segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Micos que o povão descomprometido gosta

Nota do Cidadania & Transparência:

Somos realmente um povo feliz,  menos escravos de preocupações resultantes de atitudes pouco dignas como as dos parlamentares que aumentaram exageradamente seus salários e agora os juízes federais  também querem aumentar seus tetos e por aí vão os impactos das irresponsabilidades dos senhores parlamentares que nós mesmos colocamos aonde estão. O futuro Ministro da Justiça já sinaliza panos quentes na questão do mensalão e muitos outros escândalos que já caíram no esquecimento do povo brasileiro ficarão por isso mesmo.
Nossa gente gosta mesmo é de cultura vazia e quando fatos irrelevantes acontecem chamam muito mais a atenção, principalmente da juventude, do que assuntos sérios, basta verificar os sites , blogs, twitter e outras redes desde ontem a noite que o assunto são os seios da Susana Vieira que foram mostrados no Faustão, o que na realidade não passou de um acidente que poderá acontecer com qualquer mulher, seja ela famosa ou não, recentemente os seios e as nádegas da Gisele Bündchen foram expostos mundialmente trocando de roupa dentro de uma van e ninguém criticou, mas como a Susana Vieira é polêmica e não tem mantido uma postura discreta para quem tem o nome que tem, fica pagando estes micos. Agora falar de seu CD é triste, ela não leva o melhor jeito para cantora e não precisa disso, como atriz ela é maravilhosa.
Bom seria que arrocho fiscal, o aumento dos salários dos senhores deputados, as cotas universitárias, os trens da alegria incorporados em todos os governos, juízes vendendo sentenças, fraudes escancaradas na licitações públicas e muitos outros escândalos chamassem mais atenção da sociedade do que os seios da Susana Vieira.

Mensalão: o que diz o futuro ministro da Justiça

Nota:
Vejam abaixo que o discurso do passado poderá não corresponder às atitudes no presente.


" Do futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, em entrevista a Valdo Cruz e Ana Flor, na edição da Folha deste domingo (19/12), ao tratar do mensalão:

"Diria que houve toda uma investigação, há um processo em curso na Justiça e acho que ela decidirá a respeito. Tenho afirmado que, ao menos na fase de investigação no Congresso, vi casos que considerei decisões injustas.

E cito um caso com grande tranquilidade, porque a pessoa não é da minha corrente política, que é o do José Dirceu. Eu analisei o caso, e ele foi condenado pela Câmara sem prova, foi uma condenação política. Afirmei na época, afirmo hoje e voltarei a afirmar depois. E não falo como petista, mas como advogado e professor de direito".

De Renata Lo Prete, que revelou o escândalo do mensalão na Folha em 2005, em artigo publicado neste domingo (19/12):

"Com Dilma eleita, o presidente voltou a falar sobre o mensalão, retomando o discurso de que tudo não teria passado de 'tentativa de golpe'. Como isso o aproxima da causa de Dirceu e dos demais petistas pendurados no Supremo, há quem enxergue no movimento o embrião do projeto Lula 2014.

Seja como for, não faltam vozes a desautorizar essa narrativa, a começar pelo futuro ministro da Justiça. Em 2008, na condição de ex-integrante da CPI dos Correios, o deputado petista José Eduardo Cardozo declarou: 'Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para aliados? Teve. É ilegal? É. É indiscutível? É. Não podemos esconder esse fato da sociedade'".

Escrito por Fred às 08h55 (Frederico Vasconcelos)"

Hypermarcas compra Mantecorp

Nota: Impressionante o comportamento desta empresa Hypermarcas no Brasil. Não para de comprar empresas com destaque no mercado de medicamentos (Rx e OTC) e outros produtos de consumo. Sem dúvida será em breve o maior Player neste segmento interno.


SÃO PAULO, 20 de dezembro - A empresa de bens de consumo Hypermarcas reforçou sua presença no setor de medicamentos com o anúncio da compra do laboratório Mantecorp por R$ 2,5 bilhões em dinheiro e ações.

A companhia anunciou no final do domingo a aquisição. Com a operação, a empresa soma mais de 4 bilhões de reais investidos em novos ativos e marcas estratégicas em 2010.

A compra da Mantecorp eleva a posição da Hypermarcas no Brasil de segundo para maior grupo nacional de medicamentos. A operação também faz a empresa crescer da quinta para a segunda posição no ranking geral da indústria farmacêutica.

A Hypermarcas vai pagar R$ 600 milhões à vista pela Mantecorp, dona de medicamentos como Polaramine, Quadriderm e Coristina. Além disso, a empresa emitirá cerca de 1,9 bilhão de novas ações, tornando a Mantecorp subsidiária integral.

A empresa emitirá 78.013.947 ações para comprar 76,23% da Mantecorp e os 23,77% restantes serão comprados pelos R$ 600 milhões.

Com a aquisição da Mantecorp, a Hypermarcas ingressa no mercado de dermocosméticos com produtos na área de proteção solar e hidratante. A empresa, que em cerca de 9 anos de operação contabiliza mais de 30 aquisições, torna-se também principal fornecedor para farmácias do país.

Em 2010, a Mantecorp contabiliza receita líquida de R$ 572 milhões, com margem bruta de 65%.

A Hypermarcas afirma que enxerga "múltiplas sinergias operacionais em várias frentes", mas não informou de imediato o valor das economias que pretende obter com a aquisição.

Em novembro, o grupo de bens de consumo anunciou três aquisições, totalizando R$ 251,5 milhões.

Fonte:  (Reuters)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Combate a venda de Medicamentos Falsos.

Nota: Aquí no Brasil não é diferente, precisamos combater a ilegalidade em diverssas modalidades, inclusive aquelas que tem aparência de legais.

Microsoft, Google e Yahoo se unem para combater a venda de medicamentos falsos

Por InfoWorld/US

Publicada em 15 de dezembro de 2010 às 19h14
Gigantes ajudarão governo americano a fechar farmácias online ilegais, que teriam arrecadado US$ 75 bilhões este ano.
Na última terça-feira (14/12), um grupo de grandes empresas de tecnologia – incluindo Microsoft, Yahoo e Google – anunciou, durante evento sobre segurança e saúde na Casa Branca, seu apoio à organização sem fins lucrativos que pretende ajudar o presidente americano, Barack Obama, a fechar as farmácias online ilegais.
Os EUA acreditam poder desestabilizá-los ao restringir o acesso que esses empreendimentos têm para compras de domínio e aprovações de cartões de crédito. Por isso, companhias como MasterCard, Visa, American Express e PayPal também se uniram à iniciativa.
De acordo com a National Association of Boards of Pharmacy (Associação Nacional dos Conselhos de Farmácias), entre 1% e 2% dos medicamentos vendidos na América do Norte são fraudulentos, sendo que 36 milhões de americanos – um em cada seis – já foram expostos a eles.
Globalmente,  os vendedores desse medicamentos fraudulentos devem arrecadar entre 32 bilhões e 75 bilhões de dólares em 2010.
“Aqueles que vendem drogas sem uma prescrição válida estão operando ilegalmente, violando leis que existem para proteger os pacientes e colocando em risco a saúde pública”, disse Victoria Espinal, coordenadora de propriedade intelectual dos Estados Unidos. “É alarmante saber que tantos americanos se envolveram com essa perigosa indústria”.
Remédios falsos são, usualmente, vendidos através de sites de aparência convincente, e podem prejudicar os consumidores por serem compostos por substâncias das mais diversas, como cola, giz e açúcar, de modo a ficarem semelhantes a produtos legítimos e enganarem usuários.
“Como já foi explicitado, nenhuma companhia é capaz de resolver esse problema”, afirmou em comunicado Hilary Ware, advogada de gestão para litígios e assuntos regulatórios da Google. “Assim, o grupo formado é uma medida positiva e estamos satisfeitos por contribuir”, completou.
Em junho, o gabinete de Obama submeteu ao Congresso americano um plano estratégico para combater o uso inadequado da propriedade intelectual alheia. O que inclui a produção de medicamentos falsos. Desde então, a administração do governo tem trabalhado para aumentar a cooperação entre o setor público e  o privado, a fim de impedir que mais consumidores sejam enganados pelas farmácias desqualificadas na Internet.
(Galen Gruman)

"A caralluma revelada" mais uma mentira ou verdade?

Nota:
O que tem fiscalização da ANVISA nem sempre é confiável, imaginem o que não tem. Acredito que está na hora da ANVISA de forma pró-ativa (medida rara), buscar detalhes sobre esta planta (droga fitoterápica) em benefício da sociedade, pelo menos para garantir que não faz mal. Cuidado com os oportunistas de plantão.
O texto abaixo na íntegra foi publicado no site da ALANAC (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos  Nacionais) dado como fonte a Folha de São Paulo.

Fonte: Folha de São Paulo.
14/12/2010 - Duas cápsulas de caralluma por dia não salvam o verão. O fitoterápico da vez, superpopular na internet, pode até ajudar na dieta, mas o efeito não chega nem perto das promessas aclamadas em dezenas de sites.
"A caralluma revelada". Os anúncios estão estampados em redes sociais, links patrocinados e pop-ups. Sem falar em sites falsos, com depoimentos idem. A febre é tanta que, nos últimos 12 meses, houve um aumento de 800% nas buscas do termo "dieta caralluma" no Google.
"Dieta milagrosa ou fraude?", questiona uma das páginas. Entre os resultados prometidos, fim da compulsão alimentar e 11 quilos a menos em um mês.
Até a cantora Ivete Sangalo teria se beneficiado com as propriedades milagrosas do produto. Segundo sua assessoria de imprensa, não passa de propaganda enganosa.
Há muitos mitos e poucas verdades por trás da Caralluma fimbriata, planta asiática parecida com um cacto.
Reza a lenda -e o principal trabalho feito sobre a planta- que ela era usada na Índia para diminuir a fome e ajudar populações a suportar períodos com pouca comida.
"Pesquisas dizem que glicosídeos (derivados de açúcar) da planta inibem o mecanismo sensorial da fome e "enganam" o cérebro", afirma Edson Credidio, nutrólogo e pesquisador da Unicamp.
Essa ação no sistema nervoso é bem menor do que a dos remédios sintetizados, mas ainda assim interessante, de acordo com o farmacêutico Luis Carlos Marques, doutor pela Unifesp.
"Ajuda a mudar o perfil de alimentação sem efeitos colaterais conhecidos."
No estudo mais famoso, feito por um grupo de pesquisadores da Índia e dos EUA e publicado na revista "Appetite", em 2007, 50 homens e mulheres entre 25 e 60 anos foram divididos em dois grupos: um tomou um grama de extrato de caralluma e o outro, medicamento placebo.
Todos receberam aconselhamento nutricional. Depois de 60 dias, foram feitos testes de peso e de apetite. Não houve diferença de perda de peso entre os grupos, mas quem tomou o extrato relatou mais sensação de saciedade e menos apetite.
"Os próprios autores concluem que as diferenças entre o grupo placebo e o grupo controle não são significativas. Não se pode falar em eficácia desse produto", questiona Cid Aimbiré de Moraes Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Farmacognosia (parte das ciências farmacêuticas que estuda princípios ativos naturais).
Efeito placebo ou não, a enfermeira Cássia Valieri, 36, emagreceu 26 quilos em quatro meses com uma fórmula contendo caralluma.
Fechou a boca também, mas garante que não teria conseguido sem o fitoterápico. "Perdi a fome. Tinha que programar o celular para lembrar de comer."

ORIGEM DESCONHECIDA
Marília Pacheco dos Reis, 58, secretária, não teve a mesma sorte. Pagou US$ 61 por 30 cápsulas na internet.
Na embalagem, além do nome "Caralluma Actives", havia endereço de um site em inglês e um folheto explicativo: tomar uma cápsula 30 minutos antes das refeições.
"É como se eu estivesse bebendo água. Não senti diferença." E não se livrou de nenhum grama dos cinco quilos que quer perder.
O responsável pelo site da Caralluma Actives no Brasil é o empresário Thales Prado. A marca não tem registro na Anvisa e é anunciada na rede com fotos de celebridades que teriam usado a fórmula. Sobre isso, ele diz: "Os depoimentos podem até ser falsos, mas os resultados, não."
De acordo com Prado, os fabricantes estão nos Estados Unidos. "Como o produto já vem com as informações de uso, qualquer um pode tomar sem acompanhamento", ele diz.
Não há nenhum medicamento fitoterápico registrado na Anvisa com Caralluma fimbriata. A agência não tem informações sobre a planta.
A única forma autorizada é a manipulada, que só pode ser vendida por farmácias registradas na vigilância sanitária e com prescrição de um profissional habilitado.
"O grande problema da caralluma são as propagandas enganosas e os produtos de origem desconhecida, vendidos pela internet", diz a nutróloga Marcella Garcez Duarte, diretora da Abran (associação de nutrologia).
A matéria-prima do fitoterápico manipulado no Brasil é importada. A empresa Pharma Nostra é uma das importadoras e vende para cerca de 7.000 farmácias de manipulação. Segundo a empresa, o produto vem de "fornecedores credenciados e qualificados, de países que produzem o ativo vegetal".

NÃO É MILAGRE
De acordo com Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, é difícil falar em emagrecimento só com caralluma. "Perder peso depende muito mais da qualidade do alimento que a pessoa ingere do que da quantidade."
A relações-públicas Érika Lovatte, 34, começou a tomar o fitoterápico há um mês, com prescrição. Perdeu dois quilos, mas também passou a comer mais salada, baniu o chocolate e trocou arroz branco por integral.
"Sem a dieta passada pela nutricionista, sei que não conseguiria."
Para a nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (associação para estudo da obesidade), apesar de não haver efeitos colaterais conhecidos, é preciso cautela.
"Caralluma ou outro fitoterápico não deve ser prescrita para qualquer um. E o efeito pode ser tão sutil que o custo não vale a pena."
Jornalista: Juliana Vines
Jornalista: Hélio Schwartsman
14/12/2010 - "Não faz mal, não. É natural!". Embora o uso de fitoterápicos caia muitas vezes no guarda-chuva da chamada medicina alternativa, ervas contêm substâncias químicas que podem produzir efeitos dramáticos sobre o corpo.

Ao contrário das ultradiluições da homeopatia, que eliminam qualquer possibilidade de princípio ativo, a ingestão de vegetais pode até matar (e às vezes curar).

Venenos poderosos como a cicuta e o curare são apenas uma "plantinha". O mesmo vale para classes de alucinógenos e anestésicos.

O que difere um fitoterápico de um remédio comum é que só neste último sabemos mais ou menos o que estamos tomando e quanto.

O problema é a padronização. Uma planta contém centenas de compostos. Sabemos que a erva X é boa para a moléstia Y, mas não significa que tenhamos identificado a substância responsável pelo efeito. É possível que não seja um único composto.

Para agravar o quadro, as proporções entre os princípios ativos contidos em cada planta mudam conforme solo, clima, insolação, colheita, armazenagem e preparo.

A variabilidade nas quantidades de um dado princípio ativo entre diferentes lotes ou até cápsulas fica além do aceitável. Assim, pressupostos fundamentais da medicina, como fixar a dose terapêutica, tornam-se difíceis, para não dizer impossíveis.

O que de melhor se pode dizer dos fitoterápicos é que eles são um excelente ponto de partida para pesquisar e desenvolver remédios.
Jornalista: Juliana Vines

14/12/2010 - Não tem caralluma que me faça almoçar na hora certa ou tire a vontade de comer chocolate. Foram só cinco dias tomando o fitoterápico. Pode ser pouco, mas deu para ter uma ideia dos efeitos.

Não sei se fui influenciada pela enxurrada de anúncios que vi durante a semana, mas senti menos fome e, às vezes, até esqueci de comer.

No primeiro dia, tive dificuldades em prever o horário que iria almoçar. Afinal, é preciso tomar a cápsula mais ou menos uma hora antes. O problema é que nunca sei a hora que vou comer.

No segundo dia, tomei o remédio às 11h30 e esqueci completamente de almoçar às 12h30. Não tive fome. Quando ela voltou, por volta das 14h, estava maior ainda.

À tarde, lembrei de procurar lanche no horário certinho, mas não tive vontade de comer um sanduíche de queijo com presunto. Preferi um chocolate com amêndoas, bem mais atrativo.
No terceiro dia, tomei a caralluma às 12h43 e fiquei olhando no relógio de cinco em cinco minutos. Fui almoçar um pouco antes da hora e, por hábito, fiz o mesmo prato de sempre.
À noite, fiz um esforço e comprei um sanduíche. Só consegui comer metade, mas, antes, tinha beliscado uma fatia de panetone e bolachas (mesmo sem fome).

Não vou continuar tomando. Não me convenci de que o conteúdo da cápsula (encomendada em farmácia de manipulação, sem receita) é mesmo o extrato de uma planta importada da Índia

Ministério lança cartilha sobre uso racional de remédios

Nota: Muito interessante esta iniciativa, mesmo sabendo que em tese, todo profissional de saúde deve ter responsabilidade com os produtos que prescrevem ou manuseiam, mas esclarecer dúvidas é uma virtude, erro é insistir no que não tem segurança.


Documento orienta médicos sobre cuidados com prescrição, contraindicações e efeitos colaterais dos medicamentos mais consumidos no País

O Ministério da Saúde lançou na última terça-feira (14) a segunda edição do manual para o uso racional de 343 medicamentos, que estão entre os mais consumidos em todo o país. Todos estão disponíveis na rede pública, como antibióticos, anti-inflamatórios e remédios contra hipertensão e diabetes.

O Formulário Terapêutico Nacional 2010 orienta médicos e outros profissionais sobre cuidados com prescrição, contraindicações e efeitos colaterais. Os remédios integram a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), atualizada a cada dois anos. A última versão foi publicada em maio deste ano.

De acordo com o ministério, 60 mil exemplares do manual serão distribuídos às equipes de programas governamentais de saúde e do Farmácia Popular, secretarias de estados e municípios, entidades representativas das áreas médica e farmacêutica e faculdades de farmácia.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Gloria da Indústria Nacional


EMS: Farmacêutica inicia exportação para a Inglaterra e a Alemanha


A EMS, maior laboratório farmacêutico nacional, está agregando à sua carteira de exportação, que já conta com 30 países, a Inglaterra e a Alemanha. De início, a empresa vai colocar à venda nos dois mercados a ciclosporina microemulsão - um imunossupressor que combate a rejeição a órgãos transplantados.

Em 2010, as exportações da EMS para a Europa devem atingir R$ 10 milhões. Segundo Waldir Eschberger Jr., a expectativa é faturar R$ 2 milhões com a venda do medicamento no mercado inglês ainda neste ano.

Na Alemanha, onde a venda da ciclosporina requer prescrição, a farmacêutica vai realizar um trabalho junto aos médicos para a divulgação do produto. Em 2011, diz Eschberger Jr., a meta é exportar para países como México, Canadá, Austrália e EUA.


Fonte: O Estado de São Paulo

Eurofarma Investe no segmento de Soros para valer...

Eurofarma compra fabricante de soros e cria nova empresa


O Eurofarma, quinto maior laboratório do País, fechou a compra de 100% do capital da Segmenta, fabricante de produtos hospitalares e líder na categoria de soros. Essa é a primeira aquisição da Eurofarma no Brasil. Em junho, a empresa comprou o laboratório uruguaio Gautier e, no ano passado, o argentino Quesada. "O negócio faz parte dos planos da Eurofarma de estar entre as três maiores farmacêuticas do País em 2015", diz Maria Del Pilar Muñoz, diretora de sustentabilidade e novos negócios da Eurofarma.

Antes da Segmenta, a Eurofarma esperava crescer 14% em 2011. Agora, a taxa deve ultrapassar 30%. Uma nova empresa, a Eurofarma Segmenta, foi criada para juntar a área de medicamentos injetáveis de uso hospitalar da Eurofarma e a operação da Segmenta, que envolve, além de soros e dispositivos para sua aplicação, produtos para limpeza de hospitais e de higiene e assepsia para os médicos e enfermeiros.

"Essa será a primeira empresa brasileira a atuar só na área hospitalar. Com o crescimento dos planos de saúde e a profissionalização e consolidação dos hospitais, esse setor é onde estão as maiores taxas de crescimento do mercado farmacêutico", diz Geraldo Mol, que já era diretor executivo da Segmenta e será agora presidente da Eurofarma Segmenta. A nova empresa deve faturar R$ 500 milhões em 2011.

Uma das principais áreas de sinergia deve ser na distribuição. Os soros são produtos volumosos e de margens apertadas. Se, junto com os soros, puderem ser entregues medicamentos - que ocupam menos espaço, mas carregam mais valor agregado -, o preço do frete é diluído.

Segundo a Eurofarma, todos os funcionários da Segmenta serão integrados à nova empresa. Depois de juntar as equipes de vendas, a intenção é preparar a expansão da Eurofarma Segmenta para a América Latina. O passo seguinte será começar a pesquisar novas apresentações de medicamentos que possam ser entregues aos hospitais diretamente nas bolsas de soro, sem que seja necessária a administração pelos enfermeiros.


BASTIDORES

As conversas que resultaram na aquisição fechada ontem tiveram início em julho. A negociação se deu diretamente entre Maurizio Billi, controlador da Eurofarma, e Omilton Visconde Júnior, ex-controlador da Segmenta, que se conhecem há anos. Ambos deram continuidade aos negócios herdados dos pais e participam ativamente de entidades do setor. Hoje, Omilton é presidente do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) e Maurizio é o vice-presidente.

A decisão da Eurofarma de entrar em um novo segmento de mercado se dá exatamente em meio à euforia dos genéricos. Hoje, a venda de cópias representa 16% da receita da companhia, que pretende manter sua posição como uma das grandes fabricantes - mas também não está disposta a tornar-se dependente de um mercado pautado pelos altos descontos concedidos às farmácias e pela corrosão das margens dos fabricantes.

Para fugir dessa lógica e continuar crescendo, a empresa tem apostado na diversificação. Em outubro, por exemplo, fechou uma parceria com a empresa de produtos veterinários Hertape Calier e criou a Inova Biotecnologia, que vai fabricar vacinas para combater a febre aftosa.


Fonte: O Estado de S.Paulo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"CADA UM NO SEU QUADRADO"

Outro dia me peguei pensando no que eu seria capaz de fazer se ocupasse o cargo político mais importante do meu país, a função mais relevante na empresa que trabalho, no clube de futebol que tenho paixão, na igreja que frequento, entre outros. Será que eu seria diferente do que sou na minha casa? Hoje eu me sinto comprometido e preparado para ser chefe de minha família compartilhando direitos e deveres com minha esposa.

Não acredito que um grande executivo ocupe um cargo de referência sem ter competência, mas porque encontramos tanta gente ocupando cargos, assumindo responsabilidades, liderando equipes, entre outras atividades semelhantes com resultados tão desastrosos?
A semana passada assisti uma entrevista do Paulo Amorin com o Francisco Everardo Oliveira Silva, deputado federal por São Paulo mais votado e o segundo da história, perdendo só para o falecido Dr. Eneas, que paradoxalmente um tinha excesso de conhecer acadêmico o outro muito pouco e fiquei imaginando o papel destes homens no Congresso. O que podemos esperar do Francisco diferente do Eneas? Será que os dois fizeram a coisa certa? Ou esta pergunta só deve ser direcionada aos eleitores? Porque as pessoas enxergam na política uma oportunidade de fazer alguma coisa pela sociedade? Para mim, seria mais útil que cada ser servisse com o melhor de si no lugar que realmente domina, seja na ciência médica, no circo ou em outro lugar.
Não é muito raro um representante comercial de uma empresa que ganha todos os prêmios, cobrindo todas as metas impostas por sua diretoria ser promovido a gerente de setor, região e muitas vezes nacional e mais tarde ser demitido por motivos que nem sempre são divulgados e quando são fazem de forma não convincente ou não muito clara. Nestes casos não há certo nem errado, mas defendo a existência da falta de reflexão em quem promove e no promovido que partiu para um desafio que não tem sua cara. Já ouvi muitas vezes a seguinte frase: perdemos um bom vendedor e ganhamos um mau gerente. O pior, este mau gerente fica rotulado e não mais consegue desenvolver a função que antes era bom, ou seja, não consegue mais ser um bom vendedor porque ultimamente foi um mau gestor. Como é difícil entender as movimentações e conclusões intempestivas dos humanos.
Recentemente Jeffrey Kindler, presidente e executivo chefe da Pfizer, maior play da indústria farmacêutica  renunciou ao tão cobiçado cargo por não aguentar as pressões externas e  internas  durante seus cinco anos na função. Não acredito que uma mega empresa como a Pfizer errou no processo seletivo, mas ele como executivo vindo do mercado de fest food também não avaliou o mercado que estava entrando, o cenário dos anos subseqüentes neste segmento? Não sou um experto no assunto,  mas já pude ler em algum lugar que fazer grandes aquisições na Indústria Farmacêutica não tem sido um bom negócio nos últimos 10 anos, temos vários exemplos de aquisições que resultaram na eliminação de empresas compradas  e as empresas compradoras que compraram apenas share, hoje precisam comprar mais se não quiserem desaparecer do mercado ou assistirem aos seus  investidores saírem em disparada a busca de novos mercados ou novos players. No caso do Jeffrey, ele preferiu investir a bagatela 68 milhões de dólares na compra de outra empresa (Wyeth) do que enxergar o fim da patente de Lipitor e Viagra, assim como também não enxergou que seu papeline de novas moléculas é fraco e hoje tem poucas perspectivas de substitutos destes  verdadeiros blockbusteres.
Em resumo; cada um deve ser bom no que faz e não achar que pode fazer tudo que acha que é bom. Devemos mesmo é ficar “cada um no seu quadrado”  sem aceitar a incômoda zona de conforto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Laboratório é autuado após fazer doação a criança

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Há pouco mais de um mês, a empresa foi notificada pela Vigilância Sanitária do estado de São Paulo por fornecer citrulina, um aminoácido usado na fabricação do remédio Ornitargim, para um garoto
06/12/2010 | 11:10 | Agência Estado
A doação de um produto indispensável para a vida de um menino de três anos pode custar caro para o laboratório farmacêutico Baldacci. Há pouco mais de um mês, a empresa foi notificada pela Vigilância Sanitária do estado de São Paulo por fornecer citrulina, um aminoácido usado na fabricação do remédio Ornitargim, para o garoto.
A justificativa é de que o laboratório tinha autorização apenas para usar o produto como matéria-prima. Por isso, a venda e até mesmo a doação representariam uma infração sanitária. “Não se trata de uma questão de saúde pública, mas de formalismo cego. Sem o remédio, o Victor teria morrido”, reagiu a empresária Bianca Calumby, mãe do menino.
“A intenção era ajudar. A doação foi feita às claras, documentada, baseada num pedido médico. Nunca pensei que poderíamos ser penalizados por querer socorrer uma criança”, relatou o diretor do laboratório notificado, Ronaldo Leão Abud.
A família de Victor procurou o laboratório Baldacci há três anos tão logo foi feito o diagnóstico de uma doença grave e rara apresentada pelo garoto, um erro inato de metabolismo - conjunto de distúrbios hereditários que afetam o funcionamento das células.
Da primeira vez, o laboratório doou três quilos do aminoácido. No início do ano, quando o produto estava no fim, a família procurou novamente o laboratório e uma nova doação foi feita. O problema começou quando a família decidiu recorrer à Justiça para garantir o fornecimento tanto do aminoácido quanto do Fenilbutirato, o outro medicamento indicado pelos médicos, para Victor. Na ação, a Secretaria de Saúde de São Paulo afirmou que não havia citrulina disponível no mercado.
“Nesse estágio, juntamos cópia do documento mostrando que o produto existia e que já vinha sendo usado pelo nosso filho”, recordou Bianca. Logo em seguida, a empresa foi autuada. Bianca interpretou a autuação da empresa como uma espécie de retaliação. “A vigilância foi implacável. Fiquei chocada com a reação”, disse a mãe de Victor.
Abud preferiu não se manifestar sobre a autuação da vigilância. De acordo com o desfecho do caso, a empresa poderá ter dificuldades para obter o certificado de boas práticas farmacêuticas, algo importante para permanecer no mercado. “Com a doação, procuramos preencher um espaço que havia sido deixado vazio pelo Estado. Não é nossa função providenciar remédios para população. Isso é dever do governo”, completou. Ele disse estranhar também o fato de a secretaria não conseguir identificar a existência do produto no mercado.
Defesa
A dificuldade em identificar a citrulina no País, de acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, foi provocada pelo fato de o produto ser matéria-prima e não uma substância ativa. “Por isso, não há registro de consulta na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, informou a secretaria, por meio de nota.
Ainda de acordo com a secretaria, a autuação foi feita em cumprimento de um dever. “É dever da vigilância sanitária controlar a produção, comercialização, distribuição e circulação de medicamentos no Estado de São Paulo, visando à segurança dos pacientes que os utilizam. O laboratório, antes de desrespeitar a legislação, deveria ter consultado a Vigilância Sanitária Estadual para que recebesse orientação adequada sobre como proceder neste caso”, disse.
A Anvisa, no entanto, avalia que a autuação da Baldacci não precisaria ser feita. Isso porque a citrulina é um aminoácido, não um medicamento. De acordo com a agência, uma lei sobre doação de alimentos permite que, em casos excepcionais, produtos possam ser doados, desde que a empresa se comprometa a fornecer a substância por todo tempo que for necessário para a criança.
A aplicação da regra, no entanto, fica a critério de cada unidade fiscalizadora. Em outras palavras: a autuação feita por São Paulo não é incorreta, mas poderia por lei ser evitada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nota:
Não podemos dizer que a lei é abusiva, mas o direito de interpretação e  aplicabilidade foge completamente dos principios da razoabilidade. Mas toda e qualquer Indústria Farmacêutica sabe que no Brasil e muitos outros paises, elas são vítimas dos secos por aparição na mídia. Esta reportagem dá mais notoriedade do que encontrar um rato desidratado em um pacote de macarrão, como aconteceu recentemente em Aracaju.