grave do que outros produtos biológicos.

Alguns eventos secundários, tais como insuficiência cardíaca congestiva e cancro, eram tão raros que é difícil estabelecer qualquer ligação com as drogas. "Mas foram poucos os casos no total, por isso os resultados ainda não são muito confiáveis", disse Singh.

"Estes resultados devem ser vistos com cautela", disse Singh. "Os dados fornecem algumas orientações para os médicos e pacientes a respeito da segurança dos diferentes medicamentos biológicos, mas estes não são ensaios conclusivos. Ainda há uma necessidade urgente de mais pesquisas sobre a segurança desses medicamentos, e, em particular, a segurança das suas comparativas", concluiu.
2011-02-18 | 15:01

Indústrias Farmacêuticas focam seus investimentos em medicamentos específicos e de alto custo.

Merck KGaA retira pedido de aprovação na UE para fármaco para esclerose múltipla
A Merck KGaA recuou no seu pedido de aprovação à entidade reguladora europeia buscando para a cladribina para o tratamento da esclerose múltipla remissiva recidivante, anunciou a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) na quinta-feira, de acordo com o site FirstWord.

A EMA disse que a decisão da empresa foi feita em resposta a um parecer do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP), da EMA, que foi confirmado no mês passado, que indicava que os dados disponíveis até à data não permitiam a emissão de uma recomendação positiva sobre a terapia oral.

Um porta-voz da farmacêutica confirmou o recuo no pedido de aprovação e disse que a companhia iria continuar os estudos em andamento, sendo que poderá solicitar a aprovação de comercialização do composto novamente numa fase posterior.

A Merck apresentou o pedido de aprovação na Europa em Julho de 2009, mas os reguladores rejeitaram em Setembro do ano passado e Janeiro deste ano, citando casos de cancro que surgiram durante os ensaios clínicos.

O fármaco, que se aprovado teria sido comercializado com o nome Movectro®, foi aprovado na Rússia no ano passado, sendo que uma decisão dos órgãos reguladores dos EUA está prevista para o final do mês.

Nos EUA, o Gilenya® (fingolimod) da Novartis tornou-se o primeiro tratamento oral para a esclerose múltipla a chegar ao mercado, quando foi aprovado em Setembro passado.
2011-02-18 | 10:23


A Roche não confirma, mas Avastin poderá ser um tratamento promissor da Retinopatia Infantil.


Avastin® da Roche promissor no tratamento de retinopatia infantil

Os resultados de um estudo publicado quinta-feira no The New England Journal of Medicine (NEJM) sugerem que uma pequena dose de Avastin® (bevacizumab) da Roche injectado directamente no olho reduz o risco de recorrência da retinopatia em bebés prematuros em 20%m em relação ao procedimento convencional a laser, avança o site FirstWord.

Num editorial de acompanhamento, James Reynolds chama os resultados de "um verdadeiro avanço", e sugeriu que o Avastin® deve ser usado como tratamento de escolha para esses bebés.

O ensaio clínico envolveu 150 bebés prematuros com retinopatia na zona 1 para receber Avastin® ou terapia convencional com laser. Os dados indicaram que a retinopatia retornou em quatro recém-nascidos tratados com Avastin®, comparado com 19 crianças que se submeteram à terapia com laser. Além disso, em bebés a doença ainda na zona 1, a taxa de recorrência foi de 6% com o Avastin®, contra 42% para a terapia a laser.

O chefe da investigação Helen Mintz-Hittner disse que tratar a doença com a terapia a laser muitas vezes envolve vários procedimentos ao longo do tempo, enquanto que o Avastin® foi eficaz contra a doença depois de apenas uma utilização, em muitos casos.

Um porta-voz da Roche sublinhou que a informação que existe actualmente sobre a segurança do uso de Avastin® no tratamento de doenças oftalmológicas é limitada, e que o fármaco não está aprovado para este uso.
2011-02-18 | 10:31

Para felicidade dos carecas e quase carecas, uma nova droga poderá devolver aqueles cabelos perdidos. Estou só aguardando...


Cientistas descobrem acidentalmente remédio anti-calvície

A descoberta acidental de uma substância que fez crescer novamente pêlos em ratos de laboratório pode abrir caminho para um potencial fármaco contra a calvície em seres humanos, segundo um estudo norte-americano publicado esta semana, avança o Diário Digital.

“A nossa descoberta mostra que um tratamento de curta duração com esta substância fez crescer novamente pelos em ratos que foram geneticamente modificados para ficarem cronicamente stressados”, explicou Million Mulugeta, professor adjunto de medicina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, um dos co-autores deste estudo.

“O trabalho pode significar o início de novas abordagens para tratar a calvície em humanos, ao neutralizar os receptores de uma hormona que desempenha um papel-chave na condição de stress”, acrescentou.

Tais tratamentos poderiam tratar a perda de cabelos relacionada ao stress e à velhice, precisou o médico.

O estudo foi publicado na versão online da revista científica americana PLoS One, uma publicação da Public Library of Science.

Os cientistas fizeram esta descoberta inesperada ao conduzir pesquisas sobre as formas como o stress pode afectar as funções gastrointestinais.

Para isso, utilizaram ratos geneticamente modificados para produzir em excesso corticotropina ou CRF (corticotrophin-releasing factor), uma hormona do stress.

Ao envelhecer, esses ratos começaram a perder os pelos, principalmente nas costas, ao contrário do grupo de controlo de roedores não modificados geneticamente.

Investigadores do Instituto Salk na Califórnia, membros da equipa que desenvolveu o trabalho, conseguiram criar um peptídeo, uma substância química baptizada de “astressin-B”, que bloqueia o efeito stressante da hormona CRF e injectaram-no nos ratos que perdiam os pelos.

Três meses mais tarde, os médicos voltaram para analisar os efeitos do astessin-B, mas não conseguiram distinguir os ratos geneticamente modificados dos outros, já que os seus pelos haviam voltado a crescer totalmente.
2011-02-18 | 14:12


A luta continua contra a obesidade! FDA aprova Banda Gástrica Ajustável Lap-Band para os menos obesos.

FDA aprova banda gástrica para pacientes menos obesos
17/02/2011
A farmacêutica Allergan Inc. informou na quarta-feira (16) que recebeu aprovação para comercializar a banda gástrica ajustável Lap-Band --dispositivo que reduz estômago-- para milhões de pacientes que são menos obesos do que aqueles que usam o dispositivo.
A FDA (agência que regula remédios nos EUA) expandiu a aprovação para pacientes com IMC (índice de massa corporal) entre 30 e 40 e uma condição de peso relacionada à área médica, como diabetes ou pressão arterial elevada. Os pacientes também devem ter tentado perder peso previamente por meio de outros métodos, como dieta e exercício.
A Allergan, com sede em Irvine, na Califórnia, disse que um adicional de 26,4 milhões de pacientes americanos atende aos novos critérios de peso para implantar o dispositivo. O número é maior do que as 15 milhões de pessoas que atendiam aos critérios anteriores: índice de massa corporal igual ou superior a 40, ou igual ou superior a 35 com complicações relacionadas ao peso.
A banda gástrica ajustável está disponível nos EUA desde 2001 e cerca de 600.000 pessoas tiveram o dispositivo implantado, de acordo com a Allergan.
Durante a cirurgia, a banda é colocada sobre a parte superior do estômago e inflada com soro fisiológico para fixá-lo e restringir a quantidade de comida que pode entrar e passar pelo órgão. O dispositivo foi desenvolvido como uma alternativa à cirurgia de bypass gástrico, um processo permanente, no qual o alimento é desviado de uma bolsa no estômago para o intestino delgado.
Foram feitas cerca de 220 mil cirurgias de estômago no ano passado. Segundo dados da sociedade médica, os procedimentos com bandas representam 40% do total.
Cirurgiões dizem que isso ocorre pois o procedimento é reversível e os riscos são relativamente baixos para a sua crescente popularidade. Alguns pacientes que não eram obesos o suficiente para fazer a cirurgia de Lap-Band teriam tentado ganhar mais peso para atender às exigências de massa corporal.
Embora analistas tenham especulado que o número de vendas deve subir rapidamente, ainda há obstáculos para aumentar a utilização do processo, particularmente devido ao custo, que pode variar de $ 14.000 a $ 20.000. O próprio dispositivo custa US $ 3.000.
A expansão do Lap-Band pela FDA chega junto com o aumento dos custos dos cuidados de saúde que ameaçam consumir quase um quinto da economia dos EUA.
A despesa com cuidados de saúde relacionados à obesidade está estimada em US $ 147 bilhões, o dobro do valor de uma década atrás. Mais de um terço dos adultos americanos são obesos.
DA ASSOCIATED PRESS

Com a palavra quem entende do assunto Obesidade: Professor Luciano Texeira (Recife - PE). Falta agora a manifestação da sociedade!


Endocrinolgista participa de chat sobre proibição dos inibidores de apetite.
17/02/2011 | 08h08
O endocrinologia Luciano Texeira participa esta manhã de um chat no Pernambuco.com para tirar dúvidas sobre os inibidores de apetite, tratamentos e sobre os possíveis efeitos colaterais destas drogas, o que motivou a proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a venda de inibidores de apetite que contêm sibutramina e os chamados anorexígenos anfetamínicos, que têm em sua composição as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol. De acordo com o órgão, os medicamentos devem ser retirados do mercado brasileiros por representarem altos riscos à saúde. O Bate-papo começa às 11h. Participe.
Segundo nota divulgada pela Anvisa, de acordo com parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), de 26 de outubro do ano passado, estas substâncias apresentam baixo coeficiente de efetividade de redução de peso e pouca manutenção da mesma em longo prazo. Em outros casos, haveria indícios de aumento de risco cardiovascular entre todos os seus usuários ou mesmo possibilidade de comprometimento cardiopulmonar ou do sistema nervoso central.
De acordo com Teixeira, as drogas produzidas no Brasil não são as ideias, justamente por conta de efeitos colaterais, mas que, sem dúvidas, os benefícios apresentados por elas no tratamento da obesidade superam os custos. “O que precisamos é de mais opções para realizar um acompanhamento clínico com o uso de medicamentos, não de ficar sem opções. O brasileiro quer imediatismo, sem pensar nas consequências, por isso, o que deve preocupar a Anvisa são fórmulas irreponsáveis com diuréticos, hormônios tireoidéticos e anorexígenos, não as drogas já legalizadas e consideradas clássicas neste tipo de tratamento”, conclui.
A sibutramina é uma substância que já foi retirada de mercados como o americano, depois da publicação do polêmico estudo Scout, que apontou uma mortalidade 1,5% maior entre usuários da droga e de um placebo. No entanto, o conteúdo do mesmo é contestado em outros países por conter, entre os pacientes submetidos à avaliação, por exemplo, idosos, hipertensos ou pacientes pós-cirurgicos, que, por definição, compõem grupos contra indicados para o uso da droga. No Brasil, a substância, até então, estava liberada, com o consentimento da Associação Brasileira de Estudos Sobre a Obesidade (Abeso).
No mundo, a doença já subiu da décima posição entre os motivos de mortalidade, em 1994, para a sétima, em 2010. Para se ter uma ideia, estudos indicam que todos os tipos de doença atacam com mais gravidade os obesos, que chegam a representar até 80% dos afetados por diabetes mellitus e são acometidos até mesmo, acredite, por um maior número de acidentes automobilísticos.
Em recente pesquisa publicada na revista americana de saúde, New England, ficou comprovado que para cada cinco pontos de elevação de Índice de Massa Corpórea (IMC), os riscos de morte são multiplicados em até 31%. A partir do sobrepeso, para pacientes com IMC entre 25 e 29,9, o grau de mortalidade sobe 13%. Para os superobersos, entre 40 e 49,9, o risco chega a 251% a mais do que uma pessoa de peso ‘normal’.
Adriana Correia é um exemplo de determinação que pode ser considerado um pivô do embate travado entre endocrinologistas e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Aos 43 anos, ela, que é chefe de taquigrafia na Assembleia Legislativa de Pernambuco, decidiu mudar de vida há 6 meses e, hoje, perdeu um terço de seu peso, o equivalente a 30 quilos. “Sempre fui muito ansiosa. Chegava a tomar dois litros de refrigerante durante a madrugada. Não conseguia me controlar. Hoje sempre me perguntam por que não assumo ter feito cirurgia de redução de estômago”, brinca.
Mas não, não se trata de mais um caso de paciente de cirurgia de gastroplastia, mas de alguém submetido a dietas, exercícios físicos e, claro, anorexígenos anfetamínicos, como são chamados os clássicos inibidores de apetite. Compostos a base de sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol as drogas correm o risco de desaparecer, com ou sem receitas médicas, das prateleiras de farmácias de todo o país. A decisão será discutida na próxima quarta-feira (23), em audiência pública proposta pela Anvisa para determinar o cancelamento dos registros deste tipo de medicamento, tendo em vista os possíveis efeitos colaterais aos quais o paciente fica exposto durante o tratamento.
O problema é que de acordo com alguns médicos endocrinologistas, a medida vai de encontro com o progresso que vem sendo desenvolvido há dezenas de anos no tratamento da obesidade. Para Luciano Teixeira, somente um dos exemplos, se aprovada, a medida representa uma tragédia que pode comprometer o tratamento de obesos. “Seria uma tragédia. Hoje já se sabe que obesidade é uma doença. Ninguém é gordo porque quer. Comer compulsivamente, com fome exagerada ou alimentos não apropriados é apenas alguns dos sintomas. Dizer a uma pessoa dessa que a única opção que ela tem é simplesmente fechar a boca e subir em uma esteira é pedir para que o tratamento acabe não sendo eficiente”, defende.