sexta-feira, 29 de abril de 2011

Anvisa aprova medicamento oral para cancêr de rim ( VOTRIENT )
por Saúde Business Web
28/04/2011
Produto reduz a progressão do tumos ou risco de morte em 54% dos casos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  concedeu recentemente a autorização para que o pazopanibe (Votrient.), da GlaxoSmithKline (GSK ,medicamento indicado para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais (CCR), se tornasse acessível aos brasileiros.

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Segundo a instituição  o produto tem a capacidade de reduzir significamente a progressão do tumor ou risco de morte em 54% dos casos de pacientes com esse tipo de câncer. Acredita-se que a aprovação do registro do pazopanibe (Votrient) no país marca um grande avanço no tratamento do câncer renal, já que este tipo de câncer é altamente resistente à quimioterapia e uma parte dos pacientes não obtém resposta com o uso de medicamentos já conhecidos, como as citocinas. Além disso, por ser uma terapia oral e de administração mais conveniente, o medicamento dispensa a necessidade do paciente ir ao hospital para receber o tratamento.
Dados informam que o pazopanibe é um medicamento produzido por biotecnologia e atua interrompendo os sinais que as células cancerosas emitem para crescer e se proliferar. Constitui em um inibidor multialvo da enzima tirosina quinase (TKI) que atua sobre receptores dos fatores de crescimento presentes nas células.
Um estudo realizado pela empresa fabricante do remédio em 435 pacientes com câncer renal avançado e ou metastático demonstrou que o pazopanibe quando comparado ao placebo, determinou um aumento significativo do tempo de sobrevida livre da progressão da doença, 9,2 versus 4,2 meses respectivamente.
Naqueles pacientes que não haviam recebido outro tratamento prévio para câncer renal avançado e/ou metastático, o resultado do medicamento teria sido ainda melhor, determinando um tempo de sobrevida livre de progressão de 11 meses, comparado ao placebo que foi de  2,8 meses. Os autores do estudo concluíram que o medicamento é capaz de reduzir a progressão de um tumor ou o risco de morte em 54% se comparado ao placebo e a taxa de resposta global para pacientes tratados com o pazopanibe foi de 35%.
A empresa completa dizendo que o mesmo estudo apontou que o tratamento com pazopanibe não determinou impacto negativo sobre a qualidade de vida do paciente, quando comparado ao placebo. O que reforça a segurança e a boa tolerabilidade do medicamento, fator crítico para o sucesso do tratamento contra o câncer, já que é sabido que muitas vezes os efeitos colaterias de um medicamento, como alguns quimioterápicos, pode comprometer significativamente o sucesso e a adesão do paciente ao tratamento.

Fonte: http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=77690
J&J vai comprar Synthes por 21,59 mil milhões de dólares
29/04/2011 - 12:43

A Johnson & Johnson (J&J) vai comprar a Synthes por 19 mil milhões de francos suíços (21,59 mil milhões de dólares), o que vai representar a maior aquisição de sempre da companhia, avança a agência Reuters.

A J&J vai pagar 159 francos suíços em dinheiro por cada acção da Synthes, avançaram as empresas.

O negócio, que deverá estar concluído no primeiro semestre do próximo ano, conta com o apoio dos conselhos de administração das duas companhias e dará à J&J uma posição de destaque no que respeita a equipamento na área da traumatologia e ortopedia.

"A ortopedia é um grande mercado em crescimento, avaliado a nível global em 37 mil milhões de dólares, e representa um importante drive de crescimento para a J&J", disse Bill Weldon, presidente e director-executivo da companhia

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/jj-vai-comprar-synthes-por-2159-mil-milhoes-de-dolares 
Genéricos pressionam resultados da sanofi-aventis
29/04/2011 - 09:32

O aumento da concorrência nos genéricos e o fim da pandemia de gripe A comprometeram os resultados da sanofi-aventis no primeiro trimestre deste ano. Os lucros da empresa reduziram para 2,17 mil milhões de euros, que compara com os 2,43 mil milhões do primeiro trimestre de 2010, avança o jornal económico OJE.

A farmacêutica francesa viu as vendas de vacinas derraparem, perante o fim da pandemia, mas teve também de enfrentar a concorrência crescente de genéricos em alguns dos seus produtos mais vendidos.

A sanofi comprou recentemente a norte-americana Genzyme, maior fabricante mundial de medicamentos para distúrbios genéticos raros, uma estratégia que poderá colocar a empresa ao abrigo da “ameaça” dos genéricos, já que aquele é um campo onde existe menor probabilidade de surgirem substâncias concorrentes

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/genericos-pressionam-resultados-da-sanofi-aventis
Bristol-Myers Squibb excede estimativas de lucro para o primeiro trimestre
29/04/2011 - 09:56

A Bristol-Myers Squibb (BMS) excedeu as estimativas de lucro para o primeiro trimestre, impulsionadas pelo dólar mais fraco e pela procura de fármacos para o tratamento do cancro, artrite reumatóide e hepatite B, avança a agência Reuters.

A companhia anunciou um lucro de 1,37 mil milhões de dólares, ou 57 cêntimos por acção, face aos 1,1 mil milhões de dólares, ou 47 cêntimos por acção no mesmo período de 2010.

Excluindo itens especiais, a BMS lucrou 58 cêntimos por acção. Os analistas consultados pela Thomson Reuters previam, em média, 53 cêntimos.

As receitas da farmacêutica subiram 4%, para os 5,01 mil milhões de dólares, acima das estimativas de Wall Street (4,95 mil milhões de dólares).

As vendas do medicamento blockbuster da companhia, o anticoagulante Plavix®, subiram 6%, para os 1,76 mil milhões de dólares. A procura deste fármaco, que a BMS comercializa em conjunto com a sanofi-aventis, deverá diminuir dentro de um ano, quando as versões genéricas do medicamento estiverem disponíveis nos EUA.

A BMS está a contar com uma série de novos medicamentos para compensar esta quebra nas vendas. A FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) aprovou em Março o Yervoy® (ipilimumab), que prolongou a sobrevida de doentes com melanoma em ensaios clínicos e poderá vir a ter um enorme êxito em termos de vendas.

Por outro lado, o anticoagulante experimental Eliquis® (apixaban) e o Nuloijx® (belacept) para a prevenção da rejeição de fígados transplantados, contam com um parecer positivo dos reguladores europeus.

A BMS reafirmou que espera obter ganhos para este ano, excluindo itens especiais, entre os 2,10 e os 2,20 dólares por acção.

As vendas do Orencia®, para o tratamento da artrite reumatóide, cresceram 18%, para os 199 milhões de dólares, enquanto que as vendas do Sprycel®, para a leucemia aumentaram 31%, para os 172 milhões de dólares. O Baraclude®, para a hepatite B, subiu 27% nas vendas, para os 275 milhões de dólares.

No entanto, alguns fármacos mais antigos, como o tratamento para a pressão arterial Avapro® e o Erbitux®, para o cancro do cólon, desceram nas vendas, menos 8%, para os 290 milhões de dólares e menos 1%, para os 165 milhões de dólares, respectivamente.

As vendas do tratamento para a esquizofrenia Abilify®, um dos produtos da BMS a registar um crescimento mais rápido, aumentaram 1%, para os 624 milhões de dólares.

A companhia tem agora uma percentagem mais baixa das vendas deste medicamento, devido a um acordo estabelecido com a sua parceira Otsuka Pharmaceutical.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/bristol-myers-squibb-excede-estimativas-de-lucro-para-o-primeiro-
Genérico de marca é nova aposta do moksha8
Vanessa Dezem | De São Paulo
29/04/2011
Com foco no segmento das doenças mentais, como a esquizofrenia, a depressão e o transtorno bipolar, a multinacional moksha8 começa a colocar no mercado brasileiro medicamentos genéricos de marca, fruto de sua parceria com a empresa americana Watson. Com o ponta pé inicial de nove lançamentos no Brasil previstos para este ano, a moksha8 pretende lançar 200 novos produtos em cinco anos.
Fonte: http://www.valoronline.com.br/impresso/empresas/102/419557/generico-de-marca-e-nova-aposta-do-moksha8

quinta-feira, 28 de abril de 2011


PRATI-DONADUZZI QUER CRESCER 20% COM NOVA PLANTA NO SUL

São Paulo - O laboratório paranaense Prati-Donaduzzi projeta crescimento de 20% para este ano, em linha com o resultado obtido pela companhia no ano passado. Para isso a farmacêutica irá ingressar em uma nova categoria de medicamentos: os injetáveis para o tratamento de câncer. De acordo com o diretor presidente da empresa, Luiz Donaduzzi, será construída uma nova planta dentro do complexo industrial da companhia em Toledo (PR), com previsão de início das operações até o final de 2012. "Nosso foco será em produtos de maior valor agregado para incrementar nossa receita", afirma o executivo.

Controlado pela família Donaduzzi, o laboratório fabrica 70% de todos os medicamentos genéricos distribuídos pelo governo federal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) à população.

Apesar de trabalhar com 100% de sua capacidade, Donaduzzi afirma que não fará investimentos para expandir produção. "Queremos desviar o foco de medicamentos tidos como commodities. Nosso crescimento será composto por medicamentos de maior valor", explica.

Segundo o executivo, em relação à acirrada concorrência com grandes empresas do setor, o laboratório já está entre os principais fabricantes de medicamentos genéricos do País. De acordo com dados da própria companhia, em 1999 o laboratório era o menor do Brasil.

Deste período em diante, tornou-se líder em fornecimento de medicamentos para o governo. "Hoje somos o maior em doses terapêuticas: são oito bilhões delas ao ano", afirma Donaduzzi, que divide o controle do negócio com dois sócios que também são farmacêuticos.

O Prati-Donaduzzi faturou em 2010 cerca de R$ 300 milhões e já ocupa a quarta posição no mercado de medicamentos genéricos no Brasil.

Com o bom desempenho, a companhia já desperta o interesse de outras empresas do segmento. "Sofremos um assédio imenso de algumas empresas que nos procuram para saber se estamos à venda. Isso acontece porque existem poucos laboratórios brasileiros.

A maioria já fez negócio com multinacional, e o mercado está crescendo demais", afirma o executivo.

Apesar de líder no fornecimento de medicamentos para o governo, a paranaense também está de olho no consumo de medicamentos por pessoas físicas.

Segundo pesquisa do Ibope Inteligência (excluindo o comércio que envolve hospitais e postos de saúde), esse mercado deve movimentar R$ 55 bilhões em 2011.

Donaduzzi conta ainda que a empresa aposta em um nicho pouco explorado pelas grandes companhias do setor: o de medicamentos fracionados. "Estamos à frente deste projeto. Temos eficiência operacional nesta operação por conta do fornecimento de medicamentos ao governo", diz.

Segundo o executivo, 5% das farmácias brasileiras estão adequadas para receber o medicamento fracionado. O projeto está sendo implementado em todo o País e até o fim do ano deve atingir pelo menos 50% dos estabelecimentos nacionais.

Outra oportunidade de crescimento da empresa apontada por Donaduzzi são as expirações de patente. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), as indústrias farmacêuticas passarão a ocupar o mercado de novos medicamentos genéricos de alto consumo. A estimativa, com o fim de mais de 30 patentes ao longo deste ano e até o final de 2012, é que o mercado de genéricos receba incremento de R$ 2 bilhões.

Graças a este movimento, a participação das multinacionais no segmento de genéricos no Brasil cresceu quase três vezes nos últimos dois anos, chegando a representar cerca de 40% da receita dos laboratórios, contra pouco mais de 10% em 2008. De acordo com a entidade, o mercado de medicamentos genéricos em 2012, deve atingir 25% do comércio de remédios no País em volume e 20% em receita.

Entrave

Apesar do mercado promissor, o presidente da farmacêutica paranaense aponta para problemas no setor, que limitam o negócio no País. Para ele, um exemplo, é o caso da matéria-prima utilizada no Brasil. "Cerca de 90% dos insumos que utilizamos para produção dos medicamentos são importados", diz.

Segundo a Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Insumos Farmacêuticos, Cosméticos, Veterinários, Alimentícios e Aditivos (Abrifar), existem 661 empresas que produzem, importam, fracionam e distribuem matérias-primas para fabricação de medicamentos. A entidade estima que o Brasil importa cerca de US$ 1,5 bilhão em insumos farmacêuticos ao ano.


Fonte: http://www.grupemef.com.br/noticias_completa.php?not_id=1074
Pfizer lança pastilha de Viagra® no mercado mexicano
28/04/2011 - 08:55

A Pfizer, fabricante do ‘comprimido azul’ que combate a disfunção eréctil, lançou no mercado mexicano no fim de Março o Viagra Jet®, uma versão pastilha de mascar do medicamento, avança a Globo, citando o New York Times.

A novidade faz parte de uma estratégia de marketing para manter a marca em alta, uma vez que em 2012 expira a patente do produto, o que abre espaço para uma invasão de genéricos.
A ideia da empresa americana é investir no nome Viagra® para reforçá-lo como principal referência no mercado. Por enquanto, o Jet® só é vendido no México, maior mercado na América Latina.

No entanto, a companhia estuda a possibilidade de introduzi-lo em outros países do continente.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/pfizer-lanca-pastilha-de-viagra-no-mercado-mexicano
GlaxoSmithKline ganha mais com extraordinários
28/04/2011 - 09:38

A GlaxoSmithKline (GSK) anunciou uma subida de 14% no resultado líquido do primeiro trimestre do exercício fiscal, a beneficiar da mais-valia resultante da venda de uma participação na Quest Diagnostics, avança o jornal económico OJE.

O resultado líquido da farmacêutica britânica subiu para 1,53 mil milhões de libras (1,7 mil milhões de euros), um valor que compara com os 1,34 mil milhões (1,5 mil milhões de euros) registados de Janeiro a Março de 2010. As receitas recuaram 10% para 6,59 mil milhões de libras (7,4 mil milhões de euros).

A farmacêutica alienou a participação na Quest em Fevereiro, o que lhe permitiu gerar um lucro depois de impostos de 246 milhões de libras (277 milhões de euros) no trimestre, além de ter vendido os direitos do Zovirax® no Canadá e EUA à Valeant Pharmaceuticals International.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/glaxosmithkline-ganha-mais-com-extraordinarios 
Ratiopharm mantém liderança nos genéricos (Portugal)
28/04/2011 - 09:53

Lançar novos produtos todos os anos é a aposta da Ratiopharm, empresa que lidera o mercado português de genéricos em valor e unidades. Pelo menos de acordo com o ranking das maiores farmacêuticas a actuar no mercado de genéricos e que é elaborado anualmente pela consultora IMS Health, escreve o Diário Económico, num dossier especial dedicado à Indústria Farmacêutica de Genéricos.

A Ratiopharm foi pioneira no segmento dos genéricos em Portugal, onde está presente desde 1990. É talvez o facto de ter entrado cedo neste mercado e de o conhecer bem que explica a liderança da farmacêutica neste segmento. Actualmente, a Ratiopharm tem cerca de 80 medicamentos diferentes no mercado português que cobrem a maioria das áreas terapêuticas. Mas todos os anos alarga o seu portefólio para produtos cujas patentes vão expirando.

No segundo lugar do ranking está a Generis que tem como ambição atingir o primeiro lugar do pódio. A revelação é de Paulo Lilaia, administrador-delegado da Generis. O responsável faz um balanço muito positivo de 2010, mas admite que, a meio do ano, a empresa teve que contornar a situação complicada vivida pela empresas de genéricos, derivada da descida de 25% dos preços dos medicamentos.

Paulo Lilaia garante que a Generis tem conseguido compensar “numa subida muito forte em termos de volume”.

De salientar que a empresa, que detém duas fábricas, tem como objectivo para 2011 “estar a produzir não só para a Generis mas também para empresas terceiras, tanto portuguesas como estrangeiras, sendo que o objectivo é reforçar a área de exportação, para mercados como a Europa, Médio Oriente, África e América Latina”, revela Paulo Lilaia que garante que a Generis pretende lançar “mais de dez medicamentos novos por ano, possuindo já em ambulatório mais de 163 medicamentos”.

No terceiro lugar do pódio, e de acordo coma IMS Health, está a Mylan. Os três lugares do pódio não têm sofrido alterações. No entanto, os quatro e quinto lugares têm sido alternados pela Sandoz e pela Mepha.

Segundo Rodrigo Goarmon, director-geral da Sandoz Portugal, a ambição da Sandoz, que tem 23 mil especialistas e está presente em mais de 130 países, “é chegar a líder mundial no mercado de genéricos”, o que pretende fazê-lo ao “desenvolver produtos diferenciados através das nossas competências científicas e expertise em tecnologias inovadoras”, diz. Rodrigo Goarmon afirma que a aposta da farmacêutica “é ser o parceiro de eleição para medicamentos genéricos de qualidade a custos acessíveis e oferecer soluções inovadoras aos seus doentes”.

O director-geral da Sandoz Portugal garante que a Sandoz “é líder mundial no desenvolvimento de novas tecnologias, gerindo mais de 400 moléculas e mais de 700 projectos, e cobrindo todas áreas terapêuticas, desde os produtos mais simples aos mais complexos e diferenciados”.

Em Portugal, a Sandoz quer expandir o seu portefólio de produtos biosimilares, onde é pioneira, e nas áreas respiratória, oftalmológica e biotecnológica, além daquelas em que já se encontra presente: cardiovascular, sistema nervoso central, anti-inflamatórios, diabetes, osteoporose, urologia, anti-infecciosos, antialergénicos e gastro. Rodrigo Goarmon diz haver “uma forte aposta da Sandoz nos medicamentos biosimilares”. A empresa “já lançou dois biosimilares – Zarzio® (Filgrastim) e Binocrit® (epoetina alfa) em Portugal e espera lançar mais um em breve”, diz.

Já a Mepha ocupou o quinto lugar do pódio em 2010 segundo o ranking da IMS Health.

A empresa está presente em mais de 60 países, e detém um portefólio de mais de 100 medicamentos, estando no segmento dos genéricos desde 2003. Actualmente, a Mepha Portugal conta com uma equipa de 69 pessoas e tem um portefólio de mais de 35 genéricos, sobretudo, nas áreas terapêuticas afectas ao Aparelho Cardiovascular, Sistema Nervoso Central e Aparelho Gastrointestinal, de onde provem a maioria das receitas da farmacêutica. Quanto a estratégia de crescimento é alicerçada na diversificação da actividade nos três principais segmentos do mercado: medicamentos inovadores, medicamentos genéricos e medicamentos não sujeitos a receita médica.

Genéricos: “guerras” dos doentes contra patentes estão longe de acabar
28/04/2011 - 09:59

Sempre existiram e continuam a existir litígios que envolvem grandes empresas farmacêuticas detentoras de patentes e empresas de genéricos em todo o mundo. Os nomes são sonantes. Merck, AstraZeneca, Novartis, Pfizer e GlaxoSmithKline são grandes grupos que não têm visto com bons olhos a ascensão dos genéricos no mundo, escreve o Diário Económico, num dossier especial dedicado à Indústria Farmacêutica de Genéricos.

Um exemplo incontornável de confrontos entre farmacêuticas e genéricos, é o do Processo da Novartis na Índia, em que o Tribunal de Chennai não concedeu a este laboratório o direito de patentear uma modificação do GLIVEC® (medicamento contra a leucemia). Esta sentença, datada de 2007, originou grande polémica com os laboratórios originadores a reclamarem que esta era uma decisão que poria em causa o progresso da medicina e a inovação e desenvolvimento de novos medicamentos e os Médicos sem Fronteiras, a proclamarem a vitória dos ‘pacientes sobre as patentes’.

Foi também a defesa pelos pacientes que levou a uma guerra aberta entre o Estado brasileiro e os laboratórios Abbott. Em 2004, o serviço público de saúde do Brasil lutava com dificuldades para fornecer remédios grátis a centenas de milhares de pacientes com VIH. Para colmatar o problema, o ministro da Saúde pediu aos laboratórios Abbott, multinacional fabricante do Kaletra®, remédio para portadores de VIH para que reduzisse o seu preço em 42%. Pedido esse que não foi aceite, tendo o ministro ameaçado quebrar a patente, recorrendo à Organização Mundial de Comércio, que permite o recurso em casos de emergências sérias para a saúde. O caso acabou por não ser levado avante, depois da Abbott ter concordado em reduzir o preço do Kaletra® e mantê-lo estável durante seis anos.

O Brasil está ainda a ser palco de uma batalha jurídica entre os laboratórios estrangeiros e os fabricantes de genéricos uma vez que entre 2009 e 2013, as patentes de pelo menos 15 medicamentos vão expirar, dos quais cinco são da Pfizer. Em condições normais, as fórmulas ficariam do domínio público e disponíveis para fabricantes de genéricos, mas os grandes laboratórios afirmam que em alguns medicamentos será necessária uma correcção do prazo de validade das patentes. Já as fabricantes de genéricos acusam as concorrentes de querer atrasar os processos e manter a exclusividade de vendas por mais tempo.

É também do domínio público o processo jurídico de grandes proporções que ocorre na África do Sul, destinado a intimidar o governo daquele país a não importar medicamentos genéricos produzidos pelo Brasil e pela Índia para o tratamento da Sida. A iniciativa de mais de 40 gigantes farmacêuticos, entre elas a GlaxoSmithKline, a maior do mundo, pressiona para que o governo sul-africano recue e invalide uma lei de 1997, que autoriza a importação ou produção de genéricos.

Casos polémicos e investigações

De acordo com um relatório da agência Bloomberg, companhias farmacêuticas de peso, como a sanofi-avensis, a Novartis e a Eli Lilly alertaram as alfândegas da União Europeia sobre a possibilidade de o Brasil e a Índia estarem a exportar medicamentos suspeitos de violação da propriedade intelectual. Num ano, foram apreendidos 17 genéricos de origem indiana nas fronteiras europeias.

Em Dezembro de 2010, a AstraZeneca denunciou ser alvo de uma investigação, por parte das autoridades europeias da concorrência, o mesmo acontecendo ao laboratório suíço Nycomed.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/genericos-guerras-dos-doentes-contra-patentes-estao-longe-de-acab