domingo, 7 de agosto de 2011

Polícia Federal e a Vigilância Sanitária Estadual de Alagoas continuam mandando farmacistas para cadeia, pena que não ficam lá por muito tempo...

Anvisa apreende mais de 30 mil medicamentos em Alagoas
A Polícia Federal e a Vigilância Sanitária Estadual encerram nesta quinta-feira (4) uma apreensão de cerca de 30 mil medicamentos no estado de Alagoas. A Anvisa havia recebido denuncias de que alguns estabelecimentos vendendo medicamentos falsificados e iniciou uma investigação. Com suporte da PF, eles conseguiram identificar os locais e flagrar farmácias e distribuidoras que atuavam de forma ilegal.

No final da tarde da quinta-feira, o delegado da Polícia Federal Antônio Delfino Neto e o coordenador da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, concederam entrevista coletiva aonde foi divulgado o balanço da operação realizada em Alagoas desde o dia anterior com o objetivo de apreender medicamentos falsificados, adulterados e de uso proibido no Brasil.

Segundo Bezerra, ao todo foram 12 estabelecimentos notificados pela Anvisa, entre distribuidores de remédios e farmácia. Destes, quatro foram interditados por estarem comercializando medicamentos de uso controlado sem registro da Anvisa. Um dos locais, ainda apresentavam seringas descartáveis que estavam sujar de sangue e passavam por um processo de limpeza na estufa. “As seringas estava sendo lavadas e colocadas na estufa, possivelmente para serem reutilizadas”, disse.

Com a investigação, quatro pessoas foram presas, sendo três na cidade de Arapiraca e uma em Maceió. Os nomes ainda não foram informados pela Polícia, que alegou preferir manter sigilo enquanto a investigação esta em andamento. Os presos estão detidos na Polícia Federal (PF), em Jaraguá e podem ser condenados a pena de 10 a 15 anos de prisão. De acordo com a PF, as investigações continuam.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diante da obscuridade dos negócios farmacêuticos, vejam uma potencial grande Indústria que muitos executivos das gigantes multinacionais que operam no Brasil não a conhecem.

Farmacêutica Nacional Blanver, produtora do Tenofovir, acirra briga por medicamento, destaca Valor Econômico.

Depois de mais de três décadas atuando nos bastidores da indústria farmacêutica, o laboratório nacional Blanver começa dar os primeiros passos para conquistar seu espaço no mercado. De acordo com reportagem do Valor Econômico, a companhia começou a distribuir este ano para o governo federal o Tenofovir, medicamento para tratamento de pacientes com HIV e Hepattie B.

Em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), do governo do Estado de Minas Gerais, a Blanver faz parte de um seleto grupo de laboratórios que firmou parceria público-privada com o Ministério da Saúde para reproduzir medicamentos estratégicos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O contrato para entrega dos primeiros lotes do antirretroviral destinados a pacientes do SUS começou a vigorar em maio e tem validade por cinco anos.

Há dois anos, o Ministério da Saúde anunciou programa de estímulo a farmacêuticas nacionais para transferência de tecnologia e produção de importantes medicamentos voltados para a saúde pública, cuja patente foi expirada.

Ao Valor, Sérgio Frangioni, principal executivo da empresa, afirmou que a companhia tem em seu "pipeline" outros dois medicamentos em desenvolvimento que deverão ser colocados no mercado a partir de 2012.

Fundada em 1980, a Blanver era um típico laboratório farmoquímico produtor de excipientes - que contempla todos os itens de um comprimido, exceto o princípio ativo. Fortemente dependente das importações de insumos, a empresa começou a diversificar seus negócios, uma vez que o câmbio comprometia as margens de seu negócio. Foi a partir dos anos 90 que a companhia começou a produzir, de forma terceirizada, medicamentos para outros laboratórios instalados no país.

Em 2007, a companhia decidiu comprar um pequeno laboratório da Biosintética, no Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que se tornou o quartel-general da companhia. Desde então, o laboratório passou a se dedicar ao desenvolvimento de medicamentos próprios.

Com faturamento em torno de R$ 200 milhões, a empresa é a terceira maior produtora de excipientes do mundo, atrás da americana FMC e da alemã JRS. A participação da companhia nacional nesse mercado é de 12%, mas Frangioni disse que a empresa busca avançar nesse setor, que movimenta globalmente, por ano, cerca de US$ 1 bilhão.

As exportações respondem por 40% dos negócios da Blanver. Segundo Frangioni, a empresa poderá crescer por meio de aquisições no mercado de excipientes. Nos Estados Unidos, a companhia já possui um escritório de distribuição. Parte desses excipientes também é comercializado para indústrias de alimentos, sobretudo de refrigerados. "Algumas substâncias são utilizadas em sorvetes", afirmou o empresário. Esse segmento, embora represente 5% da receita do grupo, tem um grande potencial de crescimento, principalmente na industrialização de produtos funcionais.

De controle familiar, a empresa foi fundada pelo pai do empresário, que hoje preside o conselho de administração da companhia. O dia a dia do negócio é tocado por Frangioni e seus dois irmãos. "Mas temos uma gestão profissionalizada."

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Uma idéia que pode dá certo! Deputado sugere isenção de impostos para todos os medicamentos.

Projeto quer tirar imposto de medicamentos

Objetivo é ampliar acesso a medicamentos.

O deputado federal José Antônio Reguffe (PDT-DF) apresentou, no início deste ano, um projeto de lei para acabar com os impostos sobre todos os medicamentos – tanto os produzidos aqui, quanto os importados. O objetivo, segundo o politico, é ampliar o acesso da população a esses itens.
Segundo reportagem do r7, a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) considera que, em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Henrique Tada, diretor técnico executivo da entidade, diz que em muitos países a tributação varia entre zero e 5%.
O governo já demonstrou interesse no assunto. A presidente Dilma Rousseff prometeu, durante a campanha eleitoral, baixar os impostos dos medicamentos. Neste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mostrou apoio à causa. Ele disse que a ideia não está contemplada na proposta de reforma tributária elaborada pelo governo federal, mas ressaltou que o tema está sendo discutido pelo ministério com os setores de saúde do país.

Fonte: Guia da Farmácia

sábado, 30 de julho de 2011

Estudo comprova diferença de preços absurda entre Stents Coronários. Certamente não foram deduzidas as propinas pagas aos cirurgiões que chegam a 40% sobre valor final.

Estudo aponta diferença de preço entre produtos de uso cardiovascular
28-07-2011

Stents coronários com características parecidas são comercializados, no Brasil, com diferença de preços superiores a 1.000%. É o que aponta o estudo “Sistematização de Informações de Produtos para a Saúde de Uso Cardiovascular", divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta–feira (27/7).

De acordo com o estudo, esses produtos são vendidos por valores que variam de R$ 896,00 a R$ 9.500,00. Já no caso de marcapassos, o preço de produtos semelhantes varia em até 250%, sendo que o mais barato é vendido por R$ 4.324,00 e o mais caro por R$ 10.845,00.

No total, o estudo classificou e comparou o preço de 145 produtos cardiológicos entre: marcapassos Implantáveis, cardioversores desfibriladores implantáveis (CDI) e endopróteses vasculares (stents). “Dentre as principais novidades do estudo está o fato de organizarmos os produtos cardiovasculares em grupos que apresentem características técnicas semelhantes, o que permitiu a comparação de preços e a identificação de distorções no mercado”, explica o chefe no Núcleo de Regulação Econômica da Anvisa, Pedro Bernardo.

O estudo, feito em parceria com a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também apresenta uma comparação do preço desses produtos com os mercados dos Estados Unidos, Alemanha e Canadá. “Estamos reduzindo as lacunas de informações nesse setor e esperamos que essas informações sejam utilizadas para auxiliar o monitoramento do mercado desses produtos e na gestão dos serviços de saúde”, complementa Bernardo.

As informações com os preços dos produtos de uso cardiovascular pesquisados estão disponíveis no portal da Agência.

Confira aqui a íntegra do estudo.

Fonte: Anvisa

Por que a Indústria Farmacêutica Brasileira não se torna independente das multinacionais? Todos sabem os motivos, mas alguém está deixando de fazer a sua obrigação.

Os desafios para construir uma indústria farmacêutica brasileira
29-07-2011
A grande dependência brasileira por importação de insumos, que são a base para a fabricação de fármacos e medicamentos, a formação de recursos humanos insuficiente em quantidade e qualidade, e a aquisição de laboratórios nacionais por empresas estrangeiras.

Estes são os principais desafios para o setor farmacêutico no Brasil, segundo pesquisadores que participaram da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia.

Participaram da mesa redonda o diretor do laboratório da Fundação Oswaldo Cruz, o Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, e o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eliezer Barreiro, pesquisador com 14 pedidos de patente, e uma patente concedida via Tratado de Cooperação em Patentes (PCT).

Barreiro coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT Inofar).

Farmacêuticos

Ao abrir o evento, a professora e pesquisadora da UFG, Eliana Martins Lima, apontou o problema da formação dos farmacêuticos atualmente.

"Ainda que tivéssemos alguma parcela dos insumos, não temos farmacêuticos que sabem formular medicamento", disse.

Segundo ela, na formação dos farmacêuticos industriais hoje, o foco para os aspectos tecnológicos tem sido cada vez mais reduzido. "A formação desse profissional é mais curta, menos completa do que deveria ser", acrescentou.

Para ela, a qualificação de pessoal talvez seja um dos principais gargalos.

Importação de fármacos

O professor Eliezer Barreiro chamou a atenção para as importações brasileiras dos países asiáticos, em especial Índia, China e Coreia.

"Precisamos inverter o que eu chamo de caminho das Índias dos fármacos, corrigindo nossa dependência", afirmou Barreiro. "Devemos convocar a competência das universidades para dar essa contribuição."

O Brasil tem importado medicamentos prontos, além de fármacos, que são o princípio ativo de um medicamento, e adjuvantes, substâncias farmacologicamente inativas usadas como veículo para o princípio ativo.

Segundo o pesquisador, o mercado farmacêutico em 2010 ficou em US$ 850 bilhões. A indústria diz que investe cerca de 10% de seu faturamento em atividades de pesquisa e desenvolvimento, ou seja, seriam US$ 85 bilhões no ano passado direcionados para essas atividades.

"Esse investimento rendeu apenas 21 entidades químicas novas. Há 15 anos, este número era muito maior", contou. Em 1996, por exemplo, foram obtidas 53 novas entidades moleculares.

Faz-de-conta da inovação

Barreiro lembrou ainda que a indústria farmacêutica nacional não investe em projetos de risco e faz muito mais inovação incremental do que radical. Ele se diz um crítico da afirmação de que a indústria nacional está inovando.

"Criou-se no Brasil um faz-de-conta no qual estaríamos interessados em inovação radical, mas se um ator não está na mesa, no caso, as empresas, o setor avança com atrofia", apontou.

O pesquisador ressaltou que as empresas nacionais são de base familiar, avessas a correr os riscos dos processos de inovação que geram produtos de maior valor agregado. Essas companhias também têm dificuldades para internalizar novas tecnologias. "Como não emprega doutores, não tem qualificação científica e tecnológica para correr os riscos do desenvolvimento tecnológico", afirmou.

Laboratórios de escalonamento

Ele defendeu que o Brasil amplie a formação de recursos humanos, para ter mais profissionais, e que estes sejam mais bem formados.

Comentou que o país precisa também de laboratórios de escalonamento para fazer inovação radical e incremental. Esse tipo de laboratório faz testes em escala piloto, ampliando a produção feita na bancada dos laboratórios para escalas mais próximas da produção comercial.

"Capacitação para inovar em fármacos exige mais do que investimento e parceria universidade-empresa, parcerias público-privado e com o governo. Exige pessoal qualificado, ações articuladas, integradas, vontade política e coragem empresarial", comentou.

Área estratégica

Hayne Felipe da Silva, da Fiocruz, destacou que fármacos e medicamentos são áreas estratégicas na política industrial atual e biotecnologia é área de futuro.

Ressaltou iniciativas do governo como o Profarma, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financia projetos de inovação das empresas, as parcerias entre laboratórios públicos e empresas privadas para produção de medicamentos de interesse do Sistema único de Saúde (SUS), e a legislação que dá preferência a produtos desenvolvidos no Brasil no caso de compras públicas.

Ele defendeu a manutenção de uma política industrial com foco em saúde.

Ele também identificou como desafios o fortalecimento da regulação sanitária, pois hoje os produtos importados entram no País sem maiores exigências em termos de qualidade. Também destacou a isonomia tributária, a ampliação dos investimentos em C&T&I e em educação, e o uso do poder de compra do Estado. Também citou, como gargalo, a falta de locais capacitados para fazer ensaios clínicos e pré-clínicos.

Desnacionalização

Outro fator preocupante é um eventual processo de desnacionalização, que poderá se ampliar em virtude do potencial do mercado brasileiro.

De acordo com Eliezer Barreiro, da UFRJ, o Brasil ocupa o 10º lugar no mercado, movimentando US$ 15,7 bilhões - 88,2% do mercado nacional correspondem à venda de genéricos.

"A indústria de genéricos é a menina dos olhos, o mercado acena com crescimento na casa dos dois dígitos, e estamos muito próximos de um processo de desnacionalização", apontou Silva, do Farmanguinhos, se referindo às recentes compras de laboratórios nacionais por empresas estrangeiras.

Os pesquisadores lembraram ainda que a estratégia de P&D das grandes empresas farmacêuticas, hoje, é investir na parceria ou aquisição de pequenas companhias, geralmente spin offs de laboratórios de pesquisa de universidades e institutos.

Segundo Barreiro, após o fim da validade da patente do remédio Liptor, por exemplo, a Pfizer fechou um laboratório de pesquisa na Inglaterra que empregava 3 mil PhDs, mostrando a tendência de fazer inovação em parceria ou extramuro.
Fonte: http://www.sbfc.org.br/site/ver_noticias.php?id=1235&name=noticias

MSD vai cortar postos de trabalho. Esta é uma prática comum nesse mercado após aquisições de grandes Players

MSD vai cortar 12 a 13% da sua força de trabalho até 2015
29/07/2011 - 13:53
A MSD (conhecida nos EUA como Merck & Co.) informou que vai fazer mais mudanças na companhia cortar mais entre 12 a 13% da sua força de trabalho até o final de 2015, como parte de um programa de reestruturação iniciado após a aquisição da Schering Plough, avança o site FirstWord.

O CEO da MSD, Kenneth Frazier, disse que "a MSD está a tomar estas medidas difíceis para que possamos crescer de forma rentável e continuar a cumprir a nossa missão no futuro".
A empresa não revelou quantos postos de trabalho podem ser eliminados, mas explicou que o número se assemelha à força de trabalho que a empresa possuía a 31 de Dezembro de 2009.
A MSD informou que agora espera que o programa de reestruturação global leve a uma poupança anual de entre 4,0 e 4,6 mil milhões de dólares, acima da uma estimativa inicial de entre 2,7 e 3,1 mil milhões de dólares.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/29-07-11/msd-vai-cortar-12-13-da-sua-forca-de-trabalho-ate-2015

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Canais de comunicações se mantém focados nos meandros da Indústria Farmacêutica.

Imprensa mundial debruça-se sobre os meandros da IF
26/07/2011 - 08:47
Uma investigação aos meandros da indústria farmacêutica (IF) é o tema central do Courrier Internacional em Agosto. Mas este não é o único órgão de comunicação internacional a debruçar-se sobre a IF, avança o Expresso. Numa altura em que a Europa se refaz do pânico causado pela epidemia de Escherichia coli, convém perceber como se propagam estas infecções e em que estado está o mercado de medicamentos no Ocidente.
A culpa será dos automóveis, como sugere um interessante texto do diário El Periódico de Catalunya? É que muita da ração dada ao gado nas quintas está, hoje, contaminada por subprodutos da produção de biocombustíveis. São um ingrediente barato mas, alerta o jornal, perigoso.
Le Monde interessa-se pelas garantias de segurança sanitária e analisa o modelo americano, centrado na poderosa FDA (Food and Drug Administration). Tudo para concluir que existem falhas graves que põem em risco a saúde dos cidadãos. O diário parisino analisa, também, as responsabilidades da Organização Mundial da Saúde na regulação de todas estas matérias. A avaliação das ONG está longe de ser positiva.
Como se tal não bastasse, um relatório da Oxfam citado por The Guardian e uma reportagem da Al-Jazeera revelam como os interesses das grandes farmacêuticas se sobrepõem ao interesse do público. Os grandes laboratórios, por um lado, não gastam tanto quanto apregoam em inovação. A opacidade das suas contas, estratégias e práticas é analisada numa extensa prosa. Por outro lado, o combate à falsificação de medicamentos apenas visa a protecção das grandes empresas, pouco se importando com o destino daqueles - os mais pobres, sempre - que são sujeitos a contrafacções de fármacos sem qualidade.
No mesmo dossiê, The New York Times leva-nos numa viagem pelo tempo, em busca do primeiro remédio milagroso: o que há de comum entre a insulina, descoberta em 1921, e os antirretrovirais contra a sida?
A edição de Agosto do Courrier Internacional está nas bancas a partir de sexta-feira.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/26-07-11/imprensa-mundial-debruca-se-sobre-os-meandros-da-if

Entendo parte do obscuro mundo dos negócios de Genéricos no mercado Farmacêutico. Todo mundo que fazer parte desse nicho.

Teva se vê do outro lado das patentes
PORTUGUESE - JULY 25, 2011, 7:26 P.M. ET
Por JONATHAN D. ROCKOFF

A Teva Pharmaceutical Industries Ltd., uma gigante de remédios genéricos que transformou em missão desafiar as valiosas patentes das maiores farmacêuticas do mundo, está sentindo na pele as dores de suas próprias táticas.
A empresa israelense tornou-se uma das maiores fabricantes de medicamentos do mundo vendendo cópias genéricas de caros remédios de marca. Nos Estados Unidos, por exemplo, os genéricos da Teva respondem por um em cada cinco medicamentos receitados, segundo a empresa. Mas a Teva também tem um negócio de remédios de marca. Seu principal produto é o Copaxone, um tratamento para a esclerose múltipla que gerou mais de US$ 3 bilhões do total de US$ 16,1 bilhões faturado pela Teva no ano passado.
Agora é o Copaxone que está enfrentando a ameaça da concorrência dos genéricos. As rivais Mylan Inc. e Momenta Pharmaceuticals Inc. encaminharam pedidos separados à Agência de Remédios e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) para vender cópias do Copaxone em antecipação ao vencimento de várias patentes importantes em 2014 e 2015. Para poder vender suas versões genéricas mais cedo, as rivais estão desafiando a validade das patentes, uma estratégia que a Teva ajudou a inventar.
Em resposta, a Teva processou as rivais por violação de patentes, seguindo passos do manual das grandes farmacêuticas para defenderem-se de concorrentes. A empresa também pediu à FDA que exija testes clínicos de grande escala das propostas cópias, uma etapa que não é necessária para os genéricos, mas que os fabricantes de medicamentos de marca têm utilizado para proteger certos medicamentos. Por ora, a agência sanitária rejeitou todos os pedidos da Teva para que sejam requeridos testes clínicos, mas uma parte do litígio continua em curso em um tribunal federal de Nova York e outra está programada para começar em 7 de setembro.
"Eles estão agindo como uma grande farmacêutica. Estão defendendo suas patentes como a Merck ou a Pfizer teriam feito. Essa é que é a ironia aqui", diz Richard Shea, diretor financeiro da Momenta.
A Teva afirma que suas patentes são válidas e foram obtidas de acordo com os procedimentos do escritório de patentes. Não há "nada de errado com defender suas patentes, e quando estamos do outro lado, lutando pelo nosso genérico, não nos queixamos do fato de que as farmacêuticas donas da marca estão defendendo suas patentes", diz David Stark, diretor jurídico da Teva nas Américas.
A disputa ressalta como as pressões de negócio estão tornando mais tênue a linha que separa as farmacêuticas de marca dos fabricantes de genéricos e levando empresas líderes de ambos setores a desenvolverem estratégias similares. Agora, o laboratório Sandoz, da Novartis AG, que faturou US$ 8,5 bilhões em 2010, já é o segundo maior vendedor de medicamentos genéricos do mundo, depois da Teva. No ano passado, o gigante francês Sanofi SA obteve US$ 2,2 bilhões com as vendas de genéricos e estabeleceu uma joint venture para vender cópias genéricas no Japão.
Para as grandes farmacêuticas, a expansão no mercado de genéricos é, em parte, um esforço para alcançar crescimento em mercados emergentes, como Brasil, Índia e Rússia, diz Frederic Brunner, diretor-presidente da consultoria a-connect e ex-executivo da Novartis.
A maioria dos consumidores nesses mercados não pode pagar os preços dos medicamentos de marca, e as empresas dos países ricos vendem "genéricos de marca", mais acessíveis, mas ainda vendidos a preços mais elevados do que os remédios sem nenhuma marca, porque o nome da empresa denota mais qualidade.
Os grandes laboratórios farmacêuticos também estão alavancando seu conhecimento em medicamentos complexos conhecidos como "biológicos" para desenvolver cópias desse tipo de tratamento. Tanto a Pfizer Inc. quanto a Merck & Co. informaram que estão trabalhando em versões genéricas de remédios biológicos.
Para as empresas de genéricos, os medicamentos de marca poderiam ajudar a combater a crescente concorrência de rivais na Índia, que têm espremido ainda mais os preços e as margens dos medicamentos genéricos.
"O que costumava ser um negócio muito lucrativo e um semi-oligopólio passou a ser supercompetitivo e feroz", diz Brunner.
Nos últimos cinco anos, empresas de genéricos da Índia, como a Aurobindo Pharma Ltd., a Dr. Reddy's Laboratories Ltd., a Lupin Ltd. e a Ranbaxy Laboratories Ltd. aumentaram sua participação de mercado de 4%para 21%, enquanto as dez maiores fabricantes de genéricos perderam 10% da sua participação, segundo Ronny Gal, analista da Sanford C. Bernstein. Os produtos de marca desfrutam de um monopólio durante o período de proteção de patentes e são vendidos por preços até 90% mais altos que os genéricos, segundo a IMS Health.
A Teva, além de desenvolver seus próprios remédios de marca, como o Copaxone, fechou acordo em maio para pagar US$ 6,8 bilhões pela Cephalon Inc., que vende Provigil, um remédio para distúrbios do sono, e o tratamento da leucemia Treanda.
A Teva vai "desfrutar tanto das altas taxas de crescimento dos genéricos quanto da alta lucratividade das marcas", disse o diretor-presidente da farmacêutica, Shlomo Yanai, numa entrevista ao WSJ para discutir a compra da Cephalon. Após a aquisição, cerca de 40% da receita da Teva passaria a ser gerada por medicamentos de marca, frente a 30% antes, adicionou ele. As margens operacionais da Teva com o Copaxone são de cerca de 60%, estima Shibani Malhotra, um analista da RBC Capital Markets
Fonte: http://online.wsj.com/article/SB10001424053111903591104576468683712088822.html

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está atenta aos métodos de propaganda direta ao doente.

EMA vai rever restrições à comunicação directa entre farmacêuticas e doentes
27/07/2011 - 10:10

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recebeu uma carta da Comissão Europeia, declarando que irá rever as restrições às empresas farmacêuticas de comunicar directamente com os doentes, noticiou a Bloomberg na terça-feira, avança o site FirstWord.

De acordo com Peter Arlett, chefe da unidade de segurança de medicamentos da agência, “a Comissão Europeia vai rever as propostas para melhorar e harmonizar as regras que definem o que as companhias podem ou não dizer aos doentes", mas o responsável sublinhou que ainda é incerto se as restrições serão levantadas.

Richard Bergstrom, director-geral da EFPIA (European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations), disse que, com base no debate anterior, as restrições provavelmente não vão ser alteradas para permitir publicidade directa ao consumidor de televisão ou anúncios impressos. A proposta foi projectada para substituir recomendações anteriores que teriam limitado anúncios impressos às publicações relacionadas com a saúde, mas a medida não conseguiu ganhar o apoio dos legisladores, disse Bergstrom.

O porta-voz da Comissão Europeia, Frederic Vincent, disse que os reguladores da UE vão apresentar as propostas de novas regras em "Setembro [ou] Outubro, o mais tardar".
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/27-07-11/ema-vai-rever-restricoes-comunicacao-directa-entre-farma

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Anvisa, CFM e outras instituição estão de olho no comportamento da Indústria Farmacêutica com relação ao trabalho dos Propagandistas.

Anvisa avalia impacto da publicidade nas unidades de saúde

NBR Notícias - 22.07.11: A distribuição de brindes e folhetos sobre medicamentos são as estratégias mais utilizadas pela indústria farmacêutica para divulgar os produtos nas Unidades de Saúde. Cerca de 75 por cento dos gestores de saúde recebem visitas mensais de representantes da indústria farmacêutica. A Anvisa está de olho nessa situação e fez uma pesquisa sobre o impacto da publicidade nas unidades de saúde.





Fonte: http://youtu.be/e24HvY5dD2Q