A Novartis está a planear superar a perda futura de
exclusividade da patente sobre o Glivec® (imatinib) em 2014 através da
transição de doentes com leucemia mielóide crónica (LMC) para a sua nova
terapia Tasigna® (nilotinibe), noticiou a agência Bloomberg, citada pelo site
FirstWord. O analista da Bank Vontobel Andrew Weiss referiu que a estratégia da
empresa "é promover o Tasigna® como o melhor tratamento no mercado, tão
bom que não haverá conversa sobre ele ser uma cura".
O
Gleevec® gerou vendas de 4,7 mil milhões de dólares no ano passado e
actualmente domina o mercado de medicamentos para a leucemias avaliado em 6 mil
milhões de dólares, seguido pelo Sprycel® (dasatinibe) da Bristol Myers-Squibb,
com 803 milhões de dólares em vendas, e o Tasigna®, com 716 milhões de dólares
em receita. No entanto, a FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA)
aprovou recentemente o Bosulif® (bosutinibe) da Pfizer para determinados
pacientes com LMC e a entidade reguladora também aceitou analisar o pedido para
comercialização apresentado este mês pela Ariad Pharmaceuticals para o
ponatinib, sendo que uma decisão sobre a aprovação é esperada até 27 de Março.
A Novartis está a realizar uma série de ensaios chamados de descontinuação, que são projectados para mostrar que o Tasigna® pode permitir que um número maior de doentes possa interromper o tratamento uma vez que os seus cancros estejam controlados do que em comparação com o Glivec®. A empresa planeia discutir os estudos no próximo mês. Além disso, vários estudos independentes estão a arrancar, com um estudo europeu designado Euro-SKI que está a recrutar doentes que tenham tomando Glivec®, Tasigna® ou Sprycel® durante pelo menos três anos e que tenham tido poucos vestígios da doença no seu sangue durante um terço desse tempo. Os resultados do estudo são esperados em 2017, de acordo com a principal investigadora Susanne Saussele.
Tanto o Glivec® quanto o Tasigna® custam cerca de 2 mil
dólares por mês, mas Weiss referiu que uma versão genérica do Glivec® será
vendida por tão pouco quanto 500 dólares por um ano de tratamento.
Herve Hoppenot, presidente da unidade de Oncologia da Novartis, referiu que a companhia pretende que o Tasigna® "canibalize" o Glivec® até que o último perca a protecção de patente. "Isso irá fazer com que uma grande quantidade do negócio Gleevec® seja indirectamente protegida porque já foi transferida para o Tasigna®", disse.
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